O TAIFEIRO OFFSHORE:A importância desse trabalhador a bordo

O Taifeiro deve ter postura séria e profissional, ter um bom relacionamento com o cliente, demonstrar confiabilidade, flexibilidade e conhecimento das atividades que executa

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Autor: Luan Felipe Vieira Lima

Macaé – RJ

Curso Profissionalizante Taifeiro Offshore – navios e plataformas


Caro leitor, já pensou em como seria as nossas plataformas, navios e embarcações sem o taifeiro?

Se você é taifeiro sabe o quão importante é o seu trabalho, se você não for taifeiro, talvez nunca tenha pensado a respeito.


O taifeiro offshore está em diversas frentes de trabalho, levando higiene e conforto aos demais trabalhadores, para que todos que estão a bordo se sintam confortáveis em realizar suas atividades num ambiente que fique, também, mais harmônico.


Já imaginou um embarque sem roupas limpas, sem camarote limpo, sem cozinha adequada, sem áreas comuns limpas?

Gostaria de trabalhar num ambiente desorganizado, inseguro e sujo?

Se a resposta for não, leia meu artigo e entenda a importância de um taifeiro offshore.


Começamos entendendo o que é o taifeiro offshore. Ele é o profissional responsável pela manutenção de áreas de apoios das plataformas marítimas, incluindo arrumação, organização, limpeza em geral, higienização a fim de garantir o bem-estar dos embarcados. Ele pode atuar na área dos camarotes, áreas sociais, lavanderia, paiol, entre outras (DAVI, [2002]).


O Taifeiro deve ter postura séria e profissional, ter um bom relacionamento com o cliente, demonstrar confiabilidade, flexibilidade e conhecimento das atividades que executa (DAVI, [2002]).


Estão sob responsabilidade do taifeiro algumas atividades e, estas, são importantes para a manutenção da embarcação, navio ou plataforma, algumas delas são:

• Efetuar a arrumação, limpeza e higienização dos enxovais, camarotes e áreas comuns utilizando técnicas e produtos adequados, tomando cuidados necessários com a segurança no trabalho;
• Exercer a hospitalidade com os tripulantes e com seus colegas de trabalho, agindo com ética, cortesia, clareza, objetividade e profissionalismo, a fim de satisfazer suas necessidades, superando suas expectativas;
• Aplicar as normas de Segurança, Meio Ambiente, e Saúde (SMS) rotineiramente, para garantir a sua integridade física, de seus colegas e tripulantes, bem como a segurança da plataforma.


Agora imagine sua vida embarcado sem uma dessas atividades sendo realizadas?

Você trabalharia embarcado se a empresa contratante te informasse que não teria limpeza, hospitalidade, higienização, manutenção e organização na sua embarcação? Se a resposta for não, então você já está entendendo o quão é importante a função do taifeiro.


Além as responsabilidades descritas acima, o taifeiro também exerce funções especificas dependendo de em qual local ele irá atuar. E para cada área de atuação, existem técnicas que o taifeiro deverá aplicar em seu cotidiano. São técnicas de limpeza e higienização que ele deverá utilizar, assim como os demais trabalhadores embarcados. Limpar e higienizar exige técnica, comprometimento, segurança, habilidade, conhecimento.


Assim como os demais trabalhadores embarcados, o taifeiro também deve realizar curso específico para o trabalhado embarcado, onde todas essas técnicas são ensinadas e instruídas, assim como um eletricista, perfurador, comandante, supervisor, e demais cargos e funções que existem a bordo.


Tendo recebido um pouco da informação da importância do taifeiro offshore, acredito, caro leitor, que sua visão em relação a esse trabalhador será diferente de agora em diante.

O taifeiro, assim todos os demais trabalhadores embarcados, são peça importante para a atividade fim de uma embarcação, sem ele nesta posição o trabalho embarcado seria um caos.


Devemos respeitar a todos os nossos colegas, seja do taifeiro ao comandante da embarcação, pois todos desenvolvem papel crucial naquela atividade. Devemos todos estar em prol de um trabalho seguro e de ambiente harmônico. Devemos ser organizados, higiênicos e limpos por nós mesmos, não somente por existir alguém que realize essa atividade a bordo.

A embarcação é a nossa casa e devemos ter a responsabilidade de mantê-la limpa, segura, higienizada e harmônica.


OBRA CONSULTADA:
DAVI, Walberti. Curso de Qualificação: TAIFEIRO OFFSHORE. [S. l.]: Conceito, [2002?]

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Leitura de Curvas Hidrostáticas

Arqueação ou Draft Survey é a medida do volume interno de uma embarcação. Compreende a arqueação bruta e a arqueação líquida e é feita, principalmente,  através da inspeção dos calados do navio, verificação da densidade da água no  local e execução de cálculos baseados em dados e tabelas do navio, a fim de emitir um laudo informando a carga embarcada ou desembarcada, baseando se no Princípio de Arquimedes

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Curso: Arqueação de Navios – Draft Survey 

Instituição: Somática Educar 

Autora: Cristian Paula Bertotti da Silva 

Curitiba – PR

Arqueação ou Draft Survey é a medida do volume interno de uma embarcação. Compreende a arqueação bruta e a arqueação líquida e é feita, principalmente,  através da inspeção dos calados do navio, verificação da densidade da água no  local e execução de cálculos baseados em dados e tabelas do navio, a fim de emitir um laudo informando a carga embarcada ou desembarcada, baseando se no Princípio de Arquimedes, que diz: “todo corpo que se encontra imerso  em um fluido recebe a ação de uma força vertical para cima, cuja  intensidade é igual ao peso do corpo que está dentro do fluido”. Assim,  para a execução dos cálculos que resultarão nos valores em de  carga embarcada ou desembarcada, é preciso conhecer conceitos básicos de  estabilidade do navio, para que as leituras dos fatores utilizados nestes cálculos  sejam executadas e interpretadas de forma precisa. 

