Potenciais Conflitos entre implantação de Parques eólicos e premissas de áreas de preservação permanente

As energias renováveis e limpas tem sido assim um dos focos promissores para empreendimentos que buscam estar no mercado deixando sua marca com uma pegada  ecológica positiva, sem deixar de utilizar tecnologias de ponta e ainda auxiliando as  demandas cada vez maiores por energia existentes em qualquer categoria do mercado  atual. Nesse contexto de energia, deve ser ressaltado que o Brasil já possui uma das  matrizes mais renováveis do mundo.

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– Autor: Monica Pereira da Silva 

-Instituição: Somática Educar

 – Nome do Curso: Tecnologia em Geração Eólica e Legislação Ambiental Aplicada à  Implantação de Parques Eólicos

1-Introdução 

A dependência mundial de fontes energéticas provenientes de fontes fósseis e não  renováveis (petróleo, gás natural e carvão mineral) têm gerado preocupações contínuas  com esgotamento de tais fontes. Além da situação de escassez a que essas fontes estão a  cada dia mais propensas, existe o agravante das emissões de gases tóxicos e poluentes que são dispersados na atmosfera, causando danos diversos como é o caso dos gases que  provocam o efeito estufa, gerando aquecimento maior na Terra. Com esta situação, tem  sido colocado em escala de prioridade por diversos países o incentivo para a substituição  de matriz energética, buscando pela produção de energia limpa e renovável, focando  especialmente a premissa de sustentabilidade. 

As energias renováveis e limpas tem sido assim um dos focos promissores para empreendimentos que buscam estar no mercado deixando sua marca com uma pegada  ecológica positiva, sem deixar de utilizar tecnologias de ponta e ainda auxiliando as  demandas cada vez maiores por energia existentes em qualquer categoria do mercado  atual. Nesse contexto de energia, deve ser ressaltado que o Brasil já possui uma das  matrizes mais renováveis do mundo. Segundo a Empresa de Pesquisa Energética (2018),  o Brasil dispõe de uma matriz elétrica de origem predominantemente renovável (80,4%  da oferta interna), com destaque para a fonte hídrica (65,2% da oferta interna)(Costa ,  2019). 

Dentre as fontes de energia renováveis, temos as que já são amplamente utilizadas e bem  aceitas como as usinas hidrelétricas, mas que já não são mais consideradas boas opções  por conta de alterações climáticas que tem ocasionado baixa pluviosidade e pelos altos  impactos ambientais já conhecidos quando se há a criação de represas para prover este  tipo de geração, provocando implicâncias significativas nas alterações de fauna e floras  locais. Tais instalações também geram preocupação com relação a fiscalização efetiva de  manutenções obrigatórias, afim de que não hajam desastres ecológicos como temos em  histórico aqui mesmo no Brasil os casos das Barragens de Mariana e Brumadinho no  Estado de Minas Gerais. 

Temos ainda fontes pouco exploradas como as fontes de energia maremotriz (gerada pela  força das marés) e ondomotriz (gerada pela força das ondas) e outras já melhores  difundidas, mas ainda com grande potencial de crescimento, como as fontes fotovoltaicas (utiliza energia solar), eólicas (força dos ventos) e biomassa (queima de matérias primas  orgânicas).

Para este estudo, será feita uma análise resumida sobre a utilização da energia eólica e os  conflitos com áreas de preservação permanente, com foco nas limitações geográficas  brasileiras especialmente. 

2- Legislação e Impactos Ambientais 

2.1- Da Legislação de proteção às APPs 

As atividades de produção energética através de parques eólicos, tendem a provocar  menores impactos ambientais do que usinas hidroelétricas, que degradam uma área  significativa e implicam em deslocamentos de grandes contingentes populacionais. Mas  apesar do menor impacto sobre as estruturas locais com menores prejuízos aos  ecossistemas pertencentes a área, os parques eólicos também causam impactos e 

degradações ambientais que podem gerar danos de longo prazo nas áreas escolhidas para  implementação. 

