As Fases de Um projeto de Aeroporto

O projeto de um aeroporto passa por diversas normas e regulamentos específicos da área, ou mais abrangentes, voltados a todo o ramo de construção.

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Autor: Elohim Adonai dos Santos Nery Nunes Ribeiro

Brasília – DF

Instituição: Somática Educar

Introdução

Um dos principais modos de transporte no território brasileiro, atualmente, é o aéreo. Antes do impacto destrutivo da pandemia do COVID-19, os dados do anuário de transporte aéreo da ANAC (publicados em 2020 sobre as operações de 2019) indicaram mais de 951.000 operações, e 119,4 milhões de passageiros transportados (contando repetições), e cerca de 50.000 pessoas empregadas no serviço do transporte aéreo (ANAC, 2020).

Tal movimentação e importância exige diversos cuidados ao se projetar uma infraestrutura capaz de suportar as solicitações de público e carga que demandam do transporte aéreo. Estas solicitações são, em sua maior parte, suportadas pelos aeroportos.

A ANAC define um aeroporto como um aeródromo público dotado de edificações, instalações e equipamentos para apoio às operações de aeronaves e de processamento de pessoas e/ou cargas (ANAC, 2018).

O projeto de um aeroporto passa por diversas normas e regulamentos específicos da área, ou mais abrangentes, voltados a todo o ramo de construção. Em Outubro de 2021, a Secretaria de Aviação Civil tornou público o Manual de Projetos Aeroportuários, que busca reunir as várias vertentes envolvidas no projeto e construção de um aeroporto.

Neste artigo, serão explicadas as fases principais de projeto de lado ar, e lado terra de um aeroporto no Brasil.

Desenvolvimento

De maneira geral, os projetos de um aeroporto passam por 3 fases maiores: Estudo de demanda e localização, Geometria do Lado Ar e Geometria do Lado Terra.

  • Estudo de Demanda e Localização

No início de um projeto aeroportuário, são realizados estudos para a avaliação da demanda desta infraestrutura para determinada população. Os estudos envolvem as distâncias aos aeroportos mais próximos, matrizes origem-destino, análise da população impactada (positiva e negativamente) pela presença de um aeroporto próximo, potencial turístico/comercial da região e potencial empregatício da população da(s) cidade(s) onde o aeroporto é implantado. Estes estudos visam avaliar a viabilidade socioeconômica de implantação de um aeroporto naquela região.

Após a aprovação da construção de um aeroporto, são avaliadas as condições físicas e ambientais no local onde este será projetado. Aeroportos trazem edificações grandes, e necessitam de grandes áreas de intervenção. Por isso, devem ser cumpridas normas de proteção ambiental, relativas a qualidade do ar, mudanças climáticas, ruídos, fauna e flora. Também devem ser observados os aspectos meteorológicos, já que as condições de temperatura, chuvas, ventos e altitude impactam diretamente a segurança de voo.

  • Geometria do Lado Ar

Define-se o Lado Ar de um aeródromo a área delimitada pelo seu limite operacional, ou seja, toda a área de movimento (pátio de aeronaves, áreas utilizadas para pouso e decolagem, áreas de taxiamento, etc.), assim como as edificações adjacentes, cujo acesso é controlado. Inclui-se, portanto neste projeto os seguintes itens compondo o Lado Ar:

  • Área do Pátio;
  • Pistas de Táxi;
  • Área de Espera;
  • Pistas de Saída Rápida;
  • Pista de Pouso e Decolagem;
  • Espaço Aéreo da TMA (Terminal Manoeuvering Area);
  • Espaço Aéreo de Rota

A definição de geometria, dentre outras especificações, destas áreas é regulamentada pela própria Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), por meio de Regulamentos Brasileiros da Aviação Civil (RBAC’s). O principal RBAC utilizado para a definição das características físicas e visuais destas áreas é o RBAC N°154 – Emenda N°6, de 2019.

Os projetos de geometria do Lado Ar passam pelas definições de:

  • Mix de Aeronaves/Aeronave de Projeto;
  • Dimensões da Pista de Pouso e Decolagem;
  • Dimensões das Pistas de Táxi;
  • Dimensões de Pátio, Espera e Estacionamento de Aeronaves;
  • Sinalização de pistas e áreas pavimentadas
  • Plano de Zoneamento de Ruído
  • Plano Básico de Proteção de Pista
  • Geometria do Lado Terra

O lado terra corresponde a área do aeroporto de uso público, cujo acesso não é controlado, ou seja, as regiões anteriores aos canais de inspeção de segurança do aeroporto, como vias de acesso, meio-fio de embarque, saguão de embarque e áreas de check-in, pertencem ao lado terra (INFRAWAY, 2018).

A principal edificação (ou conjunto de edificações) do lado terra de um aeroporto é o Terminal de Passageiros. O terminal deve ser projetado de acordo com a demanda de passageiros, dimensões da aeronave modelo e expectativas do perfil dos usuários da infraestrutura (turistas têm necessidades diferentes de pessoas que viajam a trabalho). Os pontos básicos que devem ser considerados nos projetos do lado terra são:

  • Tipologia do Terminal;
  • Acesso e Meio Fio;
  • Dimensionamento da Área Global;
  • Análise do Nível de Serviço em Dia/Hora-Pico;
  • Pontos de Check-ins;
  • Regiões de Espera/Circulação de Passageiros;
  • Sala(s) pré-embarque;
  • Área(s) de restituição de bagagens;
  • Instalações auxiliares de segurança (emergência, segurança e saúde).

Além destes projetos, o operador do aeroporto deve garantir que haja a oferta adequada de infraestrutura básica no local do empreendimento, contendo disponibilidade de água, esgoto e eletricidade suficientes para as operações dispendiosas de um aeroporto.

Conclusão

O desenvolvimento de um projeto de aeroporto é extenso e repleto de detalhes, normas e procedimentos necessários para prover uma infraestrutura adequada às solicitações do mesmo. Desta forma, é importante que haja estudos e capacitação de profissionais adequados em todas as fases de um empreendimento, desde o desenvolvimento de pesquisas e análises a respeito das melhores técnicas, passando por tecnologias consistentes para cálculo e projeto, além de um bom gerenciamento de obras, para garantir a boa execução do que foi projetado. Por fim, vale ressaltar que o bom estado da infraestrutura aeroportuária é agente ativo da satisfação dos usuários de um aeroporto, o que reforça a importância de um bom plano de manutenção e operação, garantindo que a vida útil da infraestrutura seja conservada.

Fontes Consultadas

AGÊNCIA NACIONAL DE AVIAÇÃO CIVIL. RBAC 01: regulamentos brasileiros de aviação civil. Definições, regras de redação e unidades de medida. [S.l.], 2008. (Regulamentos Brasileiros de Aviação Civil)

AGÊNCIA NACIONAL DE AVIAÇÃO CIVIL (2020)². Mercado aéreo em 2019: maior número de passageiros transportados da série histórica. Disponível em https://www.anac.gov.br/noticias/2020/mercado-aereo-registra-maior-numero-de-passageiros-transportados-da-serie-historica. Acesso em 26/04/2021.

Secretaria Nacional de Aviação Civil. Manual de projetos aeroportuários [livro eletrônico] : volume único / [organização Marcio Maffili Fernandes, Leila Cristina Miateli Pires, Adriana Lima Rolim ; ilustração Gabriel Córdova]. — 1. ed. — Brasília, DF:, 2021.

INFRAWAY Engenharia de Infraestrutura. Projetos Geométricos Lado Ar e Lado Terra. Disponível em https://infraway.com.br/projetos-geometricos-lado-ar-e-lado-terra/. 2018.

Young, Seth. Aeroportos [recurso eletrônico] : planejamento e gestão /Seth Young, Alexander Wells ; tradução: Ronald Saraiva de Menezes; revisão técnica: Kétnes Ermelinda de Guimarães Lopes. – 6 ed. – Dados eletrônicos. – Porto Alegre: Bookman, 2014.

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Completação de Poços de Petróleo

A Completação de poços consiste no conjunto de serviços efetuados no poço desde o momento em que a broca atinge a base da zona produtora de produção.

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Autor: SANDERSON MAXWELL DE FREITAS

Curso Operador de Sonda – Plataformista


A Completação de poços consiste no conjunto de serviços efetuados no poço desde o momento em que a broca atinge a base da zona produtora de produção.

