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São eles:

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Curso APQP Planejamento Avançado da Qualidade do Produto & PPAP Processo de Aprovação de Peças de Produção

Curso Caldeiras

Curso Capacitação em Inspeção de Equipamentos e Estruturas Offshore

Curso Capacitação em Inspeção de Equipamentos e Estruturas Onshore

Curso de Capacitação em Corrosão e Proteção Catódica

Curso de Capacitação em Engenharia de Inspeção de Equipamentos e Materiais Onshore e Offshore

Curso de Capacitação Operador de Sonda – Plataformista

Curso Materiais e Manufatura na Construção Naval

Curso Operador Usina Termelétrica de Ciclo Combinado

Curso Profissionalizante Processos da Indústria Metalúrgica e Siderúrgica

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Flutuabilidade

A flutuabilidade é a capacidade de um objeto flutuar em um líquido. A relação do peso do objeto com o peso da água deslocada é o que determina se o objeto flutua; embora o tamanho e a forma do objeto tenham um efeito, eles não são o principal motivo pelo qual um objeto flutua ou afunda. Se um objeto desloca mais água que o seu peso, flutuará.

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Autor: Carlos Gil da Rocha Pereira

Paranaguá – PR

Somática Educar

flutuabilidade é a capacidade de um objeto flutuar em um líquido. A relação do peso do objeto com o peso da água deslocada é o que determina se o objeto flutua; embora o tamanho e a forma do objeto tenham um efeito, eles não são o principal motivo pelo qual um objeto flutua ou afunda. Se um objeto desloca mais água que o seu peso, flutuará.

flutuabilidade é um fator importante no design de muitos objetos e em uma série de atividades baseadas na água, como passeios de barco ou mergulho.

O Princípio de Arquimedes

O matemático Arquimedes, que morou no século III aC, é creditado com a descoberta de como funciona a flutuabilidade. Segundo a lenda, ele estava entrando em um banho um dia e notou que quanto mais ele mergulhava na água, mais seu nível aumentava. Ele percebeu que seu corpo estava deslocando a água na banheira. Mais tarde, ele determinou que um objeto sob a água pesava menos do que um objeto no ar.

Através destas e outras realizações, ele estabeleceu o que veio a ser conhecido como o Princípio de Arquimedes:

Flutuabilidade positiva, negativa e neutra

Um objeto que flutua em um líquido é positivamente flutuante. Isso significa que a quantidade de água deslocada pelo objeto pesa mais do que o próprio objeto.

Por exemplo, um barco que pesa 23 kg, mas que desloca 45 kg de água flutuará facilmente. O barco desloca mais água do que o seu peso em parte devido ao seu tamanho e forma. A maior parte do interior de um barco é o ar, que é muito leve.

Isso explica por que os cofres marítimos maciços flutuam: enquanto a água deslocada pesa mais do que os próprios navios, eles não vão afundar.

flutuabilidade negativa é o que faz com que os objetos afundem. Refere-se a um objeto cujo peso é superior ao peso do líquido que ele desloca. Por exemplo, um cascalho pode pesar 25 gramas, mas se ele só desloca 15 gramas de água, não pode flutuar. Se o barco de 23 kg fosse carregado com um peso de 34 kg, não flutuaria porque o peso (56,69 kg) é mais pesado que o peso da água que desloca (45 kg).

Também é possível que um objeto seja neutro. Isso significa que o peso do objeto e a quantidade de líquido que ele desloca são aproximadamente os mesmos.

Um objeto neutro flutuará no líquido, nem afundando nem flutuando. Um submarino pode ajustar o peso adicionando ou expulsando água em tanques especiais chamados tanques de lastro. Ao equilibrar adequadamente seu lastro, o submarino pode passar para vários níveis sob a superfície da água sem afundar.

Tamanho e forma

Como grande parte da superfície de um objeto toca a água tem um efeito sobre a sua flutuabilidade. Um navio muito grande tem muita área de superfície, o que significa que o peso do navio está espalhado por muita água, o que está empurrando para cima no navio. Se o mesmo navio estivesse na água com o arco apontando para baixo, começaria a afundar porque todo o peso estava concentrado em uma pequena área e a água que deslocava pesava menos do que o peso do navio.

Um exemplo comum usado para demonstrar isso é uma pessoa flutuando na água. Se a pessoa flutuar nas costas, seu corpo inteiro pode ficar em ou perto da superfície da água. Quando ela flutua na água com os pés baixos, ela afundará mais longe. Normalmente, apenas a parte superior do corpo vai ficar no topo da água.

Estabilidade

A estabilidade em um fluido depende da localização do centro de flutuabilidade de um objeto em relação ao seu centro de gravidade. O centro de gravidade de um objeto é o ponto no objeto onde todo o peso do objeto parece estar concentrado. Também pode ser pensado como a localização média do peso do objeto.

O centro de flutuabilidade é o centro de gravidade da água que o objeto deslocou. Isso não está na água, mas no objeto flutuando sobre ele.

Quando o centro da flutuabilidade estiver diretamente acima do centro de gravidade, o objeto será estável. Se, no entanto, o centro de gravidade está acima do centro da flutuabilidade – como em um navio que é carregado com carga acima da linha de água – então o objeto torna-se instável. Se o frete muda para um lado por qualquer motivo, o centro de gravidade e o centro de flutuabilidade deixarão de se alinhar. O navio irá tombar quando o centro da flutuabilidade tentar subir acima do centro de gravidade novamente.

