Arqueação de Navios no Comércio Exterior

O comércio exterior é capaz de conectar os países e aprimorar as negociações comerciais, além de que promove o desenvolvimento econômico das nações, dado que as empresas, em busca de fortalecer o fluxo de suas mercadorias, conseguem fornecer bens e serviços direcionados ao suprimento das lacunas resultantes das deficiências culturais nacionais.

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Autora do Artigo: Rafaela Lopes de Azevedo


e-mail: raffa-azevedo@hotmail.com

Somática Educar

COMÉRCIO EXTERIOR BRASILEIRO


Conforme Diniz, Gurski e Sandrino (2013), a realização de troca de mercadorias é um ato antigo que remonta aos povos do Oriente Médio. No entanto, Mesquita (2013) afirma que, os fluxos comerciais entre as diversas regiões do mundo foram impulsinados pelo início da globalização do comércio, mais precisamente no início do século XVI, sobretudo, em razão das navegações ibéricas.


Em se tratanto do Brasil, durante muito tempo, o país se limitava a trocas comerciais resumidas ao envio de matérias primas à metrópole e à compra de mercadorias provenientes da mesma, estando à margem do comércio internacional. As trocas internacionais só começaram a ocorrer com a vinda da coroa portuguesa ao Brasil, no início do século XIX, impactando em toda a relação com o comércio internacional e retardando o desenvolvimento nacional, visto que o comércio exterior possui grande importância na manutenção e no desenvolvimento econômico. (DINIZ, GURSKI e SANDRINO, 2013)


Ainda segundo os autores, o comércio exterior brasileiro foi implementando oficialmente com a proclamação da república e percorreu ciclos de sucesso com diversos produtos, como a cana de açúcar e o café, por exemplo; e até os tempos atuais, o Brasil ainda demonstra possuir grande submissão à comercialização de produtos do setor primário, as commodities, resultado do precário investimento em tecnologia e capacitação da mão de obra disponível. Por outro lado, Bianchi e Gualda (2017), destacam que o Brasil já não se encontra tão dependente da exportação de tais produtos, uma vez que tem se beneficiado da exportação de bens industrializados e processados.

O comércio exterior é capaz de conectar os países e aprimorar as negociações comerciais, além de que promove o desenvolvimento econômico das nações, dado que as empresas, em busca de fortalecer o fluxo de suas mercadorias, conseguem fornecer bens e serviços direcionados ao suprimento das lacunas resultantes das deficiências culturais nacionais.
Draft Survey


De forma geral, o comércio exterior possui grande importância para o desenvolvimento nacional com a exploração pelas empresas das vantagens culturais de cada país, exportando o que se produz com eficiência e importando o que é produzido com deficiência. E é por meio dos dados obtidos com os indicadores da balança comercial que é possível verificar os resultados do saldo comercial, seja positivo (superávit), seja negativo (déficit) e comparar as movimentações entre os países. Deste modo, as figuras abaixo representam as informações pertinentes ao setor ao longo dos anos vivenciados pelo Brasil:


Figura 01 – Evolução da balança comercial

Tenha acesso ao Artigo Completo Abaixo

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BALANÇA RODOVIÁRIA X ARQUEAÇÃO “DRAFT SURVEY” SOB UM OLHAR ANALÍTICO

Comparamos os métodos de pesagem de pesagem por meio de balança rodoviária instalada em um determinado porto e por meio de uma arqueação

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Instituição: SOMÁTICA EDUCAR

Curso: ARQUEAÇÃO DE NAVIOS – DRAFT SURVEY

Autor: ATHOS UBIRAJARA DA FROTA SILVA

e-mail: athos@creapr.org.br

Ano: 2020

  1. OBJETIVO

O objetivo do presente texto analítico é relatar algumas comparações e cuidados entre os métodos de pesagem por meio de uma balança rodoviária instalada em um determinado porto e por meio de uma arqueação “draft survey” de um navio, e ao final desta comparação mostrar o melhor dos métodos para a quantificação de uma carga a granel a exportar ou importar. Na sequência serão apresentadas as características de cada um deles.