Este é um conceito operacional da atividade, note que a cimentação do revestimento de produção, ou seja o que entra em contato com a zona produtora é, por esta definição, uma atividade de Completação. Por outro lado, a melhor definição seria: A de transformação do esforço de perfuração em uma unidade produtiva completamente equipada e com os requisitos de segurança atendidos, pronta para produzir óleo e gás, gerando receitas.

Tipos de Completação


Existem muitos métodos de completação utilizados ao redor do mundo. No entanto, o que ocorre são inúmeras variações de alguns métodos básicos que podem ser classificados quanto: à interface entre a coluna e reservatório:


a) Completação a poço aberto;
b) Liner rasgado ou canhoneado;
c) Revestimento canhoneado.


Ao método de produção: Surgente ou de elevação artificial. Ao número de zonas completadas: simples, seletiva ou múltiplas.


Completação a poço aberto
A completação a poço aberto é frequentemente utilizada em espessas seções de reservatórios constituídos por tipos de rochas bem firmes. É o método mais antigo de completação de poços. As vantagens deste método são as seguintes:
▪ a zona de interesse inteira é aberta para a coluna;
▪ não há gasto com canhoneio do revestimento;
▪ existe a intercomunicação de fluidos em todo o intervalo aberto para produção;
▪ drawdown pode ser reduzido por causa da larga área de fluxo;
▪ há uma redução no custo do revestimento;
▪ o poço pode ser facilmente aprofundado;
▪ a completação pode ser facilmente convertida para um outro tipo de completação como o liner rasgado ou revestimento canhoneado;
▪ pelo fato de não haver revestimento, não há risco de haver dano à formação causada pelo cimento.
A completação a poço aberto é particularmente atrativa quando há dificuldade de identificação do retorno líquido financeiro durante o período de completação; ou onde perdas com uma filtragem ruim do fluido de perfuração pode levar a grandes prejuízos.


Liner rasgado ou canhoneado
Para controlar problemas de desmoronamento, os primeiros produtores de petróleo colocaram tubos com fendas ou telas na parte inferior do poço como um filtro de areia. O uso deste tipo de completação como método para controle de areia vem se tornando muito popular hoje em dia em algumas áreas.
Este método tem praticamente as mesmas vantagens e desvantagens da completação a poço aberto. Na maneira mais simples e antiga um tubo com fendas é colocado dentro do poço. As fendas são pequenas o suficiente para que a areia fique retida. Para areias muito finas são colocadas telas de arame. Esta técnica é um método de controle de areia razoavelmente eficaz. Algumas vezes este é o único método de controle de areia que pode ser usado por causa da perda de pressão e considerações sobre a geometria do poço.


Revestimento canhoneado
O método mais comum de completação envolve cimentação do revestimento na área de interesse, onde a comunicação com a formação é feita através de buracos perfurados no revestimento e no cimento, denominados canhoneados.
Este canhoneio é feito para comunicar o interior do poço com a zona de interesse. Se o poço é revestido e não-perfurado durante os estágios iniciais da operação de perfuração, o controle do poço é mais fácil e os custos de completação podem ser reduzidos. Usando várias técnicas de controle de profundidade, é possível decidir quais zonas serão perfuradas e abertas para produção, evitando assim, a comunicação de fluidos indesejáveis como gás e água, zonas fracas que podem produzir areia ou ainda, zonas improdutivas.


Completação para poços com bombas
A completação também é classificada de acordo com o método de produção e o número de zonas produzidas. Poços equipados com bombas de fundo são completados com anular aberto através do qual o gás vai para a superfície. Todos os sistemas de bombeamento se tornam ineficientes na presença de gás.


Completação de Múltiplas Zonas
Para completação de múltiplas zonas o principal é saber o que se deseja produzir. Quando um poço encontra mais de uma zona de interesse, a decisão deve ser tomada frente aos seguintes aspectos: ▪ Produzir as zonas individualmente, uma depois da outra, através de uma linha única; ▪ Completar o poço com várias linhas e produzir várias zonas simultaneamente; ▪ Misturar várias zonas numa única completação; ou ▪ Produzir uma única zona por esse poço, e perfurar poços adicionais para as outras acumulações.


Esta decisão deve ser baseada numa comparação econômica das alternativas, porém a completação de múltiplas zonas, com uma única linha de produção, são frequentemente preferíveis porque quando se trabalha com linhas duplas, o tamanho do revestimento limita o diâmetro, que, por sua vez, limita o fluxo obtido através de cada linha. Estas completações podem também ser usadas para minimizar custos de completação, que é freqüentemente a razão para limitar o tamanho do revestimento de produção. Completações com linhas duplas podem ser paralelas ou concêntricas.


Completações com linhas triplas têm sido também utilizadas em algumas áreas, mas são muito limitadas em capacidade de poço para que sejam economicamente atrativas como completações convencionais.


Em suma, devemos enfatizar que a avaliação das condições sob as quais um poço deve operar dita quais opções podem ser consideradas dentre uma variedade de possibilidades de modelos de completação. A parte econômica dita qual desses modelos é mais adequado para uma situação particular. Selecionar o melhor modelo de completação para uma dada situação requer que os engenheiros considerem a performance atual e futura do poço, as restrições impostas pelo programa de perfuração, as regulamentações ou políticas que possam ser aplicadas e a operacionalidade da nova tecnologia.

Perfilagem geofísica de poços

A Perfilagem Geofísica de Poço é um método capaz de gerar perfis verticais integrando vários métodos geofísicos em um mesmo ponto. Esta técnica consiste na descida de uma sonda, através do guincho até o fundo de um poço concluído recentemente. Ao subir, a sonda realiza medições nas paredes do poço, que podem ser de radioatividade, resistividade, magnética, sônica e outros. Após concluir este procedimento obtém-se um perfil geofísico do poço, com o resultado integrado de todas as sondas utilizadas. Podem ser feitos da seguinte forma: GAMA NATURAL – Mede a variação da radioatividade natural emitida por mudanças na concentração de radioisótopos. Aplicada para distinguir tipos de rocha, mapeamento litológico, correlação estratigráfica e detecção de zonas de alteração, estimativas de Urano e mapeamento de argila. DENSIDADE GAMA-GAMA – Mede a densidade das rochas em função da porosidade, do teor de fluído e da composição mineralógica. Aplicada para tonelagem e avaliação de reserva de minério, bem como para estimar informações referentes à mecânica da rocha, como módulo em massa. RESISTIVIDADE, SP, Resistência em Ponto Único – Mede a resistividade elétrica combinada da rocha, do solo e do fluido dos poros. Aplicada para identificara zonas de litologia e fraturas, podendo fornecer informações para identificação de contaminantes com base na condutividade de fluidos de poros. As altas do SP podem indicar sulfetos de metais comuns, minerais com baixa intensidade condutora. Enquanto aumentos nas medições observadas de RPU acompanham o tamanho do grão, os valores para RPU diminuem na presença de fraturas e/ou em furos com maior diâmetro. SÔNICO (onda P e S) – Registra a forma de onda acústica completa influenciada pelas propriedades elásticas da formação. Auxilia no cálculo da porosidade, impedância acústica, compressão e velocidade da onda de cisalhamento, detecção de fraturas e avaliação de ligação de cimento. As informações das ondas de compressão, cisalhamento e Stoneley podem ser usadas para calcular propriedades mecânicas. TEMPERATURA E CONDUTIVIDADE – Mede a variação da temperatura e condutividade elétrica do furo, ou seja, mudanças na temperatura do fluido e/ou resistividade relacionada ao fluxo de fluido no furo. O gradiente de temperatura pode identificar fluxos de água através de rachaduras, fraturas ou zonas de cisalhamento que
podem ajudar a interpretação estrutural e identificar potenciais problemas com antecedência. CALIPER – Mede mecanicamente o diâmetro do furo. As variações de diâmetro são usadas para avaliar fraturas, alterações de litologia, resistência da rocha para erosão ou deformação em termos de força mecânica e cálculos de volume. Também usado para inspeção de fluído de preenchimento e de estruturas de concreto projetado. TELEVISIONAMENTO – Permite a geração de imagens, identificação e orientação de características geotécnicas e estruturais in situ. Os medidores de inclinação integrados e os magnetômetros de 3 componentes fornecem informações direcionais para a orientação verdadeira. ACÚSTICO – Fornece a imagem orientada da parede do furo. Permite identificar e categorizar com precisão as fraturas que são úteis para investigações geotécnicas, incluindo o desenvolvimento de minas, construção de barragens e análise de tensão de ruptura. ÓTICO – Fornece uma imagem orientada e de alta resolução das paredes do furo. Permite a identificação de estratificações, veios, mineralizações, contatos litológicos e geologia estrutural em furos. SPINNER FLOW METER – Mede a velocidade in situ do fluido em um furo. Útil para múltiplos fins geotécnicos e hidrogeológicos. INDUÇÃO – Mede a condutividade combinada de rocha, solo e fluido de poros. O método indutivo permite perfilar através de revestimentos de PVC. Útil para distinguir a litologia e identificar mineralizações condutoras. POLARIZAÇÃO INDUZIDA – Permite medir o efeito de polarização induzida (cargabilidade). Útil para detectar sulfetos maciços disseminados, que terão uma maior cargabilidade em comparação com a rocha hospedeira. DESVIO – Permite definir a inclinação e o azimute do furo. MAGNETÔMETRO DE 3 COMPONENTES – Os medidores de inclinação integrados e os magnetômetros de 3 componentes fornecem informações direcionais (desvio e azimute). GYRO/GIROSCÓPIO (NORTH SEEKER E RATE) – Fornece informações direcionais precisas (desvio e azimute) em ambientes magnéticos e não magnéticos. Permite uma maior precisão para modelagem 3D de todas as informações do furo. GEORADAR DE FURO – Detecta mudanças litológicas e grandes características estruturais usando ondas de georadar. As ondas refletem preferencialmente fora dos materiais condutores, mostrando contrastes nas propriedades da rocha. FLUTe – Estruturas flexíveis que podem ser instalados para estabilizar e selar furos contra a contaminação cruzada. Permitir várias medidas hidrogeológicas, incluindo fluxo, perfil de transmissibilidade, localização de fontes de NAPL, mapeamento de contaminantes dissolvidos e distribuições da medida de pressão de líquidos acima de determinado datum geodésico. TESTE PACKER – Determina a condutividade hidráulica da massa rochosa. Usado para gerar uma curva de condutividade hidráulica versus profundidade, importante para o desenvolvimento de modelos precisos de águas subterrâneas.
SUSCEPTIBILIDADE MAGNÉTICA – Mede a quantidade de minerais magnéticos contidos num volume de rocha, como magnetita e pirrotita. Identifica mudanças na litologia, grau de homogeneidade e pode indicar uma zona de alteração. POROSIDADE POR NÊUTRONS – Mede a quantidade de nêutrons absorvidos pela formação. As sondas de neutrões calibradas permitem a medição quantitativa da porosidade. Os registros de nêutrons relativos (qualitativos) podem ser usados para definir mudanças na litologia.

