BIOSSEGURANÇA NA TANATOPRAXIA

Os cadáveres podem atuar como vetores de uma pluralidade de doenças
infecciosas que serão transmitidas no manejo e análise do material orgânico
em decomposição

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Autora: AMANDA FONSECA MALVEIRA

Pirapora – MG

Somática Educar
Curso Profissionalizante de Tanatopraxia

INTRODUÇÃO

Os cadáveres podem atuar como vetores de uma pluralidade de doenças
infecciosas que serão transmitidas no manejo e análise do material orgânico
em decomposição, logo, discutir sobre biossegurança em necrotérios e no
serviço de autópsia é dialogar sobre a saúde e a segurança dos diversos
trabalhadores deste local insalubre, além de lhes proporcionar melhores
condições ocupacionais. Este assunto se faz necessário ao passo que os
necrotérios são pouco explorados pela comunidade acadêmico-científica.


Objetivo: Registrar os protocolos mais frequentes de limpeza e desinfecção
dos necrotérios. Descrever a aplicação da biossegurança nos serviços de
necrópsia; Identificar os equipamentos de proteção individual (EPIs) utilizados
pelos técnicos nas autópsias; Colaborar como material bibliográfico para
artigos forenses e de esterilização.


Material e métodos: Revisão bibliográfica de livros, artigos científicos,
periódicos e cartilhas.


Resultados: Os protocolos de limpeza e desinfecção das câmaras
mortuárias usualmente prescrevem a aplicação de saneantes habituais, como
detergente, álcool e hipoclorito, somado a técnicas e movimentos específicos
de limpeza que dependem do móvel a ser higienizado.

Afinal, o que é a biossegurança?

A biossegurança é a área de conhecimento que engloba um conjunto de
medidas e ações que buscam a minimização e o controle dos riscos inerentes
a determinada atividade ou local, com o intuito de preservar a saúde humana,
animal e ambiental. Essas medidas devem ser adotadas nas pesquisas, no
ensino, no desenvolvimento tecnológico, na produção e na prestação de
serviços. Assim, promovem a segurança sem comprometer os resultados
ou a qualidade. Isso é extremamente importante, visto que a biossegurança,
em linhas gerais, não deve prejudicar o desempenho. Mais especificamente
quanto aos profissionais de saúde, o foco da biossegurança é nas instalações
laboratoriais, no controle de agentes biológicos aos quais as pessoas são
expostas e, até mesmo, na melhor qualificação dos agentes e trabalhadores,
visto que eles estarão mais comumente expostos a agentes químicos e físicos.
As normas e regras de biossegurança, geralmente, implicam em novos
procedimentos e equipamentos. São eles que garantem a saúde da população
e do trabalhador, além de os protegerem contra doenças e epidemias.


Quais são os objetivos da biossegurança?


Agora, é hora de conhecermos alguns dos principais objetivos da
biossegurança para a sociedade. Vamos lá?


Minimizar riscos


O principal objetivo da biossegurança é a redução dos riscos ocupacionais
em ambientes que podem trazer danos severos para a saúde. Muitas
vezes, envolvem sequelas irreversíveis que podem trazer consequências
negativas para a qualidade de vida dos colaboradores envolvidos.
Com o uso dos equipamentos e ferramentas adequados, é muito mais fácil
prevenir qualquer tipo de intercorrência. Esse também é um cuidado essencial
para a sociedade como um todo, já que o descarte inadequado de compostos
contaminantes afeta o planeta e as pessoas.


Proteger os profissionais


A proteção aos profissionais é o segundo maior objetivo da biossegurança
como um todo. Afinal, eles lidam diariamente com compostos potencialmente
perigosos, e precisam ter a segurança (e a dos seus entes queridos) garantida.
Esse é um direito dos trabalhadores, resguardado por leis e normas
específicas. Para isso, o empregador é responsável por fornecer os
equipamentos e ferramentas necessárias para garantir a proteção dos seus
colaboradores.


Preservar o meio ambiente


O meio ambiente também é afetado com a gestão inadequada de
biossegurança. Bons exemplos são o descarte irregular de produtos químicos
no solo ou em lençóis d’água, ou a contaminação radioativa de regiões inteiras,
tornando-as impróprias por muitos anos.
Por isso, é fundamental que as empresas e os estabelecimentos que lidam
com compostos químicos e biológicos tenham responsabilidade ambiental e
sigam as normas de descarte estabelecidas pelos órgãos encarregados.

