Usina Termelétrica – Ciclo Combinado

Autor: Anderson Clayton Batalha

Boa Vista – Roraima

Curso Operador Usina Termelétrica de Ciclo Combinado

Definição

Uma usina termelétrica operando em ciclo combinado pode ser definida como um conjunto de obras e equipamentos cuja finalidade é a geração de energia elétrica, através de um processo que combina a operação de uma turbina à gás, movida pela queima de gás natural ou óleo diesel, diretamente acoplada a um gerador.

Os gases de escape da turbina a gás, devido à temperatura, promovem a transformação da água em vapor para o acionamento de uma turbina a vapor, nas mesmas condições descritas no processo de operação de uma termelétrica convencional. A potência média dessas centrais vem a ser de 300 MW, muito inferior à de uma termelétrica convencional.

Como Funciona

Turbina a Gás:

A expansão dos gases resultantes da queima do combustível (óleo diesel ou gás natural) aciona a turbina a gás, que está diretamente acoplada ao gerador e, desta forma, a potência mecânica é transformada em potência elétrica.

Turbina a Vapor:

O funcionamento é exatamente igual ao descrito para usina termelétrica convencional, porém a transformação da água em vapor é feita com o reaproveitamento do calor dos gases de escape da turbina a gás, na caldeira de recuperação de calor.

Vantagens:

Além das já descritas na seção relativa à usina termelétrica convencional, deve ser ressaltado o rendimento térmico do ciclo combinado, que proporciona a produção de energia elétrica com custos reduzidos.

Falando um pouco mais sobre caldeiras, abordaremos um assunto ao qual muitas vezes é dado pouca atenção, o ciclo de concentração e a taxa de descarga de fundo. Um ponto importante de controle na operação de caldeiras, com foco na longevidade, eficiência e segurança, é a qualidade da água de alimentação e a qualidade da água dentro da própria caldeira. A menos que se tenha um super tratamento por osmose reversa e zero de contaminação do retorno de condensado, a água de alimentação da caldeira sempre apresentará minerais e outras moléculas em sua composição (Si4+, Cl-, Mg2+, Ca2+, Fe2+…), denominados impurezas. Conforme a caldeira gera vapor, teoricamente água pura no estado gasoso, essas impurezas que não evaporam permanecem dentro da caldeira, e com a entrada de mais água e a contínua geração de vapor, sua concentração aumenta. A esse processo dá-se o nome de Ciclo de Concentração e essa “água concentrada” dentro da caldeira, chama-se comumente de “LODO”. Esse processo de concentração é essencial para elevar o pH da água dentro da caldeira, para minimizar o processo de corrosão e evitar incrustação de sílica por passivação, e ajuda a diminuir a quantidade de O2 dissolvido na mesma, que também minimiza o processo de corrosão do vaso de pressão. Durante o processo de concentração, a quantidade de sólidos dissolvidos (TDS, medido em ppm) também aumenta, aumentando assim a condutividade elétrica da água dentro da caldeira. O valor ideal depende do tipo de caldeira e sua operação, mas como parâmetro de referência, para as caldeiras Fogo tubulares comuns, o ideal é trabalhar com a água da caldeira entre 4.000 e 5.000 micros/cm. Quando a caldeira trabalha com condutividade inferior a esse valor, provavelmente o pH também estará baixo. Quando superior, pode ocorrer o problema de arraste de umidade com o vapor, prejudicando a qualidade do vapor e causando problemas como o golpe de aríete. Para corrigir esse parâmetro, pode-se adotar as seguintes ações: Condutividade muito alta: para esse controle realiza-se a purga da caldeira. Essa purga pode ser realizada manualmente ou por válvulas controladas. A quantidade de água a ser eliminada, o tempo de abertura das válvulas e a frequência dependem fortemente das condições de operação do equipamento, do tratamento de água utilizado e da tubulação de purga do equipamento 

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Política de Medicamentos

A Política Nacional de Medicamentos tem importância estratégica no sistema de saúde e contribui para o desenvolvimento social do país. Através dela o SUS garante que os medicamentos usados no Brasil sejam eficazes, de qualidade e seguros. O fomento à produção de medicamentos essenciais contribui para a redução de custos facilitando o acesso e para que sejam distribuídos gratuitamente à população por meio do SUS.

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Autora: Rafaela Mendes Santos Faustino

Auxiliar de Farmácias e Drogarias e Farmácia Hospitalar

Conselheiro Lafaiete – MG

Somática Educar

     Em um contexto histórico, as políticas sociais integravam o funcionamento dos sistemas econômicos. A intenção do Estado era e é de intervir junto à sociedade com o objetivo de proteger os indivíduos contra os riscos inerentes à vida social e coletiva. A partir da Segunda Guerra Mundial, as atividades sociais do Estado passaram a organizar-se em programas e sistemas próprios de previsão de bens e serviços ganhando contornos mais definidos.

     No Brasil, as intervenções na saúde coletiva começaram durante a República Velha, como estratégia de saneamento das localidades onde havia atividade cafeeira. Nessa época a preocupação era erradicar a febre amarela urbana, a peste, e também já havia a vacinação obrigatória contra a varíola.

     Até a década de 1920 a população, sobretudo a de baixa renda, dependia da caridade das Santas Casas de Misericórdia para ter acesso a serviços de saúde. A partir de 1920, o Brasil adotou um sistema de Seguro social em que os contribuintes da Previdência Social passaram a ter os serviços de saúde assegurados.

O que é Saúde Pública?

      Saúde Pública é todo o conjunto de medidas executadas pelo Estado para garantir o bem-estar físico, mental e social da população. A saúde pública, a nível internacional, é coordenada pela Organização Mundial de Saúde – OMS, que é uma agência especializada da ONU (Organização das Nações Unidas) com a função de trabalhar ao lado do governo dos países para aprimorar a prevenção e o tratamento de doenças.  

     No Brasil, a Saúde Pública é prevista na Constituição como um dever do Estado e um direito do cidadão.

Sistema Único de Saúde – SUS

     Criado pela Constituição Federal de 1988, é definido como: “O conjunto de ações e serviços de saúde, prestados por órgãos e instituições públicas federais, estaduais e municipais, da Administração direta e indireta e das fundações mantidas pelo Poder Público, constitui o Sistema Único de Saúde (SUS).”

     O SUS conquistou uma série de avanços para a saúde no Brasil. O Programa Nacional de Imunização é um dos destaques reconhecido internacionalmente. Possui o maior sistema público de transplantes de órgãos do mundo e também dá assistência integral e gratuita para soro positivos, renais crônicos, pacientes oncológicos, tuberculose e hanseníase.

     Dentre as políticas implantadas pelo SUS está a Política Nacional de medicamentos, aprovada e publicada em Portaria em 1998.

Política Nacional de Medicamentos

     A Política Nacional de Medicamentos tem como objetivo garantir segurança, eficácia e qualidade dos medicamentos, a promoção do uso racional e o acesso da população àqueles considerados essenciais. Ela é fundamental na assistência integral à saúde e configura como indicador da qualidade da atenção prestada à população.