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Etapas de Construção de Parques Eólicos

O vento é nossa fonte de energia natural pode ser transformada em energia elétrica, essa energia não causa danos ambiental. Existe muitos países que estão investindo nessa energia, pois ela pode ser inesgotável e pelos benefícios que traz ao nosso planeta.

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Autor: Matheus Lima Mota

São Gonçalo do Amarante – CE

CURSO CAPACITAÇÃO EM INSPEÇÃO EM PÁS, TORRES E ESTRUTURAS EÓLICAS

1 INTRODUÇÃO

 Energia Eólica é a energia cinética contida nas massas de ar em movimento definida como o vento. O termo eólico vem do latim aelicus, pertencente ou relativo a Éolo, Deus dos ventos na mitologia grega, portanto, relativa ao vento.

O aproveitamento da energia eólica ocorre por meio da conversão da energia cinética de translação em energia cinética de rotação, o emprego de turbinas eólicas denominada por aerogeradores ou cataventos moinhos. Explicando de uma forma, mas simples uma turbina eólica é movida pelo vento que faz girar a ventoinhas, que faz rodar um eixo. Esse eixo faz ligação a um gerador e est produz eletricidade, ou seja, energia renovável.

A energia eólica é considerada uma das melhores fontes de energia renovável nos dias de hoje, seu custo se tornou cada vez mais menor, chamando atenção para tais investimentos. Seus preços são competitivos no mercado de geração elétrica, essa tecnologia é fonte de energia limpa, não prejudica o mundo em que vivemos, possui um período curto de instalação.

O presente trabalho é uma retomada dos conhecimentos adquiridos sobre o curso estudado as etapas de parques eólicos.

2 DESENVOLVIMENTO

O funcionamento de uma usina eólica é construído por etapas, que requer o cuidado e a busca por pessoas capacitadas como pesquisadores e engenheiros nas áreas: civil, elétrica, mecânica ambiental, entre outros. São desenvolvidos estudos para que o projeto de parque eólico seja aprovado no local adequado. Uma vez tenha sido aprovado o local de instalação, é feita a medição dos ventos por um período de um ano, sendo possível ter uma noção de velocidade média anual para a geração de energia elétrica. É de importância que os ventos sejam regulares, não tenham transtornos de turbulência e fenômenos climáticos.

A localização e as condições climáticas do Brasil favorecem a utilização da energia eólica para a produção de energia elétrica. Climas quentes e úmidos (climas propícios para a criação de ventos fortes) são um dos principais aspectos favoráveis do país para o investimento de tecnologias no setor eólico. Segundo( ANEEL,2005) estudos indicam que o País possui um potencial superior a 60.000 megawatts.

Vamos compreender que em uma torre eólica, o vento gira uma hélice conectada ao aerogerador, que produz eletricidade. Quando temos vários ligados a um centro de transmissão de energia temos um parque eólico. 

De acordo com a ANEEL (2005) energia eólica é a energia cinética contidas nas massas de ar. Seu aproveitamento se dar através da conversão de energia cinética em energia cinética de rotação por meios de turbinas eólicas, assim gerando energia elétrica ou energia mecânica para a o bombeamento d’água através de cata-ventos ou moinhos. Um parque eólico ou usina eólica é um local, em terra (onshore) ou em mar (offshore), que destina-se à produção de energia elétrica a partir dos ventos. Uma usina eólica é constituída por vários aerogeradores, um edifício de comando (inclui geralmente uma sala de comando, um gabinete, um armazém e instalações sanitárias) uma subestação, aos quais todos os aerogeradores estão ligados através de uma rede de cabos enterrados, e caminhos de acesso a cada aerogerador (MENDES; COSTA; PEDREIRA, 2002).

A instalação do projeto aprovado é feita pela empresa que gerencia nos equipamentos necessários para o funcionamento, é necessário algum requisito como limpeza dos solos para colocar os aerogeradores e estaqueamento nas bases dos aerogeradores para a interligação do solo, blocos da fundação dando sustentação à torre do aerogerador. A concretagem aparece em três etapas montagem de ferragens, montagem da conexão elétrica e civis necessárias para a transmissão de energia e pôr fim a concretagem da base.

3 CONCLUSÃO

  Concluímos que o seguinte trabalho começa com a aprovação de projeto para ser instalado e assim inicia sua transição tendo a implementação das turbinas que irão gerar energia elétrica, após alguns testes as turbinas começam a funcionar. O vento é nossa fonte de energia natural pode ser transformada em energia elétrica, essa energia não causa danos ambiental. Existe muitos países que estão investindo nessa energia, pois ela pode ser inesgotável e pelos benefícios que traz ao nosso planeta.

Esse interesse sobre a energia eólica aumentou nos últimos anos, principalmente depois do disparo do preço do petróleo, que não é uma fonte de energia renovável. O Brasil é considerado um grande potencial eólico, assim o Brasil e o mundo precisam investir cada vez mais e saber aproveitar de forma coerente os benefícios naturais existentes.