No corpo humano, o centro de gravidade geralmente está na área do umbigo. O centro da flutuabilidade é ligeiramente maior, razão pela qual um corpo tende a flutuar em posição vertical com os ombros e o tronco acima das pernas. Virado de cabeça para baixo, onde as pernas estão acima do tronco, o centro de gravidade do corpo está acima do centro da flutuabilidade. Isso torna o corpo instável, e a posição só pode ser mantida através do esforço.

Flutuabilidade na Prática

Ao aplicar os princípios da flutuabilidade, os engenheiros podem projetar barcos, navios e hidroaviões que permanecem à tona e estável em água. Isso é verdade para muitos outros objetos, como salvavidas e pontões. Apenas sobre qualquer coisa projetada para a água depende de uma compreensão desses princípios.

Muitos nadadores sabem que existem maneiras de tornar seus corpos mais flutuantes, como deitar de costas ou segurar a respiração. Além disso, tentar mergulhar no fundo de uma piscina leva esforço porque o corpo flutua naturalmente. Os mergulhadores em particular precisam saber como flutuar, e não afundar, e eles geralmente usam pesos extras e outros equipamentos para ajudá-los a gerenciar essas manobras.

Por que algumas coisas flutuam e outras afundam?

A primeira coisa que vem à mente para muitas pessoas é que depende de quão pesado é um objeto. Enquanto o peso de um objeto, ou mais propriamente sua massa desempenha um papel, não é o único fator. Se fosse, não poderíamos explicar como um transatlântico gigante flutua enquanto uma pequena embarcação afunda.

A massa importa, mas não é só isso.

A capacidade de um objeto de flutuar é descrita como sua flutuabilidade.

A flutuabilidade de um objeto é a sua tendência de flutuar em um líquido.

Um objeto que flutua na água diz ser positivamente flutuante.

Um objeto que afunda é negativamente flutuante.

Para determinar a flutuabilidade de um objeto, tanto a massa quanto o volume devem ser levados em consideração. A relação entre volume e massa do objeto é chamada de densidade. A densidade é definida como a massa de um objeto por unidade de volume.

Matematicamente, esta relação é descrita usando a seguinte equação:

densidade = massa / volume

A unidade métrica padrão para densidade é gramas por centímetro cúbico (g/cm3).

Para explicar como a densidade de um objeto influencia sua flutuabilidade, o comportamento de um objeto colocado na água deve ser entendido. Quando um objeto é colocado na água, mesmo um objeto flutuante desloca parte daquela água. A quantidade de água deslocada é uma função da massa do objeto. O objeto afunda na água até que ele desloca uma quantidade de água igual à sua própria massa. Um objeto de 1 g afundará até que desça 1 g de água. Isto é independente do seu tamanho ou forma. Uma vez que a água tem uma densidade de 1 g/cm3, um objeto de 1 g deslocará 1 cm3 de água.

Um objeto com uma massa de 25,2 g pode deslocar até 25.2 cm3 de água. Se o objeto tiver um volume superior a 25.2 cm3, ele irá parar de afundar antes de estar totalmente imerso na água. Em outras palavras, ele irá flutuar. Se o seu volume for inferior a 25,2 cm3, não irá parar antes de estar totalmente imerso. Ele vai afundar.

Isso significa se um objeto flutuará ou afundará dependerá da sua própria densidade e da densidade do líquido em que é colocado.

No caso da água, um objeto com uma densidade inferior a 1 g/cm3 flutuará. Quanto mais perto for sua densidade para 1 g/cm3, mais se sentará abaixo do nível da água. Um objeto com uma densidade de 0.5 g/cm3 ficará meio e meio fora da água. Três quartos de um objeto com uma densidade de 0.75 g/cm3 serão submersos.

Outra maneira de olhar para a flutuabilidade de um objeto é como uma interação de duas forças.

A força da gravidade (Fg) puxando um objeto para baixo. Este é o peso do objeto, o tempo de massa é a aceleração devida à gravidade (9.8 ms-2 na Terra). É uma força e é expressa em Newtons (N).

A força de flutuação (Fb) mantendo o objeto erguido. Isso pode ser medido como a força da gravidade agindo sobre uma massa de água igual à quantidade de água que o objeto desloca quando totalmente imerso. Isso também é expresso em Newtons.

Fórmula de flutuabilidade

O líquido exerce força sobre objetos imersos ou flutuando nela. Essa força é igual ao peso do líquido que é deslocado por um objeto. Isso também é conhecido como o princípio de Arquimedes. A unidade para a força flutuante (como outras forças) é o Newton (N).

Força flutuante = (densidade do líquido) (aceleração gravitacional) (volume do líquido) = (densidade) (aceleração gravitacional) (altura do líquido) (área de superfície do objeto)

Fb =  ρgV =  ρghA

Fb = força flutuante de um líquido que atua sobre um objeto (N)

 ρ = densidade do líquido (kg/m3)

g = aceleração gravitacional (9.80 m/s2)

V = volume de líquido deslocado (m3 or liters, where 1 m3 = 1000 L)

= altura da água deslocada por um objeto flutuante (m)

A = área de superfície de um objeto flutuante (m2)

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Água de Lastro – Questões Práticas

Por norma, os navios lastrados que acabaram de descarregar uma carga em determinado porto, devem recircular a água de lastro em 300% quando atravessam um oceano para o carregamento em um outro porto distante. Nessa situação, geralmente os Imediatos declaram ter água salgada (1.025 g/cm³) para fins de cálculos. Mas algumas considerações devem ser feitas antes de tomar isso como verdade.

