Transporte de Cabotagem

Transporte de cabotagem se refere ao transporte de mercadorias domésticas ao longo das áreas costeiras entre os portos locais. Acontece não só nos portos brasileiros e sim em qualquer país, pode ocorrer em lagos e rios também. Não ocorre apenas na praia, mas também em lagos e rios. Você também pode navegar em portos de diferentes países, como Brasil e Uruguai, que é conhecido como cabotagem internacional.

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Autor: Tomé Amauri da Silva Neto

e-mail: tomneto1511@gmail.com

Curso Profissionalizante Navegação de Cabotagem: transporte de cargas e logística

O termo “cabotagem” vem do sobrenome de Sebastião Caboto, um navegador veneziano do século 16 que explorou o Rio Prata em busca da misteriosa Serra da Prata (Serra da Prata). O transporte costeiro foi utilizado principalmente para o transporte de carga a granel na década de 1930. Este era o principal meio de transporte de cargas quando as malhas ferroviárias e rodoviárias apresentavam situação precária. No final da década de 1990, o aumento dos pedágios e a privatização das rodovias promoveram ainda mais o aumento do frete rodoviário. Em 1990, algumas empresas iniciaram o negócio de transporte marítimo de contêineres por cabotagem na linha Santos-Manaus na tentativa de viabilizar o transporte aquaviário, que representava 18,4% do total, enquanto o rodoviário era de 56,0%.


Transporte de cabotagem se refere ao transporte de mercadorias domésticas ao longo das áreas costeiras entre os portos locais. Acontece não só nos portos brasileiros e sim em qualquer país, pode ocorrer em lagos e rios também. Não ocorre apenas na praia, mas também em lagos e rios. Você também pode navegar em portos de diferentes países, como Brasil e Uruguai, que é conhecido como cabotagem internacional.


Embora seja um meio de transporte seguro e eficaz, o transporte marítimo entre portos nacionais é prejudicado pela excessiva burocracia da política nacional de transportes, que na maioria das vezes prioriza o rodoviário. Um dos motivos que justificaram o problema é que o transporte de cabotagem segue, na verdade, as mesmas regras do processamento remoto no transporte internacional de cargas. Em outras palavras, embora esteja dentro de seu próprio território, tem quase o mesmo tratamento que as mercadorias que circulam entre os países. Outro problema com esse modelo é a estrutura de custos operacionais. A mão de obra é muito cara por causa da falta de talentos profissionais no mercado. Isso porque eles precisam ser treinados em robôs: é preciso mostrar como eles funcionam, os equipamentos utilizados e como modelar a operação. Além disso, o custo com combustível é alto. Esses fatores afetam cerca de 2/3 do custo total do curso. Outro obstáculo a esse modelo é a alta carga tributária, seja para a prestação de serviços de transporte de cabotagem ou relacionada à mercadoria transportada. Como falamos antes, o Brasil tende a dar importância ao transporte rodoviário, portanto, os incentivos fiscais costumam ser direcionados ao Brasil.

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O que é Cabotagem?

A Cabotagem é a navegação entre portos do mesmo País e apresenta muitas oportunidades no mercado brasileiro

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Navegação de Cabotagem

A Cabotagem é a navegação entre portos do mesmo País. Constitui-se em um modal promissor, tendo em vista a extensão da costa brasileira , sendo esta navegável e sendo que as principais cidades, pólos industriais e grandes centros consumidores se concentram no litoral ou em cidades próximas a ela.

 

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Linhas de Cabotagem no Litoral Brasileiro

 

Vantagens e Desvantagens do Transporte de Cabotagem

O maior benefício no uso da cabotagem está nas longas distâncias, isto é, acima de 1500 km e, preferencialmente distantes até 400 Km do porto. É o modal de transporte que tem o potencial de mais rapidamente transformar a matriz de transporte brasileira.

Comparada aos modais rodoviário e ferroviário, o transporte de cabotagem, em termos de custo, capacidade de carga e menor impacto ambiental, a Cabotagem é a melhor  para compor a cadeia de suprimentos de diversos setores.

