Etapas de Construção de Parques Eólicos

O vento é nossa fonte de energia natural pode ser transformada em energia elétrica, essa energia não causa danos ambiental. Existe muitos países que estão investindo nessa energia, pois ela pode ser inesgotável e pelos benefícios que traz ao nosso planeta.

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Autor: Matheus Lima Mota

São Gonçalo do Amarante – CE

CURSO CAPACITAÇÃO EM INSPEÇÃO EM PÁS, TORRES E ESTRUTURAS EÓLICAS

1 INTRODUÇÃO

 Energia Eólica é a energia cinética contida nas massas de ar em movimento definida como o vento. O termo eólico vem do latim aelicus, pertencente ou relativo a Éolo, Deus dos ventos na mitologia grega, portanto, relativa ao vento.

O aproveitamento da energia eólica ocorre por meio da conversão da energia cinética de translação em energia cinética de rotação, o emprego de turbinas eólicas denominada por aerogeradores ou cataventos moinhos. Explicando de uma forma, mas simples uma turbina eólica é movida pelo vento que faz girar a ventoinhas, que faz rodar um eixo. Esse eixo faz ligação a um gerador e est produz eletricidade, ou seja, energia renovável.

A energia eólica é considerada uma das melhores fontes de energia renovável nos dias de hoje, seu custo se tornou cada vez mais menor, chamando atenção para tais investimentos. Seus preços são competitivos no mercado de geração elétrica, essa tecnologia é fonte de energia limpa, não prejudica o mundo em que vivemos, possui um período curto de instalação.

O presente trabalho é uma retomada dos conhecimentos adquiridos sobre o curso estudado as etapas de parques eólicos.

2 DESENVOLVIMENTO

O funcionamento de uma usina eólica é construído por etapas, que requer o cuidado e a busca por pessoas capacitadas como pesquisadores e engenheiros nas áreas: civil, elétrica, mecânica ambiental, entre outros. São desenvolvidos estudos para que o projeto de parque eólico seja aprovado no local adequado. Uma vez tenha sido aprovado o local de instalação, é feita a medição dos ventos por um período de um ano, sendo possível ter uma noção de velocidade média anual para a geração de energia elétrica. É de importância que os ventos sejam regulares, não tenham transtornos de turbulência e fenômenos climáticos.

A localização e as condições climáticas do Brasil favorecem a utilização da energia eólica para a produção de energia elétrica. Climas quentes e úmidos (climas propícios para a criação de ventos fortes) são um dos principais aspectos favoráveis do país para o investimento de tecnologias no setor eólico. Segundo( ANEEL,2005) estudos indicam que o País possui um potencial superior a 60.000 megawatts.

Vamos compreender que em uma torre eólica, o vento gira uma hélice conectada ao aerogerador, que produz eletricidade. Quando temos vários ligados a um centro de transmissão de energia temos um parque eólico. 

De acordo com a ANEEL (2005) energia eólica é a energia cinética contidas nas massas de ar. Seu aproveitamento se dar através da conversão de energia cinética em energia cinética de rotação por meios de turbinas eólicas, assim gerando energia elétrica ou energia mecânica para a o bombeamento d’água através de cata-ventos ou moinhos. Um parque eólico ou usina eólica é um local, em terra (onshore) ou em mar (offshore), que destina-se à produção de energia elétrica a partir dos ventos. Uma usina eólica é constituída por vários aerogeradores, um edifício de comando (inclui geralmente uma sala de comando, um gabinete, um armazém e instalações sanitárias) uma subestação, aos quais todos os aerogeradores estão ligados através de uma rede de cabos enterrados, e caminhos de acesso a cada aerogerador (MENDES; COSTA; PEDREIRA, 2002).

A instalação do projeto aprovado é feita pela empresa que gerencia nos equipamentos necessários para o funcionamento, é necessário algum requisito como limpeza dos solos para colocar os aerogeradores e estaqueamento nas bases dos aerogeradores para a interligação do solo, blocos da fundação dando sustentação à torre do aerogerador. A concretagem aparece em três etapas montagem de ferragens, montagem da conexão elétrica e civis necessárias para a transmissão de energia e pôr fim a concretagem da base.