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Autor: Diego Carvalho Florentino

Paranaguá – Paraná

O cálculo da água do lastro pode ser a tarefa mais traiçoeira que um arqueador pode ter que enfrentar durante um trabalho de Draft Survey. Um estimado colega costuma dizer que errar na leitura de calado pode influenciar o erro em dezenas de toneladas, já um erro de lastro pode impactar em centenas. Sua fala pode parecer um pouco catastrófica, mas, se houver acúmulos de erros de medição do lastro, o resultado pode conter erros grosseiros.

A densidade da água do lastro

Muitos arqueadores têm por costume considerar a densidade da água do lastro a declarada pelo Imediato do navio, sem fazer uma checagem adequada de cada tanque. Isso pode acelerar a velocidade do trabalho, mas alguns problemas podem ocorrer.

Por norma, os navios lastrados que acabaram de descarregar uma carga em determinado porto, devem recircular a água de lastro em 300% quando atravessam um oceano para o carregamento em um outro porto distante. Nessa situação, geralmente os Imediatos declaram ter água salgada (1.025 g/cm³) para fins de cálculos. Mas algumas considerações devem ser feitas antes de tomar isso como verdade.

Primeiro, se a circulação realmente foi feita em 300% do volume total do tanque. A recirculação não funciona como um processo em que se esvazia o tanque completamente e se lastra após com 100% de água do oceano. Geralmente, o processo é feito simultaneamente. Enquanto se retira água do tanque, por outra entrada se abastece com água do mar. Pelo princípio da homogeneidade da água, mesmo que se recircule 3 vezes todo o volume do tanque, não há como garantir que a densidade final seja 1.025 g/cm³ na mistura final. 

Digamos que no porto de descarga, a água seja de origem lacustre (1.000 g/cm³), muito dificilmente, mesmo após a recirculação de 300%, a mistura final da água do mar com água doce alcance 1.025g/cm³. Se ainda adicionarmos o fato que muitos imediatos desprezam essa regra dos 300%, podemos ter uma densidade do lastro muito abaixo do declarado. O inverso também é possível pois há algumas regiões do planeta em que a água do mar é superior a 1.025 g/cm³.

Para efeitos práticos, em um volume de 20.000 metros cúbicos de água, uma diferença de 0.005g/cm³ pode representar uma variação de 80 toneladas. Então, é prudente sempre verificar a densidade da água dos tanques de lastro, através de refratômetros, hidrômetros ou densímetros.

Correções para trim e list

Outro ponto a se notar é a correta correção dos volumes para trim e list (inclinação lateral). Quase em sua maioria, as tabelas de volumes apresentam correções de trim corrigido para as perpendiculares do navio. Alguns arqueadores se esquecem desse detalhe, e calculam para o volume corrigindo pelo trim aparente, que é a diferença entre calado de vante e ré das marcas de calado. Quando o navio está com trim relativamente alto, essa diferença entre trim aparente e trim real é substancial podendo ocasionar grandes discrepâncias de cálculo.

Outro fator importante a se considerar é a correção para list. Pela diferença dos calados de meia nau pode-se calcular a inclinação do navio. E na tabela de volumes, há correções para essa inclinação. Alguns inspetores não se atentam a essas correções e podem incorrer em erros de cálculo. 

Muitas vezes, esses erros acabam sendo desprezíveis devido à natureza da configuração dos tanques de lastro. Por possuírem pares de tanques a boreste e bombordo, essas correções se anulam quando os volumes de ambos o par for parecido. No entanto, podem ocorrer grandes discrepâncias nos casos em que a diferença entre o par de tanques seja significativa e em grandes angulações.

Erros na trena e na variação da coluna d’água

Alguns pontos da execução das medições devem ser avaliados cuidadosamente na hora de medir o lastro.

A trena de medição deve ser aferida com um padrão externo (pode ser uma trena métrica comum) antes da execução do trabalho. Algumas trenas podem ter sido cortadas ou emendadas e apresentar valores discrepantes com uma medida padrão. 1 cm de erro de trena em sondagem pode trazer graves erros de medição. 

Outro ponto é que a alguns sondadores não experientes (geralmente tripulantes) não se atentam ao fato que a fita dobra em contato com o fundo do tubo de sondagem. Esse toque deve ser feito muito cuidadosamente, a fim de não acrescentar maiores leituras na trena de sondagem. Quando, a água está perto do tubo de sondagem, é interessante fazer uma ulagem (medição do espaço vazio) com uma trena métrica comum e depois verificar a altura do tubo de sondagem para calcular a sondagem. Esse procedimento evita dois problemas: a dobragem da fita métrica e a variação da altura da coluna d’água dentro do tubo, por força do vácuo causado pelos espaços vazios dentro do tanque.

Tubos de sondagem transbordantes

Algumas vezes nos deparamos com tubos de sondagem com água transbordando e consideramos o tanque como cheio. Isso pode não ser completamente verdade e existem considerações a se tomar.

