Água de Lastro

A água de lastro tem por objetivo aumentar ou diminuir o calado do navio durante a  navegação para garantir sua estabilidade quando em condições de lastro. Além disso, durante a  viagem o navio consome combustível e água. Assim, ocorre uma diminuição do seu peso bruto  que consiste redução do seu calado carregado, permitindo que o leme e parte da hélice fique  fora d’água prejudicando a manobrabilidade e governo do navio quando em lastro.

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Autor: Marcio Augusto Zanicoski de Araujo.

Somática Educar

Curso Draft Survey

Por que os navios utilizam água de lastro? 

A água de lastro tem por objetivo aumentar ou diminuir o calado do navio durante a  navegação para garantir sua estabilidade quando em condições de lastro. Além disso, durante a  viagem o navio consome combustível e água. Assim, ocorre uma diminuição do seu peso bruto  que consiste redução do seu calado carregado, permitindo que o leme e parte da hélice fique  fora d’água prejudicando a manobrabilidade e governo do navio quando em lastro. Além disso,  a água de lastro tem por objetivo garantir a estabilidade do navio enquanto navegando e  durante o processo de carga e descarga, ou seja, ajuda o navio a se sustentar. 

Esta água é geralmente salgada e as vezes pode ser “ doce “ quando o navio é lastrado em rios  e lagos de água doce. 

Esta água é acondicionada em tanques simétricos e assimétricos com dimensões conhecida para  que seja possível sua mensuração. 

É necessário se saber a quantidade em metros cúbicos e depois em toneladas. Pra isso apenas se multiplica o volume encontrado em metros cúbicos pela densidade do mar ou se analisando com um dencímetro com uma amostra retirada do interior do tanque, ex: 1000  metros cúbicos multiplicado por 1,025 que representa 1.025,00 toneladas. 

Tanques: 

Compartimento estanque reservado para transporte de consumíveis líquidos, carga  líquida ou gasosa. Pode ser constituído por uma subdivisão da estrutura do casco, como os  tanques do fundo duplo, tanques laterais, tanques profundos, tanques de lastro etc., ou ser  independente da estrutura e instalado em suportes especiais. A parte superior dos tanques  principais de um navio-tanque pode não se estender de um bordo a outro, constituindo um  túnel de expansão, isto é, um prolongamento do tanque no qual o líquido pode se expandir ao  aumentar a temperatura. Desse modo, evita-se o movimento de uma grande superficie líquida  livre na parte superior do tanque, o que ocasionaria esforços adicionais de natureza dinâmica  nas anteparas e no convés, e perda de estabilidade do navio. 

Tanques fundos ou profundos (deep tanks): 

Tanques que se estendem do fundo do casco ou do teto do fundo duplo, até o convés  mais baixo, ou um pouco acima deste. São colocados em qualquer das extremidades do  compartimento de máquinas e caldeiras, ou em ambas, conforme o tipo do navio, e podem se  estender, em geral, de um bordo a outro. O objetivo é permitir um lastro líquido adicional sem  abaixar muito o centro de gravidade do navio, em alguns cargueiros cuja forma não permite 

acondicionar nos fundos duplos a quantidade necessária de água de lastro. No topo, há uma  escotilha especial de modo que, eventualmente, o tanque possa receber carga seca. 

Compartimento ou tanque de colisão de vante e de ré (fore aft peak tank) 

Compartimentos extremos a vante e a ré, limitados pelas anteparas de colisão AV, e AR,  respectivamente; esses compartimentos são estanques e devem permanecer vazios, ou se  necessário usados para ajustar o trim do navio.

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Arqueação – Draft Survey

A Arqueação sempre é feita no mínimo a duas mãos que representam o Embarcador e o Afretador e/ou Armador,  em algumas vezes é adicionado um representante da Aduana (RFB no Brasil) local ou Perito / Arqueador  Independente representando o comprador da carga, que é habilitado para atuação irrestrita, pois os cálculos usados  para quantificação são os mesmos em todo o mundo e consideram fatores como a estrutura física do Navio,  documentos de sua fabricação e demais.