Segundo a resolução CONAMA nº 303, de 20 de março de 2002, que dispõe sobre os  parâmetros, definições e limites de Áreas de Preservação Permanente de reservatórios  artificiais e o regime de uso do entorno, temos que constitui Área de Preservação  Permanente a área situada: 

I – em faixa marginal, medida a partir do nível mais alto, em projeção  horizontal, com largura mínima, de: 

a) trinta metros, para o curso d’água com menos de dez metros de largura; 

b) cinqüenta metros, para o curso d’água com dez a cinqüenta metros de  largura; 

c) cem metros, para o curso d’água com cinqüenta a duzentos metros de  largura; 

d) duzentos metros, para o curso d’água com duzentos a seiscentos metros  de largura; 

e) quinhentos metros, para o curso d’água com mais de seiscentos metros  de largura; 

II – ao redor de nascente ou olho d’água, ainda que intermitente, com raio  mínimo de cinqüenta metros de tal forma que proteja, em cada caso, a  bacia hidrográfica contribuinte; 

III – ao redor de lagos e lagoas naturais, em faixa com metragem mínima  de: 

a) trinta metros, para os que estejam situados em áreas urbanas  consolidadas; 

b) cem metros, para as que estejam em áreas rurais, exceto os corpos d’água  com até vinte hectares de superfície, cuja faixa marginal será de cinqüenta  metros; 

IV – em vereda e em faixa marginal, em projeção horizontal, com largura  mínima de cinqüenta metros, a partir do limite do espaço brejoso e  encharcado; 

V – no topo de morros e montanhas, em áreas delimitadas a partir da curva  de nível correspondente a dois terços da altura mínima da elevação em  relação a base; 

VI – nas linhas de cumeada, em área delimitada a partir da curva de nível  correspondente a dois terços da altura, em relação à base, do pico mais  baixo da cumeada, fixando-se a curva de nível para cada segmento da linha  de cumeada equivalente a mil metros; 

VII – em encosta ou parte desta, com declividade superior a cem por cento  ou quarenta e cinco graus na linha de maior declive; 

VIII – nas escarpas e nas bordas dos tabuleiros e chapadas, a partir da linha  de ruptura em faixa nunca inferior a cem metros em projeção horizontal  no sentido do reverso da escarpa; 

IX – nas restingas: 

a) em faixa mínima de trezentos metros, medidos a partir da linha de  preamar máxima; 

b) em qualquer localização ou extensão, quando recoberta por vegetação  com função fixadora de dunas ou estabilizadora de mangues; 

X – em manguezal, em toda a sua extensão; 

XI – em duna; 

XII – em altitude superior a mil e oitocentos metros, ou, em Estados que  não tenham tais elevações, à critério do órgão ambiental competente; 

XIII – nos locais de refúgio ou reprodução de aves migratórias; 

XIV – nos locais de refúgio ou reprodução de exemplares da fauna  ameaçadas de extinção que constem de lista elaborada pelo Poder Público  Federal, Estadual ou Municipal; 

XV – nas praias, em locais de nidificação e reprodução da fauna silvestre. 

Parágrafo único. Na ocorrência de dois ou mais morros ou montanhas  cujos cumes estejam separados entre si por distâncias inferiores a  quinhentos metros, a Área de Preservação Permanente abrangerá o conjunto de morros ou montanhas, delimitada a partir da curva de nível  correspondente a dois terços da altura em relação à base do morro ou  montanha de menor altura do conjunto, aplicando-se o que segue: 

I – agrupam-se os morros ou montanhas cuja proximidade seja de até  quinhentos metros entre seus topos; 

II – identifica-se o menor morro ou montanha; 

III – traça-se uma linha na curva de nível correspondente a dois terços  deste; e

IV – considera-se de preservação permanente toda a área acima deste nível. 