4 OBRAS CONSULTADAS

contatoboxconstruc.wixsite.com/websitebox/post/a-engenharia-das-usinas-e%C3%…

https://www.trabalhosgratuitos.com/Outras/Diversos/Etapas-dewww.abepro.org.br/biblioteca/TN_STP_206_222_27524.pdf
Etapas de construção de parques eólicos – Artigo – pointer20 (trabalhosgratuitos.com)

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Agricultura de Precisão no Mercado de Trabalho

Pode se dizer que, a agricultura de precisão é novidade para a maioria dos operadores e agrônomos de muitas fazendas, fazendo com que a produtividade da lavoura não seja aproveitada ao máximo. A profissionalização na área é de suma importância para que a agricultura de precisão se torne comum dento do agronegócio, visando o crescimento dentro da fazenda e consequentemente beneficiando o país que conta com 1/3 do PIB responsável pelo “AGRO”

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Autor: João Pedro Cintra

Água Boa – MT

Curso Agricultura de Precisão

A Agricultura de Precisão (AP) é um sistema de gerenciamento agrícola que cresce no País na medida que as informações sobre conceitos, técnicas e vantagens chegam ao produtor rural. Sendo assim, a tecnologia aplicada dentro da Agricultura de precisão é de extrema importância para o produtor ajudando no aproveitamento de insumos e diminuição nos gastos poriam ser aplicador usando a AP.

Como atuante na área de agricultura de precisão em uma concessionária CASE vi a necessidade de me profissionalizar na área para obter um maior rendimento dentro da lavoura, utilizando as tecnologias das máquinas que nos dias atuais são fundamentais para qualquer produtor que busca a maior produtividade possível em seu negócio.

Pode se dizer que, a agricultura de precisão é novidade para a maioria dos operadores e agrônomos de muitas fazendas, fazendo com que a produtividade da lavoura não seja aproveitada ao máximo. A profissionalização na área é de suma importância para que a agricultura de precisão se torne comum dento do agronegócio, visando o crescimento dentro da fazenda e consequentemente beneficiando o país que conta com 1/3 do PIB responsável pelo “AGRO”

“AGRO É TECH, AGRO POP”. Essa é uma frase comummente falada entre jovens que estão em contato com a área. Analisando essa frase, podemos ver que a juventude que hoje em dia tem mais contato, concorda que o “agro” está muito mais tecnológico que antigamente, visando a diminuição dos impactos ambientais que nos dias atuais “sujam” a imagem do agronegócio.

Em vista disso, sabendo de todas as informações que a agricultura de precisão podem nos proporcionar, é imprescindível que o produtor adote a AP em sua propriedade rural para maximizar seus ganhos. 

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Profissão “TABU”

Desde a formação do homem moderno a morte tem sido um fato extraordinariamente triste e ao mesmo tempo um tabu, pois ao mesmo tempo em que se entristece se vê um sorriso de felicidade quando se deparam com seu ente querido com semblante sereno e normal na hora da ultima despedida

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Autor: Flavio Henrique Nascimento Corrêa

Três Corações – MG

Curso Profissionalizante de Tanatopraxia

Há séculos nos perguntamos, quando e como vamos morrer, porém a curiosidade para descobrir como o “fulano”se foi é de suma importância para o ego das pessoas, concorda?.

Pois isso é um comportamento natural da sociedade perante um acontecimento tão importante, religiosamente e particularmente para todos. Desde a formação do homem moderno a morte tem sido um fato extraordinariamente triste e ao mesmo tempo um tabu, pois ao mesmo tempo em que se entristece se vê um sorriso de felicidade quando se deparam com seu ente querido com semblante sereno e normal na hora da ultima despedida, isso se dá, pois há séculos o homem vem desenvolvendo técnicas e insumos para que após a morto o corpo do indivíduo mostre o menor números de sinais que culminaram em sua morte, para que traga conforto aqueles que estiveram junto ao mesmo em vida. Exemplo simples é o ditador soviético Lenin que apresentava tal importância que decidiram embalsamar seu corpo em 1924 e permanece intacto até os dias de hoje.

TABU ou não, a importância de conservar corpos, vai além das expectativas estéticas,pois hoje podemos enviar aquela pessoa pra qualquer parte do mundo para suas famílias poderem se despedir de forma respeitosa e digna  seja como e quando for, além disso muitas famílias precisam se deslocar de grandes distâncias para poder prestar suas ultimas homenagens, e a conservação de corpos atingiu esse nível de humanidade,pois existem profissionais que vivem pra isso 24 horas, deixando de lado o tabu, o nojo, a indiferença, a religião e outros fatores pra que possam entregar respeito, humanidade e dignidade aqueles que já partiram e deixaram seus corpos pra que possam ser sepultados e velados da melhor maneira possível.

Diga se de passagem há profissões e profissões, porém dar “vida” e dignidade após a morte é pra poucos e esses poucos quebram qualquer tabu para ter sua profissão respeitada e valorizada, pois o dia de todos chegará, você vai, conhecimento, respeito e caráter ficam.

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Usina Termelétrica – Ciclo Combinado

Autor: Anderson Clayton Batalha

Boa Vista – Roraima

Curso Operador Usina Termelétrica de Ciclo Combinado

Definição

Uma usina termelétrica operando em ciclo combinado pode ser definida como um conjunto de obras e equipamentos cuja finalidade é a geração de energia elétrica, através de um processo que combina a operação de uma turbina à gás, movida pela queima de gás natural ou óleo diesel, diretamente acoplada a um gerador.

Os gases de escape da turbina a gás, devido à temperatura, promovem a transformação da água em vapor para o acionamento de uma turbina a vapor, nas mesmas condições descritas no processo de operação de uma termelétrica convencional. A potência média dessas centrais vem a ser de 300 MW, muito inferior à de uma termelétrica convencional.

Como Funciona

Turbina a Gás:

A expansão dos gases resultantes da queima do combustível (óleo diesel ou gás natural) aciona a turbina a gás, que está diretamente acoplada ao gerador e, desta forma, a potência mecânica é transformada em potência elétrica.

Turbina a Vapor:

O funcionamento é exatamente igual ao descrito para usina termelétrica convencional, porém a transformação da água em vapor é feita com o reaproveitamento do calor dos gases de escape da turbina a gás, na caldeira de recuperação de calor.

Vantagens:

Além das já descritas na seção relativa à usina termelétrica convencional, deve ser ressaltado o rendimento térmico do ciclo combinado, que proporciona a produção de energia elétrica com custos reduzidos.

Falando um pouco mais sobre caldeiras, abordaremos um assunto ao qual muitas vezes é dado pouca atenção, o ciclo de concentração e a taxa de descarga de fundo. Um ponto importante de controle na operação de caldeiras, com foco na longevidade, eficiência e segurança, é a qualidade da água de alimentação e a qualidade da água dentro da própria caldeira. A menos que se tenha um super tratamento por osmose reversa e zero de contaminação do retorno de condensado, a água de alimentação da caldeira sempre apresentará minerais e outras moléculas em sua composição (Si4+, Cl-, Mg2+, Ca2+, Fe2+…), denominados impurezas. Conforme a caldeira gera vapor, teoricamente água pura no estado gasoso, essas impurezas que não evaporam permanecem dentro da caldeira, e com a entrada de mais água e a contínua geração de vapor, sua concentração aumenta. A esse processo dá-se o nome de Ciclo de Concentração e essa “água concentrada” dentro da caldeira, chama-se comumente de “LODO”. Esse processo de concentração é essencial para elevar o pH da água dentro da caldeira, para minimizar o processo de corrosão e evitar incrustação de sílica por passivação, e ajuda a diminuir a quantidade de O2 dissolvido na mesma, que também minimiza o processo de corrosão do vaso de pressão. Durante o processo de concentração, a quantidade de sólidos dissolvidos (TDS, medido em ppm) também aumenta, aumentando assim a condutividade elétrica da água dentro da caldeira. O valor ideal depende do tipo de caldeira e sua operação, mas como parâmetro de referência, para as caldeiras Fogo tubulares comuns, o ideal é trabalhar com a água da caldeira entre 4.000 e 5.000 micros/cm. Quando a caldeira trabalha com condutividade inferior a esse valor, provavelmente o pH também estará baixo. Quando superior, pode ocorrer o problema de arraste de umidade com o vapor, prejudicando a qualidade do vapor e causando problemas como o golpe de aríete. Para corrigir esse parâmetro, pode-se adotar as seguintes ações: Condutividade muito alta: para esse controle realiza-se a purga da caldeira. Essa purga pode ser realizada manualmente ou por válvulas controladas. A quantidade de água a ser eliminada, o tempo de abertura das válvulas e a frequência dependem fortemente das condições de operação do equipamento, do tratamento de água utilizado e da tubulação de purga do equipamento 

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Política de Medicamentos

A Política Nacional de Medicamentos tem importância estratégica no sistema de saúde e contribui para o desenvolvimento social do país. Através dela o SUS garante que os medicamentos usados no Brasil sejam eficazes, de qualidade e seguros. O fomento à produção de medicamentos essenciais contribui para a redução de custos facilitando o acesso e para que sejam distribuídos gratuitamente à população por meio do SUS.