Diretrizes da PNM

     A fim de que o acesso da população a medicamentos seguros, eficazes e de qualidade seja alcançado, foram estabelecidas diretrizes. São elas:

  • Adoção de Relação de Medicamentos Essenciais: Medicamentos essenciais são os produtos considerados básicos e indispensáveis para atender a maioria dos problemas de saúde da população. Devem estar disponíveis de forma contínua e em formas farmacêuticas apropriadas. Fazem parte de uma relação nacional de referência, o RENAME, e servem de base para o direcionamento da produção farmacêutica e para a definição de listas de medicamentos essenciais de acordo com a situação epidemiológica;
  • Regulação Sanitária de Medicamentos: Consiste na fiscalização e registro de medicamentos e autorização de funcionamento de empresas e estabelecimentos, desde os produtores até o varejo de medicamentos;
  • Reorientação da Assistência Farmacêutica: As ações de reorientação têm como objetivo implementar todas as atividades relacionadas à promoção do acesso da população aos medicamentos essenciais e deverá ser fundamentada na descentralização da gestão, na promoção do uso racional de medicamentos, na otimização e eficácia do sistema de distribuição no setor público, no desenvolvimento de iniciativas que possibilitem a redução nos preços dos produtos, viabilizando, inclusive, o acesso da população aos produtos no setor privado. A assistência farmacêutica no SUS englobará as atividades de seleção, programação, aquisição, armazenamento e distribuição, controle da qualidade e utilização (incluindo a prescrição e a dispensação) o que deverá favorecer a permanente disponibilidade dos produtos segundo as necessidades da população, identificadas com base em critérios epidemiológicos. Em caso de doenças cuja transcendência, magnitude e ou vulnerabilidade tenham repercussão na saúde pública, buscar-se-á a contínua atualização e padronização de protocolos de intervenção terapêutica e dos respectivos esquemas de tratamento;
  • Promoção do Uso Racional de Medicamentos: Atenção às repercussões sociais e econômicas do receituário médico, principalmente no nível ambulatorial, no tratamento de doenças prevalentes. Orientar o paciente quanto ao uso adequado dos medicamentos, riscos da automedicação, a troca de medicação ou interrupção do tratamento é uma forma de garantir sua segurança e reduzir os riscos que o medicamento pode causar;
  • Desenvolvimento Científico e Tecnológico: Incentivo à revisão das tecnologias de formulação farmacêutica. Devem ainda ser promovidas e incentivadas pesquisas na área, principalmente as estratégicas para a capacitação e o desenvolvimento tecnológico nacional, incentivando a integração entre universidades, instituições de pesquisa e empresas do setor produtivo. Devem ser apoiadas pesquisas que visem o aproveitamento do potencial terapêutico da flora e fauna nacionais, enfatizando-se a certificação de suas propriedades medicamentosas. Medidas de apoio ao desenvolvimento de tecnologia de produção de fármacos devem ser apoiadas, em especial os constantes da RENAME, e de estímulo à sua produção nacional, de forma a assegurar o fornecimento regular ao mercado interno;
  • Promoção da Produção de Medicamentos: Incentivo à articulação das atividades de produção de medicamentos essenciais em diversos segmentos industriais (oficial, privado nacional e transnacional). Os laboratórios oficiais devem produzir, preferencialmente, medicamentos essenciais, especialmente os destinados à atenção básica. Também deve ser incentivada a produção de medicamentos destinados ao tratamento de patologias que impactam a saúde pública;
  • Garantia da Segurança, Eficácia e Qualidade dos Medicamentos: Cumprimento da regulação sanitária, destacando-se as atividades de fiscalização e inspeção, coordenadas a nível nacional pela Secretaria de Vigilância Sanitária;
  • Desenvolvimento e Capacitação de Recursos Humanos: Desenvolver e capacitar continuamente o pessoal nas diferentes atividades que operacionalizam a Política Nacional de Medicamentos a fim de que o setor de saúde disponha de recursos humanos em quantidade e qualidade.

Prioridades

     Dentre essas diretrizes existem as que são prioritárias para que a PNM alcance seu propósito:

  • A Revisão Permanente da RENAME: a revisão e atualização permanente dos medicamentos essenciais é indispensável, é uma prioridade nacional de saúde. A RENAME deve ser organizada a partir das patologias e agravos à saúde mais prevalentes e relevantes; como um mecanismo de redução de preços ela deve ser amplamente divulgada;
  • Assistência Farmacêutica:  A PNM, em relação à assistência farmacêutica, prioriza garantir a aquisição e a distribuição de forma descentralizada pelos municípios e sob a coordenação dos estados, de medicamentos necessários à atenção básica;
  • Promoção do Uso Racional de Medicamentos: Além da implantação da RENAME, a promoção do uso racional de medicamentos se dará por meio de campanhas educativas, registro e uso de Medicamentos Genéricos, elaboração de um formulário terapêutico nacional que oriente a utilização de medicamentos, estudos de fármaco-epidemiologia e fármaco-vigilância e a adequação dos recursos humanos;
  • Organização das Atividades de Vigilância Sanitária: A Secretaria de Vigilância Sanitária será responsável pela coordenação e monitoramento do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária, em articulação com estados e municípios. Deve-se desenvolver o processo de reestruturação da área de vigilância sanitária na esfera federal, visando a sua revitalização, a flexibilização de procedimentos e a busca por maior consistência técnico-científica.

Conclusão

     Em um país de proporções continentais e com uma grande população como o Brasil, ampliar o acesso a medicamentos é um grande desafio que o Ministério da Saúde assumiu desde a criação da PNM, em 1998.  

     A Política Nacional de Medicamentos tem importância estratégica no sistema de saúde e contribui para o desenvolvimento social do país. Através dela o SUS garante que os medicamentos usados no Brasil sejam eficazes, de qualidade e seguros. O fomento à produção de medicamentos essenciais contribui para a redução de custos facilitando o acesso e para que sejam distribuídos gratuitamente à população por meio do SUS.

      A assistência farmacêutica, uma das diretrizes da PNM, assegura a assistência terapêutica integral, a promoção e a recuperação da saúde melhorando a qualidade de vida da população. Através dela o paciente é orientado a fazer o uso dos medicamentos de forma racional e segura.

     A Política é dinâmica graças às constantes atualizações do RENAME, o que a mantem sempre atualizada com as doenças e agravos mais prevalecentes na população.

    Muitas mudanças e avanços na Saúde Pública brasileira ocorreram ao longo dos anos. A partir da implantação do SUS houve um aperfeiçoamento das políticas de saúde pública fazendo com que o acesso à saúde fosse democratizado. E para uma gestão mais eficiente, a Política Nacional de Medicamentos é parte essencial e estratégica do SUS.    

Bibliografia:

https://www.saude.mg.gov.br/

Araújo, Ericka França Análise da Política Nacional de Medicamentos no Brasil, 1999 a 2002: o caso dos medicamentos Genéricos

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Políticas de Saúde. Departamento de Atenção Básica. Política nacional de medicamentos 2001/Ministério da Saúde, Secretaria de Políticas de Saúde, Departamento de Atenção Básica. – Brasília: Ministério da Saúde, 2001.

https://www.cff.org.br/sistemas/geral/revista/pdf/15/inf28a31.pdf

https://www.scielo.br/j/csc/a/tjNHDRh8DFmzrFCtk9cm6Zj/?format=pdf&lang=pt

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Energia Renovável Eólica

A energia eólica é gerada a partir da energia cinética do vento que movimenta as pás e ativa os aerogeradores (turbinas). Estes devem ser instalados em regiões mais altas para captar a maior quantidade de vento possível.

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Autor: Dimas Ramos dos Santos

Atibaia – SP

Curso Profissionalizante em Energia Eólica

O que é energia eólica e qual sua importância para a matriz elétrica do Brasil?