Ainda segundo o artigo 4º da Lei n° 12.651, 25/05/2012, considera-se Área de  Preservação Permanente, em zonas rurais ou urbanas, para os efeitos desta Lei, os  incisos aqui citados servem de base para os parques eólicos em APP: 

II – as áreas no entorno dos lagos e lagoas naturais, em faixa com largura  mínima de: 

a) 100 (cem) metros, em zonas rurais, exceto para o corpo d’água com  até 20 (vinte) 

hectares de superfície, cuja faixa marginal será de 50 (cinquenta) metros; b) 30 (trinta) metros, em zonas urbanas; 

VI – as restingas, como fixadoras de dunas ou estabilizadoras de  

mangues; 

VII – os manguezais, em toda a sua extensão; 

2.2- Análises sobre alguns Impactos negativos nos Parques Eólicos de Beberibe  (PEB) e de Fleixeiras I (PEF) 

Para trabalhar um exemplo de estudo de impactos ambientais, sera realizada aqui a  transcrição de algumas das informações de Relatórios de impactos ambientais em áreas  permanentes de preservação, sendo o foco neste caso as áreas com dunas, As localidades  modelo serão os parques eólicos de Beberibe e de Fleixeiras I. 

O Parque Eólico de Beberibe (PEB), começou a funcionar em setembro de 2008. Foi  construído na Praia das Fontes, na fazenda Uberaba, município de Beberibe. Sua  capacidade instalada é de 26 MW, composto por 25 aerogeradores com 70 metros de  altura e potência de 1,04 MW cada, em um terreno de 61 hectares. O Parque Eólico de  Fleixeiras I (PEF), começou a funcionar em janeiro de 2014. Foi construído na localidade  de Mundaú, município de Trairi. Sua capacidade instalada é de 30 MW, composto por 13  aerogeradores com 80 metros de altura e potência de 2,3 MW cada, em um terreno de 74  hectares começou a funcionar em janeiro de 2014. Foi construído na localidade de  Mundaú, município de Trairi. Sua capacidade instalada é de 30 MW, composto por 13  aerogeradores com 80 metros de altura e potência de 2,3 MW cada, em um terreno de 74  hectares. 

Pelas análises de pesquisas locais realizadas através do preenchimento de formulários,  evidencia-se que tanto as pessoas que moram nas adjacências quanto as que trabalham no  parque de Beberibe não tiveram a percepção da presença deste impacto, seja na  mortalidade ou diminuição da fauna alada e/ou terrestre. Em contrapartida, os moradores do parque de Fleixeiras I percebem a diminuição do número de fauna alada, no caso de  pássaros, e da fauna terrestre, no caso do Calango (Tropidurus hispidus), notaram a  ausência da fauna em sua comunidade e em suas próprias residências.

Sobre a paisagem natural, com a instalação dos aerogeradores, houve uma interferência  na paisagem natural com a introdução de estruturas que se destacam pelo seu grande  porte. No PEB, foram constatados em unanimidade de pesquisa local que os aerogera dores não interferem na beleza cênica e nem na paisagem da região de forma negativa.  No entanto, no PEF existe uma divergência quanto à presença dos aerogeradores  considerado para alguns como algo benéfico, e para outros como um elemento adverso  na paisagem. Em relação ao impacto visual que provoca achatamento das dunas, nos PEB  e PEF, são apenas nos locais onde foram construídas as torres eólicas.  

Pela compactação de dunas e alterações na topografia do relevo local, o ambiente eólico  litorâneo é passivo do processo de evolução natural e a intensa dinâmica das dunas, com  mudança constante de seus aspectos em termos de forma, posição e tamanho. Os  aerogeradores cercados por dunas móveis tornam-se uma espécie de barreira para o  transporte eólico dos sedimentos, que são contidos nas proximidades das bases. No  período de instalação há tentativas de retenção das dunas móveis pela fixação artificial, o  que tende a desencadear impactos ambientais negativos. Outro motivo para a contenção  das dunas é a tentativa de diminuir o avanço dos sedimentos sobre os aerogeradores,  evitando o processo de erosão e degeneração das bases e sobre as estradas de acesso,  impedindo o tráfego de veículos. 

