Qualificação de Pás de Aerogerador de Pequeno Porte

Técnica e economicamente, o uso de energia renovável é viável no caso da transformação de  energia hidráulica, da biomassa em biogás e da eólica em energia elétrica.

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Autor: Edson Ramos Damasceno

Fortaleza – Ceará

Curso Capacitação em Inspeção em Pás, Torres e Estruturas Eólicas

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Energia é o que aciona todos os processos no universo, desde micro à macro escala, e  representa uma das indispensáveis bases para a vida na terra. 

A principal fonte da energia na terra é a radiação solar. Através dos processos fotossintéticos,  os vegetais convertem energia luminosa em energia química, transformando, assim, o dióxido de  carbono da atmosfera em compostos orgânicos de carbono que, para a fauna e os seres humanos,  representa a única fonte primária de alimentos. 

Na formação da crosta terrestre, grandes quantidades de carbono orgânico ficaram retidas  em lugares subterrâneos, sob forma de carvão, petróleo e gás. Este processo acabou purificando a  atmosfera terrestre ao longo do tempo, por conta da remoção do dióxido de carbono e a liberação  do oxigênio, possibilitando, assim, a manutenção da vida na terra. 

As formas mais corriqueiras de uso da energia pelo homem são a iluminação (luz solar) e sob  forma de alimento, transformando energia em trabalho muscular, a fim de desempenhar as funções  cotidianas do indivíduo. 

O uso das energias fósseis em larga escala começou com a exploração das minas de carvão e  dos poços de petróleo, para satisfazer a demanda por energia da sociedade industrializada. Com a  disponibilidade de grandes quantidades de energia, a mecanização e a automação, começou a  motorização da sociedade em todas as áreas: trabalho, agricultura, pesca, produção, transporte,  locomoção, comunicação, lazer, preparação de alimentos, condicionamento de ambiente. E isto de  tal forma que, atualmente, até os brinquedos para crianças são motorizados. 

Na definição da Organização das Nações Unidas (ONU), desenvolvimento sustentável é um  conjunto de processos e atitudes que atende às necessidades presentes, sem comprometer a  possibilidade de que as gerações futuras satisfaçam as suas próprias necessidades (ONU, 1987). 

Mas atualmente, as consequências mais graves do uso excessivo das energias não-renováveis  (fósseis) são o esgotamento destes recursos dentro de poucos anos, o equivalente a algumas  gerações, além do aumento do CO2 na atmosfera.

Os processos e atitudes da sociedade moderna  atendem às necessidades presentes, mas comprometem a possibilidade de as gerações futuras  satisfazerem suas necessidades. A existência da raça humana pode estar ameaçada por conta deste  tipo de desenvolvimento. 

Evitar um desastre global obriga a humanidade a reduzir significativamente o uso das energias  fósseis. Neste caso, as energias renováveis oferecem uma alternativa sustentável para satisfazer a  demanda de energia, já que minimizam as chances de ocorrer o já anunciado esgotamento das  energias fósseis, e evitam o aumento do CO2 na atmosfera. Energia renovável é a energia enquadrada  em um dos seguintes tipos: radiação, biomassa, hidráulica de rios, vento, calor, correntes marítimas  e ondas, que se renovam permanentemente, através do fluxo energético solar. 

Técnica e economicamente, o uso de energia renovável é viável no caso da transformação de  energia hidráulica, da biomassa em biogás e da eólica em energia elétrica. Mais especialmente, o uso  da energia hidráulica e de biomassa sob forma de álcool já tem uma longa história de sucesso no  Brasil, que produz atualmente mais de 80% da energia elétrica a partir de recursos hídricos e é líder  mundial no domínio de tecnologia e na produção de álcool como combustível automotivo. A  produção do biogás na base de biomassa é uma tecnologia usada já em larga escala, no  aproveitamento de excrementos de animais e resíduos vegetais, mas o processo de aproveitamento  de lixo e de resíduos de tratamento de esgoto para produzir biogás ainda é bastante incipiente, em  fase de experiência.

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As perspectivas das fontes renováveis na geração de energia eólica para manutenção contra apagões

tualmente a energia eólica ocupa a segunda posição em geração de energia, superando a biomassa e ficando atrás das hidrelétricas, principais fontes e responsáveis por 95 % da produção no Brasil. Tal potencial energético precisa de excelência em gerenciamento, podendo desencadear apagões como já vistos ao longo do tempo.

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Curso de Operador de Parques Eólicos

Aluno: Allysson Roberto Monteiro de Oliveira

As fontes de energia renováveis cada vez mais ganham espaço no cenário mundial, cujos países pioneiros colhem os resultados obtidos com sua estruturação, tendo a China como líder mundial. O Brasil ocupa a oitava posição com capacidade instalada de aproximadamente 13 gigawatts (GW) e apresenta potencial de crescimento para as próximas décadas. 

Segundo a Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), o Brasil possui um potencial de geração de energia eólica estimado em cerca de 500 giga watts (GW). Tal potencial pode atender o triplo da demanda atual de energia do país.

