A MOVIMENTAÇÃO DA TONELAGEM DE CARGA NOS PORTOS BRASILEIROS NOS ANOS DE 2017 E 2018

Autora: Eliane Rocha de La Osa Cabeza

elianecabeza@yahoo.com.br

SOMÁTICA EDUCAR Curso Arqueação de Navios – DRAFT SURVEY

1- INTRODUÇÃO

Os portos são considerados pontos estratégicos para o desenvolvimento de uma nação, pois é através dele que se interliga a troca de mercadorias entre os diversos países. No Brasil, os portos são responsáveis por, aproximadamente, 95% do comercio exterior. Nesse sentido, o presente trabalho objetiva fazer um levantamento comparativo do crescimento da movimentação de cargas dos principais portos brasileiros a partir das tonelagens de cargas movimentadas nos anos de 2017 e 2018. Para tanto, serão levantadas a tonelagem de carga movimentada nos em 17 portos brasileiros, quais sejam: Santos, Itajaí, Paranaguá- Antonina, Rio Grande, São Francisco do Sul, Manaus, Recife, Salvador, Rio de Janeiro – Niterói, Pecém – Fortaleza, Itaguaí, Vitória, Vila do Conde – Belém, Imbituba, Porto Alegre, Natal e Porto Velho.

portos

2- O SISTEMA PORTUÁRIO BRASILEIRO

Os portos ocupam elevada importância para a economia de um país, pois representam a principal porta de entrada e saída para o comércio exterior. Representam o elo da cadeia de transporte e têm a função de promover a integração entre países e, com isso, possibilitar a movimentação da economia global. O transporte hidroviário pode ser dividido em três formas de navegação: cabotagem (que é a navegação realizada entre portos ou pontos do território brasileiro, utilizando a via marítima ou entre esta e as vias navegáveis interiores); navegação interior (que é a realizada em hidrovias interiores, em percurso nacional ou internacional); e navegação de longo curso (que é a realizada entre portos brasileiros e estrangeiros). O transporte marítimo brasileiro, apesar de não ser o principal modal da matriz de transportes do país (que é predominantemente rodoviária), apresenta diversas características importantes que apontam para a intensificação do seu uso, quais sejam: baixo custo, menores riscos em se comparando com o transporte rodoviário, pontualidade nas entregas, boa estrutura de armazenagem e controle das informações por meio de rastreamento, a extensão da costa brasileira, entre outros. Tais vantagens justificam um maior investimento e participação desse modal na matriz. Ainda assim, apesar dos portos trazerem inúmeros benefícios para o desenvolvimento de uma nação, a participação do transporte hidroviário na matriz de transportes brasileira é de apenas 13%, de acordo com o Plano Nacional de Logística de Transportes (PNLT) de 2010. Os portos não têm sido foco de atenção por parte do poder público quanto a sua capacidade de processamento; os investimentos em ampliação da estrutura portuária não têm acompanhado a crescente demanda, o que tem motivado muitos conflitos no fluxo logístico. Com a evolução dos navios, que, cada vez mais, possuem maior capacidade para o transporte de cargas, surge a necessidade da construção, melhoramento e manutenção de pátios dos portos, píeres, dragagens, de forma a aumentarem a sua eficiência.

3- INSTRUMENTOS NORMATIVOS REFERENTES À TONELAGEM DE NAVIOS

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