O desmatamento e a terraplanagem tanto para construção das estradas que dão acesso ao  parque e aos aerogeradores dentro das usinas e para a construção das bases das torres gerou, degradação das áreas, como também, pode ocasionar aterramento de lagoas que  surgem entre as dunas, interferência na qualidade da água e destruição de locais  preservados. No PEB, como no PEF, ocorreram a devastação, a compactação e o  achatamento das dunas, para a instalação das torres no período de implantação dos  parques. Atualmente a contenção das dunas se dá através da recuperação da vegetação e  da mata ciliar em todo o parque. Segundo a população dos PEB e PEF houve degradação  nas áreas de construção dos aerogeradores e das estradas, através do desmatamento e do  aplainamento do terreno. Contudo, com a construção dos parques eólicos nos dois  municípios, não gerou nenhum efeito sobre as águas e nem a destruição de sítios  arqueológicos.  

3- Resumo de Benefícios da Implantação dos Parques Eólicos de Beberibe e de  Fleixeiras I 

3.1- Geração de Energia 

A usina eólica de Beberibe no ano de 2016 gerou uma produção anual de energia de  89,49 GWh (equivale a uma potência média de 7.457,5 MW médio), já na usina eólica  de Fleixeiras I a produção anual de energia foi de 125,78 GWh (equivale a uma potência  média de 10.481,7 MW médio).  

3.2 Redução na Emissão de Dióxido de Carbono (CO2)  

Conforme a ABEEólica (2017), no âmbito de Estado do Ceará, a redução de CO2 evitada  para o meio ambiente no ano de 2016 devido à geração de energia proveniente da eólica  foi de 243.410,85 (tonelada/ano). No PEB, a redução de CO2 evitada para o meio  ambiente no ano de 2016 devido à geração de energia proveniente da eólica foi de  4.335,72 (tonelada/ano) e no PEF foi de 6.094,00 (tonelada/ano).

4- Conclusão 

Como pode ser observado, ainda que haja legislação específica para a proteção de APPs,  a partir de informações extraídas do relatório de impacto ambiental das áreas onde foram  implantados os parques eólicos PEB e PEF, pode-se observar que não é possível garantir totalmente a não ocorrência de impactos ambientais negativos em algum nível nas áreas  que são propensas a bons resultados para as instalações dos aerogeradores. No entanto,  se houver a observação do benefício principal que é a geração de energia em tamanha  escala e com a concomitante redução de emissão de CO2 em relação quantidade emitida  por outras formas de geração de energia, poderão ser considerados como admissíveis o  nível de degradação ambiental por tais instalações. 

5- Obras consultadas bem como os links consultados 

LEGISLAÇÃO AMBIENTAL APLICADA À IMPLANTAÇÃO DE PARQUES  EÓLICOS- 2016. CTGAS-ER 

http://www.siam.mg.gov.br/sla/download.pdf?idNorma=274 Acesso em 15 Janeiro de  2022 

SCIELO BRASIL Impactos Socioeconômicos, Ambientais e Tecnológicos Causados  pela Instalação dos Parques Eólicos no Ceará Disponível em: 

https://www.scielo.br/j/rbmet/a/ZJdVgpy7gGQtq8p6YDvTWQf/?lang=pt# Acesso em  15 Janeiro de 2022 

https://doi.org/10.1590/0102-7786343049

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Qualificação de Pás de Aerogerador de Pequeno Porte

Técnica e economicamente, o uso de energia renovável é viável no caso da transformação de  energia hidráulica, da biomassa em biogás e da eólica em energia elétrica.

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Autor: Edson Ramos Damasceno

Fortaleza – Ceará

Curso Capacitação em Inspeção em Pás, Torres e Estruturas Eólicas

Somática Educar

Energia é o que aciona todos os processos no universo, desde micro à macro escala, e  representa uma das indispensáveis bases para a vida na terra. 

A principal fonte da energia na terra é a radiação solar. Através dos processos fotossintéticos,  os vegetais convertem energia luminosa em energia química, transformando, assim, o dióxido de  carbono da atmosfera em compostos orgânicos de carbono que, para a fauna e os seres humanos,  representa a única fonte primária de alimentos. 