Nesse cenário, o Nordeste concentra cerca de 85 % da produção de energia eólica, tendo o Estado da Bahia como líder do ranking e com o maior parque eólico da América Latina. Assim, nota-se a gama de investimentos e produção de conhecimento inerente ao setor, tornando essa relação um mecanismo cíclico com tendência à expansão.

Diante do atual cenário proporcionado pela pandemia da COVID – 19, observamos uma pequena desaceleração, porém, em função dos fatores estruturais e planejamentos realizados anteriormente, ainda sim essa tendência de crescimento do setor não foi completamente afetada, vislumbrando-se um cenário promissor com a estabilização da crise mundial de saúde.   

Atualmente a energia eólica ocupa a segunda posição em geração de energia, superando a biomassa e ficando atrás das hidrelétricas, principais fontes e responsáveis por 95 % da produção no Brasil. Tal potencial energético precisa de excelência em gerenciamento, podendo desencadear apagões como já vistos ao longo do tempo.

Recentemente, mais precisamente no dia 3 de novembro de 2020, o Estado do Amapá sofreu um apagão devido à falha do sistema energético ocasionado por incêndio no transformador que comprometeu o fornecimento à maioria da população. As condições geográficas, bem como a precariedade do serviço prestado expuseram uma problemática no atendimento e na dificuldade à resposta imediata por parte dos órgãos referente gerenciamento da situação.

Embora o maior potencial energético da Região Norte seja em função das usinas hidrelétricas, há de se promover a transferência de energia eólica objetivando uma matriz suplementar no intuito da manutenção energética da Região. Para tal devem ser levadas em consideração as características ambientais e a demanda para então calcularem-se as possibilidades de investimentos a serem destinados, considerando que o potencial eólico estimado para vento médio anual igual ou superior a 0,7 m/s da Região Norte é de 12,8 GW e 26,4 TWh/ano, o penúltimo entre as cinco Regiões brasileiras, segundo o Atlas do Potencial Eólico Brasileiro, 2001.

Diante do exposto, o histórico de apagões ocorridos no Brasil revela que não basta a expansão da capacidade energética nas mais diversas matrizes e sim a necessidade de interligação das mesmas, objetivando a complementação e manutenção de um bem tão imprescindível à vida das pessoas.

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A geração da energia eólica e o meio ambiente

Energia eólica é uma das fontes renováveis que apresenta maiores vantagens na geração de energia elétrica.

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Autor do Artigo: Kennedy Noberto De Lima
Email: kennedynoberto@gmail.com

RESUMO


Atualmente vários países vêm investindo na complementação e transformação de seus parques energéticos com a introdução de fontes alternativas de energia, sendo que as questões ambientais alavancaram em muito estes investimentos, principalmente devido aos impactos causados pelas formas tradicionais de geração de energia. A utilização de soluções energéticas que agridem em menor escala o meio ambiente tem destacado a energia eólica como uma fonte alternativa de grande importância na elaboração de novos cenários energéticos ecologicamente melhores. Porém, como toda tecnologia energética, o aproveitamento dos ventos para geração de energia elétrica apresenta algumas características ambientais desfavoráveis. Neste trabalho procura-se descrever quais são estas características e algumas medidas que podem ser tomadas no sentido de diminuir os impactos ambientais na instalação e operação de parques eólicos. Baseado na bibliografia analisada, conclui-se que os investimentos em a energia eólica devem ser encorajados e algumas destas características podem ser significativamente minimizadas e até mesmo eliminadas com planejamento adequado e inovações tecnológicas.


INTRODUÇÃO


Com a preocupação em torno das questões ambientais, iniciadas com grande pressão devido aos acidentes nucleares nos reatores de Three Mile Island em 1979, nos Estados Unidos e, mais tarde, em 1986 na cidade de Chernobyl, na ex-União Soviética, a busca de novas soluções para o fornecimento de energia elétrica impulsionam a comunidade mundial a abrir um grande espaço para a penetração das energias renováveis, em especial a energia eólica. Nos últimos anos, países como Alemanha, Dinamarca, Estados Unidos, entre outros, buscando atender
uma melhor qualidade no suprimento energético, engajaram-se no desenvolvimento de tecnologia e expansão do parque industrial, dando incentivos e subsídios ao setor, estimulando o crescimento de mercado e o desenvolvimento tecnológico, alavancando recursos a ponto de fixar a energia eólica no mercado mundial com tecnologia, qualidade e confiabilidade, fazendo desta uma opção imprescindível para o fornecimento de energia limpa em grandes potências. O aproveitamento dos ventos para geração de energia elétrica apresenta, como toda tecnologia energética, algumas características ambientais desfavoráveis como, por exemplo: impacto visual, ruído, interferência eletromagnética, danos à fauna. Porém, algumas destas características podem ser significativamente minimizadas e até mesmo eliminadas com planejamento adequado e inovações tecnológicas .A energia eólica por sua vez, não utiliza a água como elemento motriz, nem como fluido refrigerante e não produz resíduo radioativo ou gasoso. Pode-se ainda utilizar a área do parque eólico como pastagens e outras atividades agrícolas.

  1. BENEFÍCIOS AMBIENTAIS

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