ÁGUA DE LASTRO -CONCEITO DE LASTRO E SUA IMPORTÂNCIA PARA NAVEGAÇÃO

Água de lastro é o nome pelo qual ficou conhecida a água do mar ou do rio captada pelo navio para garantir a segurança operacional do navio e sua estabilidade.

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Autora: ANA PAULA CERQUINHO BEZERRA
Contato: pcerquin@gmail.com
Curso : DRAFT SURVEYOR

Água de lastro é o nome pelo qual ficou conhecida a água do mar ou do rio captada pelo navio para
garantir a segurança operacional do navio e sua estabilidade. (CARMO, 2009)


No Brasil, a água de lastro é regida pela Norma da Autoridade Marítima (NORMAM 20), onde diz que a água de lastro é a água com suas partículas suspensas levadas a bordo de um navio nos seus tanques de
lastro, para o controle do trim, banda, calado, estabilidade ou tensões do navio. (Brasil, 2009)


A água de lastro é muito importante para a navegação, pois ela é necessária para manter a segurança, aumentar o calado e ajudar na propulsão e manobras, compensar a perda de peso por consumo de
combustível e de água, dando estabilidade às embarcações quando elas estão navegando com ou sem cargas. (SOUZA E SILVA, 2004)


Os tanques de lastro são compartimentos existentes a bordo, cuja única finalidade é o armazenamento e transporte de água de lastro e recebem a denominação de tanques de lastro segregado, de acordo
com a IMO.


A água de lastro é coletada em portos e estuários de forma inversamente proporcional à quantidade de carga, ou seja, quanto menos carga a bordo mais água de lastro. Assim, ao ser descarregado, o navio enche seus porões com água do litoral onde se encontra e ao serem estocadas novas mercadorias esta água é despejada. (ARAGUAIA, 2009)


Quando chegam a seu destino, muitas vezes em outro continente ou oceanos, esvaziam esses tanques,
fazendo o deslastro (nome dado ao processo da descarga da água de lastro).

O problema é que, nessa água descarregada estão presentes muitas espécies que não fazem parte do ecossistema local de
descarga.


Essas espécies, chamadas de exóticas, podem não ter predadores naturais nesse local e crescem de maneira descontrolada, interferindo na cadeia alimentar local, e destruindo as espécies nativas.

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Perícias Aduaneiras

As perícias aduaneiras fazem parte do sistema de controle do Estado, e permitem a justa e exata identificação e quantificação de mercadorias ou equipamentos importados ou exportados.

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Autor: Antonio Paulo Monteiro de Souza

Curso Draft Survey

e-mail: djpauloms@yahoo.com.br

A importância da perícia aduaneira, para quantificação e identificação de mercadorias e equipamentos a serem importados ou exportados, como forma de controle pelos órgãos fiscalizadores, essenciais à defesa dos interesses fazendários nacionais, ou seja, visa evitar possível evasão ou recolhimentos a menor de tributos, e ainda a aquisição de bens de consumo ou materiais orgânicos que poderiam prejudicar a economia, a indústria, a agropecuária nacional dentre outros.

            A autoridade aduaneira, em caso de duvida solicita a identificação ou à quantificação da mercadoria, sendo esta perícia realizada por órgãos ou entidades da Administração Pública ou por entidades privadas ou peritos especializados, previamente credenciados. A perícia também poderá ser solicitada pelo exportador ou importador.

            A identificação e quantificação, no caso de commodites a serem exportadas, por exemplo a exporação de bauxita ou ferro, utilizando a ferramenta da arqueação, fazem com que o órgãos de controle / gestores, tenham um perfil das transações comerciais internacionais dessas commodites, mostrando dentre outras, a balança comercial do Brasil; o ambiente de negócios com demais países; o impacto no PIB – produto interno bruto; a geração de empregos no setor; a questão sócio ambiental, a questão de logística de transporte, etc.

            Com o aumento da produção do agronegócio, com destaque da soja, o país tornou-se um grande exportador. Aí a importância da perícia aduaneira tem relevância, com destaque a perícia onde a arqueação se faz necessária, por utilizar navios de grande porte, e ainda com o surgimento de novos portos, e consequentemente uma maior fiscalização aduaneira, esta quantificação e identificação por parte de peritos em arqueação tende a crescer.