A seguir, alguns conceitos básicos para melhor entendimento deste artigo: 

Calado – é a distância vertical compreendida entre a linha de base (fundo da  embarcação) e a superfície da água. As leituras dos calados de uma  embarcação, são cruciais para um bom resultado do laudo de arqueação. Devem ser verificadas nos dois lados da embarcação, observando as marcas na vante  (proa), meia nau (meio) e na ré (popa). 

Trim ou compasso – é a diferença entre os calados a ré (AR) e a vante (AV). Quando o calado a vante é igual ao calado a ré, diz-se que a embarcação está  em águas parelhas, sem compasso ou trimada. Quando o calado a ré é maior  do que o calado a vante, diz-se que a embarcação está derrabada. Quando o  calado a vante é maior do que o calado a ré, diz-se que a embarcação está  abicada. O Trim é expresso em metros ou em pés ingleses, dependendo da  medida empregada no calado do navio. 

Banda ou adernamento – é a inclinação para um dos bordos; o navio pode estar  adernado, ou ter banda para Boreste (BE) ou para bombordo (BB); a banda é  medida em graus. 

Compassar – fazer o compasso de um navio é tirar o trim, isto é, trazê-lo à  posição de flutuação direita quando estiver inclinado no sentido longitudinal.  Quando um navio não tem trim, diz-se que está compassado, ou que está em  quilha paralela, ou em águas parelhas. Aprumar, ou trazer a prumo um navio é  tirar a banda, isto é, trazê-lo à posição de flutuação direita quando estiver  inclinado no sentido transversal. Quando um navio não tem banda, diz-se que  está aprumado. Quando um navio não tem banda nem trim, diz-se que está em  flutuação direita. Quando um navio tem trim, é preferível que esteja apopado; um navio abicado é mais propenso a embarcar água pela proa, dispara os  propulsores, é mais difícil de governar. 

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Água de Lastro

A água de lastro tem por objetivo aumentar ou diminuir o calado do navio durante a  navegação para garantir sua estabilidade quando em condições de lastro. Além disso, durante a  viagem o navio consome combustível e água. Assim, ocorre uma diminuição do seu peso bruto  que consiste redução do seu calado carregado, permitindo que o leme e parte da hélice fique  fora d’água prejudicando a manobrabilidade e governo do navio quando em lastro.

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Autor: Marcio Augusto Zanicoski de Araujo.

Somática Educar

Curso Draft Survey

Por que os navios utilizam água de lastro? 

A água de lastro tem por objetivo aumentar ou diminuir o calado do navio durante a  navegação para garantir sua estabilidade quando em condições de lastro. Além disso, durante a  viagem o navio consome combustível e água. Assim, ocorre uma diminuição do seu peso bruto  que consiste redução do seu calado carregado, permitindo que o leme e parte da hélice fique  fora d’água prejudicando a manobrabilidade e governo do navio quando em lastro. Além disso,  a água de lastro tem por objetivo garantir a estabilidade do navio enquanto navegando e  durante o processo de carga e descarga, ou seja, ajuda o navio a se sustentar. 

Esta água é geralmente salgada e as vezes pode ser “ doce “ quando o navio é lastrado em rios  e lagos de água doce. 

Esta água é acondicionada em tanques simétricos e assimétricos com dimensões conhecida para  que seja possível sua mensuração. 

É necessário se saber a quantidade em metros cúbicos e depois em toneladas. Pra isso apenas se multiplica o volume encontrado em metros cúbicos pela densidade do mar ou se analisando com um dencímetro com uma amostra retirada do interior do tanque, ex: 1000  metros cúbicos multiplicado por 1,025 que representa 1.025,00 toneladas. 

Tanques: 

Compartimento estanque reservado para transporte de consumíveis líquidos, carga  líquida ou gasosa. Pode ser constituído por uma subdivisão da estrutura do casco, como os  tanques do fundo duplo, tanques laterais, tanques profundos, tanques de lastro etc., ou ser  independente da estrutura e instalado em suportes especiais. A parte superior dos tanques  principais de um navio-tanque pode não se estender de um bordo a outro, constituindo um  túnel de expansão, isto é, um prolongamento do tanque no qual o líquido pode se expandir ao  aumentar a temperatura. Desse modo, evita-se o movimento de uma grande superficie líquida  livre na parte superior do tanque, o que ocasionaria esforços adicionais de natureza dinâmica  nas anteparas e no convés, e perda de estabilidade do navio. 