Se você ainda não sabe o que é energia eólica é simples de entender: é um tipo de energia gerada por meio dos ventos, os quais movimentam turbinas e transformam a energia mecânica em energia elétrica.

A expansão da energia eólica surgiu em um contexto de necessidade de diversificação da matriz elétrica brasileira, considerando a dependência do Brasil em relação às usinas hidrelétricas.

Em períodos de crise hídrica, um sinal de alerta acende no País e é preciso recorrer às usinas termelétricas para suprir o abastecimento da população. Porém, elas são altamente poluentes, por isso a energia eólica surge como uma alternativa que também contribui para o meio ambiente.

Considerando a importância do assunto, aqui vamos explicar o que é energia eólica, como essa energia é gerada, suas vantagens e desvantagens e também como comprar energia eólica.

Confira!

O que é energia eólica


Por definição, a energia eólica é um tipo de energia obtida a partir do vento. Ela é considerada 100% limpa pois não polui o meio ambiente no processo de geração de energia e é renovável já que tem como fonte um recurso inesgotável.

Segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) divulgados no primeiro semestre de 2020, a matriz elétrica do país é formada pelas respectivas usinas em operação:

59,27% usinas hidrelétricas
25,56% usinas termelétricas
8,94% usinas eólicas
3,08% pequenas centrais hidrelétricas (PCHs)
1,55% centrais geradoras fotovoltaicas
1,15% usinas termonucleares
0,46% centrais geradoras hidrelétricas

Fonte: ANEEL

Isso significa que hoje a energia eólica já é a terceira maior fonte de energia do Brasil.

Além disso, a energia eólica é considerada uma fonte alternativa de energia, assim como a solar, de biomassa e PCHs, pois complementa o sistema de geração de energia do país e reduz a dependência das usinas hidrelétricas.

Isso é importante especialmente porque em períodos de escassez hídrica os níveis dos reservatórios ficam mais baixos, então é necessário recorrer a outras fontes de energia para garantir o fornecimento para todo o país.

Como é gerada a energia eólica?
A energia eólica é gerada a partir da energia cinética do vento que movimenta as pás e ativa os aerogeradores (turbinas). Estes devem ser instalados em regiões mais altas para captar a maior quantidade de vento possível.

Esse movimento gera energia mecânica, a qual é transformada em energia elétrica por meio da indução eletromagnética que ocorre em um gerador.

Os parques eólicos, como é chamado um conjunto de aerogeradores, podem ser instalados tanto em terra (onshore) quanto no mar (offshore).

No Brasil, a região que concentra a maior produção de energia eólica é o Nordeste. Em outubro de 2020, todo o país tinha 653 parques eólicos, estando 82% nesta região, principalmente porque as condições naturais são favoráveis para a geração de energia eólica. 

Obras Consultadas

ANEEL – Disponível em : https://www.aneel.gov.br/ – Acesso em: 30 jan. 2022

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O TAIFEIRO OFFSHORE:A importância desse trabalhador a bordo

O Taifeiro deve ter postura séria e profissional, ter um bom relacionamento com o cliente, demonstrar confiabilidade, flexibilidade e conhecimento das atividades que executa

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Autor: Luan Felipe Vieira Lima

Macaé – RJ

Curso Profissionalizante Taifeiro Offshore – navios e plataformas


Caro leitor, já pensou em como seria as nossas plataformas, navios e embarcações sem o taifeiro?

Se você é taifeiro sabe o quão importante é o seu trabalho, se você não for taifeiro, talvez nunca tenha pensado a respeito.


O taifeiro offshore está em diversas frentes de trabalho, levando higiene e conforto aos demais trabalhadores, para que todos que estão a bordo se sintam confortáveis em realizar suas atividades num ambiente que fique, também, mais harmônico.


Já imaginou um embarque sem roupas limpas, sem camarote limpo, sem cozinha adequada, sem áreas comuns limpas?

Gostaria de trabalhar num ambiente desorganizado, inseguro e sujo?

Se a resposta for não, leia meu artigo e entenda a importância de um taifeiro offshore.


Começamos entendendo o que é o taifeiro offshore. Ele é o profissional responsável pela manutenção de áreas de apoios das plataformas marítimas, incluindo arrumação, organização, limpeza em geral, higienização a fim de garantir o bem-estar dos embarcados. Ele pode atuar na área dos camarotes, áreas sociais, lavanderia, paiol, entre outras (DAVI, [2002]).


O Taifeiro deve ter postura séria e profissional, ter um bom relacionamento com o cliente, demonstrar confiabilidade, flexibilidade e conhecimento das atividades que executa (DAVI, [2002]).


Estão sob responsabilidade do taifeiro algumas atividades e, estas, são importantes para a manutenção da embarcação, navio ou plataforma, algumas delas são:

• Efetuar a arrumação, limpeza e higienização dos enxovais, camarotes e áreas comuns utilizando técnicas e produtos adequados, tomando cuidados necessários com a segurança no trabalho;
• Exercer a hospitalidade com os tripulantes e com seus colegas de trabalho, agindo com ética, cortesia, clareza, objetividade e profissionalismo, a fim de satisfazer suas necessidades, superando suas expectativas;
• Aplicar as normas de Segurança, Meio Ambiente, e Saúde (SMS) rotineiramente, para garantir a sua integridade física, de seus colegas e tripulantes, bem como a segurança da plataforma.


Agora imagine sua vida embarcado sem uma dessas atividades sendo realizadas?

Você trabalharia embarcado se a empresa contratante te informasse que não teria limpeza, hospitalidade, higienização, manutenção e organização na sua embarcação? Se a resposta for não, então você já está entendendo o quão é importante a função do taifeiro.


Além as responsabilidades descritas acima, o taifeiro também exerce funções especificas dependendo de em qual local ele irá atuar. E para cada área de atuação, existem técnicas que o taifeiro deverá aplicar em seu cotidiano. São técnicas de limpeza e higienização que ele deverá utilizar, assim como os demais trabalhadores embarcados. Limpar e higienizar exige técnica, comprometimento, segurança, habilidade, conhecimento.


Assim como os demais trabalhadores embarcados, o taifeiro também deve realizar curso específico para o trabalhado embarcado, onde todas essas técnicas são ensinadas e instruídas, assim como um eletricista, perfurador, comandante, supervisor, e demais cargos e funções que existem a bordo.


Tendo recebido um pouco da informação da importância do taifeiro offshore, acredito, caro leitor, que sua visão em relação a esse trabalhador será diferente de agora em diante.

O taifeiro, assim todos os demais trabalhadores embarcados, são peça importante para a atividade fim de uma embarcação, sem ele nesta posição o trabalho embarcado seria um caos.


Devemos respeitar a todos os nossos colegas, seja do taifeiro ao comandante da embarcação, pois todos desenvolvem papel crucial naquela atividade. Devemos todos estar em prol de um trabalho seguro e de ambiente harmônico. Devemos ser organizados, higiênicos e limpos por nós mesmos, não somente por existir alguém que realize essa atividade a bordo.

A embarcação é a nossa casa e devemos ter a responsabilidade de mantê-la limpa, segura, higienizada e harmônica.


OBRA CONSULTADA:
DAVI, Walberti. Curso de Qualificação: TAIFEIRO OFFSHORE. [S. l.]: Conceito, [2002?]

