Completação de Poços de Petróleo

A Completação de poços consiste no conjunto de serviços efetuados no poço desde o momento em que a broca atinge a base da zona produtora de produção.

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Autor: SANDERSON MAXWELL DE FREITAS

Curso Operador de Sonda – Plataformista


A Completação de poços consiste no conjunto de serviços efetuados no poço desde o momento em que a broca atinge a base da zona produtora de produção.

Este é um conceito operacional da atividade, note que a cimentação do revestimento de produção, ou seja o que entra em contato com a zona produtora é, por esta definição, uma atividade de Completação. Por outro lado, a melhor definição seria: A de transformação do esforço de perfuração em uma unidade produtiva completamente equipada e com os requisitos de segurança atendidos, pronta para produzir óleo e gás, gerando receitas.

Tipos de Completação


Existem muitos métodos de completação utilizados ao redor do mundo. No entanto, o que ocorre são inúmeras variações de alguns métodos básicos que podem ser classificados quanto: à interface entre a coluna e reservatório:


a) Completação a poço aberto;
b) Liner rasgado ou canhoneado;
c) Revestimento canhoneado.


Ao método de produção: Surgente ou de elevação artificial. Ao número de zonas completadas: simples, seletiva ou múltiplas.


Completação a poço aberto
A completação a poço aberto é frequentemente utilizada em espessas seções de reservatórios constituídos por tipos de rochas bem firmes. É o método mais antigo de completação de poços. As vantagens deste método são as seguintes:
▪ a zona de interesse inteira é aberta para a coluna;
▪ não há gasto com canhoneio do revestimento;
▪ existe a intercomunicação de fluidos em todo o intervalo aberto para produção;
▪ drawdown pode ser reduzido por causa da larga área de fluxo;
▪ há uma redução no custo do revestimento;
▪ o poço pode ser facilmente aprofundado;
▪ a completação pode ser facilmente convertida para um outro tipo de completação como o liner rasgado ou revestimento canhoneado;
▪ pelo fato de não haver revestimento, não há risco de haver dano à formação causada pelo cimento.
A completação a poço aberto é particularmente atrativa quando há dificuldade de identificação do retorno líquido financeiro durante o período de completação; ou onde perdas com uma filtragem ruim do fluido de perfuração pode levar a grandes prejuízos.


Liner rasgado ou canhoneado
Para controlar problemas de desmoronamento, os primeiros produtores de petróleo colocaram tubos com fendas ou telas na parte inferior do poço como um filtro de areia. O uso deste tipo de completação como método para controle de areia vem se tornando muito popular hoje em dia em algumas áreas.
Este método tem praticamente as mesmas vantagens e desvantagens da completação a poço aberto. Na maneira mais simples e antiga um tubo com fendas é colocado dentro do poço. As fendas são pequenas o suficiente para que a areia fique retida. Para areias muito finas são colocadas telas de arame. Esta técnica é um método de controle de areia razoavelmente eficaz. Algumas vezes este é o único método de controle de areia que pode ser usado por causa da perda de pressão e considerações sobre a geometria do poço.


Revestimento canhoneado
O método mais comum de completação envolve cimentação do revestimento na área de interesse, onde a comunicação com a formação é feita através de buracos perfurados no revestimento e no cimento, denominados canhoneados.
Este canhoneio é feito para comunicar o interior do poço com a zona de interesse. Se o poço é revestido e não-perfurado durante os estágios iniciais da operação de perfuração, o controle do poço é mais fácil e os custos de completação podem ser reduzidos. Usando várias técnicas de controle de profundidade, é possível decidir quais zonas serão perfuradas e abertas para produção, evitando assim, a comunicação de fluidos indesejáveis como gás e água, zonas fracas que podem produzir areia ou ainda, zonas improdutivas.


Completação para poços com bombas
A completação também é classificada de acordo com o método de produção e o número de zonas produzidas. Poços equipados com bombas de fundo são completados com anular aberto através do qual o gás vai para a superfície. Todos os sistemas de bombeamento se tornam ineficientes na presença de gás.