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Autor: Francisco de Assis Freitas

Joinvile – SC

Somática Educar

No mundo Globalizado em que vivemos atualmente, cada vez mais competitivo e Internacionalizado, é  cada vez mais utilizado o transporte marítimo como meio de chegar ao destino, grande quantidade de  produtos comercializados de uma única vez. Nesse grande fluxo internacional, é de suma importância,  

determinantes que ajudem a classificar esses produtos internacionalizados. Cada vez mais se usa maneiras  matemáticas e estatísticas, para determinação de seus potenciais qualitativos. 

Além da tradicional In-Voice Internacional, os governos de países, utilizam métodos de checagem de seus  volumes transportados, em embarcações de carga. 

Desde os primórdios, quando se transportava especiarias através dos continentes, utilizam-se forma e  pesos para se saber o volume transportado. 

A Arqueação sempre é feita no mínimo a duas mãos que representam o Embarcador e o Afretador e/ou Armador,  em algumas vezes é adicionado um representante da Aduana (RFB no Brasil) local ou Perito / Arqueador  Independente representando o comprador da carga, que é habilitado para atuação irrestrita, pois os cálculos usados  para quantificação são os mesmos em todo o mundo e consideram fatores como a estrutura física do Navio,  documentos de sua fabricação e demais. As inspeções e certificações relacionadas a estes fatores, ficam a cargo das  Classificadoras que possuem competência estabelecida pelas as normas da legislação vigente para atuarem em nome  da Autoridade Marítima Brasileira na implementação e fiscalização da correta aplicação dos requisitos das  Convenções e Códigos Internacionais. Assim a Arqueação atende de forma generalista e completa todas as normas, leis e exigências internacionais, sendo valida Internacionalmente como medida de Quantificação de Carga. Após a Arqueação, seja inicial ou final, o documento que comprova e atesta o Peso Leve do Navio (Light Ship) e a Carga embarca é o Draft Survey Certificate que é assinado por todos os envolvidos no processo. 

Nos navios de graneis sólidos o peso da carga movimentada, é obtido através de uma operação  denominada “ARQUEAÇÃO da CARGA”, conhecida em inglês como “DRAFT SURVEY”, que significa  “INSPEÇÃO DE CALADO”. 

É o método de medição de cargas por leitura ou medição de calados do navio, vazio e carregado, levando se em consideração as variações de pesos dos líquidos a bordo, utilizando-se de cálculos matemáticos e  tabelas hidrostáticas. A exatidão do processo de medição dependerá muito da experiência do Arqueador  ( Marine Surveyor ) e da precisão e exatidão de suas medições. 

O cálculo desse VOLUME de carga transportada, é baseado no “ Princípio de Arquimedes “, que diz: 

“ Todo Corpo parcialmente ou totalmente submerso em um liquido, sofre uma força vertical de baixo para  cima, denominada de EMPUXO, cuja intensidade é igual ao peso do volume deslocado por aquele corpo “  

Para que possamos falar em deslocamento, peso, empuxo, carga etc, é necessário que falemos em  DENSIDADE. Pois essa relação entre a massa de um material, e o seu volume em uma dada temperatura e  pressão, também influencia nos números finais dos resultados. 

Densidade = Massa / Volume 

Um Iceberg flutua na agua do mar, porque a densidade do gelo é menor que a densidade da agua do mar.

No cálculo da Arqueação, deve-se medir a densidade e temperatura da agua do mar. Essas medidas devem  ser realizadas no mesmo instante e no mesmo local em que são feitas as leituras de calados. Deve-se  coletar a agua do mar, da área da PROA, POPA e a MEIO NAVIO. Obtendo por fim, uma média da densidade  sendo a mais próxima do valor real que é normalmente a agua salgada de 1,025t/m³. Para isso se faz uso  de um Densímetro, uma Proveta e um Termômetro. Obtidos esses valores, partimos em busca do cálculo  efetivo do deslocamento, pois ele será o Peso Real da Carga. É uma operação continuada, isso significa que  deve ser realizada de uma só vez, seguidamente. 