Há subdivisões no que diz respeito à biossegurança?


Sim! Para que tudo fique mais organizado, a biossegurança é dividida em
quatro níveis. Falaremos sobre cada um deles, a seguir. Vamos lá?


Nível 1


De modo geral, o nível 1 é relacionado com agentes infecciosos,
principalmente, os que têm relação com a área de Microbiologia. Aqui, o foco é
cuidar dos ambientes sem a necessidade de uso de equipamentos especiais.
Um bom exemplo é a desinfecção de superfícies, com a limpeza a partir do uso
de produtos que matem os agentes microbianos. 


Nível 2


No nível 2, os laboratórios e ambientes de trabalho passam a lidar
com substâncias ou agentes infecciosos que têm um potencial maior de
contaminação e danos. Bons exemplos são produtos ou microrganismos que
podem ser inalados ou absorvidos pela pele.
Nesse caso, é necessário o uso de alguns tipos de proteção, como máscaras.
Além disso, tais ambientes precisam de equipamentos importantes para o
funcionamento adequado, como autoclaves e outros itens para a desinfecção
das ferramentas utilizadas.


Nível 3


Mais perigosos, os agentes infecciosos relacionados com ambientes de
trabalho categorizados como nível 3 são potencialmente letais para os seres
humanos que entram em contato com eles. Dessa forma, é preciso ainda
mais cuidado ao manuseá-los, com o uso de equipamentos de segurança mais
sofisticados.
As ferramentas de desinfecção, como incineradores e autoclaves, também são
importantes nesse cenário. Além disso, o projeto deve priorizar ambientes
vedados e protegidos para garantir a integridade física dos trabalhadores do
local.


Nível 4


No último nível, estamos falando sobre danos extremos à saúde, sobre os
quais ainda não há tratamentos disponíveis para a ciência. Por isso, os
cuidados são ainda mais específicos.
Muitas vezes, nesses casos, é reservado um edifício exclusivo para lidar com
tais compostos. Além disso, há uma limitação de funcionários responsáveis por
trabalhar com esses materiais, e eles utilizam o maior número de EPIs e EPCs
possíveis. Bons exemplos são produtos radioativos.

Quais os principais exemplos da ausência de biossegurança?
No Brasil, nós temos um caso clássico e conhecido sobre a ausência de boas
práticas de biossegurança, que é o acidente com o Césio 137. Esse grave
episódio de contaminação por radioatividade ocorreu na cidade de Goiânia,
em Goiás.
Tudo aconteceu por conta de um aparelho de radioterapia abandonado por
uma clínica desativada, que expôs a população à radiação. Infelizmente, a vida
de muitas crianças foi abruptamente interrompida graças ao dano causado
pelos compostos radioativo no organismo dos pequenos.

No entanto, infelizmente, exemplos não faltam no dia a dia dos mais diversos
locais, como em hospitais. Neles, os profissionais, dependendo da sua carreira
ou área, podem acabar se contaminando pela falta de uso de proteção, como
luvas e óculos, ou mesmo por práticas indevidas de esterilização ou de
descarte inadequado de materiais.


O que diz a legislação brasileira sobre a biossegurança?


Em nosso país, a regulamentação sobre os temas de biossegurança está
presente na legislação como uma maneira de ressaltar a importância de
preservar a vida e promover mais segurança em qualquer atividade, além
de direcionar competências e normatizações, como disposto na Lei de
Biossegurança 11.105 de 24 de março de 2015.
Ela dispõe sobre os riscos relativos às técnicas de manipulação de organismos
que foram geneticamente modificados, como os alimentos transgênicos.
Também, a segurança em diversos ambientes de trabalho, como hospitais,
indústrias, laboratórios, hemocentros, centros de pesquisa e universidades.


Como a biossegurança é aplicada, na prática?


A biossegurança é aplicada por meio de regras, normas e regulações
estabelecidas por órgãos competentes, como a Anvisa, o Ministério da Saúde e
outros. Cabe aos empregadores seguir tais normas, garantindo a proteção da
sua equipe e do restante da população.


Qual a relação entre a biossegurança e a segurança do trabalho?