Tanques fundos ou profundos (deep tanks): 

Tanques que se estendem do fundo do casco ou do teto do fundo duplo, até o convés  mais baixo, ou um pouco acima deste. São colocados em qualquer das extremidades do  compartimento de máquinas e caldeiras, ou em ambas, conforme o tipo do navio, e podem se  estender, em geral, de um bordo a outro. O objetivo é permitir um lastro líquido adicional sem  abaixar muito o centro de gravidade do navio, em alguns cargueiros cuja forma não permite 

acondicionar nos fundos duplos a quantidade necessária de água de lastro. No topo, há uma  escotilha especial de modo que, eventualmente, o tanque possa receber carga seca. 

Compartimento ou tanque de colisão de vante e de ré (fore aft peak tank) 

Compartimentos extremos a vante e a ré, limitados pelas anteparas de colisão AV, e AR,  respectivamente; esses compartimentos são estanques e devem permanecer vazios, ou se  necessário usados para ajustar o trim do navio.

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A Importância da Engenharia Naval no Comércio Internacional

Com o uso de novas tecnologias e utilização de vasto conhecimento técnico pelos engenheiros navais, o processo de evolução das embarcações nesse último século foi enorme gerando ganhos de escalas jamais visto na história da civilização.

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Autor : Rodrigo Barbosa Cabral

Curso Draft Survey

Somática Educar

A matemática e a engenharia naval foram de fundamental importância para o desenvolvimento das embarcações através dos tempos. O aperfeiçoamento das antigas embarcações de madeira da antiguidade para os modernos transatlânticos atuais, que utilizam tecnologia moderna, só foi possível graças ao trabalho exaustivo de técnicos e engenheiros navais. A matemática surgiu nos primórdios da civilização pois o homem primitivo necessitava medir a distância entre fontes de água ou para saber se seria capaz de capturar um animal.

Posteriormente, a partir do momento em que se tornou sedentário, precisou saber a quantidade de alimentos que necessitaria para comer e entender como e quando ocorriam as estações do ano, pois isso significava saber em que época deveriam plantar e colher. Um exemplo disso é o osso de Lebombos, que é um artefato arqueológico datado de 35.000 anos a.c., que serviu como um bastão calendário.

No mundo ocidental, a matemática tem sua origem no Antigo Egito e no Império Babilônico, por volta de 3.500 a.c. Ambos os impérios desenvolveram um sistema de contagem e medição a fim de poder cobrar impostos dos seus súditos, organizar o plantio e a colheita e construir edificações. Outros povos americanos, como os incas e astecas, também criaram um sistema de contagem sofisticado com os mesmos objetivos.

Os egípcios empregaram a matemática para observar os astros e criar o calendário que usamos no mundo ocidental. A partir do movimento do Sol e da Terra, eles distribuíram os dias em doze meses ou 365 dias. Igualmente, estabeleceram que um dia tem duração aproximada de vinte e quatro horas. A formação da matemática na Babilônia está ligada à necessidade de controlar os impostos arrecadados. Criaram o sistema chamado sexagenal que dá origem da divisão das horas e dos minutos em 60 partes. Até hoje, dividimos um minuto por 60 segundos e uma hora, por 60 minutos.

Os gregos usaram a matemática tanto para fins práticos como para fins filosóficos. Aliás, um dos requisitos do estudo da filosofia era o conhecimento da matemática, especialmente da geometria. Desta maneira, os gregos conseguiram fazer da matemática uma ciência com teoria e princípios. A Grécia antiga nos deixou um enorme legado matemático com nomes como Euclides, Anaxágoras, Arquimedes e Pitágoras. Esse último é considerado um dos maiores matemáticos da história, tendo contribuído com o Teorema de Pitágoras, o mais conhecido e aplicado na matemática, que diz que a soma do quadrado dos catetos é igual ao quadrado da hipotenusa.

Arquimedes é considerado um dos grandes estudiosos de todos os tempos e recebeu o título de maior matemático da história, face às suas grandes experiências que contribuíram e contribuem para a constante evolução da civilização. Entre as grandes invenções de Arquimedes, temos a bomba de parafuso, utilizada para elevar água e que servia como um guia transportador para mercadoria e era utilizado na época para eliminar água das embarcações. Arquimedes contribuiu com armas que protegeram sua cidade da constante tentativa de invasões dos romanos como os famosos jogos de espelhos que utilizavam o reflexo da luz do sol para incendiar as embarcações inimigas. Os romanos aplicaram todas as descobertas dos gregos em suas construções, como os aquedutos, na enorme rede de estradas ou no sistema de cobrança de impostos. Os números romanos eram simbolizados por letras e seu método de multiplicação facilitou o cálculo de cabeça. Atualmente, os números romanos estão presentes nos capítulos de livros e para indicar os séculos.

Durante o período conhecido como Alta Idade Média, a matemática foi confundida com superstição e não era um campo do saber valorizado pelos estudiosos. No entanto, neste período os seres humanos continuaram a produzir conhecimento. No início do século 13, um matemático italiano chamado Fibonacci, que estudou cálculo com um mestre árabe no Norte da África, considerou o sistema de numerais e decimais muito mais prático do que o sistema romano, e logo os popularizou na Europa, onde os números passaram a ser conhecidos como algarismos. Acredita-se que os comerciantes árabes os apresentaram aos europeus através de suas transações comerciais.