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Potenciais Conflitos entre implantação de Parques eólicos e premissas de áreas de preservação permanente

As energias renováveis e limpas tem sido assim um dos focos promissores para empreendimentos que buscam estar no mercado deixando sua marca com uma pegada  ecológica positiva, sem deixar de utilizar tecnologias de ponta e ainda auxiliando as  demandas cada vez maiores por energia existentes em qualquer categoria do mercado  atual. Nesse contexto de energia, deve ser ressaltado que o Brasil já possui uma das  matrizes mais renováveis do mundo.

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– Autor: Monica Pereira da Silva 

-Instituição: Somática Educar

 – Nome do Curso: Tecnologia em Geração Eólica e Legislação Ambiental Aplicada à  Implantação de Parques Eólicos

1-Introdução 

A dependência mundial de fontes energéticas provenientes de fontes fósseis e não  renováveis (petróleo, gás natural e carvão mineral) têm gerado preocupações contínuas  com esgotamento de tais fontes. Além da situação de escassez a que essas fontes estão a  cada dia mais propensas, existe o agravante das emissões de gases tóxicos e poluentes que são dispersados na atmosfera, causando danos diversos como é o caso dos gases que  provocam o efeito estufa, gerando aquecimento maior na Terra. Com esta situação, tem  sido colocado em escala de prioridade por diversos países o incentivo para a substituição  de matriz energética, buscando pela produção de energia limpa e renovável, focando  especialmente a premissa de sustentabilidade. 

As energias renováveis e limpas tem sido assim um dos focos promissores para empreendimentos que buscam estar no mercado deixando sua marca com uma pegada  ecológica positiva, sem deixar de utilizar tecnologias de ponta e ainda auxiliando as  demandas cada vez maiores por energia existentes em qualquer categoria do mercado  atual. Nesse contexto de energia, deve ser ressaltado que o Brasil já possui uma das  matrizes mais renováveis do mundo. Segundo a Empresa de Pesquisa Energética (2018),  o Brasil dispõe de uma matriz elétrica de origem predominantemente renovável (80,4%  da oferta interna), com destaque para a fonte hídrica (65,2% da oferta interna)(Costa ,  2019). 

Dentre as fontes de energia renováveis, temos as que já são amplamente utilizadas e bem  aceitas como as usinas hidrelétricas, mas que já não são mais consideradas boas opções  por conta de alterações climáticas que tem ocasionado baixa pluviosidade e pelos altos  impactos ambientais já conhecidos quando se há a criação de represas para prover este  tipo de geração, provocando implicâncias significativas nas alterações de fauna e floras  locais. Tais instalações também geram preocupação com relação a fiscalização efetiva de  manutenções obrigatórias, afim de que não hajam desastres ecológicos como temos em  histórico aqui mesmo no Brasil os casos das Barragens de Mariana e Brumadinho no  Estado de Minas Gerais. 

Temos ainda fontes pouco exploradas como as fontes de energia maremotriz (gerada pela  força das marés) e ondomotriz (gerada pela força das ondas) e outras já melhores  difundidas, mas ainda com grande potencial de crescimento, como as fontes fotovoltaicas (utiliza energia solar), eólicas (força dos ventos) e biomassa (queima de matérias primas  orgânicas).

Para este estudo, será feita uma análise resumida sobre a utilização da energia eólica e os  conflitos com áreas de preservação permanente, com foco nas limitações geográficas  brasileiras especialmente. 

2- Legislação e Impactos Ambientais 

2.1- Da Legislação de proteção às APPs 

As atividades de produção energética através de parques eólicos, tendem a provocar  menores impactos ambientais do que usinas hidroelétricas, que degradam uma área  significativa e implicam em deslocamentos de grandes contingentes populacionais. Mas  apesar do menor impacto sobre as estruturas locais com menores prejuízos aos  ecossistemas pertencentes a área, os parques eólicos também causam impactos e 

degradações ambientais que podem gerar danos de longo prazo nas áreas escolhidas para  implementação. 

Segundo a resolução CONAMA nº 303, de 20 de março de 2002, que dispõe sobre os  parâmetros, definições e limites de Áreas de Preservação Permanente de reservatórios  artificiais e o regime de uso do entorno, temos que constitui Área de Preservação  Permanente a área situada: 

I – em faixa marginal, medida a partir do nível mais alto, em projeção  horizontal, com largura mínima, de: 

a) trinta metros, para o curso d’água com menos de dez metros de largura; 

b) cinqüenta metros, para o curso d’água com dez a cinqüenta metros de  largura; 

c) cem metros, para o curso d’água com cinqüenta a duzentos metros de  largura; 

d) duzentos metros, para o curso d’água com duzentos a seiscentos metros  de largura; 

e) quinhentos metros, para o curso d’água com mais de seiscentos metros  de largura; 

II – ao redor de nascente ou olho d’água, ainda que intermitente, com raio  mínimo de cinqüenta metros de tal forma que proteja, em cada caso, a  bacia hidrográfica contribuinte; 

III – ao redor de lagos e lagoas naturais, em faixa com metragem mínima  de: 

a) trinta metros, para os que estejam situados em áreas urbanas  consolidadas; 

b) cem metros, para as que estejam em áreas rurais, exceto os corpos d’água  com até vinte hectares de superfície, cuja faixa marginal será de cinqüenta  metros; 

IV – em vereda e em faixa marginal, em projeção horizontal, com largura  mínima de cinqüenta metros, a partir do limite do espaço brejoso e  encharcado; 

V – no topo de morros e montanhas, em áreas delimitadas a partir da curva  de nível correspondente a dois terços da altura mínima da elevação em  relação a base; 

VI – nas linhas de cumeada, em área delimitada a partir da curva de nível  correspondente a dois terços da altura, em relação à base, do pico mais  baixo da cumeada, fixando-se a curva de nível para cada segmento da linha  de cumeada equivalente a mil metros; 

VII – em encosta ou parte desta, com declividade superior a cem por cento  ou quarenta e cinco graus na linha de maior declive; 

VIII – nas escarpas e nas bordas dos tabuleiros e chapadas, a partir da linha  de ruptura em faixa nunca inferior a cem metros em projeção horizontal  no sentido do reverso da escarpa; 

IX – nas restingas: 

a) em faixa mínima de trezentos metros, medidos a partir da linha de  preamar máxima; 

b) em qualquer localização ou extensão, quando recoberta por vegetação  com função fixadora de dunas ou estabilizadora de mangues; 

X – em manguezal, em toda a sua extensão; 

XI – em duna; 

XII – em altitude superior a mil e oitocentos metros, ou, em Estados que  não tenham tais elevações, à critério do órgão ambiental competente; 

XIII – nos locais de refúgio ou reprodução de aves migratórias; 

XIV – nos locais de refúgio ou reprodução de exemplares da fauna  ameaçadas de extinção que constem de lista elaborada pelo Poder Público  Federal, Estadual ou Municipal; 

XV – nas praias, em locais de nidificação e reprodução da fauna silvestre. 

Parágrafo único. Na ocorrência de dois ou mais morros ou montanhas  cujos cumes estejam separados entre si por distâncias inferiores a  quinhentos metros, a Área de Preservação Permanente abrangerá o conjunto de morros ou montanhas, delimitada a partir da curva de nível  correspondente a dois terços da altura em relação à base do morro ou  montanha de menor altura do conjunto, aplicando-se o que segue: 

I – agrupam-se os morros ou montanhas cuja proximidade seja de até  quinhentos metros entre seus topos; 

II – identifica-se o menor morro ou montanha; 

III – traça-se uma linha na curva de nível correspondente a dois terços  deste; e

IV – considera-se de preservação permanente toda a área acima deste nível. 