3 CONCLUSÃO

  Concluímos que o seguinte trabalho começa com a aprovação de projeto para ser instalado e assim inicia sua transição tendo a implementação das turbinas que irão gerar energia elétrica, após alguns testes as turbinas começam a funcionar. O vento é nossa fonte de energia natural pode ser transformada em energia elétrica, essa energia não causa danos ambiental. Existe muitos países que estão investindo nessa energia, pois ela pode ser inesgotável e pelos benefícios que traz ao nosso planeta.

Esse interesse sobre a energia eólica aumentou nos últimos anos, principalmente depois do disparo do preço do petróleo, que não é uma fonte de energia renovável. O Brasil é considerado um grande potencial eólico, assim o Brasil e o mundo precisam investir cada vez mais e saber aproveitar de forma coerente os benefícios naturais existentes.

4 OBRAS CONSULTADAS

contatoboxconstruc.wixsite.com/websitebox/post/a-engenharia-das-usinas-e%C3%…

https://www.trabalhosgratuitos.com/Outras/Diversos/Etapas-dewww.abepro.org.br/biblioteca/TN_STP_206_222_27524.pdf
Etapas de construção de parques eólicos – Artigo – pointer20 (trabalhosgratuitos.com)

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Energia Renovável Eólica

A energia eólica é gerada a partir da energia cinética do vento que movimenta as pás e ativa os aerogeradores (turbinas). Estes devem ser instalados em regiões mais altas para captar a maior quantidade de vento possível.

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Autor: Dimas Ramos dos Santos

Atibaia – SP

Curso Profissionalizante em Energia Eólica

O que é energia eólica e qual sua importância para a matriz elétrica do Brasil?


Se você ainda não sabe o que é energia eólica é simples de entender: é um tipo de energia gerada por meio dos ventos, os quais movimentam turbinas e transformam a energia mecânica em energia elétrica.

A expansão da energia eólica surgiu em um contexto de necessidade de diversificação da matriz elétrica brasileira, considerando a dependência do Brasil em relação às usinas hidrelétricas.

Em períodos de crise hídrica, um sinal de alerta acende no País e é preciso recorrer às usinas termelétricas para suprir o abastecimento da população. Porém, elas são altamente poluentes, por isso a energia eólica surge como uma alternativa que também contribui para o meio ambiente.

Considerando a importância do assunto, aqui vamos explicar o que é energia eólica, como essa energia é gerada, suas vantagens e desvantagens e também como comprar energia eólica.

Confira!

O que é energia eólica


Por definição, a energia eólica é um tipo de energia obtida a partir do vento. Ela é considerada 100% limpa pois não polui o meio ambiente no processo de geração de energia e é renovável já que tem como fonte um recurso inesgotável.

Segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) divulgados no primeiro semestre de 2020, a matriz elétrica do país é formada pelas respectivas usinas em operação:

59,27% usinas hidrelétricas
25,56% usinas termelétricas
8,94% usinas eólicas
3,08% pequenas centrais hidrelétricas (PCHs)
1,55% centrais geradoras fotovoltaicas
1,15% usinas termonucleares
0,46% centrais geradoras hidrelétricas

Fonte: ANEEL

Isso significa que hoje a energia eólica já é a terceira maior fonte de energia do Brasil.

Além disso, a energia eólica é considerada uma fonte alternativa de energia, assim como a solar, de biomassa e PCHs, pois complementa o sistema de geração de energia do país e reduz a dependência das usinas hidrelétricas.

Isso é importante especialmente porque em períodos de escassez hídrica os níveis dos reservatórios ficam mais baixos, então é necessário recorrer a outras fontes de energia para garantir o fornecimento para todo o país.

Como é gerada a energia eólica?
A energia eólica é gerada a partir da energia cinética do vento que movimenta as pás e ativa os aerogeradores (turbinas). Estes devem ser instalados em regiões mais altas para captar a maior quantidade de vento possível.

Esse movimento gera energia mecânica, a qual é transformada em energia elétrica por meio da indução eletromagnética que ocorre em um gerador.

Os parques eólicos, como é chamado um conjunto de aerogeradores, podem ser instalados tanto em terra (onshore) quanto no mar (offshore).

No Brasil, a região que concentra a maior produção de energia eólica é o Nordeste. Em outubro de 2020, todo o país tinha 653 parques eólicos, estando 82% nesta região, principalmente porque as condições naturais são favoráveis para a geração de energia eólica. 