A primeira delas é a inclinação do tanque. Como os tubos de sondagem, via de regra, estão localizados na ré do tanque, e os navios geralmente estão em condição de trim pela popa, a depender da inclinação do navio (trim), pode haver a possibilidade de a água alcançar a altura final do tubo e não ter alcançado a parte da vante do tanque, configurando um tanque parcialmente cheio. Para se ter certeza de que o tanque está cheio, pode-se averiguar por regra de triângulo.

Tubos obstruídos

É comum, devido ao tempo de um navio em operação, ter ocorrido algumas obstruções nos tubos dos tanques de sondagem. A mais comum, é o rompimento do pêndulo das trenas de medição, e consequente posicionamento desse metal no final do tubo de sondagem.

Como um pêndulo geralmente possui 9cm de comprimento, um tubo de sondagem com um pêndulo no fundo pode ocasionar erros dessa magnitude. 

Para se evitar esse tipo de erro, em termos práticos, deve-se sempre averiguar a altura dos tubos de sondagem de ambos os bordos a fim de que seja comparado entre si e com as tabelas de volumes. Normalmente, os navios são construídos com os tanques e tubos de sondagem em simetria. Se um inspetor averigua uma diferença de cerca de 10cm de profundidade entre dois tanques simétricos, há uma chance razoável de o tubo mais curto estar obstruído.

Outro indicador de obstrução é a mecânica do toque com o fundo do tubo de sondagem. Esses tubos possuem uma placa ao fundo, onde é possível verificar o impacto da placa de aço bater com o bronze do pêndulo. Quando esse impacto não pode ser verificado, é indicativo de que o pêndulo está em contato com outro material, podendo ser um pêndulo, lama ou outros materiais.

Observada a obstrução, o arqueador deve compensar nos cálculos as medições observadas, a fim de evitar maiores erros.

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A influência da densidade da água na imersão do navio

Densidade é a razão entre a massa de um material e o volume por ele ocupado, isso significa que a densidade é uma propriedade especifica de cada material e pode ser calculada para líquidos, sólidos ou gases

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Autor: João Sarmento de Oliveira

Vila Velha – ES

Curso Arqueação de Embarcações e Plataformas flutuantes com ênfase na quantificação de mercadorias a granel,sólido, líquido e gasoso

Densidade é a razão entre a massa de um material e o volume por ele ocupado, isso significa que a densidade é uma propriedade especifica de cada material e pode ser calculada para líquidos, sólidos ou gases por meio da seguinte fórmula:

Densidade = massa/volume

A densidade de um líquido pode ser medida na prática por meio de um aparelho chamado “densímetro”. Ele é formado por um tubo de vidro com uma haste graduada em densidades, e, na parte inferior, possui uma parte mais larga e mais “pesada”. Ao ser colocado no líquido, o densímetro fica numa posição em que o nível do líquido fica exatamente em cima da graduação da haste. O densímetro é muito usado para verificar adulterações em determinados produtos. Por exemplo, você já deve ter visto em postos de gasolina um densímetro que fica à mostra, mergulhado no etanol.

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NORMAS DA RECEITA FEDERAL ATINENTES AO SERVIÇO DE ARQUEAÇÃO DE GRANÉIS EM EMBARCAÇÕES MERCANTES

A atividade de arqueação de navios consiste em um processo indireto de se aferir o volume ou o peso das mercadorias embarcadas ou desembarcadas com
base na flutuação da embarcação. Trata-se de uma medição que, apesar de indireta, pode-se dizer bastante precisa, além de ser alternativa às pesagens de
terra (mediante balanças).

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Autor:Daniel Veiga Jusi
PR -Fazenda Rio Grande
Instituição: Somática Educar
Curso: Arqueação de Embarcações e Plataformas flutuantes com ênfase na
quantificação de mercadorias a granel sólido, líquido e gasoso.

A atividade de arqueação de navios consiste em um processo indireto de se
aferir o volume ou o peso das mercadorias embarcadas ou desembarcadas com
base na flutuação da embarcação. Trata-se de uma medição que, apesar de
indireta, pode-se dizer bastante precisa, além de ser alternativa às pesagens de
terra (mediante balanças).


A designação de um profissional perito neste tipo de operação, contudo,
somente pode ser feita por quem tiver legítimo interesse na lisura da quantificação.


Dentre os possíveis interessados, podem-se citar: recebedores, importadores,
exportadores, despachantes, armadores, afretadores, seguradoras, terminais e
claro: o governo. E é aqui que entra a Receita Federal do Brasil (RFB), órgão
integrante do Ministério da Economia, que através de suas alfândegas e aduanas, responsabiliza-se pelo efetivo controle aduaneiro das mercadorias que entram e saem do país.

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Herança de Arquimedes aplicada na vida moderna: arqueação de embarcações

O princípio de Arquimedes afirma que a força de empuxo atua verticalmente e  para cima sobre os corpos total ou parcialmente imersos em fluidos, além  disso, de acordo com esse princípio, tal força tem o mesmo valor do peso do  fluido, deslocado pela inserção do corpo.  