Ainda segundo o artigo 4º da Lei n° 12.651, 25/05/2012, considera-se Área de  Preservação Permanente, em zonas rurais ou urbanas, para os efeitos desta Lei, os  incisos aqui citados servem de base para os parques eólicos em APP: 

II – as áreas no entorno dos lagos e lagoas naturais, em faixa com largura  mínima de: 

a) 100 (cem) metros, em zonas rurais, exceto para o corpo d’água com  até 20 (vinte) 

hectares de superfície, cuja faixa marginal será de 50 (cinquenta) metros; b) 30 (trinta) metros, em zonas urbanas; 

VI – as restingas, como fixadoras de dunas ou estabilizadoras de  

mangues; 

VII – os manguezais, em toda a sua extensão; 

2.2- Análises sobre alguns Impactos negativos nos Parques Eólicos de Beberibe  (PEB) e de Fleixeiras I (PEF) 

Para trabalhar um exemplo de estudo de impactos ambientais, sera realizada aqui a  transcrição de algumas das informações de Relatórios de impactos ambientais em áreas  permanentes de preservação, sendo o foco neste caso as áreas com dunas, As localidades  modelo serão os parques eólicos de Beberibe e de Fleixeiras I. 

O Parque Eólico de Beberibe (PEB), começou a funcionar em setembro de 2008. Foi  construído na Praia das Fontes, na fazenda Uberaba, município de Beberibe. Sua  capacidade instalada é de 26 MW, composto por 25 aerogeradores com 70 metros de  altura e potência de 1,04 MW cada, em um terreno de 61 hectares. O Parque Eólico de  Fleixeiras I (PEF), começou a funcionar em janeiro de 2014. Foi construído na localidade  de Mundaú, município de Trairi. Sua capacidade instalada é de 30 MW, composto por 13  aerogeradores com 80 metros de altura e potência de 2,3 MW cada, em um terreno de 74  hectares começou a funcionar em janeiro de 2014. Foi construído na localidade de  Mundaú, município de Trairi. Sua capacidade instalada é de 30 MW, composto por 13  aerogeradores com 80 metros de altura e potência de 2,3 MW cada, em um terreno de 74  hectares. 

Pelas análises de pesquisas locais realizadas através do preenchimento de formulários,  evidencia-se que tanto as pessoas que moram nas adjacências quanto as que trabalham no  parque de Beberibe não tiveram a percepção da presença deste impacto, seja na  mortalidade ou diminuição da fauna alada e/ou terrestre. Em contrapartida, os moradores do parque de Fleixeiras I percebem a diminuição do número de fauna alada, no caso de  pássaros, e da fauna terrestre, no caso do Calango (Tropidurus hispidus), notaram a  ausência da fauna em sua comunidade e em suas próprias residências.

Sobre a paisagem natural, com a instalação dos aerogeradores, houve uma interferência  na paisagem natural com a introdução de estruturas que se destacam pelo seu grande  porte. No PEB, foram constatados em unanimidade de pesquisa local que os aerogera dores não interferem na beleza cênica e nem na paisagem da região de forma negativa.  No entanto, no PEF existe uma divergência quanto à presença dos aerogeradores  considerado para alguns como algo benéfico, e para outros como um elemento adverso  na paisagem. Em relação ao impacto visual que provoca achatamento das dunas, nos PEB  e PEF, são apenas nos locais onde foram construídas as torres eólicas.  

Pela compactação de dunas e alterações na topografia do relevo local, o ambiente eólico  litorâneo é passivo do processo de evolução natural e a intensa dinâmica das dunas, com  mudança constante de seus aspectos em termos de forma, posição e tamanho. Os  aerogeradores cercados por dunas móveis tornam-se uma espécie de barreira para o  transporte eólico dos sedimentos, que são contidos nas proximidades das bases. No  período de instalação há tentativas de retenção das dunas móveis pela fixação artificial, o  que tende a desencadear impactos ambientais negativos. Outro motivo para a contenção  das dunas é a tentativa de diminuir o avanço dos sedimentos sobre os aerogeradores,  evitando o processo de erosão e degeneração das bases e sobre as estradas de acesso,  impedindo o tráfego de veículos. 

O desmatamento e a terraplanagem tanto para construção das estradas que dão acesso ao  parque e aos aerogeradores dentro das usinas e para a construção das bases das torres gerou, degradação das áreas, como também, pode ocasionar aterramento de lagoas que  surgem entre as dunas, interferência na qualidade da água e destruição de locais  preservados. No PEB, como no PEF, ocorreram a devastação, a compactação e o  achatamento das dunas, para a instalação das torres no período de implantação dos  parques. Atualmente a contenção das dunas se dá através da recuperação da vegetação e  da mata ciliar em todo o parque. Segundo a população dos PEB e PEF houve degradação  nas áreas de construção dos aerogeradores e das estradas, através do desmatamento e do  aplainamento do terreno. Contudo, com a construção dos parques eólicos nos dois  municípios, não gerou nenhum efeito sobre as águas e nem a destruição de sítios  arqueológicos.  

3- Resumo de Benefícios da Implantação dos Parques Eólicos de Beberibe e de  Fleixeiras I 

3.1- Geração de Energia 

A usina eólica de Beberibe no ano de 2016 gerou uma produção anual de energia de  89,49 GWh (equivale a uma potência média de 7.457,5 MW médio), já na usina eólica  de Fleixeiras I a produção anual de energia foi de 125,78 GWh (equivale a uma potência  média de 10.481,7 MW médio).  

3.2 Redução na Emissão de Dióxido de Carbono (CO2)  

Conforme a ABEEólica (2017), no âmbito de Estado do Ceará, a redução de CO2 evitada  para o meio ambiente no ano de 2016 devido à geração de energia proveniente da eólica  foi de 243.410,85 (tonelada/ano). No PEB, a redução de CO2 evitada para o meio  ambiente no ano de 2016 devido à geração de energia proveniente da eólica foi de  4.335,72 (tonelada/ano) e no PEF foi de 6.094,00 (tonelada/ano).

4- Conclusão 

Como pode ser observado, ainda que haja legislação específica para a proteção de APPs,  a partir de informações extraídas do relatório de impacto ambiental das áreas onde foram  implantados os parques eólicos PEB e PEF, pode-se observar que não é possível garantir totalmente a não ocorrência de impactos ambientais negativos em algum nível nas áreas  que são propensas a bons resultados para as instalações dos aerogeradores. No entanto,  se houver a observação do benefício principal que é a geração de energia em tamanha  escala e com a concomitante redução de emissão de CO2 em relação quantidade emitida  por outras formas de geração de energia, poderão ser considerados como admissíveis o  nível de degradação ambiental por tais instalações. 