Na Idade Moderna, a matemática acompanhou as mudanças que as ciências passaram no período conhecido como Revolução Científica. Um dos grandes inventos foi a calculadora, realizada pelo francês Pascal. Além disso, ele escreveu sobre geometria e sobre fenômenos físicos teorizados no Princípio de Pascal, sobre a lei das pressões num líquido. O inglês Isaac Newton descreveu a lei da gravidade através dos números e da geometria. Com a Revolução Industrial, a matemática se desenvolveu de forma extraordinária. As indústrias e as universidades se tornaram um vasto campo para o estudo de novos teoremas e invenções de todo tipo. O embasamento teórico proveniente desses grandes estudiosos da antiguidade foi fundamental para o desenvolvimento da engenharia naval.

A Hidrostática é o segmento da Física que embasa os estudos de materiais líquidos no estado de equilíbrio dinâmico ou estático, ou seja, a Hidrostática nada mais é do que a ciência que estuda os materiais líquidos que se encontram em movimento retilíneo e uniforme ou em estado de inércia. A ciência classifica como fluído toda e qualquer substância que, sob ação de uma variante externa, adquire a forma do seu recipiente, apresentando características físicas como densidade, pressão e força de empuxo.

A densidade é uma variante muito importante para o estudo da Física, uma vez que permite medir a quantidade de matéria de um fluído em um determinado recipiente. A força que um fluído em estado de inércia exerce sobre uma superfície qualquer é calculada através da pressão hidrostática. A relação entre um corpo sólido imerso em um fluído é diretamente proporcional, ou seja, quanto mais um corpo sólido estiver mergulhado em um corpo líquido, mais será a pressão aplicada sobre o objeto sólido.

A força exercida pelo fluído sobre os corpos nele imerso é denominada de empuxo. Denominamos de pressão hidrostática toda e qualquer pressão exercida por uma coluna de fluído em estado de repouso. A diferença de pressão entre dois pontos de um fluído é determinada pelo produto entre sua densidade, o módulo da gravidade local e a diferença de altura entre esses pontos. O Teorema de Pascal dispõe que todo o aumento de pressão sobre um fluído ideal é transmitido homogeneamente ao longo de seu volume. Podemos observar a aplicação desse teorema no funcionamento das prensas e pistões hidráulicos.

Toda substância líquida apresenta como principal propriedade a densidade. Através da densidade, podemos calcular a quantidade de matéria que uma substância líquida apresenta em um determinado volume. De acordo com a lei de Newton, dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço ao mesmo tempo. Dessa forma, quando inserimos um objeto sólido em um recipiente líquido, ele ocupará uma porção da área ocupada pela substância líquida. Assim, o líquido exerce sobre o objeto uma força de direção contrária, de intensidade similar ao peso do líquido que foi deslocado em função da imersão do objeto em seu meio.

O empuxo exercido por uma matéria líquida não está diretamente relacionado ao peso do corpo ou à sua densidade, mas diretamente relacionado com a densidade do meio líquido, da gravidade local e do volume de líquido deslocado, que, por sua vez, é exatamente igual ao volume da porção do corpo imersa na matéria líquida. Sempre que mergulhamos um determinado objeto sólido em um recipiente líquido temos a impressão de que o peso diminui. Também nos questionamos o porquê de uma rolha ou um cubo de gelo boiar quando entra em contato com uma superfície líquida. Isso foi demonstrado pelo Teorema de Arquimedes que diz que todo objeto totalmente ou parcialmente imerso em um fluído qualquer recebe a ação de uma força vertical de baixo para cima, similar ao peso da parte do líquido que foi deslocada pelo objeto. Essa força damos o nome de empuxo.

A Engenharia Naval utiliza esses conceitos como base de estudos para a construção de navios e de todo e qualquer tipo de embarcação, seja ela de pequeno ou grande porte. A figura do engenheiro naval permitiu que os processos que começaram nos primórdios da civilização passassem a ser mais bem elaborados, padronizados e embasados tecnicamente. Ele ficou como responsável técnico assumindo todo e qualquer problema que porventura possa acontecer em virtude de falha de projeto, independentemente do tamanho da embarcação, seja ela um simples veleiro, um navio de grande porte ou uma plataforma marítima voltada para exploração de petróleo em grandes profundidades. Os estaleiros ao redor do mundo empregam o engenheiro naval onde é o principal gestor responsável pela constante evolução na construção de navios, trazendo e desenvolvendo novas tecnologias a fim de garantir embarcações que superem as intempéries dos oceanos e mares navegando em segurança, menos poluentes e levando frequentemente um volume maior de carga em um espaço de tempo cada vez menor.

O desenvolvimento de novas tecnologias para as embarcações está evoluindo constantemente, visto que estas estão intimamente ligadas às necessidades geradas pela competitividade do mercado. Assim, navios maiores, com maior capacidade de carga, com necessidade de menor calado e mais econômicos estão sendo criados. A evolução da legislação sobre o meio ambiente e a segurança do trabalhador também está influenciando o desenvolvimento de novas tecnologias. O aumento de desempenho das embarcações, uma maior segurança para os tripulantes, a diminuição dos riscos ambientais e da emissão de gases poluentes são alguns exemplos das metas que essas novas tecnologias pretendem atingir.

Devido às maiores demandas para lidar com as novas tecnologias, o treinamento e o investimento dispensado aos tripulantes são tidos como uma consequência natural desta evolução, assim como a revisão das operações executadas pelas embarcações de apoio marítimo. Com o uso de novas tecnologias e utilização de vasto conhecimento técnico pelos engenheiros navais, o processo de evolução das embarcações nesse último século foi enorme gerando ganhos de escalas jamais visto na história da civilização.