Obras Consultadas

ANEEL – Disponível em : https://www.aneel.gov.br/ – Acesso em: 30 jan. 2022

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Potenciais Conflitos entre implantação de Parques eólicos e premissas de áreas de preservação permanente

As energias renováveis e limpas tem sido assim um dos focos promissores para empreendimentos que buscam estar no mercado deixando sua marca com uma pegada  ecológica positiva, sem deixar de utilizar tecnologias de ponta e ainda auxiliando as  demandas cada vez maiores por energia existentes em qualquer categoria do mercado  atual. Nesse contexto de energia, deve ser ressaltado que o Brasil já possui uma das  matrizes mais renováveis do mundo.

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– Autor: Monica Pereira da Silva 

-Instituição: Somática Educar

 – Nome do Curso: Tecnologia em Geração Eólica e Legislação Ambiental Aplicada à  Implantação de Parques Eólicos

1-Introdução 

A dependência mundial de fontes energéticas provenientes de fontes fósseis e não  renováveis (petróleo, gás natural e carvão mineral) têm gerado preocupações contínuas  com esgotamento de tais fontes. Além da situação de escassez a que essas fontes estão a  cada dia mais propensas, existe o agravante das emissões de gases tóxicos e poluentes que são dispersados na atmosfera, causando danos diversos como é o caso dos gases que  provocam o efeito estufa, gerando aquecimento maior na Terra. Com esta situação, tem  sido colocado em escala de prioridade por diversos países o incentivo para a substituição  de matriz energética, buscando pela produção de energia limpa e renovável, focando  especialmente a premissa de sustentabilidade. 

As energias renováveis e limpas tem sido assim um dos focos promissores para empreendimentos que buscam estar no mercado deixando sua marca com uma pegada  ecológica positiva, sem deixar de utilizar tecnologias de ponta e ainda auxiliando as  demandas cada vez maiores por energia existentes em qualquer categoria do mercado  atual. Nesse contexto de energia, deve ser ressaltado que o Brasil já possui uma das  matrizes mais renováveis do mundo. Segundo a Empresa de Pesquisa Energética (2018),  o Brasil dispõe de uma matriz elétrica de origem predominantemente renovável (80,4%  da oferta interna), com destaque para a fonte hídrica (65,2% da oferta interna)(Costa ,  2019). 

Dentre as fontes de energia renováveis, temos as que já são amplamente utilizadas e bem  aceitas como as usinas hidrelétricas, mas que já não são mais consideradas boas opções  por conta de alterações climáticas que tem ocasionado baixa pluviosidade e pelos altos  impactos ambientais já conhecidos quando se há a criação de represas para prover este  tipo de geração, provocando implicâncias significativas nas alterações de fauna e floras  locais. Tais instalações também geram preocupação com relação a fiscalização efetiva de  manutenções obrigatórias, afim de que não hajam desastres ecológicos como temos em  histórico aqui mesmo no Brasil os casos das Barragens de Mariana e Brumadinho no  Estado de Minas Gerais. 

Temos ainda fontes pouco exploradas como as fontes de energia maremotriz (gerada pela  força das marés) e ondomotriz (gerada pela força das ondas) e outras já melhores  difundidas, mas ainda com grande potencial de crescimento, como as fontes fotovoltaicas (utiliza energia solar), eólicas (força dos ventos) e biomassa (queima de matérias primas  orgânicas).

Para este estudo, será feita uma análise resumida sobre a utilização da energia eólica e os  conflitos com áreas de preservação permanente, com foco nas limitações geográficas  brasileiras especialmente. 

2- Legislação e Impactos Ambientais 

2.1- Da Legislação de proteção às APPs 

As atividades de produção energética através de parques eólicos, tendem a provocar  menores impactos ambientais do que usinas hidroelétricas, que degradam uma área  significativa e implicam em deslocamentos de grandes contingentes populacionais. Mas  apesar do menor impacto sobre as estruturas locais com menores prejuízos aos  ecossistemas pertencentes a área, os parques eólicos também causam impactos e 

degradações ambientais que podem gerar danos de longo prazo nas áreas escolhidas para  implementação. 