Na formação da crosta terrestre, grandes quantidades de carbono orgânico ficaram retidas  em lugares subterrâneos, sob forma de carvão, petróleo e gás. Este processo acabou purificando a  atmosfera terrestre ao longo do tempo, por conta da remoção do dióxido de carbono e a liberação  do oxigênio, possibilitando, assim, a manutenção da vida na terra. 

As formas mais corriqueiras de uso da energia pelo homem são a iluminação (luz solar) e sob  forma de alimento, transformando energia em trabalho muscular, a fim de desempenhar as funções  cotidianas do indivíduo. 

O uso das energias fósseis em larga escala começou com a exploração das minas de carvão e  dos poços de petróleo, para satisfazer a demanda por energia da sociedade industrializada. Com a  disponibilidade de grandes quantidades de energia, a mecanização e a automação, começou a  motorização da sociedade em todas as áreas: trabalho, agricultura, pesca, produção, transporte,  locomoção, comunicação, lazer, preparação de alimentos, condicionamento de ambiente. E isto de  tal forma que, atualmente, até os brinquedos para crianças são motorizados. 

Na definição da Organização das Nações Unidas (ONU), desenvolvimento sustentável é um  conjunto de processos e atitudes que atende às necessidades presentes, sem comprometer a  possibilidade de que as gerações futuras satisfaçam as suas próprias necessidades (ONU, 1987). 

Mas atualmente, as consequências mais graves do uso excessivo das energias não-renováveis  (fósseis) são o esgotamento destes recursos dentro de poucos anos, o equivalente a algumas  gerações, além do aumento do CO2 na atmosfera.

Os processos e atitudes da sociedade moderna  atendem às necessidades presentes, mas comprometem a possibilidade de as gerações futuras  satisfazerem suas necessidades. A existência da raça humana pode estar ameaçada por conta deste  tipo de desenvolvimento. 

Evitar um desastre global obriga a humanidade a reduzir significativamente o uso das energias  fósseis. Neste caso, as energias renováveis oferecem uma alternativa sustentável para satisfazer a  demanda de energia, já que minimizam as chances de ocorrer o já anunciado esgotamento das  energias fósseis, e evitam o aumento do CO2 na atmosfera. Energia renovável é a energia enquadrada  em um dos seguintes tipos: radiação, biomassa, hidráulica de rios, vento, calor, correntes marítimas  e ondas, que se renovam permanentemente, através do fluxo energético solar. 

Técnica e economicamente, o uso de energia renovável é viável no caso da transformação de  energia hidráulica, da biomassa em biogás e da eólica em energia elétrica. Mais especialmente, o uso  da energia hidráulica e de biomassa sob forma de álcool já tem uma longa história de sucesso no  Brasil, que produz atualmente mais de 80% da energia elétrica a partir de recursos hídricos e é líder  mundial no domínio de tecnologia e na produção de álcool como combustível automotivo. A  produção do biogás na base de biomassa é uma tecnologia usada já em larga escala, no  aproveitamento de excrementos de animais e resíduos vegetais, mas o processo de aproveitamento  de lixo e de resíduos de tratamento de esgoto para produzir biogás ainda é bastante incipiente, em  fase de experiência.

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Impacto Ambiental e Parques Eólicos

Mais uma vez podemos evidenciar a importância da (EIMA/RIMA), pois para construir um parque eólico no Brasil é necessária a realização de um Estudo e Relatório de Impacto Ambiental. Esse estudo vai considerar, entre outras coisas, a poluição sonora que o parque pode gerar, pois as hélices dos aerogeradores produzem muito zumbido e pode trazer danos ao meio ambiente, pois até mesmo a construção de um Parque Eólico onde irá gerara uma energia sustentável, está propicio ao dando.