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Arqueação – Draft Survey

A Arqueação sempre é feita no mínimo a duas mãos que representam o Embarcador e o Afretador e/ou Armador,  em algumas vezes é adicionado um representante da Aduana (RFB no Brasil) local ou Perito / Arqueador  Independente representando o comprador da carga, que é habilitado para atuação irrestrita, pois os cálculos usados  para quantificação são os mesmos em todo o mundo e consideram fatores como a estrutura física do Navio,  documentos de sua fabricação e demais.

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Autor: Francisco de Assis Freitas

Joinvile – SC

Somática Educar

No mundo Globalizado em que vivemos atualmente, cada vez mais competitivo e Internacionalizado, é  cada vez mais utilizado o transporte marítimo como meio de chegar ao destino, grande quantidade de  produtos comercializados de uma única vez. Nesse grande fluxo internacional, é de suma importância,  

determinantes que ajudem a classificar esses produtos internacionalizados. Cada vez mais se usa maneiras  matemáticas e estatísticas, para determinação de seus potenciais qualitativos. 

Além da tradicional In-Voice Internacional, os governos de países, utilizam métodos de checagem de seus  volumes transportados, em embarcações de carga. 

Desde os primórdios, quando se transportava especiarias através dos continentes, utilizam-se forma e  pesos para se saber o volume transportado. 

A Arqueação sempre é feita no mínimo a duas mãos que representam o Embarcador e o Afretador e/ou Armador,  em algumas vezes é adicionado um representante da Aduana (RFB no Brasil) local ou Perito / Arqueador  Independente representando o comprador da carga, que é habilitado para atuação irrestrita, pois os cálculos usados  para quantificação são os mesmos em todo o mundo e consideram fatores como a estrutura física do Navio,  documentos de sua fabricação e demais. As inspeções e certificações relacionadas a estes fatores, ficam a cargo das  Classificadoras que possuem competência estabelecida pelas as normas da legislação vigente para atuarem em nome  da Autoridade Marítima Brasileira na implementação e fiscalização da correta aplicação dos requisitos das  Convenções e Códigos Internacionais. Assim a Arqueação atende de forma generalista e completa todas as normas, leis e exigências internacionais, sendo valida Internacionalmente como medida de Quantificação de Carga. Após a Arqueação, seja inicial ou final, o documento que comprova e atesta o Peso Leve do Navio (Light Ship) e a Carga embarca é o Draft Survey Certificate que é assinado por todos os envolvidos no processo. 

Nos navios de graneis sólidos o peso da carga movimentada, é obtido através de uma operação  denominada “ARQUEAÇÃO da CARGA”, conhecida em inglês como “DRAFT SURVEY”, que significa  “INSPEÇÃO DE CALADO”. 

É o método de medição de cargas por leitura ou medição de calados do navio, vazio e carregado, levando se em consideração as variações de pesos dos líquidos a bordo, utilizando-se de cálculos matemáticos e  tabelas hidrostáticas. A exatidão do processo de medição dependerá muito da experiência do Arqueador  ( Marine Surveyor ) e da precisão e exatidão de suas medições. 

O cálculo desse VOLUME de carga transportada, é baseado no “ Princípio de Arquimedes “, que diz: 

“ Todo Corpo parcialmente ou totalmente submerso em um liquido, sofre uma força vertical de baixo para  cima, denominada de EMPUXO, cuja intensidade é igual ao peso do volume deslocado por aquele corpo “  

Para que possamos falar em deslocamento, peso, empuxo, carga etc, é necessário que falemos em  DENSIDADE. Pois essa relação entre a massa de um material, e o seu volume em uma dada temperatura e  pressão, também influencia nos números finais dos resultados. 

Densidade = Massa / Volume 

Um Iceberg flutua na agua do mar, porque a densidade do gelo é menor que a densidade da agua do mar.

No cálculo da Arqueação, deve-se medir a densidade e temperatura da agua do mar. Essas medidas devem  ser realizadas no mesmo instante e no mesmo local em que são feitas as leituras de calados. Deve-se  coletar a agua do mar, da área da PROA, POPA e a MEIO NAVIO. Obtendo por fim, uma média da densidade  sendo a mais próxima do valor real que é normalmente a agua salgada de 1,025t/m³. Para isso se faz uso  de um Densímetro, uma Proveta e um Termômetro. Obtidos esses valores, partimos em busca do cálculo  efetivo do deslocamento, pois ele será o Peso Real da Carga. É uma operação continuada, isso significa que  deve ser realizada de uma só vez, seguidamente. 

1. Leitura dos calados nas marcas do costado 

2. Determinação da densidade da agua que o navio flutua 

3. Determinação da constante do navio ( valor conhecido dos imediatos do navio) 4. Determinação dos consumíveis ( óleos / lastro) 

5. Calculo do Calado correspondente 

6. Determinação do deslocamento real do navio 

7. Determinação do peso da carga 

Quando necessário, deve-se ainda fazer as correções do TRIM ( 1ª e 2ª correção, observar as  considerações para os devidos cálculos. 

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Condicionamento e Comissionamento de Sistemas Industriais

Na área da engenharia quanto em outras áreas, toda atividade requer planejamento para ter um controle minucioso para atingir o sucesso do empreendimento objetivo. Além das atividades a serem executadas, é necessario a definição ou dimensionamento da equipe que vai executar tais e quais atividades com sucesso e qualidade.

