A PRÁTICA DE BRINCAR COM UMA CRIANÇA

Os jogos e as brincadeiras devem fazer parte do cotidiano das crianças. Através deles, a criança pode estimular o desenvolvimento do seu raciocínio lógico, da cooperação, criatividade, coordenação, imaginação e socialização.

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Autora: Elizabeth Neves Machado D’Ingiullo

Trabalho Final Curso “O Lúdico no Processo de Ensino e Aprendizagem”

Instituição: www.somaticaeducar.com

e-mail autora: bethden@uol.com.br

e-mail instituição: contato@somaticaeducar.com

O Lúdico

Introdução do Projeto:

Os jogos e as brincadeiras devem fazer parte do cotidiano das crianças. Através deles, a criança pode estimular o desenvolvimento do seu raciocínio lógico, da cooperação, criatividade, coordenação, imaginação e socialização. Através do jogo, as crianças aprendem a respeitar regras, discutir, inventar, criar e transformar o mundo onde estão inseridos.

Ao brincar a criança amplia seus conhecimentos por meio das conversas e discussões que venham a acontecer durante a interação com as demais, ou ainda, quando está sozinha, através de sua própria imaginação que transforma seus brinquedos em seres animados capazes de dialogar com ela, estabelecendo também uma interação produtiva em termos de aprendizagens.

O trabalho com o lúdico é uma prática fundamental para ser utilizada em sala de aula em todas as fases de aprendizagem. É através dos jogos e brincadeiras que os alunos desenvolvem suas habilidades cognitivas e motoras, proporcionando ao professor a observação do desenvolvimento da criança por meio da sua liberdade para criar e imaginar diversas situações.

Jogos e brincadeiras são ferramentas importantíssima no processo de desenvolvimento da criança, por esse motivo, muito pode ser trabalhado nesse sentido. Contar histórias, ouvir histórias, dramatizar, jogar com regras, desenhar, entre outras atividades, constituem meios prazerosos de aprendizagem. À medida que a criança interage com os objetos e com outras pessoas, construí relações e conhecimentos a respeito do mundo em que vive.

Além de jogos e brincadeiras, acho importante ensinar também as crianças a produzir brinquedos com sucatas. É muito interessante ver uma criança transformar um simples copo ou uma garrafa de plástico, por exemplo, em uma fantástica nave espacial com tripulantes e tudo.

A brincadeira que planejei para atender essa atividade foi a de ler uma história e depois trabalhar na confecção de um brinquedo (com sucata) no formato do personagem principal da história lida.

Desenvolvimento do Projeto “A Prática de Brincar”

Nome completo: Elizabeth Neves Machado D’Ingiullo

Curso: O Lúdico no Processo de Ensino e Aprendizagem

E-mail: bethden@uol.com.br

Primeiro nome da criança: Rebecca

Idade da criança: 5 anos

A criança tem algum problema de saúde: Não

Condições físicas e emocionais da criança no início da atividade: Boas condições físicas e emocionais, sem sinais de ansiedade, depressão ou problema de comportamento.

Descrição e reflexão sobre a atividade brincar vivenciada

A atividade planejada foi a de contar uma história. A história que escolhi foi “A Princesa e o Sapo”. Escolhi essa história porque fala sobre cooperação, honestidade, bondade e diálogo.

Através da história, a criança pode desenvolver a imaginação, a criatividade, as emoções, o gosto pela leitura e pela linguagem, criando empatia com os personagens. As histórias despertam na criança o lado lúdico, sabemos que é no lúdico que a criança desenvolve criatividade e senso crítico.

As histórias são excelentes ferramentas para ajudar a criança na observação, reflexão e memória.

Após a narrativa, a criança será convidada a participar da produção de um porta-objeto com material reciclado no formato de um sapo. Será um momento especial, de muita diversão e conscientização ambiental.

O brinquedo confeccionado com recicláveis, além de ajudar a preservar o meio ambiente, contribui para o desenvolvimento da criatividade da criança, do seu pensamento crítico e do aprendizado em relação ao desperdício. É uma maneira simples, barata e divertida de educar e contribuir para a formação de cidadãos críticos, facilitando a internalização das regras e valores.

Objetivo pretendido com a brincadeira Jogos e brinquedos disponibilizados.

Os objetivos pretendidos com essa atividade:

– Incentivar o prazer pela leitura e por ouvir histórias.

– Conhecer-se e reconhecer no outro diferenças em relação a si próprio, respeitando-as.

– Perceber que suas atitudes geram consequências nas relações sociais e naturais.

– Usar diferentes linguagens para expressar motivos, razões e as próprias vivências.

– Envolver a criança na produção de objetos que utilizam materiais recicláveis.

– Incentivar a criança a valorizar os recursos naturais, evitar o desperdício, reaproveitando tudo que pode ser reaproveitado.

Como você se apresentou e explicou sua atividade à criança?