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Autora: Rafaela Mendes Santos Faustino

Auxiliar de Farmácias e Drogarias e Farmácia Hospitalar

Conselheiro Lafaiete – MG

Somática Educar

     Em um contexto histórico, as políticas sociais integravam o funcionamento dos sistemas econômicos. A intenção do Estado era e é de intervir junto à sociedade com o objetivo de proteger os indivíduos contra os riscos inerentes à vida social e coletiva. A partir da Segunda Guerra Mundial, as atividades sociais do Estado passaram a organizar-se em programas e sistemas próprios de previsão de bens e serviços ganhando contornos mais definidos.

     No Brasil, as intervenções na saúde coletiva começaram durante a República Velha, como estratégia de saneamento das localidades onde havia atividade cafeeira. Nessa época a preocupação era erradicar a febre amarela urbana, a peste, e também já havia a vacinação obrigatória contra a varíola.

     Até a década de 1920 a população, sobretudo a de baixa renda, dependia da caridade das Santas Casas de Misericórdia para ter acesso a serviços de saúde. A partir de 1920, o Brasil adotou um sistema de Seguro social em que os contribuintes da Previdência Social passaram a ter os serviços de saúde assegurados.

O que é Saúde Pública?

      Saúde Pública é todo o conjunto de medidas executadas pelo Estado para garantir o bem-estar físico, mental e social da população. A saúde pública, a nível internacional, é coordenada pela Organização Mundial de Saúde – OMS, que é uma agência especializada da ONU (Organização das Nações Unidas) com a função de trabalhar ao lado do governo dos países para aprimorar a prevenção e o tratamento de doenças.  

     No Brasil, a Saúde Pública é prevista na Constituição como um dever do Estado e um direito do cidadão.

Sistema Único de Saúde – SUS

     Criado pela Constituição Federal de 1988, é definido como: “O conjunto de ações e serviços de saúde, prestados por órgãos e instituições públicas federais, estaduais e municipais, da Administração direta e indireta e das fundações mantidas pelo Poder Público, constitui o Sistema Único de Saúde (SUS).”

     O SUS conquistou uma série de avanços para a saúde no Brasil. O Programa Nacional de Imunização é um dos destaques reconhecido internacionalmente. Possui o maior sistema público de transplantes de órgãos do mundo e também dá assistência integral e gratuita para soro positivos, renais crônicos, pacientes oncológicos, tuberculose e hanseníase.

     Dentre as políticas implantadas pelo SUS está a Política Nacional de medicamentos, aprovada e publicada em Portaria em 1998.

Política Nacional de Medicamentos

     A Política Nacional de Medicamentos tem como objetivo garantir segurança, eficácia e qualidade dos medicamentos, a promoção do uso racional e o acesso da população àqueles considerados essenciais. Ela é fundamental na assistência integral à saúde e configura como indicador da qualidade da atenção prestada à população.

Diretrizes da PNM

     A fim de que o acesso da população a medicamentos seguros, eficazes e de qualidade seja alcançado, foram estabelecidas diretrizes. São elas:

  • Adoção de Relação de Medicamentos Essenciais: Medicamentos essenciais são os produtos considerados básicos e indispensáveis para atender a maioria dos problemas de saúde da população. Devem estar disponíveis de forma contínua e em formas farmacêuticas apropriadas. Fazem parte de uma relação nacional de referência, o RENAME, e servem de base para o direcionamento da produção farmacêutica e para a definição de listas de medicamentos essenciais de acordo com a situação epidemiológica;
  • Regulação Sanitária de Medicamentos: Consiste na fiscalização e registro de medicamentos e autorização de funcionamento de empresas e estabelecimentos, desde os produtores até o varejo de medicamentos;
  • Reorientação da Assistência Farmacêutica: As ações de reorientação têm como objetivo implementar todas as atividades relacionadas à promoção do acesso da população aos medicamentos essenciais e deverá ser fundamentada na descentralização da gestão, na promoção do uso racional de medicamentos, na otimização e eficácia do sistema de distribuição no setor público, no desenvolvimento de iniciativas que possibilitem a redução nos preços dos produtos, viabilizando, inclusive, o acesso da população aos produtos no setor privado. A assistência farmacêutica no SUS englobará as atividades de seleção, programação, aquisição, armazenamento e distribuição, controle da qualidade e utilização (incluindo a prescrição e a dispensação) o que deverá favorecer a permanente disponibilidade dos produtos segundo as necessidades da população, identificadas com base em critérios epidemiológicos. Em caso de doenças cuja transcendência, magnitude e ou vulnerabilidade tenham repercussão na saúde pública, buscar-se-á a contínua atualização e padronização de protocolos de intervenção terapêutica e dos respectivos esquemas de tratamento;
  • Promoção do Uso Racional de Medicamentos: Atenção às repercussões sociais e econômicas do receituário médico, principalmente no nível ambulatorial, no tratamento de doenças prevalentes. Orientar o paciente quanto ao uso adequado dos medicamentos, riscos da automedicação, a troca de medicação ou interrupção do tratamento é uma forma de garantir sua segurança e reduzir os riscos que o medicamento pode causar;
  • Desenvolvimento Científico e Tecnológico: Incentivo à revisão das tecnologias de formulação farmacêutica. Devem ainda ser promovidas e incentivadas pesquisas na área, principalmente as estratégicas para a capacitação e o desenvolvimento tecnológico nacional, incentivando a integração entre universidades, instituições de pesquisa e empresas do setor produtivo. Devem ser apoiadas pesquisas que visem o aproveitamento do potencial terapêutico da flora e fauna nacionais, enfatizando-se a certificação de suas propriedades medicamentosas. Medidas de apoio ao desenvolvimento de tecnologia de produção de fármacos devem ser apoiadas, em especial os constantes da RENAME, e de estímulo à sua produção nacional, de forma a assegurar o fornecimento regular ao mercado interno;
  • Promoção da Produção de Medicamentos: Incentivo à articulação das atividades de produção de medicamentos essenciais em diversos segmentos industriais (oficial, privado nacional e transnacional). Os laboratórios oficiais devem produzir, preferencialmente, medicamentos essenciais, especialmente os destinados à atenção básica. Também deve ser incentivada a produção de medicamentos destinados ao tratamento de patologias que impactam a saúde pública;
  • Garantia da Segurança, Eficácia e Qualidade dos Medicamentos: Cumprimento da regulação sanitária, destacando-se as atividades de fiscalização e inspeção, coordenadas a nível nacional pela Secretaria de Vigilância Sanitária;
  • Desenvolvimento e Capacitação de Recursos Humanos: Desenvolver e capacitar continuamente o pessoal nas diferentes atividades que operacionalizam a Política Nacional de Medicamentos a fim de que o setor de saúde disponha de recursos humanos em quantidade e qualidade.

Prioridades

     Dentre essas diretrizes existem as que são prioritárias para que a PNM alcance seu propósito:

  • A Revisão Permanente da RENAME: a revisão e atualização permanente dos medicamentos essenciais é indispensável, é uma prioridade nacional de saúde. A RENAME deve ser organizada a partir das patologias e agravos à saúde mais prevalentes e relevantes; como um mecanismo de redução de preços ela deve ser amplamente divulgada;
  • Assistência Farmacêutica:  A PNM, em relação à assistência farmacêutica, prioriza garantir a aquisição e a distribuição de forma descentralizada pelos municípios e sob a coordenação dos estados, de medicamentos necessários à atenção básica;
  • Promoção do Uso Racional de Medicamentos: Além da implantação da RENAME, a promoção do uso racional de medicamentos se dará por meio de campanhas educativas, registro e uso de Medicamentos Genéricos, elaboração de um formulário terapêutico nacional que oriente a utilização de medicamentos, estudos de fármaco-epidemiologia e fármaco-vigilância e a adequação dos recursos humanos;
  • Organização das Atividades de Vigilância Sanitária: A Secretaria de Vigilância Sanitária será responsável pela coordenação e monitoramento do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária, em articulação com estados e municípios. Deve-se desenvolver o processo de reestruturação da área de vigilância sanitária na esfera federal, visando a sua revitalização, a flexibilização de procedimentos e a busca por maior consistência técnico-científica.