            Nos casos de importações de equipamentos, não fabricados pela indústria nacional, e que por legislação aduaneira tem direito a ex-tarifário – isenção de imposto de importação – cabe perícia, solicitada pela autoridade aduaneira quando houver duvida, neste caso a perícia é realizada por perito especializado.

            As perícias aduaneiras fazem parte do sistema de controle do Estado, e permitem a justa e exata identificação e quantificação de mercadorias ou equipamentos importados ou exportados.

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PLANILHA DE CÁLCULO PARA ARQUEAÇÃO DE CARGA DE NAVIOS – CASOS PRÁTICOS PARA A DETERMINAÇÃO DA QUANTIDADE EMBARCADA OU DESEMBARCADA

Arqueação de carga de navios efetuada mediante planilha de cálculo com o propósito de garantir rapidez, eficácia, acurácia e segurança ao arqueador em todas as fases do processo

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Autor: DERLI DA SILVA FARIA

Somática Educar

Curso Arqueação de Navios – Draft Survey

RESUMO Arqueação de carga de navios efetuada mediante planilha de cálculo com o propósito de garantir rapidez, eficácia, acurácia e segurança ao arqueador em todas as fases do processo. Para tal, a fundamentação teórica sobre navios está embasada no livro Arte Naval e em trabalhos disponibilizados na WEB, cujas referências estão informadas nos tópicos específicos e nas citações bibliográficas deste trabalho. Considerando que a arqueação de cargas é uma atividade internacional, algumas terminologias utilizadas neste trabalho também estão no idioma inglês. Objetivo Apresentar o trabalho de conclusão do curso de Arqueação de Navios requerido pela Somática Educar, que consiste em uma PLANILHA de cálculo, elaborada pelo autor, para facilitar o cálculo da quantidade de carga no processo de Arqueação de Navios. A PLANILHA foi desenvolvida com base nos conhecimentos adquiridos neste curso e na experiência do autor vivenciada como arqueador. A comprovação da acurácia da PLANILHA está demonstrada nos casos práticos apresentados neste trabalho.

Curso Arqueação de Navios

Limites Limitações deste trabalho:

(1) O processo de arqueação de navios pode ser utilizado para o cálculo de qualquer tipo de carga, todavia este trabalho não está voltado para a arqueação de navios que transportam produtos químicos, gases, bunkers, containers, passageiros e carga geral, mas sim para os navios graneleiros que transportam Trigo, Soja, Açúcar, Fertilizantes, Carvão, Pellets, Cítricos, Minérios, etc.

(2) Este trabalho apresenta somente as informações das estruturas dos navios que são indispensáveis ao conhecimento do arqueador para o processo de arqueação.

(3) Não discorre sobre a regulamentação da profissão do arqueador, mas recomenda que ele tenha: conhecimento teórico de arqueação e das estruturas navais; conhecimento de inglês; que domine as funções matemáticas requeridas para a arqueação; tenha boa condição física e que seja treinado por um ou mais arqueadores por um período suficiente para adquirir a confiança prática de fazer sozinho uma arqueação.

(4) Também não discorre sobre a regulamentação dos equipamentos de proteção individual – EPI`s, mas recomenda o seu uso, bem como a obediência aos protocolos requeridos para o exercício da profissão e, em especial, o respeito ao mar.