1. Leitura dos calados nas marcas do costado 

2. Determinação da densidade da agua que o navio flutua 

3. Determinação da constante do navio ( valor conhecido dos imediatos do navio) 4. Determinação dos consumíveis ( óleos / lastro) 

5. Calculo do Calado correspondente 

6. Determinação do deslocamento real do navio 

7. Determinação do peso da carga 

Quando necessário, deve-se ainda fazer as correções do TRIM ( 1ª e 2ª correção, observar as  considerações para os devidos cálculos. 

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Condicionamento e Comissionamento de Sistemas Industriais

Na área da engenharia quanto em outras áreas, toda atividade requer planejamento para ter um controle minucioso para atingir o sucesso do empreendimento objetivo. Além das atividades a serem executadas, é necessario a definição ou dimensionamento da equipe que vai executar tais e quais atividades com sucesso e qualidade.

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Dimensionamento da Equipe Técnica

Autor: Antonio Martini Serrano

Curso: Profissionalizante Gestão e Supervisão de Condicionamento e Comissionamento de Equipamentos

     Na área da engenharia quanto em outras áreas, toda atividade requer planejamento para ter um controle minucioso para atingir o sucesso do empreendimento objetivo. Além das atividades a serem executadas, é necessario a definição ou dimensionamento da equipe que vai executar tais e quais atividades com sucesso e qualidade.

     É importante lembrar que no processo de Comissionamento são verificados e registrados o funcionamento e o desempenho dos itens, equipamentos e sistemas, identificando e solucionando as pendências, não conformidades, defeitos e falhas quando existirem, desde a fase de projeto até a transferência das instalações ao operador. O eixo principal deste processo é composto pelas atividades de Condicionamento, Preservação e de Pré‐Operação & Partida, que conduzem à operação do ativo. 

     A equipe técnica fará que o sucesso com qualidade seja realizado de acordo a estratégia definida para o empreendimento.

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Para cortar os mares

A construção naval está presente na vida de mais de 25 mil Brasileiros, número que cresceu  muito comparado ao ano de 2003 que havia cerca de 7 mil pessoas trabalhando na area  naval. Esse número reflete sobre os grandes estaleiros espalhados pelas áreas litorais sem  considerar os pequenos estaleiros que fabricam embarcações de pesca e para lazer.  

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Autor: Geliabe de Oliveira de Souza 

Navegantes – SC 

Somática Educar 

Desde a época de Jesus Cristo já haviam embarcações, há evidências arqueológicas do uso  de barcos remontam de há 50 a 60.000 anos na Nova Guiné. 

Existem teólogos que informam grandes possibilidades que a marcenaria e carpintaria de  José pai de Jesus Cristo produzia embarcações naquela época. Com o passar do tempo  tivemos melhorias e aperfeiçoamentos na construção naval, novas tecnologias e maneiras  de produzir embarcações com praticidade, segurança e qualidade. 

A construção naval não só como uma profissão, sim é uma cultura. A atividade de fabricar,  modelar, montar, pintar e produzir uma embarcação vai mais além do que ganhar o  sustento de muitas pessoas. Para exercer a atividade é necessário paciencia, vontade e  gostar muito por ser um processo muito complexo. 

A construção naval está presente na vida de mais de 25 mil Brasileiros, número que cresceu  muito comparado ao ano de 2003 que havia cerca de 7 mil pessoas trabalhando na area  naval. Esse número reflete sobre os grandes estaleiros espalhados pelas áreas litorais sem  considerar os pequenos estaleiros que fabricam embarcações de pesca e para lazer.  

Com a assistencia de muitos brasileiros temos oito FPSOs, aqueles navios plataforma que  armazena, produz e transfere petróleo sem levar em consideração os cascos que estão em  conversão para transformação de navio cargueiro em FPSO. Além de 16 módulos e  integração para 16 FPSOs, 28 sondas de perfuração e 40 navios-tanque.  

Referencias:  

https://petrobras.com.br/fatos-e-dados/numero-de-grandes-estaleiros-no-brasil-passa-de dois-para-dez-em-11-anos.htm 

https://pt.wikipedia.org/wiki/Constru%C3%A7%C3%A3o_naval

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Participe dos Cursos de Comissionamento e Condicionamento – Área Engenharias da Somática Educar

Participe dos cursos na área industrial – comissionamento e condicionamento equipamentos da somática educar. Aproveite as nossas promoções!