A relação entre a biossegurança e a segurança do trabalho é imensa, visto que
alguns ofícios, como o de um profissional da saúde, estão diretamente ligados
a práticas e ações que proporcionem uma melhor proteção no dia a dia, não
apenas nesses locais, mas para a população como um todo. 
Um dos exemplos mais clássicos é o uso dos equipamentos de proteção
individual (EPI), que precisam estar de acordo com as atividades e riscos de
cada trabalhador. Como o nome já sugere, eles servem para proteger
individualmente cada usuário, bem como para a contenção dos mais variados
riscos existentes que possam ameaçar a segurança.


Quais são as vantagens de seguir as normas de biossegurança?


Agora que você já aprendeu um pouco mais sobre a nossa legislação em
relação ao tema e como ele vem sendo inserido na nossa sociedade e nos
ambientes de trabalho, chegou a hora de entender, efetivamente, quais são as
vantagens de seguir as normas de biossegurança.

Redução dos riscos à saúde dos trabalhadores

Uma das vantagens de seguir as normas de biossegurança é que isso reduz os
riscos inerentes à saúde dos trabalhadores. Atitude simples, que é
imprescindível, levando em consideração os tipos de materiais e de reagentes
que eles utilizam em seus ofícios.

Minimização de acidentes em laboratórios

Os acidentes em laboratórios eram mais comuns no passado, e diminuíram
pela adoção de normas de controle mais rígidas e eficientes. Atualmente,
além da proteção do profissional em si, no caso de um problema mais sério —
de vazamento, por exemplo —, o próprio estabelecimento precisa pausar as
suas atividades, o que causa prejuízos muito grandes.

Preservação do meio ambiente e da sociedade

Seguir as normas de biossegurança implica, também, em conseguir uma
melhor preservação do meio ambiente, por meio da descontaminação ou da
eliminação dos riscos de exposição. Isso torna o local apto para o manuseio
seguro e promove o descarte adequado dos materiais utilizados, evitando a
poluição de rios e solos.


Aumento da qualificação profissional dos envolvidos


O atendimento às normas de biossegurança exige treinamentos constantes
para os profissionais que são expostos a situações de risco. Isso faz com
que eles fiquem cada vez mais qualificados e em melhor sintonia com
a tecnologia existente, garantindo uma qualidade muito maior dos
procedimentos realizados, gerando melhores resultados.


Quais são os riscos e como fazer a prevenção ideal?


Antes de tudo, para entender a real importância da biossegurança, é
preciso perceber melhor quais são os riscos a que os profissionais, os
pacientes e o próprio meio ambiente estão sujeitos em função das
atividades desempenhadas, especialmente, em instituições de saúde. 
Conforme a NR 32 (Segurança e Saúde do Trabalho nos Serviços de Saúde),
os critérios básicos de precaução visam à proteção de profissionais da saúde e
outros atuantes em hospitais, clínicas, laboratórios e ambulatórios, em seu
local de trabalho. Além disso, a norma define como atividades de risco as que
são capazes de ocasionar dano, doença ou morte.
Basicamente, esse perigo se resume à transmissão de agentes infecciosos,
incluindo os transmitidos por líquidos corporais e sangue, podendo causar
contaminação de pessoas e a disseminação de doenças. No entanto, os
perigos envolvidos em tais atividades são muito complexos. Por isso, eles são
classificados segundo alguns critérios:


● ameaça ambiental: aqui, são considerados os agentes químicos, físicos e
biológicos presentes nos serviços de saúde, podendo causar danos ao meio
ambiente;
● risco à saúde: é dado pela probabilidade de ocorrer algum efeito nocivo à
saúde dos profissionais e pacientes, em virtude da exposição a certos agentes.

Quais são os tipos de riscos?