Segundo a resolução CONAMA nº 303, de 20 de março de 2002, que dispõe sobre os  parâmetros, definições e limites de Áreas de Preservação Permanente de reservatórios  artificiais e o regime de uso do entorno, temos que constitui Área de Preservação  Permanente a área situada: 

I – em faixa marginal, medida a partir do nível mais alto, em projeção  horizontal, com largura mínima, de: 

a) trinta metros, para o curso d’água com menos de dez metros de largura; 

b) cinqüenta metros, para o curso d’água com dez a cinqüenta metros de  largura; 

c) cem metros, para o curso d’água com cinqüenta a duzentos metros de  largura; 

d) duzentos metros, para o curso d’água com duzentos a seiscentos metros  de largura; 

e) quinhentos metros, para o curso d’água com mais de seiscentos metros  de largura; 

II – ao redor de nascente ou olho d’água, ainda que intermitente, com raio  mínimo de cinqüenta metros de tal forma que proteja, em cada caso, a  bacia hidrográfica contribuinte; 

III – ao redor de lagos e lagoas naturais, em faixa com metragem mínima  de: 

a) trinta metros, para os que estejam situados em áreas urbanas  consolidadas; 

b) cem metros, para as que estejam em áreas rurais, exceto os corpos d’água  com até vinte hectares de superfície, cuja faixa marginal será de cinqüenta  metros; 

IV – em vereda e em faixa marginal, em projeção horizontal, com largura  mínima de cinqüenta metros, a partir do limite do espaço brejoso e  encharcado; 

V – no topo de morros e montanhas, em áreas delimitadas a partir da curva  de nível correspondente a dois terços da altura mínima da elevação em  relação a base; 

VI – nas linhas de cumeada, em área delimitada a partir da curva de nível  correspondente a dois terços da altura, em relação à base, do pico mais  baixo da cumeada, fixando-se a curva de nível para cada segmento da linha  de cumeada equivalente a mil metros; 

VII – em encosta ou parte desta, com declividade superior a cem por cento  ou quarenta e cinco graus na linha de maior declive; 

VIII – nas escarpas e nas bordas dos tabuleiros e chapadas, a partir da linha  de ruptura em faixa nunca inferior a cem metros em projeção horizontal  no sentido do reverso da escarpa; 

IX – nas restingas: 

a) em faixa mínima de trezentos metros, medidos a partir da linha de  preamar máxima; 

b) em qualquer localização ou extensão, quando recoberta por vegetação  com função fixadora de dunas ou estabilizadora de mangues; 

X – em manguezal, em toda a sua extensão; 

XI – em duna; 

XII – em altitude superior a mil e oitocentos metros, ou, em Estados que  não tenham tais elevações, à critério do órgão ambiental competente; 

XIII – nos locais de refúgio ou reprodução de aves migratórias; 

XIV – nos locais de refúgio ou reprodução de exemplares da fauna  ameaçadas de extinção que constem de lista elaborada pelo Poder Público  Federal, Estadual ou Municipal; 

XV – nas praias, em locais de nidificação e reprodução da fauna silvestre. 

Parágrafo único. Na ocorrência de dois ou mais morros ou montanhas  cujos cumes estejam separados entre si por distâncias inferiores a  quinhentos metros, a Área de Preservação Permanente abrangerá o conjunto de morros ou montanhas, delimitada a partir da curva de nível  correspondente a dois terços da altura em relação à base do morro ou  montanha de menor altura do conjunto, aplicando-se o que segue: 

I – agrupam-se os morros ou montanhas cuja proximidade seja de até  quinhentos metros entre seus topos; 

II – identifica-se o menor morro ou montanha; 

III – traça-se uma linha na curva de nível correspondente a dois terços  deste; e

IV – considera-se de preservação permanente toda a área acima deste nível. 

Ainda segundo o artigo 4º da Lei n° 12.651, 25/05/2012, considera-se Área de  Preservação Permanente, em zonas rurais ou urbanas, para os efeitos desta Lei, os  incisos aqui citados servem de base para os parques eólicos em APP: 

II – as áreas no entorno dos lagos e lagoas naturais, em faixa com largura  mínima de: 

a) 100 (cem) metros, em zonas rurais, exceto para o corpo d’água com  até 20 (vinte) 

hectares de superfície, cuja faixa marginal será de 50 (cinquenta) metros; b) 30 (trinta) metros, em zonas urbanas; 

VI – as restingas, como fixadoras de dunas ou estabilizadoras de  

mangues; 

VII – os manguezais, em toda a sua extensão; 

2.2- Análises sobre alguns Impactos negativos nos Parques Eólicos de Beberibe  (PEB) e de Fleixeiras I (PEF) 

Para trabalhar um exemplo de estudo de impactos ambientais, sera realizada aqui a  transcrição de algumas das informações de Relatórios de impactos ambientais em áreas  permanentes de preservação, sendo o foco neste caso as áreas com dunas, As localidades  modelo serão os parques eólicos de Beberibe e de Fleixeiras I. 