5- Obras consultadas bem como os links consultados 

LEGISLAÇÃO AMBIENTAL APLICADA À IMPLANTAÇÃO DE PARQUES  EÓLICOS- 2016. CTGAS-ER 

http://www.siam.mg.gov.br/sla/download.pdf?idNorma=274 Acesso em 15 Janeiro de  2022 

SCIELO BRASIL Impactos Socioeconômicos, Ambientais e Tecnológicos Causados  pela Instalação dos Parques Eólicos no Ceará Disponível em: 

https://www.scielo.br/j/rbmet/a/ZJdVgpy7gGQtq8p6YDvTWQf/?lang=pt# Acesso em  15 Janeiro de 2022 

https://doi.org/10.1590/0102-7786343049

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Leitura de Curvas Hidrostáticas

Arqueação ou Draft Survey é a medida do volume interno de uma embarcação. Compreende a arqueação bruta e a arqueação líquida e é feita, principalmente,  através da inspeção dos calados do navio, verificação da densidade da água no  local e execução de cálculos baseados em dados e tabelas do navio, a fim de emitir um laudo informando a carga embarcada ou desembarcada, baseando se no Princípio de Arquimedes

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Curso: Arqueação de Navios – Draft Survey 

Instituição: Somática Educar 

Autora: Cristian Paula Bertotti da Silva 

Curitiba – PR

Arqueação ou Draft Survey é a medida do volume interno de uma embarcação. Compreende a arqueação bruta e a arqueação líquida e é feita, principalmente,  através da inspeção dos calados do navio, verificação da densidade da água no  local e execução de cálculos baseados em dados e tabelas do navio, a fim de emitir um laudo informando a carga embarcada ou desembarcada, baseando se no Princípio de Arquimedes, que diz: “todo corpo que se encontra imerso  em um fluido recebe a ação de uma força vertical para cima, cuja  intensidade é igual ao peso do corpo que está dentro do fluido”. Assim,  para a execução dos cálculos que resultarão nos valores em de  carga embarcada ou desembarcada, é preciso conhecer conceitos básicos de  estabilidade do navio, para que as leituras dos fatores utilizados nestes cálculos  sejam executadas e interpretadas de forma precisa. 

A seguir, alguns conceitos básicos para melhor entendimento deste artigo: 

Calado – é a distância vertical compreendida entre a linha de base (fundo da  embarcação) e a superfície da água. As leituras dos calados de uma  embarcação, são cruciais para um bom resultado do laudo de arqueação. Devem ser verificadas nos dois lados da embarcação, observando as marcas na vante  (proa), meia nau (meio) e na ré (popa). 

Trim ou compasso – é a diferença entre os calados a ré (AR) e a vante (AV). Quando o calado a vante é igual ao calado a ré, diz-se que a embarcação está  em águas parelhas, sem compasso ou trimada. Quando o calado a ré é maior  do que o calado a vante, diz-se que a embarcação está derrabada. Quando o  calado a vante é maior do que o calado a ré, diz-se que a embarcação está  abicada. O Trim é expresso em metros ou em pés ingleses, dependendo da  medida empregada no calado do navio. 

Banda ou adernamento – é a inclinação para um dos bordos; o navio pode estar  adernado, ou ter banda para Boreste (BE) ou para bombordo (BB); a banda é  medida em graus. 

Compassar – fazer o compasso de um navio é tirar o trim, isto é, trazê-lo à  posição de flutuação direita quando estiver inclinado no sentido longitudinal.  Quando um navio não tem trim, diz-se que está compassado, ou que está em  quilha paralela, ou em águas parelhas. Aprumar, ou trazer a prumo um navio é  tirar a banda, isto é, trazê-lo à posição de flutuação direita quando estiver  inclinado no sentido transversal. Quando um navio não tem banda, diz-se que  está aprumado. Quando um navio não tem banda nem trim, diz-se que está em  flutuação direita. Quando um navio tem trim, é preferível que esteja apopado; um navio abicado é mais propenso a embarcar água pela proa, dispara os  propulsores, é mais difícil de governar. 

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O avanço tecnológico e o comprometimento dos agentes de aeroportos

O agente de aeroporto é a porta de entrada para o cliente iniciar o
contato direto com a empresa aérea, é o espelho da empresa, pelo qual o cliente já terá uma noção de como avaliar a companhia aérea caso o mesmo envie um feedback à empresa.

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Autor: Alexandre Cardoso Freitas

Aracaju – SE

Curso Agente AeroPortuário

Somática Educar

1. INTRODUÇÃO 

A tecnologia vem facilitando cada vez mais na compra de passagens e check-ins nos aeroportos, isso nos faz pensar que os agentes aeroportuários poderiam ficar com seus cargos ameaçados devido à tecnologia, porém o que ocorre é justamente o contrário, pois tudo isso requer um comprometimento evidente destes profissionais tripulantes de solo dos aeroportos, pois o agente de aeroporto é o cartão de visita das empresas aéreas, é o espelho, o primeiro contato da companhia aérea com o cliente. Mesmo com o avanço tecnológico que faz com que os passageiros realizem praticamente todos os procedimentos on-line, os agentes de aeroportos continuam tendo uma grande importância nos aeroportos e também para as companhias aéreas. O objetivo deste artigo é mostrar a importância da atuação dos agentes de aeroportos perante o avanço da tecnologia. 

2. DESENVOLVIMENTO 

Na aviação civil, não existe somente o piloto, os aviões e os comissários de bordo. Para que a aviação possa funcionar de fato, é preciso uma série de procedimentos, o que inclui a logística, a segurança e o trabalho complexo por parte dos tripulantes. A aviação é muito complexa, logo, exige-se um trabalho em todos os setores do ramo. Além dos pilotos e comissários, que são tripulantes de bordo das aeronaves, também existem os tripulantes de solo, que são os agentes aeroportuários, os que atuam com a logística e atendimento em cada setor do aeroporto. Os agentes aeroportuários são aqueles que atuam com a logística no lado ar dos aeroportos, ou seja, no aeródromo. Eles são responsáveis por manusear equipamentos para transportar bagagens, encomendas, suprimentos para o serviço de bordo etc. Geralmente são contratados por empresas privadas prestadoras de serviços terceirizados em aeroportos. Já os agentes de aeroportos são contratados pelas companhias aéreas, e têm a devida função de prestar o atendimento ao público da melhor forma possível, pois este funcionário é o cartão de visitas da empresa, já que é através dele que o cliente terá o primeiro contato com a mesma. 

A área de atuação deste profissional abrange vários setores das atividades aeroportuárias, como em lojas (seja dentro ou fora do aeroporto), check-in, embarque e desembarque de passageiros, serviços de atendimento especial, reservas, buscas de bagagens extraviadas, informações e vendas de passagens aéreas, orientação aos passageiros em conexão, atendimento ao cliente, etc. O agente de aeroporto é essencial para a aviação civil, pois é através dele que se inicia o processo de viagem dos passageiros. 

Assim como no universo digital a tecnologia vem se evoluindo a cada dia, na aviação não é diferente, pois atualmente a tecnologia tem favorecido aos passageiros e clientes das companhias aéreas ao realizar os procedimentos de viagem, desde a compra de uma passagem pela internet até o momento do check-in que também é feito pela internet. Hoje existem meios diversos para os clientes passageiros terem mais comodidade ao realizar o embarque, e todas as companhias aéreas brasileiras dispõem deste meio tecnológico, mas aí é que vem um empecilho que muitos questionam e que até faz sentido, mas que não afetará negativamente a aviação civil, e sim positivamente, que é o avanço tecnológico dos procedimentos disponibilizados para os clientes passageiros da aviação civil, e a função do agente de aeroporto. Mesmo com toda essa tecnologia, o agente de aeroporto continua sendo essencial para as companhias aéreas e também para o próprio aeroporto em si, pois ele tem múltiplas funções, é um profissional com alta versatilidade e está disposto sempre a trazer o melhor que a companhia aérea pode oferecer em termos de qualidade de atendimento. Os agentes de aeroporto têm uma responsabilidade muito grande no tocante às bagagens dos passageiros na hora do despacho e também na condução daqueles que necessitam de serviços especiais. Outro fator importante do agente de aeroporto além é claro dos agentes aeroportuários que atuam com exclusividade nos aeródromos, é a segurança, pois na aviação a segurança é primordial para que tudo saia conforme o planejado e não aconteça incidentes. 