  1. BALANÇA RODOVIÁRIA

2.1. Função de uma balança rodoviária

A balança rodoviária é um equipamento essencial para qualquer setor de logística que busque total controle sobre as cargas que movimenta. É o equipamento utilizado nos portos do Brasil para pesar/quantificar a carga a ser carregada nos navios ou deles descarregada, a qual foi ou será transportada por modal rodoviário, isto é, caminhões, carretas ou “bitrens”.

somaticaeducar.com

2.2. Estrutura de uma balança rodoviária

A balança rodoviária possui excelente resistência estrutural, capaz de suportar grandes cargas sem nenhum problema ou deformação em sua superfície. É formada por vigas em “I”, em aço carbono, com certificações para evitar deformações, por limitadores de movimento, por células de carga com grau de proteção IP67, tudo em conformidade com o RPM (regulamento técnico metrológico), conforme Portaria INMETRO 236/94.

Balança rodoviária:

2.3. Manutenção e aferição:

Toda balança rodoviária deve ter um plano de manutenção e aferição periódico

Leia o Artigo na Íntegra

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ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DE RELATÓRIO DE “ DRAFT SURVEY “

Disponibilizar ao mercado uma ferramenta padronizada para cálculo de Arqueação de Navios , como ponto de partida para um disciplinamento de desenvolvimento desta atividade.

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Autor: Vitorio Takeshi Egashira

e-mail: vitorio.egashira@grupogdias.com.br

Curso Arqueação de Navios- Draft Survey

  1. CONSIDERAÇÕES INICIAIS :

Como atividade final do Curso de “ Draft Survey “ , desenvolvido pela Somática Educar , busquei colocar , em prática , um roteiro para elaboração de cálculo de Arqueação de Navios , visando adequar ao atendimento das necessidades, principalmente  :

  1. DO ARMADOR – proprietário do Navio , para ter em mãos o valor , com o maior grau de acuracidade possível , da arqueação da carga , objeto da arqueação , além de definir uma padronização de registro , que constituirá , no tempo , a base de dados para apuração e consagração dos registros .
  • DA ADMINISTRAÇÃO PORTUÁRIA  – elegendo , num primeiro momento , as operações realizadas na área de influência do Porto da Companhia das Docas do Pará , para a formação de um Banco de Dados sobre as Condições Climáticas ( chuvas , ventos , ondas , marés , correntes ,temperaturas da água , densidades da água  … ) que influenciam nos resultados das medições , além de subsidiar as cobranças das Tarifas Portuárias a serem cobradas nas operações de carga e descarga .
  • DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL – no controle fiscal , nas operações de importação e exportação .
  • DO PROFISSIONAL DA ARQUEAÇÃO – no desenvolvimento e aperfeiçoamento do trabalho de Arqueação , com formação de Base de Dados , para seu aprimoramento .
  1. .ESCOPO DO TRABALHO :

Disponibilizar ao mercado uma ferramenta padronizada para cálculo de Arqueação de Navios , como ponto de partida para um disciplinamento de desenvolvimento desta atividade.

Abrir o acesso de todos os participantes do processo , de forma a terem um conhecimento mais adequado das condições e variáveis , que compõem os Cálculos de Arqueação .

  • ELABORAÇÃO DE UM RELATÓRIO DE “ DRAFT SURVEY “ :

Ao término deste trabalho , deve-se obter um roteiro inicial que balizará a  transposição da teoria à prática , aclarando a todos os usuários do sistema ( embarcador , recebedor , afretador , dono da carga , ou outra pessoa nela interessada ), as premissas adotadas , aprimorando-as ao longo do tempo e da montagem dos acervos de dados .

  • HISTÓRICO DO PORTO ORGANIZADO :

Para o início de atividades , considerando a área de atuação profissional , a mais de 41 anos , no Porto Organizado da Cia das Docas do Pará ( PA ) , elegeremos um modelo de Relatório aplicável à Área de Influência deste Porto Organizado ( Belém , Vila do Conde , Porto da Sotave , Santarém , Santana /AP ) , podendo extender a outras Àreas adjacentes , desenvolvendo para estas novas áreas , Modêlos de Relatório específicos .

A exemplo podemos citar a existência de Armadores/ Empresas , operando tanto da área de influência da CDP- Cia das Docas do Pará ( PA ) , como na CODOMAR – Cia das Docas do Maranhão ( MA ) , que apresentam características próprias e especificas , que , por conveniência , possam adotar a padronização da metodologia de registro e consagração de parâmetros , assim contratar a mesma metodologia de Càlculo de Arqueação para operações em ambas as áreas de influência destes Portos Organizados .Da mesma forma , as próprias Administrações destes Portos Organizados , podem padronizar a Base de Dados de suas operações , para ampliar a base de dados comparativos .

