Biomassa: fonte de energia renovável

A biomassa é utilizada na produção de energia a partir de processos como a combustão de material orgânico produzida e acumulada em um ecossistema, porém nem toda a produção primária passa a incrementar a biomassa vegetal do ecossistema

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Autor : João Batista dos Anjos

Araguari – Minas Gerais

Curso Engenharia E Gestão de Energias Renováveis

Somática Educar

Do ponto de vista da geração de energia, o termo biomassa abrange os  derivados recentes de organismos vivos utilizados como combustíveis ou para a  sua produção. Do ponto de vista da ecologia, biomassa é a quantidade total de  matéria viva existente num ecossistema ou numa população animal ou vegetal.  Os dois conceitos estão, portanto, interligados, embora sejam diferentes. 

 Na definição de biomassa para a geração de energia excluem-se os  tradicionais combustíveis fósseis, embora estes também sejam derivados da  vida vegetal (carvão mineral) ou animal (petróleo e gás natural), mas são  resultado de várias transformações que requerem milhões de anos para  acontecerem. A biomassa pode considerar-se um recurso natural renovável,  enquanto que os combustíveis fósseis não se renovam a curto prazo. 

A biomassa é utilizada na produção de energia a partir de processos como a  combustão de material orgânico produzida e acumulada em um ecossistema,  porém nem toda a produção primária passa a incrementar a biomassa vegetal  do ecossistema. Parte dessa energia acumulada é empregada pelo ecossistema  para sua própria manutenção. Suas vantagens são o baixo custo, é renovável,  permite o reaproveitamento de resíduos e é menos poluente que outras formas  de energias como aquela obtida a partir de combustíveis fósseis. 

A queima de biomassa provoca a liberação de dióxido de carbono na atmosfera,  mas como este composto havia sido previamente absorvido pelas plantas que  deram origem ao combustível, o balanço de emissões de CO2 é nulo.

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A geração de energia a partir das ondas do mar

Além da grande (talvez maior) vantagem de ser uma energia de fonte renovável, a geração de energia através das ondas quase não apresenta riscos ao meio ambiente e, no caso do Brasil, existe grande disponibilidade de sua “matéria prima”, já que dispomos de um litoral de aproximadamente oito mil quilômetros de extensão

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Autora: Melissa Maria Carvalho Portella Prazeres
e-mail: melissacportella@outlook.com
Curso: Engenharia e Gestão de Energias Renováveis

Quando se trata de geração de energia através de fontes renováveis, o Brasil é referência para os outros países do globo. De acordo com o Ministério de Minas e Energia, em 2016, 43,5% da matriz energética brasileira vinha deste tipo de fonte. Se considerada apenas a geração de energia elétrica, esse número sobe para 81,7%.


Para agregar a gama de opções que temos disponíveis, foi instalada no Ceará, em 2012, a 60km de Fortaleza (mais especificamente no quebra mar do Porto do Pecém) a Usina do Porto de Pecém, um projeto piloto de geração de energia de ondas, que possui tecnologia inteiramente nacional e surgiu da parceria dos pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Coordenação dos Programas de Pós-graduação de Engenharia (COPPE).


O princípio da geração de energia através das ondas do mar é simples e ao mesmo tempo fantástico: as oscilações do mar movimentam os osciladores para cima e para baixo, que acionam as bombas hidráulicas e, por sua vez, impulsionam a água doce, que se encontra sob pressão dentro de um reservatório, para girar a turbina. Assim como nas hidrelétricas, a energia cinética gerada pela rotação das turbinas é convertida em energia elétrica.


Além da grande (talvez maior) vantagem de ser uma energia de fonte renovável, a geração de energia através das ondas quase não apresenta riscos ao meio ambiente e, no caso do Brasil, existe grande disponibilidade de sua “matéria prima”, já que dispomos de um litoral de aproximadamente oito mil quilômetros de extensão.


Como qualquer método de geração de energia, existem também os pontos negativos que devem ser levados em conta, e que neste caso incluem: afastamento da fauna marinha e incômodo à população local gerados pelo possível ruído dos equipamentos, possíveis alterações na corrente de marítimas e no regime de marés, afetando a biodiversidade do meio, além dos altos custos de instalação.


Apesar de ainda precisarmos de estudos que confirmem e quantifiquem os prejuízos causados por uma possível implantação desse método, é uma forma de geração de energia com alto potencial de sucesso para enriquecer ainda mais a matriz energética brasileira, desde que executada com toda a cautela necessária para qualquer método de geração de energia.

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