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A Somática educar oferece um amplo portfólio de cursos na área de Comissionamento e Condicionamento

São eles:

Curso Profissionalizante Gestão e Supervisão de Condicionamento e Comissionamento de Equipamentos

Curso APQP Planejamento Avançado da Qualidade do Produto & PPAP Processo de Aprovação de Peças de Produção

Curso Caldeiras

Curso Capacitação em Inspeção de Equipamentos e Estruturas Offshore

Curso Capacitação em Inspeção de Equipamentos e Estruturas Onshore

Curso de Capacitação em Corrosão e Proteção Catódica

Curso de Capacitação em Engenharia de Inspeção de Equipamentos e Materiais Onshore e Offshore

Curso de Capacitação Operador de Sonda – Plataformista

Curso Materiais e Manufatura na Construção Naval

Curso Operador Usina Termelétrica de Ciclo Combinado

Curso Profissionalizante Processos da Indústria Metalúrgica e Siderúrgica

Curso Tecnologia em Rolamentos

NR35 – Segurança no Trabalho em Altura

Curso Falhas em Rolamentos e Alinhamentos de Bombas

Cursos com qualidade

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Flutuabilidade

A flutuabilidade é a capacidade de um objeto flutuar em um líquido. A relação do peso do objeto com o peso da água deslocada é o que determina se o objeto flutua; embora o tamanho e a forma do objeto tenham um efeito, eles não são o principal motivo pelo qual um objeto flutua ou afunda. Se um objeto desloca mais água que o seu peso, flutuará.

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Autor: Carlos Gil da Rocha Pereira

Paranaguá – PR

Somática Educar

flutuabilidade é a capacidade de um objeto flutuar em um líquido. A relação do peso do objeto com o peso da água deslocada é o que determina se o objeto flutua; embora o tamanho e a forma do objeto tenham um efeito, eles não são o principal motivo pelo qual um objeto flutua ou afunda. Se um objeto desloca mais água que o seu peso, flutuará.

flutuabilidade é um fator importante no design de muitos objetos e em uma série de atividades baseadas na água, como passeios de barco ou mergulho.

O Princípio de Arquimedes

O matemático Arquimedes, que morou no século III aC, é creditado com a descoberta de como funciona a flutuabilidade. Segundo a lenda, ele estava entrando em um banho um dia e notou que quanto mais ele mergulhava na água, mais seu nível aumentava. Ele percebeu que seu corpo estava deslocando a água na banheira. Mais tarde, ele determinou que um objeto sob a água pesava menos do que um objeto no ar.

Através destas e outras realizações, ele estabeleceu o que veio a ser conhecido como o Princípio de Arquimedes:

Flutuabilidade positiva, negativa e neutra

Um objeto que flutua em um líquido é positivamente flutuante. Isso significa que a quantidade de água deslocada pelo objeto pesa mais do que o próprio objeto.

Por exemplo, um barco que pesa 23 kg, mas que desloca 45 kg de água flutuará facilmente. O barco desloca mais água do que o seu peso em parte devido ao seu tamanho e forma. A maior parte do interior de um barco é o ar, que é muito leve.

Isso explica por que os cofres marítimos maciços flutuam: enquanto a água deslocada pesa mais do que os próprios navios, eles não vão afundar.

flutuabilidade negativa é o que faz com que os objetos afundem. Refere-se a um objeto cujo peso é superior ao peso do líquido que ele desloca. Por exemplo, um cascalho pode pesar 25 gramas, mas se ele só desloca 15 gramas de água, não pode flutuar. Se o barco de 23 kg fosse carregado com um peso de 34 kg, não flutuaria porque o peso (56,69 kg) é mais pesado que o peso da água que desloca (45 kg).

Também é possível que um objeto seja neutro. Isso significa que o peso do objeto e a quantidade de líquido que ele desloca são aproximadamente os mesmos.

Um objeto neutro flutuará no líquido, nem afundando nem flutuando. Um submarino pode ajustar o peso adicionando ou expulsando água em tanques especiais chamados tanques de lastro. Ao equilibrar adequadamente seu lastro, o submarino pode passar para vários níveis sob a superfície da água sem afundar.