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Autor: Tiago Conceição de Souza

Macaé – RJ

Curso Tecnologia em Geração Eólica e Legislação Ambiental Aplicada à Implantação de Parques Eólicos

Somática Educar

Segundo a Resolução CONAMA nº 01/1986, considera-se impacto ambiental  qualquer alteração nas propriedades físicas, químicas e biológicas do ambiente  causada por qualquer forma de matéria ou energia resultante das atividades humanas  que, direta ou indiretamente, afetem: a saúde, a segurança e o bem-estar da  população; as atividades sociais e econômicas; a biota; as condições estéticas e  sanitárias do ambiente e a qualidade dos recursos ambientais.  

Com base nessa resolução é possível afirmar que nesse sentido, os impactos  ambientais podem ser positivos, quando resultam em melhorias para o ambiente, ou  negativos, quando essas alterações causam algum risco para o ser humano ou para  os recursos naturais encontrados no espaço, sendo assim, ressalto através de leituras  realizadas, a importância da Resolução CONAMA nº 01/1996, estabeleceu que  atividades que apresentam significativo potencial de degradação ou poluição  dependerão da elaboração de Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e apresentação do  respectivo Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) para que ocorra seu Licenciamento  Ambiental, podendo ou não ser autorizado o licenciamento. 

De acordo com o artigo 225 da Constituição Federal, “todos têm direito ao meio  ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à  sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de  defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações”. 

Referente ao que tange Energia Eólica é sem dúvida uma das mais antigas  tecnologias humanas, A energia eólica é cada vez mais usada no mundo, por se tratar  de uma energia sustentável 

Um parque eólico ou usina eólica é um local, em terra (onshore) ou em mar (offshore),  que se destina à produção de energia elétrica a partir dos ventos.  

Uma usina eólica é constituída por vários aerogeradores, um edifício de comando  (inclui geralmente uma sala de comando, um gabinete, um armazém e instalações  sanitárias) uma subestação, aos quais todos os aerogeradores estão ligados através  de uma rede de cabos enterrados, e caminhos de acesso a cada aerogerador  (MENDES; COSTA; PEDREIRA, 2002). 

As modernas turbinas eólicas são usadas para capturar energia cinética do vento e  gerar eletricidade.

Mais uma vez podemos evidenciar a importância da (EIMA/RIMA), pois para construir  um parque eólico no Brasil é necessária a realização de um Estudo e Relatório de  Impacto Ambiental. Esse estudo vai considerar, entre outras coisas, a poluição sonora  que o parque pode gerar, pois as hélices dos aerogeradores produzem muito zumbido e pode trazer danos ao meio ambiente, pois até mesmo a construção de um Parque  Eólico onde irá gerara uma energia sustentável, está propicio ao dando. 

Fontes: 

www.wonderopolis.org/whatis.techtarget.com/www.wisegeek.org/www.sciencedirect. com/www.azocleantech.com/dictionary.cambridge.org/www.energy.gov/windeurope. org 

https://www.portalsaofrancisco.com.br/meio-ambiente/parque-eolico http://www.abepro.org.br/biblioteca/TN_STP_206_222_27524.pdf

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Considerações Sobre Materiais das Pás Eólicas

No mundo existe uma grande demanda por fontes alternativas e limpas de energia e que não causem grandes efeitos negativos ao meio ambiente, sendo crescente a necessidade de aproveitamento do potencial eólico mundial.

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CURSO DE CAPACITAÇÃO EM INSPEÇÃO DE PAS  EM TORRES E  ESTRUTURAS EOLICAS

Aluno: Lucio flavio .S.A

No mundo existe uma grande demanda por fontes alternativas e limpas de energia e que não causem grandes efeitos negativos ao meio ambiente, sendo crescente a necessidade de aproveitamento do potencial eólico mundial. No entanto, a indústria de energia eólica, especificamente os fabricantes de pás eólicas, buscam constantemente por melhorias no desempenho das propriedades mecânicas dos materiais empregados na confecção das pás eólicas. Dessa forma, conhecer o comportamento dos materiais utilizados é de fundamental importância para que se possa tirar melhor proveito dos ventos e consequentemente evitar prejuízos e acidentes.