O Parque Eólico de Beberibe (PEB), começou a funcionar em setembro de 2008. Foi  construído na Praia das Fontes, na fazenda Uberaba, município de Beberibe. Sua  capacidade instalada é de 26 MW, composto por 25 aerogeradores com 70 metros de  altura e potência de 1,04 MW cada, em um terreno de 61 hectares. O Parque Eólico de  Fleixeiras I (PEF), começou a funcionar em janeiro de 2014. Foi construído na localidade  de Mundaú, município de Trairi. Sua capacidade instalada é de 30 MW, composto por 13  aerogeradores com 80 metros de altura e potência de 2,3 MW cada, em um terreno de 74  hectares começou a funcionar em janeiro de 2014. Foi construído na localidade de  Mundaú, município de Trairi. Sua capacidade instalada é de 30 MW, composto por 13  aerogeradores com 80 metros de altura e potência de 2,3 MW cada, em um terreno de 74  hectares. 

Pelas análises de pesquisas locais realizadas através do preenchimento de formulários,  evidencia-se que tanto as pessoas que moram nas adjacências quanto as que trabalham no  parque de Beberibe não tiveram a percepção da presença deste impacto, seja na  mortalidade ou diminuição da fauna alada e/ou terrestre. Em contrapartida, os moradores do parque de Fleixeiras I percebem a diminuição do número de fauna alada, no caso de  pássaros, e da fauna terrestre, no caso do Calango (Tropidurus hispidus), notaram a  ausência da fauna em sua comunidade e em suas próprias residências.

Sobre a paisagem natural, com a instalação dos aerogeradores, houve uma interferência  na paisagem natural com a introdução de estruturas que se destacam pelo seu grande  porte. No PEB, foram constatados em unanimidade de pesquisa local que os aerogera dores não interferem na beleza cênica e nem na paisagem da região de forma negativa.  No entanto, no PEF existe uma divergência quanto à presença dos aerogeradores  considerado para alguns como algo benéfico, e para outros como um elemento adverso  na paisagem. Em relação ao impacto visual que provoca achatamento das dunas, nos PEB  e PEF, são apenas nos locais onde foram construídas as torres eólicas.  

Pela compactação de dunas e alterações na topografia do relevo local, o ambiente eólico  litorâneo é passivo do processo de evolução natural e a intensa dinâmica das dunas, com  mudança constante de seus aspectos em termos de forma, posição e tamanho. Os  aerogeradores cercados por dunas móveis tornam-se uma espécie de barreira para o  transporte eólico dos sedimentos, que são contidos nas proximidades das bases. No  período de instalação há tentativas de retenção das dunas móveis pela fixação artificial, o  que tende a desencadear impactos ambientais negativos. Outro motivo para a contenção  das dunas é a tentativa de diminuir o avanço dos sedimentos sobre os aerogeradores,  evitando o processo de erosão e degeneração das bases e sobre as estradas de acesso,  impedindo o tráfego de veículos. 

O desmatamento e a terraplanagem tanto para construção das estradas que dão acesso ao  parque e aos aerogeradores dentro das usinas e para a construção das bases das torres gerou, degradação das áreas, como também, pode ocasionar aterramento de lagoas que  surgem entre as dunas, interferência na qualidade da água e destruição de locais  preservados. No PEB, como no PEF, ocorreram a devastação, a compactação e o  achatamento das dunas, para a instalação das torres no período de implantação dos  parques. Atualmente a contenção das dunas se dá através da recuperação da vegetação e  da mata ciliar em todo o parque. Segundo a população dos PEB e PEF houve degradação  nas áreas de construção dos aerogeradores e das estradas, através do desmatamento e do  aplainamento do terreno. Contudo, com a construção dos parques eólicos nos dois  municípios, não gerou nenhum efeito sobre as águas e nem a destruição de sítios  arqueológicos.  