Completação de Múltiplas Zonas
Para completação de múltiplas zonas o principal é saber o que se deseja produzir. Quando um poço encontra mais de uma zona de interesse, a decisão deve ser tomada frente aos seguintes aspectos: ▪ Produzir as zonas individualmente, uma depois da outra, através de uma linha única; ▪ Completar o poço com várias linhas e produzir várias zonas simultaneamente; ▪ Misturar várias zonas numa única completação; ou ▪ Produzir uma única zona por esse poço, e perfurar poços adicionais para as outras acumulações.


Esta decisão deve ser baseada numa comparação econômica das alternativas, porém a completação de múltiplas zonas, com uma única linha de produção, são frequentemente preferíveis porque quando se trabalha com linhas duplas, o tamanho do revestimento limita o diâmetro, que, por sua vez, limita o fluxo obtido através de cada linha. Estas completações podem também ser usadas para minimizar custos de completação, que é freqüentemente a razão para limitar o tamanho do revestimento de produção. Completações com linhas duplas podem ser paralelas ou concêntricas.


Completações com linhas triplas têm sido também utilizadas em algumas áreas, mas são muito limitadas em capacidade de poço para que sejam economicamente atrativas como completações convencionais.


Em suma, devemos enfatizar que a avaliação das condições sob as quais um poço deve operar dita quais opções podem ser consideradas dentre uma variedade de possibilidades de modelos de completação. A parte econômica dita qual desses modelos é mais adequado para uma situação particular. Selecionar o melhor modelo de completação para uma dada situação requer que os engenheiros considerem a performance atual e futura do poço, as restrições impostas pelo programa de perfuração, as regulamentações ou políticas que possam ser aplicadas e a operacionalidade da nova tecnologia.