Apresentei-me como alguém que adora contar histórias. Contei-lhe que conhecia muitas histórias bonitas e divertidas. Com jeitinho fui introduzindo pequenas conversas para quebrar o silêncio dela naquele momento, elogiando seu vestido, seu cabelo, e introduzindo informações sobre a atividade, despertando-lhe a curiosidade sobre a história que eu iria lhe contar.

Continuei aguçando seu interesse, contando-lhe que dentro da minha sacola tinha muitas coisas divertidas para brincarmos. Ela foi ficando cada vez mais animada e interessada na atividade.

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Qual foi a estratégia de abordagem à criança utilizada por você?

Depois de ter me apresentado e despertado a curiosidade da criança, desenrolei um tapete que eu havia levado para desenvolver a atividade. Penso que criar um ambiente aconchegante influencia muito na hora dela soltar a imaginação e acaba deixando a experiência ainda mais emocionante.

Sentei-me e a convidei a sentar-se também. Depois tirei dois fantoches (sapo e princesa) um de cada vez da minha sacola. Ao ver os fantoches, ela se sentou mais perto de mim e seus olhinhos curiosos brilharam. Ele estava visivelmente motiva a ouvir a história.

Como a criança reagiu a sua aproximação?

Inicialmente tímida, mas conforme fui conversando e lhe mostrando o que eu havia trazido, rapidamente ficou receptiva e muito interessada em ouvir a história.

Qual foi o comportamento da criança durante a atividade: forma de interação da criança com você e com os jogos e brinquedos propostos?

A criança se manteve atenta, interessada e concentrada. De acordo com o desenvolvimento da história, ela ora vibrava ora demonstrava desapontamento ou ansiedade.

Enquanto esperávamos a cola do porta-objetos secar, motivei-a a expressar suas ideias e impressões a respeito da história que eu lhe contara. Depois, ela me pediu para segurar os fantoches. Então pedi-lhe para que contasse a história usando os fantoches. Ela imediatamente aceitou e recontou a história. Foi um momento ótimo, de muita descontração.

Quanto à confecção do porta-objeto personalizado, ela amou a ideia e foi muito receptiva. Produziu cada parte do objeto com muita atenção e cuidado. Quando viu o porta-objeto pronto, com a aparência do sapinho da história, ficou ainda mais feliz. Depois que o pegou, não parou de abrir e fechar o zíper da boca do sapinho, dizendo: – Fui eu que fiz. Um momento encantador!

Fatores que facilitaram e dificultaram o desenvolvimento da atividade lúdica.

Os fatores que facilitaram o desenvolvimento dessa atividade foram: Eu ter me preparado bem antes de aplicar a atividade. Li e reli a história. Pratiquei contar a história várias vezes. Ensaiei a voz de cada personagem, as entonações das falas dos personagens para cada momento da história, a fim de que a criança pudesse reconhecer facialmente os sentimentos de alegria, medo, dúvida, etc.  Todos os gestos e os movimentos do meu corpo foram estudados e elaborados para melhor poder contar a história.

Durante toda a narrativa procurei manter o olhar nos olhos da criança. Tive também a preocupação de explicar o significado das palavras que considerei mais difíceis, mas sem perder a atenção da criança.

Para a atividade com o material reciclado, levei as duas garrafas já cortadas. Todos os demais materiais foram levados limpos, organizados, e sem oferecer perigo quando fossem manipulados. Esses foram apresentados para a criança individualmente para que ela pudesse identificar cada um e entendesse como eles seriam usados para a confecção do porta-objetos.

Qual é sua avaliação sobre a atividade vivenciada?

A minha avaliação dessa atividade foi muita boa, por ter sido bem significativa e prazerosa para a criança e gratificante para mim.

Refletindo sobre toda atividade, foi possível compreender como é importante planejar e compreender os caminhos que serão trilhados durante a aplicação da atividade. E, no final, fazer uma avaliação, com a finalidade de verificar se os objetivos planejados foram alcançados e/ou se precisam ser revistos e melhorados.

Através dessa atividade, embora tenha sido curta e isolada, ficou claro que quando se conta uma história, é possível despertar a imaginação, a criatividade e até o gosto pela leitura na criança.

Quando apresentamos a leitura de forma lúdica, mágica, prazerosa, proporcionando conhecimento e despertando a imaginação, sonhos, sentimentos, entre outros. Aí, o encantamento pela leitura é inevitável.

Quanto à confecção do porta-objetivo, foi outra grata surpresa. A criança ficou motivada e empenhada em produzir o objeto, principalmente depois que lhe contei que o porta-objeto seria no formato do personagem principal da história, o sapo. Enquanto confeccionávamos o porta-objeto com materiais recicláveis, fiquei lhe explicando a importância de se reciclar para a vida das pessoas e do nosso planeta.

O que você manteria em relação ao seu planejamento da atividade e por quê?

Na verdade, manteria esse planejamento, porque com ele conseguiu atingir todos os objetivos propostos. As atividades foram executadas com pleno êxito e com excelentes resultados.