Conclusão

     Em um país de proporções continentais e com uma grande população como o Brasil, ampliar o acesso a medicamentos é um grande desafio que o Ministério da Saúde assumiu desde a criação da PNM, em 1998.  

     A Política Nacional de Medicamentos tem importância estratégica no sistema de saúde e contribui para o desenvolvimento social do país. Através dela o SUS garante que os medicamentos usados no Brasil sejam eficazes, de qualidade e seguros. O fomento à produção de medicamentos essenciais contribui para a redução de custos facilitando o acesso e para que sejam distribuídos gratuitamente à população por meio do SUS.

      A assistência farmacêutica, uma das diretrizes da PNM, assegura a assistência terapêutica integral, a promoção e a recuperação da saúde melhorando a qualidade de vida da população. Através dela o paciente é orientado a fazer o uso dos medicamentos de forma racional e segura.

     A Política é dinâmica graças às constantes atualizações do RENAME, o que a mantem sempre atualizada com as doenças e agravos mais prevalecentes na população.

    Muitas mudanças e avanços na Saúde Pública brasileira ocorreram ao longo dos anos. A partir da implantação do SUS houve um aperfeiçoamento das políticas de saúde pública fazendo com que o acesso à saúde fosse democratizado. E para uma gestão mais eficiente, a Política Nacional de Medicamentos é parte essencial e estratégica do SUS.    

Bibliografia:

https://www.saude.mg.gov.br/

Araújo, Ericka França Análise da Política Nacional de Medicamentos no Brasil, 1999 a 2002: o caso dos medicamentos Genéricos

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Políticas de Saúde. Departamento de Atenção Básica. Política nacional de medicamentos 2001/Ministério da Saúde, Secretaria de Políticas de Saúde, Departamento de Atenção Básica. – Brasília: Ministério da Saúde, 2001.

https://www.cff.org.br/sistemas/geral/revista/pdf/15/inf28a31.pdf

https://www.scielo.br/j/csc/a/tjNHDRh8DFmzrFCtk9cm6Zj/?format=pdf&lang=pt

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Energia Renovável Eólica

A energia eólica é gerada a partir da energia cinética do vento que movimenta as pás e ativa os aerogeradores (turbinas). Estes devem ser instalados em regiões mais altas para captar a maior quantidade de vento possível.

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Autor: Dimas Ramos dos Santos

Atibaia – SP

Curso Profissionalizante em Energia Eólica

O que é energia eólica e qual sua importância para a matriz elétrica do Brasil?


Se você ainda não sabe o que é energia eólica é simples de entender: é um tipo de energia gerada por meio dos ventos, os quais movimentam turbinas e transformam a energia mecânica em energia elétrica.

A expansão da energia eólica surgiu em um contexto de necessidade de diversificação da matriz elétrica brasileira, considerando a dependência do Brasil em relação às usinas hidrelétricas.

Em períodos de crise hídrica, um sinal de alerta acende no País e é preciso recorrer às usinas termelétricas para suprir o abastecimento da população. Porém, elas são altamente poluentes, por isso a energia eólica surge como uma alternativa que também contribui para o meio ambiente.

Considerando a importância do assunto, aqui vamos explicar o que é energia eólica, como essa energia é gerada, suas vantagens e desvantagens e também como comprar energia eólica.

Confira!

O que é energia eólica


Por definição, a energia eólica é um tipo de energia obtida a partir do vento. Ela é considerada 100% limpa pois não polui o meio ambiente no processo de geração de energia e é renovável já que tem como fonte um recurso inesgotável.

Segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) divulgados no primeiro semestre de 2020, a matriz elétrica do país é formada pelas respectivas usinas em operação:

59,27% usinas hidrelétricas
25,56% usinas termelétricas
8,94% usinas eólicas
3,08% pequenas centrais hidrelétricas (PCHs)
1,55% centrais geradoras fotovoltaicas
1,15% usinas termonucleares
0,46% centrais geradoras hidrelétricas

Fonte: ANEEL

Isso significa que hoje a energia eólica já é a terceira maior fonte de energia do Brasil.

Além disso, a energia eólica é considerada uma fonte alternativa de energia, assim como a solar, de biomassa e PCHs, pois complementa o sistema de geração de energia do país e reduz a dependência das usinas hidrelétricas.

Isso é importante especialmente porque em períodos de escassez hídrica os níveis dos reservatórios ficam mais baixos, então é necessário recorrer a outras fontes de energia para garantir o fornecimento para todo o país.

Como é gerada a energia eólica?
A energia eólica é gerada a partir da energia cinética do vento que movimenta as pás e ativa os aerogeradores (turbinas). Estes devem ser instalados em regiões mais altas para captar a maior quantidade de vento possível.

Esse movimento gera energia mecânica, a qual é transformada em energia elétrica por meio da indução eletromagnética que ocorre em um gerador.

Os parques eólicos, como é chamado um conjunto de aerogeradores, podem ser instalados tanto em terra (onshore) quanto no mar (offshore).

No Brasil, a região que concentra a maior produção de energia eólica é o Nordeste. Em outubro de 2020, todo o país tinha 653 parques eólicos, estando 82% nesta região, principalmente porque as condições naturais são favoráveis para a geração de energia eólica. 

Obras Consultadas

ANEEL – Disponível em : https://www.aneel.gov.br/ – Acesso em: 30 jan. 2022

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O TAIFEIRO OFFSHORE:A importância desse trabalhador a bordo

O Taifeiro deve ter postura séria e profissional, ter um bom relacionamento com o cliente, demonstrar confiabilidade, flexibilidade e conhecimento das atividades que executa

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Autor: Luan Felipe Vieira Lima

Macaé – RJ

Curso Profissionalizante Taifeiro Offshore – navios e plataformas


Caro leitor, já pensou em como seria as nossas plataformas, navios e embarcações sem o taifeiro?

Se você é taifeiro sabe o quão importante é o seu trabalho, se você não for taifeiro, talvez nunca tenha pensado a respeito.


O taifeiro offshore está em diversas frentes de trabalho, levando higiene e conforto aos demais trabalhadores, para que todos que estão a bordo se sintam confortáveis em realizar suas atividades num ambiente que fique, também, mais harmônico.


Já imaginou um embarque sem roupas limpas, sem camarote limpo, sem cozinha adequada, sem áreas comuns limpas?

Gostaria de trabalhar num ambiente desorganizado, inseguro e sujo?

Se a resposta for não, leia meu artigo e entenda a importância de um taifeiro offshore.


Começamos entendendo o que é o taifeiro offshore. Ele é o profissional responsável pela manutenção de áreas de apoios das plataformas marítimas, incluindo arrumação, organização, limpeza em geral, higienização a fim de garantir o bem-estar dos embarcados. Ele pode atuar na área dos camarotes, áreas sociais, lavanderia, paiol, entre outras (DAVI, [2002]).


O Taifeiro deve ter postura séria e profissional, ter um bom relacionamento com o cliente, demonstrar confiabilidade, flexibilidade e conhecimento das atividades que executa (DAVI, [2002]).


Estão sob responsabilidade do taifeiro algumas atividades e, estas, são importantes para a manutenção da embarcação, navio ou plataforma, algumas delas são:

• Efetuar a arrumação, limpeza e higienização dos enxovais, camarotes e áreas comuns utilizando técnicas e produtos adequados, tomando cuidados necessários com a segurança no trabalho;
• Exercer a hospitalidade com os tripulantes e com seus colegas de trabalho, agindo com ética, cortesia, clareza, objetividade e profissionalismo, a fim de satisfazer suas necessidades, superando suas expectativas;
• Aplicar as normas de Segurança, Meio Ambiente, e Saúde (SMS) rotineiramente, para garantir a sua integridade física, de seus colegas e tripulantes, bem como a segurança da plataforma.


Agora imagine sua vida embarcado sem uma dessas atividades sendo realizadas?

Você trabalharia embarcado se a empresa contratante te informasse que não teria limpeza, hospitalidade, higienização, manutenção e organização na sua embarcação? Se a resposta for não, então você já está entendendo o quão é importante a função do taifeiro.