Tamanho e forma

Como grande parte da superfície de um objeto toca a água tem um efeito sobre a sua flutuabilidade. Um navio muito grande tem muita área de superfície, o que significa que o peso do navio está espalhado por muita água, o que está empurrando para cima no navio. Se o mesmo navio estivesse na água com o arco apontando para baixo, começaria a afundar porque todo o peso estava concentrado em uma pequena área e a água que deslocava pesava menos do que o peso do navio.

Um exemplo comum usado para demonstrar isso é uma pessoa flutuando na água. Se a pessoa flutuar nas costas, seu corpo inteiro pode ficar em ou perto da superfície da água. Quando ela flutua na água com os pés baixos, ela afundará mais longe. Normalmente, apenas a parte superior do corpo vai ficar no topo da água.

Estabilidade

A estabilidade em um fluido depende da localização do centro de flutuabilidade de um objeto em relação ao seu centro de gravidade. O centro de gravidade de um objeto é o ponto no objeto onde todo o peso do objeto parece estar concentrado. Também pode ser pensado como a localização média do peso do objeto.

O centro de flutuabilidade é o centro de gravidade da água que o objeto deslocou. Isso não está na água, mas no objeto flutuando sobre ele.

Quando o centro da flutuabilidade estiver diretamente acima do centro de gravidade, o objeto será estável. Se, no entanto, o centro de gravidade está acima do centro da flutuabilidade – como em um navio que é carregado com carga acima da linha de água – então o objeto torna-se instável. Se o frete muda para um lado por qualquer motivo, o centro de gravidade e o centro de flutuabilidade deixarão de se alinhar. O navio irá tombar quando o centro da flutuabilidade tentar subir acima do centro de gravidade novamente.

No corpo humano, o centro de gravidade geralmente está na área do umbigo. O centro da flutuabilidade é ligeiramente maior, razão pela qual um corpo tende a flutuar em posição vertical com os ombros e o tronco acima das pernas. Virado de cabeça para baixo, onde as pernas estão acima do tronco, o centro de gravidade do corpo está acima do centro da flutuabilidade. Isso torna o corpo instável, e a posição só pode ser mantida através do esforço.

Flutuabilidade na Prática

Ao aplicar os princípios da flutuabilidade, os engenheiros podem projetar barcos, navios e hidroaviões que permanecem à tona e estável em água. Isso é verdade para muitos outros objetos, como salvavidas e pontões. Apenas sobre qualquer coisa projetada para a água depende de uma compreensão desses princípios.

Muitos nadadores sabem que existem maneiras de tornar seus corpos mais flutuantes, como deitar de costas ou segurar a respiração. Além disso, tentar mergulhar no fundo de uma piscina leva esforço porque o corpo flutua naturalmente. Os mergulhadores em particular precisam saber como flutuar, e não afundar, e eles geralmente usam pesos extras e outros equipamentos para ajudá-los a gerenciar essas manobras.

Por que algumas coisas flutuam e outras afundam?

A primeira coisa que vem à mente para muitas pessoas é que depende de quão pesado é um objeto. Enquanto o peso de um objeto, ou mais propriamente sua massa desempenha um papel, não é o único fator. Se fosse, não poderíamos explicar como um transatlântico gigante flutua enquanto uma pequena embarcação afunda.

A massa importa, mas não é só isso.

A capacidade de um objeto de flutuar é descrita como sua flutuabilidade.

A flutuabilidade de um objeto é a sua tendência de flutuar em um líquido.

Um objeto que flutua na água diz ser positivamente flutuante.

Um objeto que afunda é negativamente flutuante.

Para determinar a flutuabilidade de um objeto, tanto a massa quanto o volume devem ser levados em consideração. A relação entre volume e massa do objeto é chamada de densidade. A densidade é definida como a massa de um objeto por unidade de volume.

Matematicamente, esta relação é descrita usando a seguinte equação:

densidade = massa / volume

A unidade métrica padrão para densidade é gramas por centímetro cúbico (g/cm3).