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Autor: Alexandre de Góes

Fazenda Rio Grande – PR

Curso Arqueação de Navios

 Introdução:  

O princípio de Arquimedes afirma que a força de empuxo atua verticalmente e  para cima sobre os corpos total ou parcialmente imersos em fluidos, além  disso, de acordo com esse princípio, tal força tem o mesmo valor do peso do  fluido, deslocado pela inserção do corpo.  

História do princípio de Arquimedes:  

Arquimedes de Siracusa foi um dos maiores matemáticos e inventores de todos  os tempos, no entanto, sua descoberta mais famosa foi a  da força de empuxo. De acordo com a lenda, Arquimedes descobriu o princípio  do empuxo enquanto estava tomando um banho em sua banheira.  

Nessa ocasião, ele percebeu que o volume de água que escorria para fora de  sua banheira era igual ao volume imerso de seu próprio corpo. De acordo com  a história, Arquimedes teria ficado tão entusiasmado com sua descoberta que  saltou de sua banheira e correu nu pelas ruas  gritando “Eureka, eureka!” (expressão grega sobre o sábio ter encontrado  algo).  

Uma outra narrativa relata que Arquimedes foi solicitado pelo rei Hieron II para  que investigasse a composição de uma coroa que havia encomendado. O rei  havia ordenado que sua coroa fosse feita de ouro maciço, mas, ao recebê-la,  desconfiou que outros metais pudessem ter sido usados em sua forja. Para  sanar sua dúvida, pediu que Arquimedes descobrisse se sua coroa era de ouro  puro ou não.  

Arquimedes mergulhou, em um recipiente cheio de água, sucessivamente, a  coroa e dois objetos maciços, feitos de ouro puro e prata, cujos pesos eram  exatamente iguais aos da coroa. Fazendo isso, percebeu que a coroa  derramava menos líquido que o ouro, mas mais líquido que a prata, o que  sugeria que ela não era puramente composta de ouro.  

Empuxo e o princípio de Arquimedes  

De acordo com o princípio de Arquimedes:  

“Qualquer objeto, total ou parcialmente imerso em um fluido ou líquido, é  impulsionado por uma força igual ao peso do fluido deslocado pelo objeto.”  

Como já vimos, a força descrita pelo princípio de Arquimedes hoje é conhecida  como força de empuxo. Essa força é igual, em módulo, ao peso do fluido, que é  deslocado quando nele inserimos algum corpo. É essa força que faz com que  os navios não afundem ou, ainda, que nós sejamos capazes de flutuar na  água. 

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Entendendo a Logística em Portos

Quem costuma importar e exportar produtos precisa ter algum conhecimento de como funciona a logística em portos e aeroportos. Isso porque são nesses locais que as cargas chegam e são despachadas. Neste trabalho final iremos aprender algo muito relevante, sobre a logística portuária

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Autor: Alexandre de Góes

Fazenda Rio Grande – PR

Curso arqueação de embarcações e
plataformas flutuantes com ênfase na
quantificação de mercadorias a granel, sólido,
líquido e gasoso.

Introdução:  

Quem costuma importar e exportar produtos precisa ter algum conhecimento  de como funciona a logística em portos e aeroportos. Isso porque são nesses  locais que as cargas chegam e são despachadas. Neste trabalho final iremos  aprender algo muito relevante, sobre a logística portuária:  

Quando falamos dos portos, a logística se refere a área da administração que  compreende as atividades de movimentação das cargas. Isso quer dizer que o  transporte, o carregamento e o descarregamento de todas as embarcações,  assim como toda a parte de controle, é responsabilidade da logística portuária.  É importante você saber que a logística portuária é considerada uma das mais  complicadas no Brasil. O processo é bem burocrático e exige que muitas  informações sejam detalhadas, entregues e isso reflete no prazo que as  mercadorias são entregues.  

Podemos dividir a logística dos portos em três tipos, confira:  

Completo fixo: 

Essa parte se refere a estrutura física da logística portuária, como os próprios  portos, os terminais portuários, armazéns, cais e todos os materiais envolvidos.  Administração: 

Todas as entidades que estão envolvidas no gerenciamento dos portos e no  processo em si. Alguns exemplos são: as docas, o Grupo Executivo de  Modernização dos Portos, o Órgão Gestor de Mão de Obra e o Conselho de  Autoridade Portuária.  

Operação:  

Como já diz o nome, é a parte responsável por fazer as operações. Envolve o  operador do porto, pilotos marítimos, os rebocadores e ainda o Sindicato dos  Trabalhadores Avulsos.  

Para ter acesso ao artigo completo clicar abaixo:

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TRIM DE EMBARCAÇÕES MERCANTES

O termo “trim” significa a inclinação do navio para um de seus extremos

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AUTOR: HECTOR GUILHERME BARSOTTI

Curitiba – Paraná

Curso Arqueação de Navios – Draft Survey

O termo “trim” significa a inclinação do navio para um de seus extremos (proa ou popa).  A maioria dos navios mercantes são projetados para navegar em águas parelhas, ou seja, sem trim. Porém com certa frequência são vistos navios frequentando os portos brasileiros com algum trim, seja pela proa ou pela popa.

O arquiteto naval ao projetar um navio mercante, normalmente, tenta maximizar a quantidade de carga embarcada para uma determinada dimensão pré-definida. Com frequência estas dimensões são ditadas pelos requerimentos dos portos que o navio frequenta ou vias navegáveis que transita, como canal do Suez ou do Panamá. Simultaneamente ele utiliza conceitos e fundamentos de hidrodinâmica para projetar o casco mais eficiente, com a menor resistência possível, assim o navio utilizar menor quantidade de combustível e permite um maior lucro sobre cada viagem. 