  • ROTEIRO BÁSICO PARA ELABORAÇÃO DE RELATÓRIO DE “ DRAFT SURVEY “ :

 a realização dos trabalhos de Cálculo de Arqueação precede da formalização do representante da Empresa Armadora , ao profissional Arqueador ( Requisição e autorização para realização dos trabalhos de arqueação )

5.1.DOCUMENTAÇÃO TÉCNICA DO NAVIO ;

        Antes do início prático dos trabalhos de arqueação , deve-se realizar uma reunião do representante do Navio / Armador junto ao Arqueador , visando a confirmação dos dados do navio e operação , além da analise preliminar dos documentos disponibilizados .

       Sendo estes :

  1. Documentos  do Navio –
  2. Título de Propriedade Marítima
  3. Certificado de Borda Livre
  4. Tabelas de Arqueação de Tanques
  5. Arranjo Geral do Navio
  6. Plano de Capacidade dos Porões de Carga /Tanques
  7. Tabelas de ulagem ou sondagem dos tanques de lastro , tanques de óleo combustível ; lubrificante , diesel , água , água destilada
  8. Tabelas ou Plano de Curvas Hidrostáticas
  9. Deadweight Operacional ( tripulação e pertences  , água potável , água doce , óleo combustível , óleo diesel , lubrificantes  )
  10. Livro de Óleo de bordo
  11. Diário de Bordo  
  12. Registros sobre Constante do Navios
  • Condições operacionais do Navio –
  • Rota ( origem , escalas , destino final )
  • Possibilidade de sondagem dos tanques
  • Lastros
  • Programação de realização da Arqueação :
  • Data , horário e local
  • Pessoa de contato
  • Pessoa para acompanhamento
  • Apoio logístico ( pessoal e telefone )
  • Análise prévia das condições do local determinado para a realização da  Arqueação ( registro recente de ocorrências que possam comprometer o resultado da medição : densidade da água ; medição de calados ; correntes ; … ) incluindo previsões meteorológicas , para o horário das medições , que possam influenciar , de forma indesejada , nos resultados
  • Comunicação de abortagem e reprogramação de realização do trabalho de Arqueação ( se necessário )

5.2.LEVANTAMENTO DAS CONDIÇÕES OPERACIONAIS ;

      * se estão previstas operações ( manobras , movimentação de cargas a bordo , atracações a contra-bordo ) que possam comprometer os resultados das medições

      *  se haverá operações de navegação na área ( manobras militares ) que possam comprometer os resultados das medições

     * se haverá tráfego intenso no horário das medições( procissão fluvial )

5.3.ÁREA DE FUNDEIO PARA LEVANTAMENTO DE DADOS FÍSICOS ;

      * posição georeferenciada da área de fundeio do navio

      * avaliação de há restrições para a realização das medições na área determinada para o fundeio

5.4.HISTÓRICO DA CONSTANTE  DO NAVIO ;

      * Dá-se o nome bastante impróprio de “ CONSTANTE DO NAVIO “ a um indicador que é variável , sendo , este a somatória dos pesos :

– guarnições e pertences

-passageiros e seus pertences

-material de custeio ( das três seções de bordo , inclusive ; tintas , estopa , etc …. )

-viveres e bebidas

-líquidos nas redes e em certos aparelhos e equipamentos , como por exemplo : água nas caldeiras ; água nos condensadores; óleo e água nas respectivas redes , óleo lubrificante dos cárteres dos motores e das máquinas , etc …

Também outros pesos fazem variar a constante , como a lama que se acumula no fundo dos tanques , a tinta que vai se sobrepondo nas pinturas sucessivas das obras mortas ; os cabos velhos que vão ficando nos paióis , as peças sobressalentes que foram reutilizadas , desembarcadas ou substituidas , mas não foram repostas por novas ; o rancho consumido durante a viagem e ainda não foi feito o abastecimento no porto na hora da arqueação ; e etc …

Embora não faça parte da constante , e sim seja uma alteração do deslocamento leve , temos que considerar como tal uma modificação estrutural , com adição ou subtração de pesos a colocação de qualquer equipamento adicional .

Embora variando ,a  constante tem um valor que  o imediato deve conhecer . E os imediatos que embarcarem vão informando o substituído ao substituto , o valor das constantes , com as alterações observadas .

