Energia Eólica no Nordeste

AUTOR: CARLOS DA SILVA

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Curso Operador de PARQUE EÓLICO

O país passou de 1 GW de capacidade instalada em 2010 para 15,1 GW neste ano, distribuídas em 600 parques eólicos em 12 estados, segundo os últimos dados da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica). A energia eólica ganhou espaço e atualmente representa 9,2% da matriz energética nacional, atrás apenas das usinas hidrelétricas, que têm 60,3%. Apesar do sólido avanço, esta fonte de energia renovável ainda tem bastante espaço para crescer no país, segundo os especialistas, e espera-se que em 2023 haja cerca de 19,4 GW de capacidade eólica instalada, levando em conta os leilões já realizados e os contratos assinados no mercado. “Temos uma perspectiva de crescimento muito grande. Vemos que a eólica e a solar são as fontes que mais vão crescer no Brasil nos próximos 30 anos”, explicou à Agência Efe, a presidente da ABEEólica, a economista Elbia Silva Gannoum.

A região nordeste concentra a maior parte dos parques eólicos do Brasil, cujo território apresenta condições meteorológicas favoráveis, com ventos regulares e intensos, e onde proliferaram as turbinas de geração de energia eólica.(Enercons)

A região da Serra do Inácio, a área limítrofe entre Pernambuco e Piauí, ganhará um investimento estimado em R$ 2 bilhões. A verba é recurso próprio da Votorantim Energia (VE), em joint venture com o fundo canadense CPP Investments. O valor será usado para implantação de dois novos complexos eólicos na região Nordeste, os Ventos do Piauí II e III. As duas unidades, juntamente com os parques Ventos do Piauí I e Ventos do Araripe III, deverão compor o maior cluster de geração eólica do Brasil, com 1 mil GW de capacidade instalada. As obras dos novos parques estão previstas para janeiro de 2021, com início de operação em meados de 2022, e conclusão em 2023. Somente os dois novos parques terão capacidade de potência instalada de 411,6 MW. “Juntamente com os parques Ventos do Piauí I e Ventos do Araripe III, estes projetos irão compor o maior cluster de geração eólica do Brasil. A joint venture será responsável por 5% da base de geração eólica do País e 36% da base de geração eólica no Piauí. Serão 976,2 MW de capacidade instalada de geração, sendo 745,2 MW naquele estado e 231,0 MW em Pernambuco”, afirma Fabio Zanfelice, CEO da Votorantim Energia e presidente do conselho da joint venture.( NE10 – Portal do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação)

A região vai receber pelo menos 175 parques eólicos até 2023. Eles vão precisar de mais linhas de transmissão, que surgiu o desafio de aumentar as linhas de transmissão de energia no Nordeste. A falta de uma estrutura para receber e transportar a energia pode ser um empecilho ao crescimento das energias renováveis no Nordeste que tem quase 87% de toda a capacidade instalada de geração de energia eólica do País. São 13 mil megawatts (MW) do total dos 15,1 mil MW implantados no Brasil. Até 2023, a região vai receber pelo menos 175 parques eólicos que vão acrescentar mais 5,3 mil MW de potência instalada numa previsão da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica) com os empreendimentos previstos até a última quarta-feira. “Nos leilões, a maior disputa é pelos lugares com linhas de transmissão e subestações próximas. É um diferencial”, diz o CEO da comercializadora e geradora Kroma Energia, Rodrigo Mello. Na Região, os Estados que apresentam os maiores gargalos nas linhas de transmissão e subestações são a Bahia, Ceará e Rio Grande do Norte, segundo pelo menos quatro executivos consultados pela reportagem. E os Estados da Região que mais vão receber novos empreendimentos são: Rio Grande do Norte, Bahia e Piauí com respectivamente 2,2 mil MW (em 61 parques); 1,4 mil MW (em 60 parques) e 922 MW em 28 parques, segundo a ABEEólica. Juntos, os três vão receber 4,6 mil MW de potência instalada dos 5,3 mil MW previstos para a região. Para o diretor da Secretaria de Mineração, Gás, Petróleo e Energias Renováveis do Estado do Piauí, Howzembergson Brito, as linhas de transmissão fazem parte de uma preocupação que aumenta na expansão contínua de geração das renováveis. “Há uma pujança grande no setor. Por isso, acreditamos que alguma empresa vai se interessar em construir mais linhões de transmissão no Piauí”, diz. No setor elétrico, a forma mais tradicional de implantação dos empreendimentos, tanto de geração como de distribuição de energia, ocorre via leilões realizados pela União. Os vencedores da concorrência se comprometem a instalar os empreendimentos dentro de um prazo fixado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). No entanto, desde 2013, vários parques eólicos ficaram prontos no Nordeste sem as linhas de transmissão serem concluídas. O parque eólico da empresa francesa Voltalia na cidade de São Miguel do Gostoso, no Rio Grande do Norte, foi implantado em tempo hábil, mas ficou um ano e meio sem poder gerar energia – até meados de 2017 – porque não tinha um ponto de conexão pra injetar a energia na rede de transmissão. “O empreendimento eólico teve sua receita garantida, mas sem possibilidade de despachá-la (gerar). Casos como esse têm impacto direto no custo sistêmico de operação”, resume o coordenador de Engenharia da Voltalia, Vitor Emerenciano.