De acordo com as suas características, os riscos foram mapeados e puderam
ser divididos para uma melhor compreensão, por cores, segundo as seguintes
categorias:


● riscos físicos (verde) — equipamentos que geram calor, frio, radiação,
umidade, campos elétricos ou operam sob pressão, tais como autoclaves, raio-
X, câmaras frias, centrífugas e outros;
● químicos (vermelho) — produtos químicos nas suas mais variadas formas
físicas. A lista é extensa, mas podemos destacar ácidos, colas, pesticidas,
medicamentos, formol, tintas, baterias e metais presentes em lâmpadas, por
exemplo;
● biológicos (marrom) — aqui, destacam-se os agentes biológicos, como
microrganismos geneticamente modificados ou não, toxinas e príons, parasitas
e culturas de células;
● ergonômicos (amarelo) — comuns a diversas outras atividades profissionais,
são eles levantamento de peso, rotina intensa, jornada prolongada, esforço
repetitivo, postura inadequada, estresse físico e psíquico, e outros;

● de acidentes (azul) — iluminação inapropriada, animais peçonhentos,
equipamentos desprotegidos, espaço físico inadequado, eletricidade,
possibilidade de incêndio e outros.

Quais são as classes de riscos?

Além disso, o Ministério da Saúde ainda classifica os riscos segundo outros
critérios importantes. São eles os de patogenicidade, o modo de transmissão, a
virulência, a endemicidade, a recombinação gênica, as consequências
epidemiológicas, a profilaxia e o tratamento, entre alguns outros.
Dessa maneira, existem cinco classes de risco de acordo com o tipo de agente
local e ação sobre o parasita. Por exemplo, numeradas conforme as exigências
de biossegurança cabíveis se tornam mais complexas.


Como a biossegurança é fiscalizada no Brasil e quais são as suas

aplicações?

No Brasil, a regulação e a fiscalização da biossegurança é feita pela
Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Esse é um órgão técnico
regulador que é extremamente respeitado e que, inclusive, tem uma definição
própria do conceito de biossegurança, que é a seguinte:
A condição de segurança alcançada por um conjunto de ações destinadas a
prevenir, controlar, reduzir ou eliminar riscos inerentes às atividades que
possam comprometer a saúde humana, animal e o meio ambiente.
Trata-se, assim, de um conjunto de normas e procedimentos padrões que visa
à prevenção dos riscos inerentes às atividades exercidas nos serviços de
saúde, bem como aos respectivos locais de trabalho.
Embora o seu objetivo primário seja erradicar ou reduzir as chances de um
colaborador contrair alguma doença, suas aplicações estendem-se à proteção
do restante da população, pacientes e meio ambiente. Para isso, há uma série
de condutas e boas práticas que, embora pareçam dificultar o trabalho, são
essenciais à segurança de todos os envolvidos.
Em um ambiente hospitalar, por exemplo, há desde as medidas mais simples
(como uso de jaleco e o hábito de lavar as mãos antes de qualquer
atendimento) às mais sofisticadas, como os sistemas de esterilização do ar,
câmaras de desinfecção de EPIs, isolamento de laboratórios e outras. No
geral, as medidas de biossegurança envolvem dois pontos — os
equipamentos de proteção individual (EPI) e os equipamentos de
proteção coletiva (EPC). 
Dentre as suas aplicações, podemos destacar outros exemplos. Veremos mais
sobre cada um deles, a seguir!

EPIs

Os equipamentos de proteção individual fazem parte dos pilares da
biossegurança. Sem eles, tanto os profissionais quanto os pacientes
envolvidos são expostos a riscos grandes para a integridade física e a saúde.


Os principais EPIs são:
● luvas para profissionais, especialmente, enfermeiros, que lidam com amostras
biológicas e atendem a pacientes com doenças contagiosas. Em laboratórios,
para todos que manipulam, preparam reagentes e lavam material;
● jalecos ou aventais, de manga longa e na altura dos joelhos, usando sempre
fechados. Precisam ser lavados e descontaminados após o uso e nunca devem
ser usados fora do ambiente de trabalho;
● máscaras para proteção contra substâncias químicas, evitando a inalação;

● óculos de proteção, protetor facial e sapatos fechados, para evitar respingos de
material biológico sobre a pele;
● kevlar, um colete para a proteção de temperaturas muito altas ou baixíssimas.

EPC

EPC é o nome dado aos equipamentos de proteção coletiva e, como o nome já
indica, servem para proteger mais de uma pessoa ao mesmo tempo. Eles são:
● cabines de segurança: equipamentos que promovem a contenção física dos
agentes infecciosos, para proteção dos profissionais;
● lavar olhos: para limpeza imediata de olhos e face;
● chuveiro de segurança: de fácil acesso, para limpar roupas e a pele do
profissional em caso de derramamento de material biológico ou substância
química;
● autoclave: realiza a esterilização de instrumentos por calor, tornando o uso
seguro novamente;
● proteção de linha de vácuo: para evitar contaminação do sistema de vácuo
com fluidos derramados e aerossóis;
● microincineradores de alça: alças de material plástico estéril em caixas de
aço, para transporte seguro de materiais ou agentes.