  1. CONCEITOS BÁSICOS
    1.1. Arqueação
    É a medida da capacidade dos espaços internos de uma embarcação mercante.
    Usa-se também a expressão ARQUEAÇÃO para a atividade de determinação do peso da carga a granel, embarcada ou desembarcada em um navio mercante, que é o propósito deste trabalho. 1.1.1. Arqueação do peso da carga de navio
    Arqueação do peso da carga de navio, Draf Survey, é o método utilizado para o cálculo do peso da carga embarcada ou desembarcada em um navio, que é efetuado pelas medições das mudanças das condições de flutuação do navio. A flutuação do navio é medida pelo seus calados, que determinam o volume de água deslocado, antes do início e no fim das operações de carga ou descarga. A técnica é baseada no princípio de Arquimedes.
    Em alguns casos, carga ou descarga de produtos diferentes, ou para clientes diferentes, medições intermediarias são necessárias.
    A exatidão do processo de medição depende muito da experiência do arqueador (Draft Surveyor) e da exatidão de suas medições.
    O método de execução está detalhado no capítulo 13 deste.
    1.1.2. Tonelagem de arqueação – Tonnage
    Embora não seja o objeto deste trabalho, faz-se necessário uma abordagem sobre o assunto para que haja o discernimento da diferença com o processo de arqueação de carga.
    Tonelagem de Arqueação é um atributo específico de cada navio, é a medida da capacidade dos espaços internos de uma embarcação mercante, calculada por uma Autoridade Marítima reconhecida e consignada em um Certificado de Arqueação Oficial. No Brasil o termo arqueação é sinônimo de tonelagem que no idioma inglês é “tonnage”.
    Sobre a Tonelagem de Arqueação, são baseadas todas as obrigações e exigências impostas pelas Leis e Regulamentos Internacionais, como também as taxas, tarifas, direitos, etc., que incidem nas atividades operacionais do navio, como: praticagem, fundeio, atracação, reboque, trânsito de canais, docagem, etc. A tonelagem de Arqueação é usada para a comparação da capacidade de transporte dos navios mercantes. 1.1.2.1. Arqueação Bruta (AB), GROSS TONNAGE – É a expressão do tamanho total da embarcação, determinada de acordo com as prescrições da Convenção Internacional sobre Medidas de Navios de 1969. A maneira mais adequada de expressar essa capacidade é medir os volumes internos, sem considerar os espaços isentos previsto no regulamento. 1.1.2.2. Arqueação Líquida (AL), NET TONNAGE – Da AB faz-se um desconto de outros espaços chamados de dedutíveis, referentes aos espaços ocupados pelas máquinas, combustíveis, espaços destinados a tripulação e outros espaços não destinados ao transporte de cargas ou de passageiros para a determinação da AL. Corresponde a capacidade útil da embarcação.

Para saber detalhes sobre o trabalho

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BALANÇA RODOVIÁRIA X ARQUEAÇÃO “DRAFT SURVEY” SOB UM OLHAR ANALÍTICO

Comparamos os métodos de pesagem de pesagem por meio de balança rodoviária instalada em um determinado porto e por meio de uma arqueação

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Instituição: SOMÁTICA EDUCAR

Curso: ARQUEAÇÃO DE NAVIOS – DRAFT SURVEY

Autor: ATHOS UBIRAJARA DA FROTA SILVA

e-mail: athos@creapr.org.br

Ano: 2020

  1. OBJETIVO

O objetivo do presente texto analítico é relatar algumas comparações e cuidados entre os métodos de pesagem por meio de uma balança rodoviária instalada em um determinado porto e por meio de uma arqueação “draft survey” de um navio, e ao final desta comparação mostrar o melhor dos métodos para a quantificação de uma carga a granel a exportar ou importar. Na sequência serão apresentadas as características de cada um deles.

  1. BALANÇA RODOVIÁRIA

2.1. Função de uma balança rodoviária

A balança rodoviária é um equipamento essencial para qualquer setor de logística que busque total controle sobre as cargas que movimenta. É o equipamento utilizado nos portos do Brasil para pesar/quantificar a carga a ser carregada nos navios ou deles descarregada, a qual foi ou será transportada por modal rodoviário, isto é, caminhões, carretas ou “bitrens”.

somaticaeducar.com

2.2. Estrutura de uma balança rodoviária

A balança rodoviária possui excelente resistência estrutural, capaz de suportar grandes cargas sem nenhum problema ou deformação em sua superfície. É formada por vigas em “I”, em aço carbono, com certificações para evitar deformações, por limitadores de movimento, por células de carga com grau de proteção IP67, tudo em conformidade com o RPM (regulamento técnico metrológico), conforme Portaria INMETRO 236/94.

Balança rodoviária:

2.3. Manutenção e aferição:

Toda balança rodoviária deve ter um plano de manutenção e aferição periódico

Leia o Artigo na Íntegra

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ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DE RELATÓRIO DE “ DRAFT SURVEY “

Disponibilizar ao mercado uma ferramenta padronizada para cálculo de Arqueação de Navios , como ponto de partida para um disciplinamento de desenvolvimento desta atividade.