O trim de uma embarcação estacionária, que não foi projetado para existir, pode ser pelo carregamento da carga desigual, onde existe maior concentração de peso em um dos extremos do navio. Também pode ocorrer em um navio em lastro (sem carga), onde é necessário deixar a popa lastrada a fim de manter seu propulsor e leme submersos. 

Uma embarcação sem trim quando parada pode trimar quando entrar em movimento, isto ocorre pelo alteração da distribuição de pressão da água no casco da embarcação. O movimento do navio em relação a água reduz a pressão debaixo do casco do navio, afundando-o. Entretanto a forma do casco pode causar uma redução maior na proa ou na popa, resultando no trim.

Trim faz parte do cotidiano dos diferentes navios ao redor do mundo. É de fundamental importância que as pessoas envolvidas na sua operação, tanto a bordo quanto em terra, tenham conhecimento das suas causas. Ignorar o fato que o navio esta trimado, pode interferir nas leituras de calado e como consequência alterar a estimativa de carga de um navio. Igualmente importante para quem manobra o navio, pois a existência de um trim acentuado, tanto para proa quanto para popa, pode alterar as características de manobra do navio.

Obras consultadas: 

  • LEWIS, EDWARD V. – Principles of Naval Architecture, SNAME (The Society of Naval Architects and Marine Engineers) Vol. II & III (3ª Edição: 1988/1989).
  • FONSECA, MAURÍLIO M. – Arte Naval. Rio de Janeiro – SDM (7ª Edição: 2005).
  • MacELREVEY, DANIEL H. &MacELVERY, DANIEL E. – Shiphandling for the Mariner. CORNELL MARITIME PRESS (4ª Edição: 2004).
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Escala de Calado

Em todos os navios, a boreste e a bombordo, a vante e a ré, e algumas vezes a meia-nau, são escritas nos costados as escalas numéricas para a leitura dos calados.
Em geral, as escalas não são escritas no navio exatamente no lugar das perpendiculares, mas nos pontos em que a quilha encontra os contornos da roda de proa e do cadaste.

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Autor: Eduardo Carvalho Ribeiro

Corumbá – MS

Curso Capacitação em Arqueação de Navios- Draft Survey

Somática Educar

Em todos os navios, a boreste e a bombordo, a vante e a ré, e algumas vezes a meia-nau, são escritas nos costados as escalas numéricas para a leitura dos calados.

Em geral, as escalas não são escritas no navio exatamente no lugar das perpendiculares, mas nos pontos em que a quilha encontra os contornos da roda de proa e do cadaste.

O zero de todas as escalas é referido à linha do fundo da quilha,ou à linha que passa pelos pontos mais baixos do casco (leme, pé do cadaste, pá do hélice etc.), sendo esta linha prolongada horizontalmente até sua interseção com as partes inferiores de cada perpendicular nas extremidades do navio.

A graduação das escalas pode ser em decímetros, com algarismos da altura de um decímetro (às vezes em navios pequenos, 1/2 decímetro) ou em pés ingleses, com algarismos da altura de um pé (nos navios pequenos, 1/2 p é, isto é, seis polegadas). Com os algarismos de altura de um decímetro ou de um pé, são escritos na escala somente os números pares de decímetros ou de pés, e o intervalo entre os números é igual, respectivamente, a um decímetro ou a um pé. Cada número indica sempre o calado que se tem quando a superfície da água está rasando o seu limbo inferior; por conseqüência, quando o nível da água estiver no limbo superior de um número, deve-se acrescentar uma unidade, e as frações da unidade serão estimadas a olho. Por exemplo, quando a superfície da água estiver rasando o limbo inferior do número 56, o calado será 5,60 metros, e quando estiver na altura do limbo superior do número 58, o calado será 5,90 metros.

Se os algarismos tiverem a altura de meio decímetro (cinco centímetros) ou meio pé (seis polegadas), escrever-se-ão todos os números inteiros de decímetros ou de pés. Neste caso, se o nível da água estiver rasando o limbo superior de um número, será necessário acrescentar apenas meio decímetro ou meio pé para ler o calado.

Em todos os países, de modo geral, as escalas são escritas em algarismos arábicos; entretanto, muitos navios adotam a escala em decímetros escrita em algarismos arábicos em um dos bordos (BE), e a escala em pés escrita em algarismos romanos no outro bordo.

A altura dos algarismos, a que nos referimos acima, é a de sua projeção num plano vertical, a qual nem sempre coincide com a altura do algarismo inscrito no costado, por ser este muitas vezes côncavo nas extremidades do casco. Os algarismos são entalhados na superfície das chapas ou fundidos em metal, sendo neste caso presos ao costado por meio de parafusos; eles são pintados de cor branca ou preta conforme a pintura do casco seja escura ou clara, para melhor visibilidade.

Nos navios que adotam o sistema inglês de medidas, algumas vezes são

marcados nas escalas somente os algarismos que indicam a unidade de pés; assim, os calados de seis pés, 16 pés e 26 pés serão sempre representados pelo algarismo 6; para o pessoal de bordo será muito fácil determinar qual o algarismo das dezenas pela simples inspeção do navio.