Para explicar como a densidade de um objeto influencia sua flutuabilidade, o comportamento de um objeto colocado na água deve ser entendido. Quando um objeto é colocado na água, mesmo um objeto flutuante desloca parte daquela água. A quantidade de água deslocada é uma função da massa do objeto. O objeto afunda na água até que ele desloca uma quantidade de água igual à sua própria massa. Um objeto de 1 g afundará até que desça 1 g de água. Isto é independente do seu tamanho ou forma. Uma vez que a água tem uma densidade de 1 g/cm3, um objeto de 1 g deslocará 1 cm3 de água.

Um objeto com uma massa de 25,2 g pode deslocar até 25.2 cm3 de água. Se o objeto tiver um volume superior a 25.2 cm3, ele irá parar de afundar antes de estar totalmente imerso na água. Em outras palavras, ele irá flutuar. Se o seu volume for inferior a 25,2 cm3, não irá parar antes de estar totalmente imerso. Ele vai afundar.

Isso significa se um objeto flutuará ou afundará dependerá da sua própria densidade e da densidade do líquido em que é colocado.

No caso da água, um objeto com uma densidade inferior a 1 g/cm3 flutuará. Quanto mais perto for sua densidade para 1 g/cm3, mais se sentará abaixo do nível da água. Um objeto com uma densidade de 0.5 g/cm3 ficará meio e meio fora da água. Três quartos de um objeto com uma densidade de 0.75 g/cm3 serão submersos.

Outra maneira de olhar para a flutuabilidade de um objeto é como uma interação de duas forças.

A força da gravidade (Fg) puxando um objeto para baixo. Este é o peso do objeto, o tempo de massa é a aceleração devida à gravidade (9.8 ms-2 na Terra). É uma força e é expressa em Newtons (N).

A força de flutuação (Fb) mantendo o objeto erguido. Isso pode ser medido como a força da gravidade agindo sobre uma massa de água igual à quantidade de água que o objeto desloca quando totalmente imerso. Isso também é expresso em Newtons.

Fórmula de flutuabilidade

O líquido exerce força sobre objetos imersos ou flutuando nela. Essa força é igual ao peso do líquido que é deslocado por um objeto. Isso também é conhecido como o princípio de Arquimedes. A unidade para a força flutuante (como outras forças) é o Newton (N).

Força flutuante = (densidade do líquido) (aceleração gravitacional) (volume do líquido) = (densidade) (aceleração gravitacional) (altura do líquido) (área de superfície do objeto)

Fb =  ρgV =  ρghA

Fb = força flutuante de um líquido que atua sobre um objeto (N)

 ρ = densidade do líquido (kg/m3)

g = aceleração gravitacional (9.80 m/s2)

V = volume de líquido deslocado (m3 or liters, where 1 m3 = 1000 L)

= altura da água deslocada por um objeto flutuante (m)

A = área de superfície de um objeto flutuante (m2)

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NORMAS DA RECEITA FEDERAL ATINENTES AO SERVIÇO DE ARQUEAÇÃO DE GRANÉIS EM EMBARCAÇÕES MERCANTES

A atividade de arqueação de navios consiste em um processo indireto de se aferir o volume ou o peso das mercadorias embarcadas ou desembarcadas com
base na flutuação da embarcação. Trata-se de uma medição que, apesar de indireta, pode-se dizer bastante precisa, além de ser alternativa às pesagens de
terra (mediante balanças).

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Autor:Daniel Veiga Jusi
PR -Fazenda Rio Grande
Instituição: Somática Educar
Curso: Arqueação de Embarcações e Plataformas flutuantes com ênfase na
quantificação de mercadorias a granel sólido, líquido e gasoso.

A atividade de arqueação de navios consiste em um processo indireto de se
aferir o volume ou o peso das mercadorias embarcadas ou desembarcadas com
base na flutuação da embarcação. Trata-se de uma medição que, apesar de
indireta, pode-se dizer bastante precisa, além de ser alternativa às pesagens de
terra (mediante balanças).


A designação de um profissional perito neste tipo de operação, contudo,
somente pode ser feita por quem tiver legítimo interesse na lisura da quantificação.