Além disso, as práticas de biossegurança também envolvem normas
detalhadas para as instalações laboratoriais, o descarte de agentes químicos e
biológicos, além do treinamento das equipes.
Qual é a real importância da biossegurança e seus efeitos?
Como dissemos, a importância da biossegurança engloba diversos aspectos
distintos, e não se dá apenas pelo alto risco a que os mais variados
profissionais podem ser expostos, como também, pelos seus inúmeros
impactos possíveis no meio ambiente e na sociedade como um todo. Do ponto
de vista da saúde do trabalho, os acidentes mais comuns envolvem ferimentos
com agulhas ou bisturis.
Quando isso acontece, pode haver contato com sangue contaminado,
principalmente, entre os profissionais de enfermagem. Entretanto, a ausência
de procedimentos de biossegurança poderia levar os riscos para fora do âmbito
hospitalar, como epidemias, contaminação do solo e da água e disseminação
de doenças raras ou erradicadas, atingindo o restante da população.


Diante dessa importância da biossegurança, podemos resumir os principais
efeitos da sua aplicação com alguns exemplos:


● prevenção e proteção da saúde dos trabalhadores de clínicas, hospitais,
laboratórios e outros serviços de saúde;
● redução dos riscos nas áreas de desenvolvimento tecnológico e pesquisa
científica;
● minimização das ameaças na prestação de serviços, evitando a contaminação
de pacientes e dos casos de infecção hospitalar;
● preservação do meio ambiente, no sentido de erradicar a contaminação por
agentes químicos, por exemplo;
● defesa à saúde dos animais, evitando a contaminação de hospedeiros e
criação de novas vias epidêmicas;
● proteção à saúde da população em geral, prevenindo problemas sociais
futuros.

CONCLUSÃO

Basicamente todos os ambientes de trabalho fornecem riscos aos seus
trabalhadores, sendo um destes riscos, os biológicos, que além de serem
nocivos à saúde de trabalhadores, também podem afetar o ambiente e
terceiros e um dos meios de prevenção deste risco é a biossegurança.
Principalmente quando se trata da manutenção da cultura de SST em
ambientes, principalmente, hospitalares, laboratoriais e farmacêuticos, a
biossegurança é um fator de prevenção fundamental para a segurança dos
profissionais da saúde, entre outros trabalhadores que circulam ou
permanecem no ambiente de trabalho.
O Observatório de Segurança e Saúde do Trabalho (SmartLab) demonstra que
as Atividades de atendimento hospitalar e Atividades de atenção ambulatorial
executadas por médicos e odontólogos fazem parte do ranking das 10
atividades mais críticas que registram acidentes de trabalho por agente
biológico no Brasil, no período de 2015 a 2018.
No acervo de entrevistas disponíveis no portal da Universidade Aberta da
Saúde do Brasil (UNA-SUS) é destacado que a biossegurança “… são ações
voltadas para prevenção, proteção do trabalhador e a minimização de riscos,
visando a saúde do ser humano, animais, preservação do meio ambiente e a
qualidade dos resultados.
São diversas as medidas de segurança que devem ser tomadas para garantir a
integridade do profissional, para isso faz-se necessário o hábito das boas
práticas e a fiscalização dos responsáveis por preservar a segurança.”.

REFERÊNCIAS

https://editoraime.com.br/revistas/index.php/rems/article/view/244#:~:text=BIOS
SEGURAN%C3%87A%20NOS%20NECROT%C3%89RIOS%20E%20NO%2
0SERVI%C3%87O%20DE%20AUT%C3%93PSIA,-
Autores&text=Descrever%20a%20aplica%C3%A7%C3%A3o%20da%20bioss
eguran%C3%A7a,artigos%20forenses%20e%20de%20esteriliza%C3%A7%C
3%A3o.
https://www.faculdadeide.edu.br/blog/afinal-voce-sabe-qual-a-importancia-da-
biosseguranca
https://onsafety.com.br/o-que-e-biosseguranca-e-porque-e-tao-importante/

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