Como já dissemos , o imediato que já fez várias arqueações da carga deve conhecer o valor da constante . Mas se ele é novo no navio e nada lhe informaram , ou se desconfia do valor , deve proceder para determinar o valor , com o navio sem carga procedendo a um “ draft survey “ determinando o deslocamento real do navio

Chama-se consumíveis , numa arqueação de carga , àqueles materiais cujos pesos variam bastante e podem ser bem determinados :

  • Óleo combustível
  • Óleo diesel
  • Óleo  lubrificante
  • Água de lastro
  • Água doce
  • Água destilada

Como se vê todos são líquidos e ficam armazenados em tanques . O estaleiro construtor do navio fornece tabelas de sondagens ou de ulagens com as respectivas correções para o trim e para a banda , para esses tanques .

Aqui um aviso inicial , alguns navios não possuem tabelas de sondagens com correções para o trim para todos os tanques . Os tanques cujas tabelas não tenham correção para o trim devem ser deixados vazios , quando não for possível determinar tal correção por fórmula , se o tanque for pequeno e o trim for inferior  a 1% do comprimento entre perpendiculares , pode-se considerar , nestes casos , a correção igual a zero

continuação do trabalho

Anexo I do trabalho – Tabela1

Anexo II do trabalho – Tabela2

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Diferenças na Arqueação de Navios

Não se deve, por exemplo, ler os calados pela manhã e somente de tarde tomar a densidade da água do mar. Os passos são efetuados um imediatamente após o outro

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Instituição: Somática Educar

Curso: Arqueação de Navios – Draft Survey

Autor: GILBERTO DORIA

E-mail: gilberto.doria@coimbra-brazil.com.br

Os textos de referência no ensino da Arqueação de Navios (Draft Survey) já citam que esta técnica não é 100% exata, sendo considerado que 0,5% a 1,0% de precisão nos cálculos mesmo com todo rigor no procedimento é uma marca desafiadora, mas comum na maioria dos bons trabalhos profissionais.

É importante que a medição da carga pela arqueação realizada pelas várias partes envolvidas, seja no embarque ou no recebimento, tenha o mínimo de diferenças para que seja acreditada; e para evitar disputas de interesses; pois claro, os valores envolvidos são normalmente representativos.

É necessário disciplina no ritual rigoroso dos procedimentos para convergir para boa precisão nos resultados. Como ensina o mestre CLC Esteves: “A Draft Survey é uma operação continuada. Isso significa que ela deve ser feita de uma só vez; os passos que a compõem devem ser efetuados seguidamente. Não se deve, por exemplo, ler os calados pela manhã e somente de tarde tomar a densidade da água do mar. Os passos são efetuados um imediatamente após o outro”.

Os passos básicos onde podem ocorrer as diferenças, são os pontos listados abaixo:

1 – Leitura dos calados nas marcas do costado;

2 – Determinação da densidade em que o navio flutua;

3 – Determinação da “constante do navio”;

4 – Determinação do peso dos “consumíveis”;

5 – Cálculo do calado correspondente;

6 – Determinação do deslocamento real do navio; e

7 – Determinação do peso da carga.

Devemos considerar um ponto adicional muito importante nestes passos:

8 – Análise crítica dos resultados – pois para emissão final do Certificado de Draft Survey há que se ter certeza de que todos os passos foram seguidos e conferidos, e sempre há uma segunda parte fazendo o mesma medição – por exemplo, na Draft Survey independente realizada pelo arqueador contratado pelo embarcador, há no mínimo of imediato do navio realizando a mesma medição, senão terceiros inspetores também contratados, dependendo do caso. É salutar uma conferência entre as partes, observado o zelo profissional, mesmo com interesses divergentes para verificar os resultados se estão convergentes. Os resultados não precisam ser iguais, mas um desvio grande em um deles pode significar motivo suficiente para uma verificação criteriosa de ambas as partes.

Só há uma realidade e é bom lembrar que, a medição também será feita no local do recebimento da carga, e não deveria haver diferenças significativas, como já dissemos podem levar a disputas, descrédito e suspeição das arqueações anteriores. Este o motivo do rigor a ser seguido nos passos da inspeção de arqueação.

Na realidade, em publicação recente do Departamento de Prevenção de Perdas do West of England (P&I), o clube registra que regularmente recebe reclamações, algumas consideráveis, decorrentes de alegadas faltas de granéis sólidos, como resultado de discrepâncias entre os resultados de inspeção de arqueação. Neste sentido, publicou uma série de recomendações a seus associados, sobre as causas mais comuns dos desvios nas arqueações e recomendações para mitigar estes casos, que mencionamos à seguir:

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