Dentre os possíveis interessados, podem-se citar: recebedores, importadores,
exportadores, despachantes, armadores, afretadores, seguradoras, terminais e
claro: o governo. E é aqui que entra a Receita Federal do Brasil (RFB), órgão
integrante do Ministério da Economia, que através de suas alfândegas e aduanas, responsabiliza-se pelo efetivo controle aduaneiro das mercadorias que entram e saem do país.

Para ler o artigo completo clicar abaixo

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Herança de Arquimedes aplicada na vida moderna: arqueação de embarcações

O princípio de Arquimedes afirma que a força de empuxo atua verticalmente e  para cima sobre os corpos total ou parcialmente imersos em fluidos, além  disso, de acordo com esse princípio, tal força tem o mesmo valor do peso do  fluido, deslocado pela inserção do corpo.  

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Autor: Alexandre de Góes

Fazenda Rio Grande – PR

Curso Arqueação de Navios

 Introdução:  

O princípio de Arquimedes afirma que a força de empuxo atua verticalmente e  para cima sobre os corpos total ou parcialmente imersos em fluidos, além  disso, de acordo com esse princípio, tal força tem o mesmo valor do peso do  fluido, deslocado pela inserção do corpo.  

História do princípio de Arquimedes:  

Arquimedes de Siracusa foi um dos maiores matemáticos e inventores de todos  os tempos, no entanto, sua descoberta mais famosa foi a  da força de empuxo. De acordo com a lenda, Arquimedes descobriu o princípio  do empuxo enquanto estava tomando um banho em sua banheira.  

Nessa ocasião, ele percebeu que o volume de água que escorria para fora de  sua banheira era igual ao volume imerso de seu próprio corpo. De acordo com  a história, Arquimedes teria ficado tão entusiasmado com sua descoberta que  saltou de sua banheira e correu nu pelas ruas  gritando “Eureka, eureka!” (expressão grega sobre o sábio ter encontrado  algo).  

Uma outra narrativa relata que Arquimedes foi solicitado pelo rei Hieron II para  que investigasse a composição de uma coroa que havia encomendado. O rei  havia ordenado que sua coroa fosse feita de ouro maciço, mas, ao recebê-la,  desconfiou que outros metais pudessem ter sido usados em sua forja. Para  sanar sua dúvida, pediu que Arquimedes descobrisse se sua coroa era de ouro  puro ou não.  

Arquimedes mergulhou, em um recipiente cheio de água, sucessivamente, a  coroa e dois objetos maciços, feitos de ouro puro e prata, cujos pesos eram  exatamente iguais aos da coroa. Fazendo isso, percebeu que a coroa  derramava menos líquido que o ouro, mas mais líquido que a prata, o que  sugeria que ela não era puramente composta de ouro.  

Empuxo e o princípio de Arquimedes  

De acordo com o princípio de Arquimedes:  

“Qualquer objeto, total ou parcialmente imerso em um fluido ou líquido, é  impulsionado por uma força igual ao peso do fluido deslocado pelo objeto.”  

Como já vimos, a força descrita pelo princípio de Arquimedes hoje é conhecida  como força de empuxo. Essa força é igual, em módulo, ao peso do fluido, que é  deslocado quando nele inserimos algum corpo. É essa força que faz com que  os navios não afundem ou, ainda, que nós sejamos capazes de flutuar na  água. 

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Entendendo a Logística em Portos

Quem costuma importar e exportar produtos precisa ter algum conhecimento de como funciona a logística em portos e aeroportos. Isso porque são nesses locais que as cargas chegam e são despachadas. Neste trabalho final iremos aprender algo muito relevante, sobre a logística portuária

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Autor: Alexandre de Góes

Fazenda Rio Grande – PR

Curso arqueação de embarcações e
plataformas flutuantes com ênfase na
quantificação de mercadorias a granel, sólido,
líquido e gasoso.