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CONHECER A IMPORTÂNCIA DA ATIVIDADE EXPORTADORA

O comércio exterior de um país significa o fluxo de mercadorias vendidas (exportadas) ou compradas (importadas), bem como dos serviços executados por empresas nacionais no exterior ou feitas por empresas estrangeiras no próprio país. Em outras palavras, o comércio exterior engloba a gestão do processo de compras e vendas internacionais de produtos e serviços.

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Autor : Eduardo Carvalho Ribeiro

Corumbá – MS

Curso Arqueação de Embarcações e Plataformas flutuantes com ênfase na quantificação de mercadorias a granel,sólido, líquido e gasoso

Somática Educar

O  comércio  exterior  de  um  país  significa  o  fluxo  de  mercadorias  vendidas (exportadas)  ou  compradas  (importadas),  bem  como  dos  serviços  executados por  empresas  nacionais  no  exterior  ou  feitas  por  empresas  estrangeiras  no próprio  país.  Em  outras  palavras,  o  comércio  exterior  engloba  a  gestão  do processo de compras e vendas internacionais de produtos e serviços. 

Desse  modo,  quando  nos referirmos  à  exportação,  estaremos  trabalhando  com  o  conceito  de  um processo  que  ocorre  quando  um  determinado  bem  cruza  a  fronteira  de  um país,  ou  seja,  basicamente,  quando  uma  mercadoria  originária  dos  Estados Unidos sai de lá  e chega até ao  Uruguai, estamos diante de uma exportação. A importação,  por  sua  vez,  seria  a  entrada  desse  bem  no  espaço  geográfico  do país  que  o  está  adquirindo.  No  mesmo  exemplo,  os  Estados  Unidos  seriam  o país exportador e o Uruguai, o importador. 

Todos  os  impostos  e  contribuições  diretamente  relacionados  com  a exportação  e  a  importação  formam  as  barreiras  tarifárias.  Já  as  barreiras  não tarifárias  são  restrições  à  entrada  de  mercadorias  importadas,  para  criar distorções  nas  trocas  comerciais,  a  exemplo  dos  regimes  de  licenças  de                       importação. Por  meio  de  cotas,  restringe- se  a  quantidade  de  produto importado,  limitada  a  um  número  preestabelecido  alocado  sob  a  base  global ou específica. 

Para  que  seja  feito  o  intercâmbio  de  produtos  ou  serviços,  duas  empresas situadas  em  países  diferentes  firmam  um  contrato  de  compra  e  venda internacional,  ou  seja,  um  acordo  onde  são  ditadas  as  condições  de  entrega do  produto  ou  da  prestação  do  serviço,  a  forma  de  pagamento,  etc., formalizando,  assim,  a  relação  da  empresa  exportador a  com  seus  clientes  no exterior.  É  o  que  Sousa  (2009,  p.149)  chama  de  “ponto  de  partida  das operações  comerciais  internacionais”.  Depois,  o  exportador  deverá  enviar  a mercadoria,  cumprindo  os  trâmites  administrativos,  e  o  comprador  precisará pagá-la,  recepcioná-la  e  cumprir  as  formalidades  administrativas  resultantes da admissão de mercadorias importadas. 

Mas  não  são  apenas  importadores  e  exportadores  os   envolvidos  nesta operação.  Outras  empresas  e  organismos  participam  do  processo .  A  parte  da logística, por exemplo , trata do fluxo físico das  mercadorias,  pela  atuação  de         empresas  de  transporte  e  armazenagem, operadores portuários, etc.  Os pagamentos e seguros  são de responsabilidade das  entidades  financeiras,  com  controle  do  Banco  Central.  As empresas  de inspeção,  por  sua  vez,  comandam  a  parte  do  controle  das  mercadorias,  sendo tudo  monitorado  pela  Receita  Federal.  As   alfândegas  e  despachantes aduaneiros  se  encarregam  dos  processos  administrativos.  

Embora  o  Brasil  esteja  em  posição  privilegiada  no  ranking  que  mede  os maiores  exportadores  do  planeta,  ocupando  o  vigésimo  primeiro  lugar  (MRE, 2012),  nosso  país  não  produz  tudo  o  que  sua  população  necessita.  E,  ainda que  tenha  dimensões  continentais,  o  país,  como  qualquer  um  dos  outros  190 existentes no mundo, não  possui condições  de satisfazer  a todas as  demandas internas.  Você  saberia  explicar  o  motivo  dessa  aparente  situação desfavorável? 

Imagine  que  não  é  cabível  que  uma  nação  seja  autossuficiente.  A  falha  ou baixa  produtividade  de  um  determinando  produto  ou  matéria  prima  em  um país  pode  muito  bem  ser  coberta  por  um  vizinho.  Por  isso,  tanto  comprar  de um  estrangeiro  quanto  vender  a  outro  país  são  práticas  corriqueiras  e necessárias,  ou  seja,  tanto  exportar  quanto  importar  fazem  parte  das  regras do jogo! 