Perfilagem geofísica de poços

A Perfilagem Geofísica de Poço é um método capaz de gerar perfis verticais integrando vários métodos geofísicos em um mesmo ponto. Esta técnica consiste na descida de uma sonda, através do guincho até o fundo de um poço concluído recentemente. Ao subir, a sonda realiza medições nas paredes do poço, que podem ser de radioatividade, resistividade, magnética, sônica e outros. Após concluir este procedimento obtém-se um perfil geofísico do poço, com o resultado integrado de todas as sondas utilizadas. Podem ser feitos da seguinte forma: GAMA NATURAL – Mede a variação da radioatividade natural emitida por mudanças na concentração de radioisótopos. Aplicada para distinguir tipos de rocha, mapeamento litológico, correlação estratigráfica e detecção de zonas de alteração, estimativas de Urano e mapeamento de argila. DENSIDADE GAMA-GAMA – Mede a densidade das rochas em função da porosidade, do teor de fluído e da composição mineralógica. Aplicada para tonelagem e avaliação de reserva de minério, bem como para estimar informações referentes à mecânica da rocha, como módulo em massa. RESISTIVIDADE, SP, Resistência em Ponto Único – Mede a resistividade elétrica combinada da rocha, do solo e do fluido dos poros. Aplicada para identificara zonas de litologia e fraturas, podendo fornecer informações para identificação de contaminantes com base na condutividade de fluidos de poros. As altas do SP podem indicar sulfetos de metais comuns, minerais com baixa intensidade condutora. Enquanto aumentos nas medições observadas de RPU acompanham o tamanho do grão, os valores para RPU diminuem na presença de fraturas e/ou em furos com maior diâmetro. SÔNICO (onda P e S) – Registra a forma de onda acústica completa influenciada pelas propriedades elásticas da formação. Auxilia no cálculo da porosidade, impedância acústica, compressão e velocidade da onda de cisalhamento, detecção de fraturas e avaliação de ligação de cimento. As informações das ondas de compressão, cisalhamento e Stoneley podem ser usadas para calcular propriedades mecânicas. TEMPERATURA E CONDUTIVIDADE – Mede a variação da temperatura e condutividade elétrica do furo, ou seja, mudanças na temperatura do fluido e/ou resistividade relacionada ao fluxo de fluido no furo. O gradiente de temperatura pode identificar fluxos de água através de rachaduras, fraturas ou zonas de cisalhamento que
podem ajudar a interpretação estrutural e identificar potenciais problemas com antecedência. CALIPER – Mede mecanicamente o diâmetro do furo. As variações de diâmetro são usadas para avaliar fraturas, alterações de litologia, resistência da rocha para erosão ou deformação em termos de força mecânica e cálculos de volume. Também usado para inspeção de fluído de preenchimento e de estruturas de concreto projetado. TELEVISIONAMENTO – Permite a geração de imagens, identificação e orientação de características geotécnicas e estruturais in situ. Os medidores de inclinação integrados e os magnetômetros de 3 componentes fornecem informações direcionais para a orientação verdadeira. ACÚSTICO – Fornece a imagem orientada da parede do furo. Permite identificar e categorizar com precisão as fraturas que são úteis para investigações geotécnicas, incluindo o desenvolvimento de minas, construção de barragens e análise de tensão de ruptura. ÓTICO – Fornece uma imagem orientada e de alta resolução das paredes do furo. Permite a identificação de estratificações, veios, mineralizações, contatos litológicos e geologia estrutural em furos. SPINNER FLOW METER – Mede a velocidade in situ do fluido em um furo. Útil para múltiplos fins geotécnicos e hidrogeológicos. INDUÇÃO – Mede a condutividade combinada de rocha, solo e fluido de poros. O método indutivo permite perfilar através de revestimentos de PVC. Útil para distinguir a litologia e identificar mineralizações condutoras. POLARIZAÇÃO INDUZIDA – Permite medir o efeito de polarização induzida (cargabilidade). Útil para detectar sulfetos maciços disseminados, que terão uma maior cargabilidade em comparação com a rocha hospedeira. DESVIO – Permite definir a inclinação e o azimute do furo. MAGNETÔMETRO DE 3 COMPONENTES – Os medidores de inclinação integrados e os magnetômetros de 3 componentes fornecem informações direcionais (desvio e azimute). GYRO/GIROSCÓPIO (NORTH SEEKER E RATE) – Fornece informações direcionais precisas (desvio e azimute) em ambientes magnéticos e não magnéticos. Permite uma maior precisão para modelagem 3D de todas as informações do furo. GEORADAR DE FURO – Detecta mudanças litológicas e grandes características estruturais usando ondas de georadar. As ondas refletem preferencialmente fora dos materiais condutores, mostrando contrastes nas propriedades da rocha. FLUTe – Estruturas flexíveis que podem ser instalados para estabilizar e selar furos contra a contaminação cruzada. Permitir várias medidas hidrogeológicas, incluindo fluxo, perfil de transmissibilidade, localização de fontes de NAPL, mapeamento de contaminantes dissolvidos e distribuições da medida de pressão de líquidos acima de determinado datum geodésico. TESTE PACKER – Determina a condutividade hidráulica da massa rochosa. Usado para gerar uma curva de condutividade hidráulica versus profundidade, importante para o desenvolvimento de modelos precisos de águas subterrâneas.
SUSCEPTIBILIDADE MAGNÉTICA – Mede a quantidade de minerais magnéticos contidos num volume de rocha, como magnetita e pirrotita. Identifica mudanças na litologia, grau de homogeneidade e pode indicar uma zona de alteração. POROSIDADE POR NÊUTRONS – Mede a quantidade de nêutrons absorvidos pela formação. As sondas de neutrões calibradas permitem a medição quantitativa da porosidade. Os registros de nêutrons relativos (qualitativos) podem ser usados para definir mudanças na litologia.

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Refino do Petróleo e Suas Evoluções no Brasil

Este trabalho tem por objetivo apresentar a evolução da indústria do refino de petróleo no Brasil desde suas origens, sua evolução ao longo dos anos, explicitando as mudanças no perfil de produção, na matéria prima processada e na complexidade das nossas refinarias

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Autor: ELIDIANO NOGUEIRA LEAL
e-mail: elidiano9@gmail.com

Curso Profissionalizante Logística para a Indústria de Petróleo, Gás e Biocombustíveis.

Este trabalho tem por objetivo apresentar a evolução da indústria do refino de petróleo no Brasil desde suas origens, sua evolução ao longo dos anos, explicitando as mudanças no perfil de produção, na matéria prima processada e na complexidade das nossas refinarias. Busca, também, apresentar os próximos passos para o refino de petróleo nacional, seus desafios face a produção de petróleos pesados e ácidos, bem como os impactos provocados pela necessidade de produção de derivados com especificações cada vez mais restritivas e com menor impacto ambiental. Optou-se pelo hidro refino como o primeiro grande passo para os próximos anos concluindo-se que unidades para o hidrotratamento de correntes intermediárias ou mesmo produto assumirão um papel fundamental nos futuros esquemas de refino. Outra vertente importante analisada foi a necessidade de aumento de conversão, ressaltando-se que o caminho hoje escolhido de implantação de Unidades de Coque amento Retardado se esgota no início da próxima década abrindo caminho para a tecnologia de hidro conversão de resíduo. Com relação à qualidade da gasolina e do óleo diesel.