Além as responsabilidades descritas acima, o taifeiro também exerce funções especificas dependendo de em qual local ele irá atuar. E para cada área de atuação, existem técnicas que o taifeiro deverá aplicar em seu cotidiano. São técnicas de limpeza e higienização que ele deverá utilizar, assim como os demais trabalhadores embarcados. Limpar e higienizar exige técnica, comprometimento, segurança, habilidade, conhecimento.


Assim como os demais trabalhadores embarcados, o taifeiro também deve realizar curso específico para o trabalhado embarcado, onde todas essas técnicas são ensinadas e instruídas, assim como um eletricista, perfurador, comandante, supervisor, e demais cargos e funções que existem a bordo.


Tendo recebido um pouco da informação da importância do taifeiro offshore, acredito, caro leitor, que sua visão em relação a esse trabalhador será diferente de agora em diante.

O taifeiro, assim todos os demais trabalhadores embarcados, são peça importante para a atividade fim de uma embarcação, sem ele nesta posição o trabalho embarcado seria um caos.


Devemos respeitar a todos os nossos colegas, seja do taifeiro ao comandante da embarcação, pois todos desenvolvem papel crucial naquela atividade. Devemos todos estar em prol de um trabalho seguro e de ambiente harmônico. Devemos ser organizados, higiênicos e limpos por nós mesmos, não somente por existir alguém que realize essa atividade a bordo.

A embarcação é a nossa casa e devemos ter a responsabilidade de mantê-la limpa, segura, higienizada e harmônica.


OBRA CONSULTADA:
DAVI, Walberti. Curso de Qualificação: TAIFEIRO OFFSHORE. [S. l.]: Conceito, [2002?]

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Potenciais Conflitos entre implantação de Parques eólicos e premissas de áreas de preservação permanente

As energias renováveis e limpas tem sido assim um dos focos promissores para empreendimentos que buscam estar no mercado deixando sua marca com uma pegada  ecológica positiva, sem deixar de utilizar tecnologias de ponta e ainda auxiliando as  demandas cada vez maiores por energia existentes em qualquer categoria do mercado  atual. Nesse contexto de energia, deve ser ressaltado que o Brasil já possui uma das  matrizes mais renováveis do mundo.

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– Autor: Monica Pereira da Silva 

-Instituição: Somática Educar

 – Nome do Curso: Tecnologia em Geração Eólica e Legislação Ambiental Aplicada à  Implantação de Parques Eólicos

1-Introdução 

A dependência mundial de fontes energéticas provenientes de fontes fósseis e não  renováveis (petróleo, gás natural e carvão mineral) têm gerado preocupações contínuas  com esgotamento de tais fontes. Além da situação de escassez a que essas fontes estão a  cada dia mais propensas, existe o agravante das emissões de gases tóxicos e poluentes que são dispersados na atmosfera, causando danos diversos como é o caso dos gases que  provocam o efeito estufa, gerando aquecimento maior na Terra. Com esta situação, tem  sido colocado em escala de prioridade por diversos países o incentivo para a substituição  de matriz energética, buscando pela produção de energia limpa e renovável, focando  especialmente a premissa de sustentabilidade. 

As energias renováveis e limpas tem sido assim um dos focos promissores para empreendimentos que buscam estar no mercado deixando sua marca com uma pegada  ecológica positiva, sem deixar de utilizar tecnologias de ponta e ainda auxiliando as  demandas cada vez maiores por energia existentes em qualquer categoria do mercado  atual. Nesse contexto de energia, deve ser ressaltado que o Brasil já possui uma das  matrizes mais renováveis do mundo. Segundo a Empresa de Pesquisa Energética (2018),  o Brasil dispõe de uma matriz elétrica de origem predominantemente renovável (80,4%  da oferta interna), com destaque para a fonte hídrica (65,2% da oferta interna)(Costa ,  2019). 

Dentre as fontes de energia renováveis, temos as que já são amplamente utilizadas e bem  aceitas como as usinas hidrelétricas, mas que já não são mais consideradas boas opções  por conta de alterações climáticas que tem ocasionado baixa pluviosidade e pelos altos  impactos ambientais já conhecidos quando se há a criação de represas para prover este  tipo de geração, provocando implicâncias significativas nas alterações de fauna e floras  locais. Tais instalações também geram preocupação com relação a fiscalização efetiva de  manutenções obrigatórias, afim de que não hajam desastres ecológicos como temos em  histórico aqui mesmo no Brasil os casos das Barragens de Mariana e Brumadinho no  Estado de Minas Gerais. 

Temos ainda fontes pouco exploradas como as fontes de energia maremotriz (gerada pela  força das marés) e ondomotriz (gerada pela força das ondas) e outras já melhores  difundidas, mas ainda com grande potencial de crescimento, como as fontes fotovoltaicas (utiliza energia solar), eólicas (força dos ventos) e biomassa (queima de matérias primas  orgânicas).

Para este estudo, será feita uma análise resumida sobre a utilização da energia eólica e os  conflitos com áreas de preservação permanente, com foco nas limitações geográficas  brasileiras especialmente. 

2- Legislação e Impactos Ambientais 

2.1- Da Legislação de proteção às APPs 

As atividades de produção energética através de parques eólicos, tendem a provocar  menores impactos ambientais do que usinas hidroelétricas, que degradam uma área  significativa e implicam em deslocamentos de grandes contingentes populacionais. Mas  apesar do menor impacto sobre as estruturas locais com menores prejuízos aos  ecossistemas pertencentes a área, os parques eólicos também causam impactos e 

degradações ambientais que podem gerar danos de longo prazo nas áreas escolhidas para  implementação. 

Segundo a resolução CONAMA nº 303, de 20 de março de 2002, que dispõe sobre os  parâmetros, definições e limites de Áreas de Preservação Permanente de reservatórios  artificiais e o regime de uso do entorno, temos que constitui Área de Preservação  Permanente a área situada: 

I – em faixa marginal, medida a partir do nível mais alto, em projeção  horizontal, com largura mínima, de: 

a) trinta metros, para o curso d’água com menos de dez metros de largura; 

b) cinqüenta metros, para o curso d’água com dez a cinqüenta metros de  largura; 

c) cem metros, para o curso d’água com cinqüenta a duzentos metros de  largura; 

d) duzentos metros, para o curso d’água com duzentos a seiscentos metros  de largura; 

e) quinhentos metros, para o curso d’água com mais de seiscentos metros  de largura; 

II – ao redor de nascente ou olho d’água, ainda que intermitente, com raio  mínimo de cinqüenta metros de tal forma que proteja, em cada caso, a  bacia hidrográfica contribuinte; 

III – ao redor de lagos e lagoas naturais, em faixa com metragem mínima  de: 

a) trinta metros, para os que estejam situados em áreas urbanas  consolidadas; 

b) cem metros, para as que estejam em áreas rurais, exceto os corpos d’água  com até vinte hectares de superfície, cuja faixa marginal será de cinqüenta  metros; 

IV – em vereda e em faixa marginal, em projeção horizontal, com largura  mínima de cinqüenta metros, a partir do limite do espaço brejoso e  encharcado; 

V – no topo de morros e montanhas, em áreas delimitadas a partir da curva  de nível correspondente a dois terços da altura mínima da elevação em  relação a base; 

VI – nas linhas de cumeada, em área delimitada a partir da curva de nível  correspondente a dois terços da altura, em relação à base, do pico mais  baixo da cumeada, fixando-se a curva de nível para cada segmento da linha  de cumeada equivalente a mil metros; 

VII – em encosta ou parte desta, com declividade superior a cem por cento  ou quarenta e cinco graus na linha de maior declive; 

VIII – nas escarpas e nas bordas dos tabuleiros e chapadas, a partir da linha  de ruptura em faixa nunca inferior a cem metros em projeção horizontal  no sentido do reverso da escarpa; 

IX – nas restingas: 

a) em faixa mínima de trezentos metros, medidos a partir da linha de  preamar máxima; 

b) em qualquer localização ou extensão, quando recoberta por vegetação  com função fixadora de dunas ou estabilizadora de mangues; 

X – em manguezal, em toda a sua extensão; 

XI – em duna; 

XII – em altitude superior a mil e oitocentos metros, ou, em Estados que  não tenham tais elevações, à critério do órgão ambiental competente; 

XIII – nos locais de refúgio ou reprodução de aves migratórias; 

XIV – nos locais de refúgio ou reprodução de exemplares da fauna  ameaçadas de extinção que constem de lista elaborada pelo Poder Público  Federal, Estadual ou Municipal; 

XV – nas praias, em locais de nidificação e reprodução da fauna silvestre. 