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PERIGOS E OPERABILIADE, MELHORES PRÁTICAS PARA INDÚSTRIAS

Estudos de perigo e operabilidade (Hazop ) foram desenvolvido pelo ICI no final dos anos  1960, após alguns problemas importantes com novas e grandes fábricas de processamento

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Autor : Izidro Inácio Nhaphule

Moçambique – Angola

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RESUMO: Estudos de perigo e operabilidade (Hazop ) foram desenvolvido pelo ICI no final dos anos  1960, após alguns problemas importantes com novas e grandes fábricas de processamento. O estudo  foi uma evolução do estudo do método e foi usado durante a fase de concepção de um projeto para  identificar e corrigir falhas de projecto que podem levar a problemas de perigo ou operabilidade. Nas  últimas décadas, a necessidade de altos padrões de segurança e meio ambiente é totalmente  reconhecido pelo regulador, pela indústria e pelo público. Hazop é agora a ferramenta de primeira  escolha para a identificação de pontos fracos no projecto de processo e é usado em todo o mundo na  indústria de processo. 

Palavras-chave: HAZOP; MELHORES PRÁTICAS, INDÚSTRIAS

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Água de Lastro

A água de lastro tem por objetivo aumentar ou diminuir o calado do navio durante a  navegação para garantir sua estabilidade quando em condições de lastro. Além disso, durante a  viagem o navio consome combustível e água. Assim, ocorre uma diminuição do seu peso bruto  que consiste redução do seu calado carregado, permitindo que o leme e parte da hélice fique  fora d’água prejudicando a manobrabilidade e governo do navio quando em lastro.

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Autor: Marcio Augusto Zanicoski de Araujo.

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Curso Draft Survey

Por que os navios utilizam água de lastro? 

A água de lastro tem por objetivo aumentar ou diminuir o calado do navio durante a  navegação para garantir sua estabilidade quando em condições de lastro. Além disso, durante a  viagem o navio consome combustível e água. Assim, ocorre uma diminuição do seu peso bruto  que consiste redução do seu calado carregado, permitindo que o leme e parte da hélice fique  fora d’água prejudicando a manobrabilidade e governo do navio quando em lastro. Além disso,  a água de lastro tem por objetivo garantir a estabilidade do navio enquanto navegando e  durante o processo de carga e descarga, ou seja, ajuda o navio a se sustentar. 

Esta água é geralmente salgada e as vezes pode ser “ doce “ quando o navio é lastrado em rios  e lagos de água doce. 

Esta água é acondicionada em tanques simétricos e assimétricos com dimensões conhecida para  que seja possível sua mensuração. 

É necessário se saber a quantidade em metros cúbicos e depois em toneladas. Pra isso apenas se multiplica o volume encontrado em metros cúbicos pela densidade do mar ou se analisando com um dencímetro com uma amostra retirada do interior do tanque, ex: 1000  metros cúbicos multiplicado por 1,025 que representa 1.025,00 toneladas. 

Tanques: 

Compartimento estanque reservado para transporte de consumíveis líquidos, carga  líquida ou gasosa. Pode ser constituído por uma subdivisão da estrutura do casco, como os  tanques do fundo duplo, tanques laterais, tanques profundos, tanques de lastro etc., ou ser  independente da estrutura e instalado em suportes especiais. A parte superior dos tanques  principais de um navio-tanque pode não se estender de um bordo a outro, constituindo um  túnel de expansão, isto é, um prolongamento do tanque no qual o líquido pode se expandir ao  aumentar a temperatura. Desse modo, evita-se o movimento de uma grande superficie líquida  livre na parte superior do tanque, o que ocasionaria esforços adicionais de natureza dinâmica  nas anteparas e no convés, e perda de estabilidade do navio. 

Tanques fundos ou profundos (deep tanks): 

Tanques que se estendem do fundo do casco ou do teto do fundo duplo, até o convés  mais baixo, ou um pouco acima deste. São colocados em qualquer das extremidades do  compartimento de máquinas e caldeiras, ou em ambas, conforme o tipo do navio, e podem se  estender, em geral, de um bordo a outro. O objetivo é permitir um lastro líquido adicional sem  abaixar muito o centro de gravidade do navio, em alguns cargueiros cuja forma não permite 

acondicionar nos fundos duplos a quantidade necessária de água de lastro. No topo, há uma  escotilha especial de modo que, eventualmente, o tanque possa receber carga seca. 

Compartimento ou tanque de colisão de vante e de ré (fore aft peak tank) 

Compartimentos extremos a vante e a ré, limitados pelas anteparas de colisão AV, e AR,  respectivamente; esses compartimentos são estanques e devem permanecer vazios, ou se  necessário usados para ajustar o trim do navio.

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A Importância da Engenharia Naval no Comércio Internacional

Com o uso de novas tecnologias e utilização de vasto conhecimento técnico pelos engenheiros navais, o processo de evolução das embarcações nesse último século foi enorme gerando ganhos de escalas jamais visto na história da civilização.

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Autor : Rodrigo Barbosa Cabral

Curso Draft Survey

Somática Educar

A matemática e a engenharia naval foram de fundamental importância para o desenvolvimento das embarcações através dos tempos. O aperfeiçoamento das antigas embarcações de madeira da antiguidade para os modernos transatlânticos atuais, que utilizam tecnologia moderna, só foi possível graças ao trabalho exaustivo de técnicos e engenheiros navais. A matemática surgiu nos primórdios da civilização pois o homem primitivo necessitava medir a distância entre fontes de água ou para saber se seria capaz de capturar um animal.

Posteriormente, a partir do momento em que se tornou sedentário, precisou saber a quantidade de alimentos que necessitaria para comer e entender como e quando ocorriam as estações do ano, pois isso significava saber em que época deveriam plantar e colher. Um exemplo disso é o osso de Lebombos, que é um artefato arqueológico datado de 35.000 anos a.c., que serviu como um bastão calendário.

No mundo ocidental, a matemática tem sua origem no Antigo Egito e no Império Babilônico, por volta de 3.500 a.c. Ambos os impérios desenvolveram um sistema de contagem e medição a fim de poder cobrar impostos dos seus súditos, organizar o plantio e a colheita e construir edificações. Outros povos americanos, como os incas e astecas, também criaram um sistema de contagem sofisticado com os mesmos objetivos.

Os egípcios empregaram a matemática para observar os astros e criar o calendário que usamos no mundo ocidental. A partir do movimento do Sol e da Terra, eles distribuíram os dias em doze meses ou 365 dias. Igualmente, estabeleceram que um dia tem duração aproximada de vinte e quatro horas. A formação da matemática na Babilônia está ligada à necessidade de controlar os impostos arrecadados. Criaram o sistema chamado sexagenal que dá origem da divisão das horas e dos minutos em 60 partes. Até hoje, dividimos um minuto por 60 segundos e uma hora, por 60 minutos.

Os gregos usaram a matemática tanto para fins práticos como para fins filosóficos. Aliás, um dos requisitos do estudo da filosofia era o conhecimento da matemática, especialmente da geometria. Desta maneira, os gregos conseguiram fazer da matemática uma ciência com teoria e princípios. A Grécia antiga nos deixou um enorme legado matemático com nomes como Euclides, Anaxágoras, Arquimedes e Pitágoras. Esse último é considerado um dos maiores matemáticos da história, tendo contribuído com o Teorema de Pitágoras, o mais conhecido e aplicado na matemática, que diz que a soma do quadrado dos catetos é igual ao quadrado da hipotenusa.