3- Resumo de Benefícios da Implantação dos Parques Eólicos de Beberibe e de  Fleixeiras I 

3.1- Geração de Energia 

A usina eólica de Beberibe no ano de 2016 gerou uma produção anual de energia de  89,49 GWh (equivale a uma potência média de 7.457,5 MW médio), já na usina eólica  de Fleixeiras I a produção anual de energia foi de 125,78 GWh (equivale a uma potência  média de 10.481,7 MW médio).  

3.2 Redução na Emissão de Dióxido de Carbono (CO2)  

Conforme a ABEEólica (2017), no âmbito de Estado do Ceará, a redução de CO2 evitada  para o meio ambiente no ano de 2016 devido à geração de energia proveniente da eólica  foi de 243.410,85 (tonelada/ano). No PEB, a redução de CO2 evitada para o meio  ambiente no ano de 2016 devido à geração de energia proveniente da eólica foi de  4.335,72 (tonelada/ano) e no PEF foi de 6.094,00 (tonelada/ano).

4- Conclusão 

Como pode ser observado, ainda que haja legislação específica para a proteção de APPs,  a partir de informações extraídas do relatório de impacto ambiental das áreas onde foram  implantados os parques eólicos PEB e PEF, pode-se observar que não é possível garantir totalmente a não ocorrência de impactos ambientais negativos em algum nível nas áreas  que são propensas a bons resultados para as instalações dos aerogeradores. No entanto,  se houver a observação do benefício principal que é a geração de energia em tamanha  escala e com a concomitante redução de emissão de CO2 em relação quantidade emitida  por outras formas de geração de energia, poderão ser considerados como admissíveis o  nível de degradação ambiental por tais instalações. 

5- Obras consultadas bem como os links consultados 

LEGISLAÇÃO AMBIENTAL APLICADA À IMPLANTAÇÃO DE PARQUES  EÓLICOS- 2016. CTGAS-ER 

http://www.siam.mg.gov.br/sla/download.pdf?idNorma=274 Acesso em 15 Janeiro de  2022 

SCIELO BRASIL Impactos Socioeconômicos, Ambientais e Tecnológicos Causados  pela Instalação dos Parques Eólicos no Ceará Disponível em: 

https://www.scielo.br/j/rbmet/a/ZJdVgpy7gGQtq8p6YDvTWQf/?lang=pt# Acesso em  15 Janeiro de 2022 

https://doi.org/10.1590/0102-7786343049

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Impacto Ambiental e Parques Eólicos

Mais uma vez podemos evidenciar a importância da (EIMA/RIMA), pois para construir um parque eólico no Brasil é necessária a realização de um Estudo e Relatório de Impacto Ambiental. Esse estudo vai considerar, entre outras coisas, a poluição sonora que o parque pode gerar, pois as hélices dos aerogeradores produzem muito zumbido e pode trazer danos ao meio ambiente, pois até mesmo a construção de um Parque Eólico onde irá gerara uma energia sustentável, está propicio ao dando.

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Autor: Tiago Conceição de Souza

Macaé – RJ

Curso Tecnologia em Geração Eólica e Legislação Ambiental Aplicada à Implantação de Parques Eólicos

Somática Educar

Segundo a Resolução CONAMA nº 01/1986, considera-se impacto ambiental  qualquer alteração nas propriedades físicas, químicas e biológicas do ambiente  causada por qualquer forma de matéria ou energia resultante das atividades humanas  que, direta ou indiretamente, afetem: a saúde, a segurança e o bem-estar da  população; as atividades sociais e econômicas; a biota; as condições estéticas e  sanitárias do ambiente e a qualidade dos recursos ambientais.  

Com base nessa resolução é possível afirmar que nesse sentido, os impactos  ambientais podem ser positivos, quando resultam em melhorias para o ambiente, ou  negativos, quando essas alterações causam algum risco para o ser humano ou para  os recursos naturais encontrados no espaço, sendo assim, ressalto através de leituras  realizadas, a importância da Resolução CONAMA nº 01/1996, estabeleceu que  atividades que apresentam significativo potencial de degradação ou poluição  dependerão da elaboração de Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e apresentação do  respectivo Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) para que ocorra seu Licenciamento  Ambiental, podendo ou não ser autorizado o licenciamento. 