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Autor: Vitorio Takeshi Egashira

e-mail: vitorio.egashira@grupogdias.com.br

Curso Arqueação de Navios- Draft Survey

  1. CONSIDERAÇÕES INICIAIS :

Como atividade final do Curso de “ Draft Survey “ , desenvolvido pela Somática Educar , busquei colocar , em prática , um roteiro para elaboração de cálculo de Arqueação de Navios , visando adequar ao atendimento das necessidades, principalmente  :

  1. DO ARMADOR – proprietário do Navio , para ter em mãos o valor , com o maior grau de acuracidade possível , da arqueação da carga , objeto da arqueação , além de definir uma padronização de registro , que constituirá , no tempo , a base de dados para apuração e consagração dos registros .
  • DA ADMINISTRAÇÃO PORTUÁRIA  – elegendo , num primeiro momento , as operações realizadas na área de influência do Porto da Companhia das Docas do Pará , para a formação de um Banco de Dados sobre as Condições Climáticas ( chuvas , ventos , ondas , marés , correntes ,temperaturas da água , densidades da água  … ) que influenciam nos resultados das medições , além de subsidiar as cobranças das Tarifas Portuárias a serem cobradas nas operações de carga e descarga .
  • DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL – no controle fiscal , nas operações de importação e exportação .
  • DO PROFISSIONAL DA ARQUEAÇÃO – no desenvolvimento e aperfeiçoamento do trabalho de Arqueação , com formação de Base de Dados , para seu aprimoramento .
  1. .ESCOPO DO TRABALHO :

Disponibilizar ao mercado uma ferramenta padronizada para cálculo de Arqueação de Navios , como ponto de partida para um disciplinamento de desenvolvimento desta atividade.

Abrir o acesso de todos os participantes do processo , de forma a terem um conhecimento mais adequado das condições e variáveis , que compõem os Cálculos de Arqueação .

  • ELABORAÇÃO DE UM RELATÓRIO DE “ DRAFT SURVEY “ :

Ao término deste trabalho , deve-se obter um roteiro inicial que balizará a  transposição da teoria à prática , aclarando a todos os usuários do sistema ( embarcador , recebedor , afretador , dono da carga , ou outra pessoa nela interessada ), as premissas adotadas , aprimorando-as ao longo do tempo e da montagem dos acervos de dados .

  • HISTÓRICO DO PORTO ORGANIZADO :

Para o início de atividades , considerando a área de atuação profissional , a mais de 41 anos , no Porto Organizado da Cia das Docas do Pará ( PA ) , elegeremos um modelo de Relatório aplicável à Área de Influência deste Porto Organizado ( Belém , Vila do Conde , Porto da Sotave , Santarém , Santana /AP ) , podendo extender a outras Àreas adjacentes , desenvolvendo para estas novas áreas , Modêlos de Relatório específicos .

A exemplo podemos citar a existência de Armadores/ Empresas , operando tanto da área de influência da CDP- Cia das Docas do Pará ( PA ) , como na CODOMAR – Cia das Docas do Maranhão ( MA ) , que apresentam características próprias e especificas , que , por conveniência , possam adotar a padronização da metodologia de registro e consagração de parâmetros , assim contratar a mesma metodologia de Càlculo de Arqueação para operações em ambas as áreas de influência destes Portos Organizados .Da mesma forma , as próprias Administrações destes Portos Organizados , podem padronizar a Base de Dados de suas operações , para ampliar a base de dados comparativos .

  • ROTEIRO BÁSICO PARA ELABORAÇÃO DE RELATÓRIO DE “ DRAFT SURVEY “ :

 a realização dos trabalhos de Cálculo de Arqueação precede da formalização do representante da Empresa Armadora , ao profissional Arqueador ( Requisição e autorização para realização dos trabalhos de arqueação )

5.1.DOCUMENTAÇÃO TÉCNICA DO NAVIO ;

        Antes do início prático dos trabalhos de arqueação , deve-se realizar uma reunião do representante do Navio / Armador junto ao Arqueador , visando a confirmação dos dados do navio e operação , além da analise preliminar dos documentos disponibilizados .