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Dimensionamento da Equipe Técnica

Autor: Antonio Martini Serrano

Curso: Profissionalizante Gestão e Supervisão de Condicionamento e Comissionamento de Equipamentos

     Na área da engenharia quanto em outras áreas, toda atividade requer planejamento para ter um controle minucioso para atingir o sucesso do empreendimento objetivo. Além das atividades a serem executadas, é necessario a definição ou dimensionamento da equipe que vai executar tais e quais atividades com sucesso e qualidade.

     É importante lembrar que no processo de Comissionamento são verificados e registrados o funcionamento e o desempenho dos itens, equipamentos e sistemas, identificando e solucionando as pendências, não conformidades, defeitos e falhas quando existirem, desde a fase de projeto até a transferência das instalações ao operador. O eixo principal deste processo é composto pelas atividades de Condicionamento, Preservação e de Pré‐Operação & Partida, que conduzem à operação do ativo. 

     A equipe técnica fará que o sucesso com qualidade seja realizado de acordo a estratégia definida para o empreendimento.

Para ler o artigo completo

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Para cortar os mares

A construção naval está presente na vida de mais de 25 mil Brasileiros, número que cresceu  muito comparado ao ano de 2003 que havia cerca de 7 mil pessoas trabalhando na area  naval. Esse número reflete sobre os grandes estaleiros espalhados pelas áreas litorais sem  considerar os pequenos estaleiros que fabricam embarcações de pesca e para lazer.  

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Autor: Geliabe de Oliveira de Souza 

Navegantes – SC 

Somática Educar 

Desde a época de Jesus Cristo já haviam embarcações, há evidências arqueológicas do uso  de barcos remontam de há 50 a 60.000 anos na Nova Guiné. 

Existem teólogos que informam grandes possibilidades que a marcenaria e carpintaria de  José pai de Jesus Cristo produzia embarcações naquela época. Com o passar do tempo  tivemos melhorias e aperfeiçoamentos na construção naval, novas tecnologias e maneiras  de produzir embarcações com praticidade, segurança e qualidade. 

A construção naval não só como uma profissão, sim é uma cultura. A atividade de fabricar,  modelar, montar, pintar e produzir uma embarcação vai mais além do que ganhar o  sustento de muitas pessoas. Para exercer a atividade é necessário paciencia, vontade e  gostar muito por ser um processo muito complexo. 

A construção naval está presente na vida de mais de 25 mil Brasileiros, número que cresceu  muito comparado ao ano de 2003 que havia cerca de 7 mil pessoas trabalhando na area  naval. Esse número reflete sobre os grandes estaleiros espalhados pelas áreas litorais sem  considerar os pequenos estaleiros que fabricam embarcações de pesca e para lazer.  

Com a assistencia de muitos brasileiros temos oito FPSOs, aqueles navios plataforma que  armazena, produz e transfere petróleo sem levar em consideração os cascos que estão em  conversão para transformação de navio cargueiro em FPSO. Além de 16 módulos e  integração para 16 FPSOs, 28 sondas de perfuração e 40 navios-tanque.  

Referencias:  

https://petrobras.com.br/fatos-e-dados/numero-de-grandes-estaleiros-no-brasil-passa-de dois-para-dez-em-11-anos.htm 

https://pt.wikipedia.org/wiki/Constru%C3%A7%C3%A3o_naval

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Calado de Um Navio

Calado é o nome dado à profundidade do ponto mais baixo da quilha em relação à linha d’água. A medida do calado da embarcação, juntamente com as informações das dimensões do navio e da densidade da água são utilizadas para realizar os cálculos do volume de água por ele deslocado, que, consequentemente, equivale ao seu peso.

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Arqueação de um navio é o processo de estimativa de sua carga e estabilidade a partir do volume interno do mesmo. Um dos passos mais importantes do processo é a leitura do seu calado, que é realizada com a aproximação do arqueador ao navio para realizar a leitura de seis marcas estrategicamente pintadas na embarcação (duas à popa, duas à proa e duas à meia nau).

Calado é o nome dado à profundidade do ponto mais baixo da quilha em relação à linha d’água. A medida do calado da embarcação, juntamente com as informações das dimensões do navio e da densidade da água são utilizadas para realizar os cálculos do volume de água por ele deslocado, que, consequentemente, equivale ao seu peso.

Para realizar a medição do calado existem, como padrão internacional, seis marcas dispostas em posições estratégicas, sendo três a bombordo e outras três a estibordo. A leitura de tais marcações representa a profundidade do navio a considerar da linha d’água até o ponto mais baixo da quilha. Dessa maneira, cada medição consiste em verificar qual o limiar entre a marcação de calado e a linha formada pelo encontro do navio com a água.

Autor: DANIEL MACHADO FURUZAWA

Curitiba – Paraná

Curso Arqueação de Navios – Draft Survey

SOMATICAEDUCAR

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Participe dos Cursos de Comissionamento e Condicionamento – Área Engenharias da Somática Educar

Participe dos cursos na área industrial – comissionamento e condicionamento equipamentos da somática educar. Aproveite as nossas promoções!