Arquimedes é considerado um dos grandes estudiosos de todos os tempos e recebeu o título de maior matemático da história, face às suas grandes experiências que contribuíram e contribuem para a constante evolução da civilização. Entre as grandes invenções de Arquimedes, temos a bomba de parafuso, utilizada para elevar água e que servia como um guia transportador para mercadoria e era utilizado na época para eliminar água das embarcações. Arquimedes contribuiu com armas que protegeram sua cidade da constante tentativa de invasões dos romanos como os famosos jogos de espelhos que utilizavam o reflexo da luz do sol para incendiar as embarcações inimigas. Os romanos aplicaram todas as descobertas dos gregos em suas construções, como os aquedutos, na enorme rede de estradas ou no sistema de cobrança de impostos. Os números romanos eram simbolizados por letras e seu método de multiplicação facilitou o cálculo de cabeça. Atualmente, os números romanos estão presentes nos capítulos de livros e para indicar os séculos.

Durante o período conhecido como Alta Idade Média, a matemática foi confundida com superstição e não era um campo do saber valorizado pelos estudiosos. No entanto, neste período os seres humanos continuaram a produzir conhecimento. No início do século 13, um matemático italiano chamado Fibonacci, que estudou cálculo com um mestre árabe no Norte da África, considerou o sistema de numerais e decimais muito mais prático do que o sistema romano, e logo os popularizou na Europa, onde os números passaram a ser conhecidos como algarismos. Acredita-se que os comerciantes árabes os apresentaram aos europeus através de suas transações comerciais.

Na Idade Moderna, a matemática acompanhou as mudanças que as ciências passaram no período conhecido como Revolução Científica. Um dos grandes inventos foi a calculadora, realizada pelo francês Pascal. Além disso, ele escreveu sobre geometria e sobre fenômenos físicos teorizados no Princípio de Pascal, sobre a lei das pressões num líquido. O inglês Isaac Newton descreveu a lei da gravidade através dos números e da geometria. Com a Revolução Industrial, a matemática se desenvolveu de forma extraordinária. As indústrias e as universidades se tornaram um vasto campo para o estudo de novos teoremas e invenções de todo tipo. O embasamento teórico proveniente desses grandes estudiosos da antiguidade foi fundamental para o desenvolvimento da engenharia naval.

A Hidrostática é o segmento da Física que embasa os estudos de materiais líquidos no estado de equilíbrio dinâmico ou estático, ou seja, a Hidrostática nada mais é do que a ciência que estuda os materiais líquidos que se encontram em movimento retilíneo e uniforme ou em estado de inércia. A ciência classifica como fluído toda e qualquer substância que, sob ação de uma variante externa, adquire a forma do seu recipiente, apresentando características físicas como densidade, pressão e força de empuxo.

A densidade é uma variante muito importante para o estudo da Física, uma vez que permite medir a quantidade de matéria de um fluído em um determinado recipiente. A força que um fluído em estado de inércia exerce sobre uma superfície qualquer é calculada através da pressão hidrostática. A relação entre um corpo sólido imerso em um fluído é diretamente proporcional, ou seja, quanto mais um corpo sólido estiver mergulhado em um corpo líquido, mais será a pressão aplicada sobre o objeto sólido.

A força exercida pelo fluído sobre os corpos nele imerso é denominada de empuxo. Denominamos de pressão hidrostática toda e qualquer pressão exercida por uma coluna de fluído em estado de repouso. A diferença de pressão entre dois pontos de um fluído é determinada pelo produto entre sua densidade, o módulo da gravidade local e a diferença de altura entre esses pontos. O Teorema de Pascal dispõe que todo o aumento de pressão sobre um fluído ideal é transmitido homogeneamente ao longo de seu volume. Podemos observar a aplicação desse teorema no funcionamento das prensas e pistões hidráulicos.

Toda substância líquida apresenta como principal propriedade a densidade. Através da densidade, podemos calcular a quantidade de matéria que uma substância líquida apresenta em um determinado volume. De acordo com a lei de Newton, dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço ao mesmo tempo. Dessa forma, quando inserimos um objeto sólido em um recipiente líquido, ele ocupará uma porção da área ocupada pela substância líquida. Assim, o líquido exerce sobre o objeto uma força de direção contrária, de intensidade similar ao peso do líquido que foi deslocado em função da imersão do objeto em seu meio.

O empuxo exercido por uma matéria líquida não está diretamente relacionado ao peso do corpo ou à sua densidade, mas diretamente relacionado com a densidade do meio líquido, da gravidade local e do volume de líquido deslocado, que, por sua vez, é exatamente igual ao volume da porção do corpo imersa na matéria líquida. Sempre que mergulhamos um determinado objeto sólido em um recipiente líquido temos a impressão de que o peso diminui. Também nos questionamos o porquê de uma rolha ou um cubo de gelo boiar quando entra em contato com uma superfície líquida. Isso foi demonstrado pelo Teorema de Arquimedes que diz que todo objeto totalmente ou parcialmente imerso em um fluído qualquer recebe a ação de uma força vertical de baixo para cima, similar ao peso da parte do líquido que foi deslocada pelo objeto. Essa força damos o nome de empuxo.

A Engenharia Naval utiliza esses conceitos como base de estudos para a construção de navios e de todo e qualquer tipo de embarcação, seja ela de pequeno ou grande porte. A figura do engenheiro naval permitiu que os processos que começaram nos primórdios da civilização passassem a ser mais bem elaborados, padronizados e embasados tecnicamente. Ele ficou como responsável técnico assumindo todo e qualquer problema que porventura possa acontecer em virtude de falha de projeto, independentemente do tamanho da embarcação, seja ela um simples veleiro, um navio de grande porte ou uma plataforma marítima voltada para exploração de petróleo em grandes profundidades. Os estaleiros ao redor do mundo empregam o engenheiro naval onde é o principal gestor responsável pela constante evolução na construção de navios, trazendo e desenvolvendo novas tecnologias a fim de garantir embarcações que superem as intempéries dos oceanos e mares navegando em segurança, menos poluentes e levando frequentemente um volume maior de carga em um espaço de tempo cada vez menor.

O desenvolvimento de novas tecnologias para as embarcações está evoluindo constantemente, visto que estas estão intimamente ligadas às necessidades geradas pela competitividade do mercado. Assim, navios maiores, com maior capacidade de carga, com necessidade de menor calado e mais econômicos estão sendo criados. A evolução da legislação sobre o meio ambiente e a segurança do trabalhador também está influenciando o desenvolvimento de novas tecnologias. O aumento de desempenho das embarcações, uma maior segurança para os tripulantes, a diminuição dos riscos ambientais e da emissão de gases poluentes são alguns exemplos das metas que essas novas tecnologias pretendem atingir.

Devido às maiores demandas para lidar com as novas tecnologias, o treinamento e o investimento dispensado aos tripulantes são tidos como uma consequência natural desta evolução, assim como a revisão das operações executadas pelas embarcações de apoio marítimo. Com o uso de novas tecnologias e utilização de vasto conhecimento técnico pelos engenheiros navais, o processo de evolução das embarcações nesse último século foi enorme gerando ganhos de escalas jamais visto na história da civilização.

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