       Sendo estes :

  1. Documentos  do Navio –
  2. Título de Propriedade Marítima
  3. Certificado de Borda Livre
  4. Tabelas de Arqueação de Tanques
  5. Arranjo Geral do Navio
  6. Plano de Capacidade dos Porões de Carga /Tanques
  7. Tabelas de ulagem ou sondagem dos tanques de lastro , tanques de óleo combustível ; lubrificante , diesel , água , água destilada
  8. Tabelas ou Plano de Curvas Hidrostáticas
  9. Deadweight Operacional ( tripulação e pertences  , água potável , água doce , óleo combustível , óleo diesel , lubrificantes  )
  10. Livro de Óleo de bordo
  11. Diário de Bordo  
  12. Registros sobre Constante do Navios
  • Condições operacionais do Navio –
  • Rota ( origem , escalas , destino final )
  • Possibilidade de sondagem dos tanques
  • Lastros
  • Programação de realização da Arqueação :
  • Data , horário e local
  • Pessoa de contato
  • Pessoa para acompanhamento
  • Apoio logístico ( pessoal e telefone )
  • Análise prévia das condições do local determinado para a realização da  Arqueação ( registro recente de ocorrências que possam comprometer o resultado da medição : densidade da água ; medição de calados ; correntes ; … ) incluindo previsões meteorológicas , para o horário das medições , que possam influenciar , de forma indesejada , nos resultados
  • Comunicação de abortagem e reprogramação de realização do trabalho de Arqueação ( se necessário )

5.2.LEVANTAMENTO DAS CONDIÇÕES OPERACIONAIS ;

      * se estão previstas operações ( manobras , movimentação de cargas a bordo , atracações a contra-bordo ) que possam comprometer os resultados das medições

      *  se haverá operações de navegação na área ( manobras militares ) que possam comprometer os resultados das medições

     * se haverá tráfego intenso no horário das medições( procissão fluvial )

5.3.ÁREA DE FUNDEIO PARA LEVANTAMENTO DE DADOS FÍSICOS ;

      * posição georeferenciada da área de fundeio do navio

      * avaliação de há restrições para a realização das medições na área determinada para o fundeio

5.4.HISTÓRICO DA CONSTANTE  DO NAVIO ;

      * Dá-se o nome bastante impróprio de “ CONSTANTE DO NAVIO “ a um indicador que é variável , sendo , este a somatória dos pesos :

– guarnições e pertences

-passageiros e seus pertences

-material de custeio ( das três seções de bordo , inclusive ; tintas , estopa , etc …. )

-viveres e bebidas

-líquidos nas redes e em certos aparelhos e equipamentos , como por exemplo : água nas caldeiras ; água nos condensadores; óleo e água nas respectivas redes , óleo lubrificante dos cárteres dos motores e das máquinas , etc …

Também outros pesos fazem variar a constante , como a lama que se acumula no fundo dos tanques , a tinta que vai se sobrepondo nas pinturas sucessivas das obras mortas ; os cabos velhos que vão ficando nos paióis , as peças sobressalentes que foram reutilizadas , desembarcadas ou substituidas , mas não foram repostas por novas ; o rancho consumido durante a viagem e ainda não foi feito o abastecimento no porto na hora da arqueação ; e etc …

Embora não faça parte da constante , e sim seja uma alteração do deslocamento leve , temos que considerar como tal uma modificação estrutural , com adição ou subtração de pesos a colocação de qualquer equipamento adicional .

Embora variando ,a  constante tem um valor que  o imediato deve conhecer . E os imediatos que embarcarem vão informando o substituído ao substituto , o valor das constantes , com as alterações observadas .

Como já dissemos , o imediato que já fez várias arqueações da carga deve conhecer o valor da constante . Mas se ele é novo no navio e nada lhe informaram , ou se desconfia do valor , deve proceder para determinar o valor , com o navio sem carga procedendo a um “ draft survey “ determinando o deslocamento real do navio

Chama-se consumíveis , numa arqueação de carga , àqueles materiais cujos pesos variam bastante e podem ser bem determinados :

  • Óleo combustível
  • Óleo diesel
  • Óleo  lubrificante
  • Água de lastro
  • Água doce
  • Água destilada

Como se vê todos são líquidos e ficam armazenados em tanques . O estaleiro construtor do navio fornece tabelas de sondagens ou de ulagens com as respectivas correções para o trim e para a banda , para esses tanques .

Aqui um aviso inicial , alguns navios não possuem tabelas de sondagens com correções para o trim para todos os tanques . Os tanques cujas tabelas não tenham correção para o trim devem ser deixados vazios , quando não for possível determinar tal correção por fórmula , se o tanque for pequeno e o trim for inferior  a 1% do comprimento entre perpendiculares , pode-se considerar , nestes casos , a correção igual a zero

continuação do trabalho

Anexo I do trabalho – Tabela1

Anexo II do trabalho – Tabela2

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