Para verificar trabalho na íntegra basta acessar abaixo

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Exploração e Extração do Petróleo

As Sonda de perfuração ou Plataforma de perfuração são equipamentos utilizados para perfurar poços que permitam o acesso a reservatórios de petróleo ou gás natural.

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Autor: Anderson Soares Oliveira dos Santos

E-mail: andersonsoares_ms@hotmail.com

Instituição: Somática Educar

Curso Operador de Sonda – Plataformista

O Petróleo é um combustível fóssil que corresponde a uma substância oleosa cuja densidade é inferior à da água e é inflamável. É considerado um dos principais recursos naturais utilizados como fonte de energia da atualidade. Considerado um óleo de origem fóssil, ele leva milhões de anos para ser formado nas rochas sedimentares, em áreas marítimas e terrestres. Da descoberta dos campos até a transformação nos diversos produtos presentes no nosso dia a dia, o petróleo percorre uma longa jornada, que envolve muito estudo e investimento.

O petróleo é originado a partir da decomposição de matéria orgânica, especialmente, dos plânctons.  Segundo o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), o petróleo constitui uma mistura de hidrocarbonetos (moléculas de carbono e hidrogênio) que se encontram em estado líquido (em temperatura e pressão ambientes). É constituído também por compostos sulfurados, nitrogenados, oxigenados, resinas, asfaltenos e metálicos como ferro, cobre e zinco.

As descobertas no pré-sal estão entre as mais importantes em todo o mundo na última década. Essa província é composta por grandes acumulações de óleo leve, de excelente qualidade e com alto valor comercial. Para descobrir reservas e operar com eficiência em águas ultraprofundas, é necessário sondas de perfuração, plataformas de produção, navios e submarinos com recursos que movimentam toda a cadeia da indústria de energia.

As Sonda de perfuração ou Plataforma de perfuração são equipamentos utilizados para perfurar poços que permitam o acesso a reservatórios de petróleo ou gás natural. Dependendo da localização do reservatório, as sondas podem ser terrestres ou marítimas. Estas últimas são instaladas sobre uma base flutuante e podem ou não ter propulsão própria.

A Perfuração é realizada através de uma sonda, a qual utiliza-se vários equipamentos que são responsáveis para sustentação de cargas, estrutura de aço especial, espaço vertical acima da plataforma e execução de “manobras”.

Uma sonda rotativa é constituída de vários sistemas, cujos principais são: Sistema de geração de energia; Sistema rotação; Sistema de movimentação de cargas; Sistema de circulação de fluidos; Sistema de controle de poço e Sistema de controle e monitoração.

A perfuração pode ser feita em terra ou no mar. Em terra, é feita por meio de uma sonda de perfuração. No mar, as etapas de perfuração são idênticas. A diferença é que são feitas por meio de plataformas marítimas. A profundidade de um poço pode variar de 800 a 6.000 metros. Uma vez encontrado petróleo, diversos poços são perfurados, de forma a estudar a viabilidade comercial de exploração daquela jazida.

Uma vez verificada a viabilidade comercial, inicia-se a etapa de produção. O petróleo pode ser expelido espontaneamente devido à pressão interna dos gases, ou pode ser necessário extraí-lo por meio de métodos mecânicos.

Durante o processo de extração do petróleo pode ocorrer também a extração do Gás Natural, principalmente, nas bacias sedimentares brasileiras, onde o gás natural, muitas vezes, encontra-se dissolvido no petróleo. Dessa forma, o gás natural (tecnicamente chamado de Gás Associado ao Petróleo) é separado do petróleo durante as operações de produção.

Terminada a etapa de produção, o petróleo e o gás natural são transportados por meio de dutos ou navios para os terminais, onde são armazenados. Em seguida, o petróleo é transferido para as refinarias, onde será separado em frações, pois o óleo bruto praticamente não tem aplicação.

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