Introdução:  

Quem costuma importar e exportar produtos precisa ter algum conhecimento  de como funciona a logística em portos e aeroportos. Isso porque são nesses  locais que as cargas chegam e são despachadas. Neste trabalho final iremos  aprender algo muito relevante, sobre a logística portuária:  

Quando falamos dos portos, a logística se refere a área da administração que  compreende as atividades de movimentação das cargas. Isso quer dizer que o  transporte, o carregamento e o descarregamento de todas as embarcações,  assim como toda a parte de controle, é responsabilidade da logística portuária.  É importante você saber que a logística portuária é considerada uma das mais  complicadas no Brasil. O processo é bem burocrático e exige que muitas  informações sejam detalhadas, entregues e isso reflete no prazo que as  mercadorias são entregues.  

Podemos dividir a logística dos portos em três tipos, confira:  

Completo fixo: 

Essa parte se refere a estrutura física da logística portuária, como os próprios  portos, os terminais portuários, armazéns, cais e todos os materiais envolvidos.  Administração: 

Todas as entidades que estão envolvidas no gerenciamento dos portos e no  processo em si. Alguns exemplos são: as docas, o Grupo Executivo de  Modernização dos Portos, o Órgão Gestor de Mão de Obra e o Conselho de  Autoridade Portuária.  

Operação:  

Como já diz o nome, é a parte responsável por fazer as operações. Envolve o  operador do porto, pilotos marítimos, os rebocadores e ainda o Sindicato dos  Trabalhadores Avulsos.  

Para ter acesso ao artigo completo clicar abaixo:

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TRIM DE EMBARCAÇÕES MERCANTES

O termo “trim” significa a inclinação do navio para um de seus extremos

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AUTOR: HECTOR GUILHERME BARSOTTI

Curitiba – Paraná

Curso Arqueação de Navios – Draft Survey

O termo “trim” significa a inclinação do navio para um de seus extremos (proa ou popa).  A maioria dos navios mercantes são projetados para navegar em águas parelhas, ou seja, sem trim. Porém com certa frequência são vistos navios frequentando os portos brasileiros com algum trim, seja pela proa ou pela popa.

O arquiteto naval ao projetar um navio mercante, normalmente, tenta maximizar a quantidade de carga embarcada para uma determinada dimensão pré-definida. Com frequência estas dimensões são ditadas pelos requerimentos dos portos que o navio frequenta ou vias navegáveis que transita, como canal do Suez ou do Panamá. Simultaneamente ele utiliza conceitos e fundamentos de hidrodinâmica para projetar o casco mais eficiente, com a menor resistência possível, assim o navio utilizar menor quantidade de combustível e permite um maior lucro sobre cada viagem. 

O trim de uma embarcação estacionária, que não foi projetado para existir, pode ser pelo carregamento da carga desigual, onde existe maior concentração de peso em um dos extremos do navio. Também pode ocorrer em um navio em lastro (sem carga), onde é necessário deixar a popa lastrada a fim de manter seu propulsor e leme submersos. 

Uma embarcação sem trim quando parada pode trimar quando entrar em movimento, isto ocorre pelo alteração da distribuição de pressão da água no casco da embarcação. O movimento do navio em relação a água reduz a pressão debaixo do casco do navio, afundando-o. Entretanto a forma do casco pode causar uma redução maior na proa ou na popa, resultando no trim.

Trim faz parte do cotidiano dos diferentes navios ao redor do mundo. É de fundamental importância que as pessoas envolvidas na sua operação, tanto a bordo quanto em terra, tenham conhecimento das suas causas. Ignorar o fato que o navio esta trimado, pode interferir nas leituras de calado e como consequência alterar a estimativa de carga de um navio. Igualmente importante para quem manobra o navio, pois a existência de um trim acentuado, tanto para proa quanto para popa, pode alterar as características de manobra do navio.

Obras consultadas: 

  • LEWIS, EDWARD V. – Principles of Naval Architecture, SNAME (The Society of Naval Architects and Marine Engineers) Vol. II & III (3ª Edição: 1988/1989).
  • FONSECA, MAURÍLIO M. – Arte Naval. Rio de Janeiro – SDM (7ª Edição: 2005).
  • MacELREVEY, DANIEL H. &MacELVERY, DANIEL E. – Shiphandling for the Mariner. CORNELL MARITIME PRESS (4ª Edição: 2004).
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