Esse custo a mais do sistema foi pago por todos os brasileiros. E pode vir mais por aí. Uma grande empresa que estava construindo linhas de transmissão pediu falência e os empreendimentos foram abandonados. Um deles passaria por vários municípios da Bahia que estão recebendo empreendimentos de geração eólica na região dos municípios de Jacobina, Formosa do Rio Preto, entre outros. “Não há sinalização de quando essa linha vai voltar a ser feita”, diz o vice-governador da Bahia e secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, João Leão, apesar de ressaltar que a Bahia aumentou “muito” a sua capacidade de transportar energia. Ainda de acordo com o vice-governador baiano, os empreendimentos de geração instalados na Bahia vão usar as linhas de transmissão dos projetos de irrigação que não saíram do papel. O grande potencial eólico da Bahia está à margem do Rio São Francisco. O governo baiano está dando um tratamento diferenciado às companhias que vão instalar linhas de transmissão. “A empresa desse tipo terá uma redução de até 90% na base de cálculo do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), apoio ao licenciamento ambiental e a regularização fundiária”, diz Leão.

No Estado, a Companhia Energética de Pernambuco (Celpe) tem a obrigação de empregar 1% da sua receita operacional líquida em obras sociais indicadas pela administração estadual. Isso está no contrato de concessão da empresa assinado no início dos anos 2000. “A Celpe só pode utilizar esse recurso com autorização do governo do Estado e tem que ser justificado junto à Aneel. A nossa intenção é indicar obras de reforços da rede de transmissão nos lugares com maior potencial para receber parques de geração e na substituição da rede monofásica por trifásica na área rural do Estado”, aponta o secretário Executivo de Energia e Infraestrutura da secretaria estadual de Desenvolvimento Econômico, Luiz Cardoso Ayres Filho. A implantação de rede trifásica vai possibilitar aos pequenos agricultores produzirem a sua própria energia com micro ou minissistemas de geração. ( NE10 – Portal do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação)

Pernambuco teve um papel pioneiro na implantação das eólicas. Aqui, foram instaladas três turbinas, sendo duas em Fernando de Noronha e uma no Complexo de Salgadinho, em Olinda. A de Noronha passou a funcionar em 1992 numa parceria feita entre um grupo de pesquisadores da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), órgãos federais e uma instituição dinamarquesa via um programa de cooperação. “Foi o primeiro catavento da nova geração instalado no Brasil”, lembra o diretor da UL, Alexandre Pereira.
“Nós mesmos, da universidade, fazíamos a manutenção das turbinas de Noronha e de Olinda. Depois, essa manutenção passou a ser feita pela Celpe”, afirma Alexandre, que fez parte do grupo de pesquisadores que implantou as três experiências.

A segunda turbina de Noronha foi implantada em 1998 e a de Olinda em 2000. “Lembro do ex-ministro José Goldemberg vindo visitar a turbina de Olinda com uma comitiva”, diz o hoje vice-presidente da Associação Mundial de Energia Eólica (WWEA, na sigla em inglês) e presidente da Eólica Tecnologia, Everaldo Feitosa. Durante as experiências, ele estava à frente do grupo de pesquisadores da UFPE. Em 1998, Goldemberg era presidente da World Energy Assessment. “Na época, faltava desmitificar essa tecnologia, conta Feitosa. “Essas experiências foram de suma importância. O Brasil tinha um problema muito sério que era a falta de conhecimento do vento. Começou a percepção de que era necessário medir os ventos”, afirma o professor do Departamento de Engenharia Elétrica da UFPE, Pedro Rosas.

Segundo Rosas, a experiência pernambucana e mais duas turbinas instaladas em Minas Gerais e no Ceará foram suficientes para o governo federal desenvolver uma política de incentivo ao setor, o Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia (Proinfa) que previa a implantação de usinas eólicas. A iniciativa exigia um alto grau de nacionalização, um dos motivos que fez a implantação dos parques demorarem. Depois disso, o governo federal começou a contratar, em leilões, a energia produzida por eólicas. Com a garantia da venda, muitos empreendimentos se consolidaram. A fabricação de equipamentos passou a ser local e isso contribuiu para baixar o preço. A discussão sobre a expansão da energia limpa será o principal mote do Fórum Internacional de Renováveis Versus Nuclear – Experiências Internacionais e Propostas para o Brasil que ocorrerá na próxima quinta-feira no auditório do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação. O evento é uma realização da WWEA (NE10)

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento total de R$ 1,3 bilhão para a implantação de doze parques eólicos, e sistema de transmissão associado, na Paraíba, com capacidade instalada de 370,8 MW – o suficiente para abastecer cerca de 840 mil domicílios. O valor do financiamento concedido ao projeto corresponde a 80% do investimento total de R$ 1,6 bilhão dos doze parques eólicos. As informações são do portal do BNDES. Na operação, cada parque eólico configura uma Sociedade de Propósito Específico (“SPE”). As mesmas são controladas pela Força Eólica do Brasil S.A., que por sua vez, é controlada pela Neoenergia, uma empresa do grupo espanhol Ibero. A construção dos parques, que ficarão localizados nos municípios de Santa Luzia, São José do Sabugi, São Mamede e Areia de Baraúnas, teve início no 4º trimestre de 2019 e tem prazo de execução de até 36 meses, estando prevista a conclusão de todos os complexos eólicos em 2022. Estima-se que durante a fase de construção sejam gerados 1.000 empregos diretos e 300 indiretos, sendo grande parte da mão de obra proveniente de localidades próximas ao empreendimento, no interior do estado.  A concessão de financiamento ao projeto reforça o compromisso do BNDES com o desenvolvimento sustentável e o fomento às energias renováveis no Brasil, aumentando a capacidade instalada do sistema elétrico nacional e contribuindo para a fortalecimento da cadeia de fornecedores do setor de aerogeradores estabelecida no país. ( NE10 – Portal do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação)

FONTES

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