O que é Cabotagem?

A Cabotagem é a navegação entre portos do mesmo País e apresenta muitas oportunidades no mercado brasileiro

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Navegação de Cabotagem

A Cabotagem é a navegação entre portos do mesmo País. Constitui-se em um modal promissor, tendo em vista a extensão da costa brasileira , sendo esta navegável e sendo que as principais cidades, pólos industriais e grandes centros consumidores se concentram no litoral ou em cidades próximas a ela.

 

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Linhas de Cabotagem no Litoral Brasileiro

 

Vantagens e Desvantagens do Transporte de Cabotagem

O maior benefício no uso da cabotagem está nas longas distâncias, isto é, acima de 1500 km e, preferencialmente distantes até 400 Km do porto. É o modal de transporte que tem o potencial de mais rapidamente transformar a matriz de transporte brasileira.

Comparada aos modais rodoviário e ferroviário, o transporte de cabotagem, em termos de custo, capacidade de carga e menor impacto ambiental, a Cabotagem é a melhor  para compor a cadeia de suprimentos de diversos setores.

 

Apesar das vantagens, o modal ainda enfrenta algumas barreiras para o desenvolvimento no Brasil , sendo uma delas a legislação onde se é permitido a pratica de cabotagem com navios de bandeira brasileira, porém a frota nacional é limitada e envelhecida. Outro problema citado por especialistas é a baixa prioridade no atendimento nos portos e as despesas com o serviço de praticagem, que chegam a representar até 40% dos custos.

 

Dados Transporte Cabotagem

 

Segundo dados da ANTAQ – Agência Nacional de Transportes Aquaviários, entre 2010 e 2012 foram transportadas 402 milhões de toneladas na navegação de cabotagem brasileira. Os granéis representaram aproximadamente 92% de toda tonelagem transportada, sendo 79% de granel líquido e 13% de granel sólido. Já a carga geral – solta e conteneirizada – respondeu por 8% do transporte, cada qual contribuindo com 4% do peso total.

No tocante aos granéis líquidos, os grupos de mercadorias mais representativos são combustíveis e óleos minerais e soda cáustica, totalizando 314 milhões de toneladas transportadas de 2010 a 2012. Em relação aos granéis sólidos, destacam-se a bauxita, o minério de ferro e o sal com 48 milhões de toneladas para o período em análise.

Na carga geral solta, as mercadorias relevantes são a madeira e a celulose (nove milhões de toneladas). Por meio de contêineres foram movimentadas cerca de 17 milhões de toneladas de produtos nos anos de 2010 a 2012.

A navegação de cabotagem teve alta de 2,3% na movimentação no primeiro trimestre em relação aos três primeiros meses do ano de 2016, tendo os combustíveis e óleos minerais como principais mercadorias movimentadas em 2017, ocupando 62,1% da movimentação total, apesar do decréscimo de 5,4% em relação ao primeiro trimestre de 2016.

Na navegação interior, a movimentação teve alta de mais de 12%, movimentando 12,2 milhões de toneladas. Isso se deve ao crescimento de 58,4% no grupo de sementes e grãos e ao aumento de 54,8% no grupo de minérios em relação ao primeiro trimestre de 2016.

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O transporte por cabotagem requer maior planejamento

Segundo a Pratical ONe , as empresas que estão acostumadas a exportar carga conteinerizada, facilmente se adaptam ao uso da cabotagem. O processo operacional é o mesmo. Já para quem está acostumado a chamar o seu transportador rodoviário e este designa o tipo de caminhão, agenda os horários, faz a coleta e entrega posterior no destino, o processo da cabotagem pode se tornar burocrático. Eventualmente para o transportador rodoviário, a melhor rentabilidade está em usar o maior número de vezes o seu ativo, o caminhão. Então, ele próprio tem oportunidades na promoção da cabotagem para as longas distâncias. E, justamente por isso, pode ser um parceiro na intermodalidade, junto ao seu cliente embarcador, para as longas distâncias.

 

As partes do processo que exigem planejamento no transporte de cabotagem, são listadas a seguir:

  • Escolha do armador, porto de embarque e destino e formato de coleta e entrega. Estabelecer condições de frete e prazo livre de custos para o contêiner na origem (detention) e destino (demurrage).
  • Saber tipo e dimensões do contêiner que irá acomodar a carga. Conhecer as restrições da carga para um transporte seguro, evitando deslocamentos do produto durante a viagem.
  • Conhecer o tempo necessário entre a retirada do contêiner vazio e sua entrega no prazo de embarque cheio no terminal portuário.
  • Se o modo de transporte contratado for o portoporto, há espaço para que o transportador rodoviário do embarcador, faça a coordenação da operação. Muitas vezes ele já é um especialista no assunto.
Conclusões

A navegação de cabotagem apresenta muitas oportunidades no mercado brasileiro, que deve aproveitar a condição natural desse modal e optar pela melhoria da legislação, simplificação de processos e trâmites burocráticos e eventuais incentivos ou revisões tributárias, especialmente em relação ao custo de combustível, que á a maior parcela de custo operacional dos embarcadores e condições de frota e portos e terminais.

 

 

 

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