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E o que você faria diferente e por quê?

O que eu acrescentaria para aprimorar essa atividade: Colocaria mais objetos na minha sacola para representar cenários, outros personagens e para efeitos sonoros. Uma tigela com água, por exemplo, poderia ser o lago na história. Criativos recursos visuais e sonoros enriquecem ainda mais o momento da narrativa.

O que eu acrescentaria para aprimorar essa atividade: Colocaria mais objetos na minha sacola para representar cenários, outros personagens e para efeitos sonoros. Uma tigela com água, por exemplo, poderia ser o lago na história. Criativos recursos visuais e sonoros enriquecem ainda mais o momento da narrativa.

Porta-objetos em formato de sapo.

Materiais necessários:

– Duas garrafas pet verdes

– Tesoura

– Zíper vermelho

– Cola super bonder (ou similar)

– Pedaço de papel branco

– Caneta preta

passo 1

 

Passo a passo

1º passo: Duas garrafas verdes pet (já que essa é a cor dos sapos) da mesma cor e do mesmo tamanho.

2º passo: Cortar as duas garrafas pet da mesma maneira, ficando apenas com a parte inferior de ambas.

Passo 2

3º passo: Pegar um zíper vermelho para fazer referência à boca do sapo. Passar cola em suas duas extremidades. Colar cada uma das partes de garrafa pet em uma extremidade. Esperar secar para continuar.

Passo 3

4º passo: No pedaço de papel branco, desenhar e recortar dois círculos, que serão o contorno dos olhos do sapo. No centro de cada um deles, com a caneta preta, desenhar duas bolinhas. Colar os olhos em uma das garrafas pet. Pronto! Um porta-objetivos no formato de um sapinho.

 “As atividades lúdicas possibilitam o desenvolvimento integral da criança, já que através destas atividades a criança se desenvolve afetivamente, convive fisicamente e opera mentalmente.” Airton Negrine

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A oralidade, a leitura e a escrita na Alfabetização

a ação pedagógica deve garantir a perspectiva do alfabetizar letrando, a partir do qual a criança, de posse do domínio do código linguístico é desafiada a fazer uso dessa habilidade em seu cotidiano.

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As questões referentes ao ensino e a aprendizagem da leitura e da escrita têm estado em evidência no âmbito educacional. Muito se tem pesquisado em relação às concepções sobre alfabetização na perspectiva do letramento, na busca de uma maior compreensão do processo pelo qual se desenvolvem e, através do qual o papel da escola deve favorecer aos educandos  que participem cada vez mais de práticas sociais letradas.

A alfabetização e o letramento estão presentes na ação pedagógica, em práticas planejadas e organizadas através de projetos didáticos, sequências didáticas ou nas sequências de atividades. Para isso, o professor precisa analisar de forma diagnóstica as especificidades das crianças com o objetivo de conduzir a prática pedagógica condizente com a individualidade de cada uma.

É importante ressaltar que o processo de letramento inicia-se bem antes do processo de alfabetização, pois as crianças estão inseridas em um contexto que é cercado de material escrito e de pessoas que usam a leitura e a escrita.

 

oralidade
a oralidade, a leitura e a escrita na Alfabetização

É fundamental compreender essas duas práticas para possibilitar a alfabetização e considerar que as modalidades oral e escrita da língua interagem e se influenciam mutuamente. A alfabetização requer um contexto de letramento, com desenvolvimento de habilidades de uso da leitura e da escrita, bem como nas práticas sociais que envolvem a linguagem.

Nesse contexto, as crianças precisam vivenciar, desde cedo, situações que os levem a pensar sobre as características do nosso sistema de escrita de forma reflexiva, lúdica, inserida em atividades de leitura e escrita de diferentes textos. Se alfabetizar é ensinar a ler e escrever, letrar é o resultado da ação de ensinar e aprender e participar de  práticas sociais de leitura e escrita. Compreende-se então que não basta aprender a ler e a escrever, mas, sobretudo, adquirir competências para usar a leitura e a escrita em práticas sociais. Sendo assim, faz-se necessário alfabetizar e letrar.

Entretanto, para que todas as ações pedagógicas planejadas tenham  melhor desempenho é importante o uso de significativos e variados recursos como livros didáticos, jogos de alfabetização, obras literárias, obras complementares, tendo como referência os direitos de aprendizagem das crianças, pois assim, poderemos avançar na democratização da alfabetização plena para todos os cidadãos, com liberdade, autonomia e respeito à diversidade.

Por isso, acredito que a ação pedagógica deve garantir a perspectiva do alfabetizar letrando, a partir do qual a criança, de posse do domínio do código linguístico é desafiada a fazer uso dessa habilidade em seu cotidiano.

Autora: Vera Gramville

Professora da Rede Pública do Município de Ijuí – Rio Grande do Sul – Brasil

contato: veramgranville@gmail.com

 

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