Nenhum  país  do  mundo  consegue  gerar  todos  os  bens  e serviços  de  que  sua  população  necessita.  Como alternativa,  os  países  têm  procurado  especializar-se  em certas  atividades,  objetivando  produzir  mais eficazmente  determinados  tipos  d e  produtos;  os excedentes  dessas  produções  são  então  trocados  por outros  produtos  necessários  às  suas  populações.  Dessa forma,  as  empresas  tornam-se  mercados  mais competitivos,  surgindo  novos  produtos  para  atender novas demandas (SOUSA, 2009, p. 6). 

A  Argentina,  por  exemplo,  é  o  segundo  maior  fornecedor  de  mercadorias  e insumos de que o  Brasil  precisa. O  Brasil, por sua  vez, exporta  bastante da sua pauta  de  vendas  internacionais  para  a  China,  segundo  dados  relativos  a  2013, Assim,  fica  mais  fácil  compreender  porque,  ao  mesmo  tempo  em  que  vende para  a  Argentina,  tão  próxima,  e  para  a  China,  do  outro  lado  do  mundo,  o Brasil  ainda  usa  boa  parte  de  sua  produção  para  consumo  interno.  Escoar toda sua produção lá para fora ou comercializar tudo no próprio país não teria muito  sentido,  não  é  verdade,  vis to  que  não  produzimos  por  aqui  tudo  que necessitamos em termos de insumos, matérias primas, máquinas, etc. 

Como  nenhum  país  é  uma  “ilha”,  é  natural  que  ocorra  o  fluxo  internacional, motivado  pela  globalização.  Como  você  bem  sabe,  a  globalização  pode  ser encarada  como  um  fenômeno,  em  escala  global,  capaz  de  produzir  uma integração  de  cunho  econômico,  social,  cultural  e  político  entre  diferentes países. 

Ainda  que  a   globalização  possa  ser  criticada  por  vários  aspectos,  pelos contrários  ao  sistema  capitalista.

Se  imaginarmos ,  hipoteticamente,  o  transporte  marítimo  como  uma ferramenta  da  globalização,  poderemos  refletir  que  sua  elevada  capacidade de  carga,  atrelada  ao  fato  de  ele  servir  fortemente  nas  transações  de importação  e  exportação,  fazem  deste  modal  um  elo  da  “mundialização”  de mercadorias. Por isso, um mesmo produto pode ser encontrado em diferentes partes  do  mundo,  de  forma  tão  acessível!  É  cada  vez   mais  comum,  por exemplo,  que,  ao  lermos  o  rótulo  de  um  alimento  ou  produto  de  higiene industrializado  vejamos  que  os  mesmos  foram  feitos  em  fábricas  em  algum país da América do Sul, por exemplo.

Elaborados  pelo  Ministério  do  Desenvolvimento,  Indústria  e  Comércio 

Exterior Ludovico  (2009)  faz  uma  comparação  bem  interessante  ao  abordar  essa questão. Veja se  o  pensamento desse autor não  tem relação  direta com  o  que começamos  a  estudar  a  partir  de  agora:  para  ele,  analisar  o  comércio internacional  é  poder  ter  a  visão  de  que,  realmente,  o  mundo  se  tornou  um “grande  condomínio  de  países”.  Nesse  grande  condomínio,  os  “inquilinos” seriam empresas de todos os tipos e tamanhos . 

Também  podemos  construir  nossa  própria  analogia  nesse  sentido!  Pensemos o  mundo  como  um  grande  “shopping  center”  e  os  países  funcionando  como “lojas”.  As  mercadorias  dessas  lojas  estão  disponíveis  à  venda  para  todos  e, dependendo  da  situação,  uma  determinada  loja  pode  comprar  de  outra,  sem sair  de  lá.   Se  uma  lanchonete  desse  shopping  ficar  sem  guardanapo,  por exemplo,  pode  muito  bem  ir  a  uma  loja  de  departamentos  próxima  comprar esse  item,  sem  grandes  problemas.  Isso  quer  dizer  que  a  lanchonete,  cuja especialidade  é  fazer  e  vender  lanches,  não  precisa  ter  uma  loja  ou  fábrica própria de guardanapo para levar seu  negócio adiante, não é mesmo, pois  seu 

vizinho  tem  condições  de  ampará-lo  nesta  necessidade  emergencial. 

De  fato,  a  questão  da  globalização  é  algo  que  provocou  e  ainda  gera mudanças  na forma de atuação das empresas em nível  internacional. As novas maneiras  de  fazer  negócios,  numa  amplitude  que  não  se  prende  mais  às fronteiras  e  às  proximidades  geográficas,  são  constatações  que  empurram  os países e suas empresas à aventura do comércio exterior. 

Mas  agora pare  e  pense um  pouco  a  fundo:  se  o  mundo é  cada  vez  “menor”  e se  todos  os  países  e  suas  empresas  pensarem  em  vender  para  o  “mundo”,  ao mesmo  tempo,  haverá  mercado  consumidor  suficiente  para  todos?  Há  tanta demanda  assim?  A  resposta,  claramente,  é  não!  Afinal  de  contas,  sempre haverá  mais  interessados  em  vender  do  que  comprar.

Obras Consultadas

LUDOVICO, Nelson, Como preparar uma empresa para o comércio exterior. São Paulo: Saraiva, 2009.

LUDOVICO, Nelson. Preparando sua empresa para o mercado global. São Paulo: Thomson, 2002.

SOUSA, J. M. (2009) Fundamentos do comércio internacional. São Paulo: Saraiva.

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