 

Apesar das vantagens, o modal ainda enfrenta algumas barreiras para o desenvolvimento no Brasil , sendo uma delas a legislação onde se é permitido a pratica de cabotagem com navios de bandeira brasileira, porém a frota nacional é limitada e envelhecida. Outro problema citado por especialistas é a baixa prioridade no atendimento nos portos e as despesas com o serviço de praticagem, que chegam a representar até 40% dos custos.

 

Dados Transporte Cabotagem

 

Segundo dados da ANTAQ – Agência Nacional de Transportes Aquaviários, entre 2010 e 2012 foram transportadas 402 milhões de toneladas na navegação de cabotagem brasileira. Os granéis representaram aproximadamente 92% de toda tonelagem transportada, sendo 79% de granel líquido e 13% de granel sólido. Já a carga geral – solta e conteneirizada – respondeu por 8% do transporte, cada qual contribuindo com 4% do peso total.

No tocante aos granéis líquidos, os grupos de mercadorias mais representativos são combustíveis e óleos minerais e soda cáustica, totalizando 314 milhões de toneladas transportadas de 2010 a 2012. Em relação aos granéis sólidos, destacam-se a bauxita, o minério de ferro e o sal com 48 milhões de toneladas para o período em análise.

Na carga geral solta, as mercadorias relevantes são a madeira e a celulose (nove milhões de toneladas). Por meio de contêineres foram movimentadas cerca de 17 milhões de toneladas de produtos nos anos de 2010 a 2012.

A navegação de cabotagem teve alta de 2,3% na movimentação no primeiro trimestre em relação aos três primeiros meses do ano de 2016, tendo os combustíveis e óleos minerais como principais mercadorias movimentadas em 2017, ocupando 62,1% da movimentação total, apesar do decréscimo de 5,4% em relação ao primeiro trimestre de 2016.

Na navegação interior, a movimentação teve alta de mais de 12%, movimentando 12,2 milhões de toneladas. Isso se deve ao crescimento de 58,4% no grupo de sementes e grãos e ao aumento de 54,8% no grupo de minérios em relação ao primeiro trimestre de 2016.

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O transporte por cabotagem requer maior planejamento

Segundo a Pratical ONe , as empresas que estão acostumadas a exportar carga conteinerizada, facilmente se adaptam ao uso da cabotagem. O processo operacional é o mesmo. Já para quem está acostumado a chamar o seu transportador rodoviário e este designa o tipo de caminhão, agenda os horários, faz a coleta e entrega posterior no destino, o processo da cabotagem pode se tornar burocrático. Eventualmente para o transportador rodoviário, a melhor rentabilidade está em usar o maior número de vezes o seu ativo, o caminhão. Então, ele próprio tem oportunidades na promoção da cabotagem para as longas distâncias. E, justamente por isso, pode ser um parceiro na intermodalidade, junto ao seu cliente embarcador, para as longas distâncias.

 

As partes do processo que exigem planejamento no transporte de cabotagem, são listadas a seguir:

  • Escolha do armador, porto de embarque e destino e formato de coleta e entrega. Estabelecer condições de frete e prazo livre de custos para o contêiner na origem (detention) e destino (demurrage).
  • Saber tipo e dimensões do contêiner que irá acomodar a carga. Conhecer as restrições da carga para um transporte seguro, evitando deslocamentos do produto durante a viagem.
  • Conhecer o tempo necessário entre a retirada do contêiner vazio e sua entrega no prazo de embarque cheio no terminal portuário.
  • Se o modo de transporte contratado for o portoporto, há espaço para que o transportador rodoviário do embarcador, faça a coordenação da operação. Muitas vezes ele já é um especialista no assunto.
Conclusões

A navegação de cabotagem apresenta muitas oportunidades no mercado brasileiro, que deve aproveitar a condição natural desse modal e optar pela melhoria da legislação, simplificação de processos e trâmites burocráticos e eventuais incentivos ou revisões tributárias, especialmente em relação ao custo de combustível, que á a maior parcela de custo operacional dos embarcadores e condições de frota e portos e terminais.

 

 

 

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