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A Somática educar oferece um amplo portfólio de cursos na área de Comissionamento e Condicionamento

São eles:

Curso Profissionalizante Gestão e Supervisão de Condicionamento e Comissionamento de Equipamentos

Curso APQP Planejamento Avançado da Qualidade do Produto & PPAP Processo de Aprovação de Peças de Produção

Curso Caldeiras

Curso Capacitação em Inspeção de Equipamentos e Estruturas Offshore

Curso Capacitação em Inspeção de Equipamentos e Estruturas Onshore

Curso de Capacitação em Corrosão e Proteção Catódica

Curso de Capacitação em Engenharia de Inspeção de Equipamentos e Materiais Onshore e Offshore

Curso de Capacitação Operador de Sonda – Plataformista

Curso Materiais e Manufatura na Construção Naval

Curso Operador Usina Termelétrica de Ciclo Combinado

Curso Profissionalizante Processos da Indústria Metalúrgica e Siderúrgica

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Flutuabilidade

A flutuabilidade é a capacidade de um objeto flutuar em um líquido. A relação do peso do objeto com o peso da água deslocada é o que determina se o objeto flutua; embora o tamanho e a forma do objeto tenham um efeito, eles não são o principal motivo pelo qual um objeto flutua ou afunda. Se um objeto desloca mais água que o seu peso, flutuará.

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Autor: Carlos Gil da Rocha Pereira

Paranaguá – PR

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flutuabilidade é a capacidade de um objeto flutuar em um líquido. A relação do peso do objeto com o peso da água deslocada é o que determina se o objeto flutua; embora o tamanho e a forma do objeto tenham um efeito, eles não são o principal motivo pelo qual um objeto flutua ou afunda. Se um objeto desloca mais água que o seu peso, flutuará.

flutuabilidade é um fator importante no design de muitos objetos e em uma série de atividades baseadas na água, como passeios de barco ou mergulho.

O Princípio de Arquimedes

O matemático Arquimedes, que morou no século III aC, é creditado com a descoberta de como funciona a flutuabilidade. Segundo a lenda, ele estava entrando em um banho um dia e notou que quanto mais ele mergulhava na água, mais seu nível aumentava. Ele percebeu que seu corpo estava deslocando a água na banheira. Mais tarde, ele determinou que um objeto sob a água pesava menos do que um objeto no ar.

Através destas e outras realizações, ele estabeleceu o que veio a ser conhecido como o Princípio de Arquimedes:

Flutuabilidade positiva, negativa e neutra

Um objeto que flutua em um líquido é positivamente flutuante. Isso significa que a quantidade de água deslocada pelo objeto pesa mais do que o próprio objeto.

Por exemplo, um barco que pesa 23 kg, mas que desloca 45 kg de água flutuará facilmente. O barco desloca mais água do que o seu peso em parte devido ao seu tamanho e forma. A maior parte do interior de um barco é o ar, que é muito leve.

Isso explica por que os cofres marítimos maciços flutuam: enquanto a água deslocada pesa mais do que os próprios navios, eles não vão afundar.

flutuabilidade negativa é o que faz com que os objetos afundem. Refere-se a um objeto cujo peso é superior ao peso do líquido que ele desloca. Por exemplo, um cascalho pode pesar 25 gramas, mas se ele só desloca 15 gramas de água, não pode flutuar. Se o barco de 23 kg fosse carregado com um peso de 34 kg, não flutuaria porque o peso (56,69 kg) é mais pesado que o peso da água que desloca (45 kg).

Também é possível que um objeto seja neutro. Isso significa que o peso do objeto e a quantidade de líquido que ele desloca são aproximadamente os mesmos.

Um objeto neutro flutuará no líquido, nem afundando nem flutuando. Um submarino pode ajustar o peso adicionando ou expulsando água em tanques especiais chamados tanques de lastro. Ao equilibrar adequadamente seu lastro, o submarino pode passar para vários níveis sob a superfície da água sem afundar.

Tamanho e forma

Como grande parte da superfície de um objeto toca a água tem um efeito sobre a sua flutuabilidade. Um navio muito grande tem muita área de superfície, o que significa que o peso do navio está espalhado por muita água, o que está empurrando para cima no navio. Se o mesmo navio estivesse na água com o arco apontando para baixo, começaria a afundar porque todo o peso estava concentrado em uma pequena área e a água que deslocava pesava menos do que o peso do navio.

Um exemplo comum usado para demonstrar isso é uma pessoa flutuando na água. Se a pessoa flutuar nas costas, seu corpo inteiro pode ficar em ou perto da superfície da água. Quando ela flutua na água com os pés baixos, ela afundará mais longe. Normalmente, apenas a parte superior do corpo vai ficar no topo da água.

Estabilidade

A estabilidade em um fluido depende da localização do centro de flutuabilidade de um objeto em relação ao seu centro de gravidade. O centro de gravidade de um objeto é o ponto no objeto onde todo o peso do objeto parece estar concentrado. Também pode ser pensado como a localização média do peso do objeto.

O centro de flutuabilidade é o centro de gravidade da água que o objeto deslocou. Isso não está na água, mas no objeto flutuando sobre ele.

Quando o centro da flutuabilidade estiver diretamente acima do centro de gravidade, o objeto será estável. Se, no entanto, o centro de gravidade está acima do centro da flutuabilidade – como em um navio que é carregado com carga acima da linha de água – então o objeto torna-se instável. Se o frete muda para um lado por qualquer motivo, o centro de gravidade e o centro de flutuabilidade deixarão de se alinhar. O navio irá tombar quando o centro da flutuabilidade tentar subir acima do centro de gravidade novamente.