Parágrafo único. Na ocorrência de dois ou mais morros ou montanhas  cujos cumes estejam separados entre si por distâncias inferiores a  quinhentos metros, a Área de Preservação Permanente abrangerá o conjunto de morros ou montanhas, delimitada a partir da curva de nível  correspondente a dois terços da altura em relação à base do morro ou  montanha de menor altura do conjunto, aplicando-se o que segue: 

I – agrupam-se os morros ou montanhas cuja proximidade seja de até  quinhentos metros entre seus topos; 

II – identifica-se o menor morro ou montanha; 

III – traça-se uma linha na curva de nível correspondente a dois terços  deste; e

IV – considera-se de preservação permanente toda a área acima deste nível. 

Ainda segundo o artigo 4º da Lei n° 12.651, 25/05/2012, considera-se Área de  Preservação Permanente, em zonas rurais ou urbanas, para os efeitos desta Lei, os  incisos aqui citados servem de base para os parques eólicos em APP: 

II – as áreas no entorno dos lagos e lagoas naturais, em faixa com largura  mínima de: 

a) 100 (cem) metros, em zonas rurais, exceto para o corpo d’água com  até 20 (vinte) 

hectares de superfície, cuja faixa marginal será de 50 (cinquenta) metros; b) 30 (trinta) metros, em zonas urbanas; 

VI – as restingas, como fixadoras de dunas ou estabilizadoras de  

mangues; 

VII – os manguezais, em toda a sua extensão; 

2.2- Análises sobre alguns Impactos negativos nos Parques Eólicos de Beberibe  (PEB) e de Fleixeiras I (PEF) 

Para trabalhar um exemplo de estudo de impactos ambientais, sera realizada aqui a  transcrição de algumas das informações de Relatórios de impactos ambientais em áreas  permanentes de preservação, sendo o foco neste caso as áreas com dunas, As localidades  modelo serão os parques eólicos de Beberibe e de Fleixeiras I. 

O Parque Eólico de Beberibe (PEB), começou a funcionar em setembro de 2008. Foi  construído na Praia das Fontes, na fazenda Uberaba, município de Beberibe. Sua  capacidade instalada é de 26 MW, composto por 25 aerogeradores com 70 metros de  altura e potência de 1,04 MW cada, em um terreno de 61 hectares. O Parque Eólico de  Fleixeiras I (PEF), começou a funcionar em janeiro de 2014. Foi construído na localidade  de Mundaú, município de Trairi. Sua capacidade instalada é de 30 MW, composto por 13  aerogeradores com 80 metros de altura e potência de 2,3 MW cada, em um terreno de 74  hectares começou a funcionar em janeiro de 2014. Foi construído na localidade de  Mundaú, município de Trairi. Sua capacidade instalada é de 30 MW, composto por 13  aerogeradores com 80 metros de altura e potência de 2,3 MW cada, em um terreno de 74  hectares. 

Pelas análises de pesquisas locais realizadas através do preenchimento de formulários,  evidencia-se que tanto as pessoas que moram nas adjacências quanto as que trabalham no  parque de Beberibe não tiveram a percepção da presença deste impacto, seja na  mortalidade ou diminuição da fauna alada e/ou terrestre. Em contrapartida, os moradores do parque de Fleixeiras I percebem a diminuição do número de fauna alada, no caso de  pássaros, e da fauna terrestre, no caso do Calango (Tropidurus hispidus), notaram a  ausência da fauna em sua comunidade e em suas próprias residências.

Sobre a paisagem natural, com a instalação dos aerogeradores, houve uma interferência  na paisagem natural com a introdução de estruturas que se destacam pelo seu grande  porte. No PEB, foram constatados em unanimidade de pesquisa local que os aerogera dores não interferem na beleza cênica e nem na paisagem da região de forma negativa.  No entanto, no PEF existe uma divergência quanto à presença dos aerogeradores  considerado para alguns como algo benéfico, e para outros como um elemento adverso  na paisagem. Em relação ao impacto visual que provoca achatamento das dunas, nos PEB  e PEF, são apenas nos locais onde foram construídas as torres eólicas.  

Pela compactação de dunas e alterações na topografia do relevo local, o ambiente eólico  litorâneo é passivo do processo de evolução natural e a intensa dinâmica das dunas, com  mudança constante de seus aspectos em termos de forma, posição e tamanho. Os  aerogeradores cercados por dunas móveis tornam-se uma espécie de barreira para o  transporte eólico dos sedimentos, que são contidos nas proximidades das bases. No  período de instalação há tentativas de retenção das dunas móveis pela fixação artificial, o  que tende a desencadear impactos ambientais negativos. Outro motivo para a contenção  das dunas é a tentativa de diminuir o avanço dos sedimentos sobre os aerogeradores,  evitando o processo de erosão e degeneração das bases e sobre as estradas de acesso,  impedindo o tráfego de veículos. 

O desmatamento e a terraplanagem tanto para construção das estradas que dão acesso ao  parque e aos aerogeradores dentro das usinas e para a construção das bases das torres gerou, degradação das áreas, como também, pode ocasionar aterramento de lagoas que  surgem entre as dunas, interferência na qualidade da água e destruição de locais  preservados. No PEB, como no PEF, ocorreram a devastação, a compactação e o  achatamento das dunas, para a instalação das torres no período de implantação dos  parques. Atualmente a contenção das dunas se dá através da recuperação da vegetação e  da mata ciliar em todo o parque. Segundo a população dos PEB e PEF houve degradação  nas áreas de construção dos aerogeradores e das estradas, através do desmatamento e do  aplainamento do terreno. Contudo, com a construção dos parques eólicos nos dois  municípios, não gerou nenhum efeito sobre as águas e nem a destruição de sítios  arqueológicos.  

3- Resumo de Benefícios da Implantação dos Parques Eólicos de Beberibe e de  Fleixeiras I 

3.1- Geração de Energia 

A usina eólica de Beberibe no ano de 2016 gerou uma produção anual de energia de  89,49 GWh (equivale a uma potência média de 7.457,5 MW médio), já na usina eólica  de Fleixeiras I a produção anual de energia foi de 125,78 GWh (equivale a uma potência  média de 10.481,7 MW médio).  

3.2 Redução na Emissão de Dióxido de Carbono (CO2)  

Conforme a ABEEólica (2017), no âmbito de Estado do Ceará, a redução de CO2 evitada  para o meio ambiente no ano de 2016 devido à geração de energia proveniente da eólica  foi de 243.410,85 (tonelada/ano). No PEB, a redução de CO2 evitada para o meio  ambiente no ano de 2016 devido à geração de energia proveniente da eólica foi de  4.335,72 (tonelada/ano) e no PEF foi de 6.094,00 (tonelada/ano).

4- Conclusão 

Como pode ser observado, ainda que haja legislação específica para a proteção de APPs,  a partir de informações extraídas do relatório de impacto ambiental das áreas onde foram  implantados os parques eólicos PEB e PEF, pode-se observar que não é possível garantir totalmente a não ocorrência de impactos ambientais negativos em algum nível nas áreas  que são propensas a bons resultados para as instalações dos aerogeradores. No entanto,  se houver a observação do benefício principal que é a geração de energia em tamanha  escala e com a concomitante redução de emissão de CO2 em relação quantidade emitida  por outras formas de geração de energia, poderão ser considerados como admissíveis o  nível de degradação ambiental por tais instalações. 

5- Obras consultadas bem como os links consultados 

LEGISLAÇÃO AMBIENTAL APLICADA À IMPLANTAÇÃO DE PARQUES  EÓLICOS- 2016. CTGAS-ER 

http://www.siam.mg.gov.br/sla/download.pdf?idNorma=274 Acesso em 15 Janeiro de  2022 

SCIELO BRASIL Impactos Socioeconômicos, Ambientais e Tecnológicos Causados  pela Instalação dos Parques Eólicos no Ceará Disponível em: 

https://www.scielo.br/j/rbmet/a/ZJdVgpy7gGQtq8p6YDvTWQf/?lang=pt# Acesso em  15 Janeiro de 2022 

https://doi.org/10.1590/0102-7786343049

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