De acordo com o artigo 225 da Constituição Federal, “todos têm direito ao meio  ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à  sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de  defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações”. 

Referente ao que tange Energia Eólica é sem dúvida uma das mais antigas  tecnologias humanas, A energia eólica é cada vez mais usada no mundo, por se tratar  de uma energia sustentável 

Um parque eólico ou usina eólica é um local, em terra (onshore) ou em mar (offshore),  que se destina à produção de energia elétrica a partir dos ventos.  

Uma usina eólica é constituída por vários aerogeradores, um edifício de comando  (inclui geralmente uma sala de comando, um gabinete, um armazém e instalações  sanitárias) uma subestação, aos quais todos os aerogeradores estão ligados através  de uma rede de cabos enterrados, e caminhos de acesso a cada aerogerador  (MENDES; COSTA; PEDREIRA, 2002). 

As modernas turbinas eólicas são usadas para capturar energia cinética do vento e  gerar eletricidade.

Mais uma vez podemos evidenciar a importância da (EIMA/RIMA), pois para construir  um parque eólico no Brasil é necessária a realização de um Estudo e Relatório de  Impacto Ambiental. Esse estudo vai considerar, entre outras coisas, a poluição sonora  que o parque pode gerar, pois as hélices dos aerogeradores produzem muito zumbido e pode trazer danos ao meio ambiente, pois até mesmo a construção de um Parque  Eólico onde irá gerara uma energia sustentável, está propicio ao dando. 

Fontes: 

www.wonderopolis.org/whatis.techtarget.com/www.wisegeek.org/www.sciencedirect. com/www.azocleantech.com/dictionary.cambridge.org/www.energy.gov/windeurope. org 

https://www.portalsaofrancisco.com.br/meio-ambiente/parque-eolico http://www.abepro.org.br/biblioteca/TN_STP_206_222_27524.pdf

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PARQUE EÓLICO, COMISSIONAMENTO DE AEROGERADORES, E SUBESTAÇÃO DE UM PARQUE EÓLICO

O Comissionamento de aerogeradores é um o processo de assegurar que os sistemas e componentes de uma edificação ou unidade industrial estejam projetados, instalados, testados, operados e mantidos de acordo com as necessidades e requisitos operacionais do proprietário.

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Autor:  Cosme Damião Ribas dos Santos

e-mail: cosmeribas@gmail.com

Curso Operador de Parque Eólico

RESUMO 

A energia eólica pode ser considerada como uma das formas em que se manifesta a energia proveniente do Sol, isto porque os ventos são causados pelo aquecimento diferenciado da atmosfera. Essa não uniformidade no aquecimento da atmosfera deve ser creditada, entre outros fatores, à orientação dos raios solares e aos movimentos da Terra. As regiões tropicais, que recebem os raios solares quase que perpendicularmente, são mais aquecidas do que as regiões polares. Consequentemente, o ar quente que se encontra nas baixas altitudes das regiões tropicais tende a subir, sendo substituído por uma massa de ar mais frio que se desloca das regiões polares. O deslocamento de massas de ar determina a formação dos ventos.

A indústria eólica tem investido no desenvolvimento tecnológico da adaptação das turbinas eólicas convencionais para uso na terra ou no mar.

Além do desenvolvimento tecnológico, os projetos onshore, e offshore necessitam de estratégias especiais quanto ao tipo de transporte das máquinas, sua instalação e operação. 

Todo o projeto deve ser coordenado de forma a utilizarem os períodos onde as condições terrestres, e marítimas propiciem um deslocamento e uma instalação com segurança do equipamento ao seu destinatário. O Comissionamento de aerogeradores é um o processo de assegurar que os sistemas e componentes de uma edificação ou unidade industrial estejam projetados, instalados, testados, operados e mantidos de acordo com as necessidades e requisitos operacionais do proprietário. A subestação de um parque eólico também tem a sua importância de seguir manuais de Instalação elétrica de alta potencia, as quais contêm equipamentos para transmissão, distribuição, proteção, controle, supervisão e medição de energia elétrica de médias e altas tensões que requer atenções redobradas antes, durante, e depois da sua montagem.

 Palavras-chave: Energia eólica, comissionamento de aerogeradores, e Subestação de um Parque Eólico.

Para ter acesso ao Artigo Completo Clique Abaixo

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