No corpo humano, o centro de gravidade geralmente está na área do umbigo. O centro da flutuabilidade é ligeiramente maior, razão pela qual um corpo tende a flutuar em posição vertical com os ombros e o tronco acima das pernas. Virado de cabeça para baixo, onde as pernas estão acima do tronco, o centro de gravidade do corpo está acima do centro da flutuabilidade. Isso torna o corpo instável, e a posição só pode ser mantida através do esforço.

Flutuabilidade na Prática

Ao aplicar os princípios da flutuabilidade, os engenheiros podem projetar barcos, navios e hidroaviões que permanecem à tona e estável em água. Isso é verdade para muitos outros objetos, como salvavidas e pontões. Apenas sobre qualquer coisa projetada para a água depende de uma compreensão desses princípios.

Muitos nadadores sabem que existem maneiras de tornar seus corpos mais flutuantes, como deitar de costas ou segurar a respiração. Além disso, tentar mergulhar no fundo de uma piscina leva esforço porque o corpo flutua naturalmente. Os mergulhadores em particular precisam saber como flutuar, e não afundar, e eles geralmente usam pesos extras e outros equipamentos para ajudá-los a gerenciar essas manobras.

Por que algumas coisas flutuam e outras afundam?

A primeira coisa que vem à mente para muitas pessoas é que depende de quão pesado é um objeto. Enquanto o peso de um objeto, ou mais propriamente sua massa desempenha um papel, não é o único fator. Se fosse, não poderíamos explicar como um transatlântico gigante flutua enquanto uma pequena embarcação afunda.

A massa importa, mas não é só isso.

A capacidade de um objeto de flutuar é descrita como sua flutuabilidade.

A flutuabilidade de um objeto é a sua tendência de flutuar em um líquido.

Um objeto que flutua na água diz ser positivamente flutuante.

Um objeto que afunda é negativamente flutuante.

Para determinar a flutuabilidade de um objeto, tanto a massa quanto o volume devem ser levados em consideração. A relação entre volume e massa do objeto é chamada de densidade. A densidade é definida como a massa de um objeto por unidade de volume.

Matematicamente, esta relação é descrita usando a seguinte equação:

densidade = massa / volume

A unidade métrica padrão para densidade é gramas por centímetro cúbico (g/cm3).

Para explicar como a densidade de um objeto influencia sua flutuabilidade, o comportamento de um objeto colocado na água deve ser entendido. Quando um objeto é colocado na água, mesmo um objeto flutuante desloca parte daquela água. A quantidade de água deslocada é uma função da massa do objeto. O objeto afunda na água até que ele desloca uma quantidade de água igual à sua própria massa. Um objeto de 1 g afundará até que desça 1 g de água. Isto é independente do seu tamanho ou forma. Uma vez que a água tem uma densidade de 1 g/cm3, um objeto de 1 g deslocará 1 cm3 de água.

Um objeto com uma massa de 25,2 g pode deslocar até 25.2 cm3 de água. Se o objeto tiver um volume superior a 25.2 cm3, ele irá parar de afundar antes de estar totalmente imerso na água. Em outras palavras, ele irá flutuar. Se o seu volume for inferior a 25,2 cm3, não irá parar antes de estar totalmente imerso. Ele vai afundar.

Isso significa se um objeto flutuará ou afundará dependerá da sua própria densidade e da densidade do líquido em que é colocado.

No caso da água, um objeto com uma densidade inferior a 1 g/cm3 flutuará. Quanto mais perto for sua densidade para 1 g/cm3, mais se sentará abaixo do nível da água. Um objeto com uma densidade de 0.5 g/cm3 ficará meio e meio fora da água. Três quartos de um objeto com uma densidade de 0.75 g/cm3 serão submersos.

Outra maneira de olhar para a flutuabilidade de um objeto é como uma interação de duas forças.

A força da gravidade (Fg) puxando um objeto para baixo. Este é o peso do objeto, o tempo de massa é a aceleração devida à gravidade (9.8 ms-2 na Terra). É uma força e é expressa em Newtons (N).

A força de flutuação (Fb) mantendo o objeto erguido. Isso pode ser medido como a força da gravidade agindo sobre uma massa de água igual à quantidade de água que o objeto desloca quando totalmente imerso. Isso também é expresso em Newtons.

Fórmula de flutuabilidade

O líquido exerce força sobre objetos imersos ou flutuando nela. Essa força é igual ao peso do líquido que é deslocado por um objeto. Isso também é conhecido como o princípio de Arquimedes. A unidade para a força flutuante (como outras forças) é o Newton (N).

Força flutuante = (densidade do líquido) (aceleração gravitacional) (volume do líquido) = (densidade) (aceleração gravitacional) (altura do líquido) (área de superfície do objeto)

Fb =  ρgV =  ρghA

Fb = força flutuante de um líquido que atua sobre um objeto (N)

 ρ = densidade do líquido (kg/m3)

g = aceleração gravitacional (9.80 m/s2)

V = volume de líquido deslocado (m3 or liters, where 1 m3 = 1000 L)

= altura da água deslocada por um objeto flutuante (m)

A = área de superfície de um objeto flutuante (m2)

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