Para ter acesso ao trabalho completo clique abaixo

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As perspectivas das fontes renováveis na geração de energia eólica para manutenção contra apagões

tualmente a energia eólica ocupa a segunda posição em geração de energia, superando a biomassa e ficando atrás das hidrelétricas, principais fontes e responsáveis por 95 % da produção no Brasil. Tal potencial energético precisa de excelência em gerenciamento, podendo desencadear apagões como já vistos ao longo do tempo.

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Curso de Operador de Parques Eólicos

Aluno: Allysson Roberto Monteiro de Oliveira

As fontes de energia renováveis cada vez mais ganham espaço no cenário mundial, cujos países pioneiros colhem os resultados obtidos com sua estruturação, tendo a China como líder mundial. O Brasil ocupa a oitava posição com capacidade instalada de aproximadamente 13 gigawatts (GW) e apresenta potencial de crescimento para as próximas décadas. 

Segundo a Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), o Brasil possui um potencial de geração de energia eólica estimado em cerca de 500 giga watts (GW). Tal potencial pode atender o triplo da demanda atual de energia do país.

Nesse cenário, o Nordeste concentra cerca de 85 % da produção de energia eólica, tendo o Estado da Bahia como líder do ranking e com o maior parque eólico da América Latina. Assim, nota-se a gama de investimentos e produção de conhecimento inerente ao setor, tornando essa relação um mecanismo cíclico com tendência à expansão.

Diante do atual cenário proporcionado pela pandemia da COVID – 19, observamos uma pequena desaceleração, porém, em função dos fatores estruturais e planejamentos realizados anteriormente, ainda sim essa tendência de crescimento do setor não foi completamente afetada, vislumbrando-se um cenário promissor com a estabilização da crise mundial de saúde.   

Atualmente a energia eólica ocupa a segunda posição em geração de energia, superando a biomassa e ficando atrás das hidrelétricas, principais fontes e responsáveis por 95 % da produção no Brasil. Tal potencial energético precisa de excelência em gerenciamento, podendo desencadear apagões como já vistos ao longo do tempo.

Recentemente, mais precisamente no dia 3 de novembro de 2020, o Estado do Amapá sofreu um apagão devido à falha do sistema energético ocasionado por incêndio no transformador que comprometeu o fornecimento à maioria da população. As condições geográficas, bem como a precariedade do serviço prestado expuseram uma problemática no atendimento e na dificuldade à resposta imediata por parte dos órgãos referente gerenciamento da situação.

Embora o maior potencial energético da Região Norte seja em função das usinas hidrelétricas, há de se promover a transferência de energia eólica objetivando uma matriz suplementar no intuito da manutenção energética da Região. Para tal devem ser levadas em consideração as características ambientais e a demanda para então calcularem-se as possibilidades de investimentos a serem destinados, considerando que o potencial eólico estimado para vento médio anual igual ou superior a 0,7 m/s da Região Norte é de 12,8 GW e 26,4 TWh/ano, o penúltimo entre as cinco Regiões brasileiras, segundo o Atlas do Potencial Eólico Brasileiro, 2001.

Diante do exposto, o histórico de apagões ocorridos no Brasil revela que não basta a expansão da capacidade energética nas mais diversas matrizes e sim a necessidade de interligação das mesmas, objetivando a complementação e manutenção de um bem tão imprescindível à vida das pessoas.

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Operação e Manutenção de Parque Eólico

Para que um plano de manutenção seja adequado, é necessário que ele esteja em conformidade com as normas de segurança estabelecidas. Antes de um técnico realizar qualquer procedimento, ele deve considerar o grau de risco da atividade tendo a certeza de que todas as medidas de segurança foram tomadas, garantindo o êxito do seu trabalho, desempenhado corretamente e com segurança. O treinamento é realizado, geralmente, por escolas profissionalizantes ou pelos próprios fabricantes de aerogeradores.

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AUTOR : José Bernardino Dos Santos Júnior 

EMAIL : bernardinojose859@gmail.com 

NOME DO CURSO : Operador De Parque eólico 

INSTITUIÇÃO: Somática educar 

Introdução

 Um passo importante para o bom desempenho de uma usina de energia eólica em pleno  funcionamento consiste na eficiência do seu programa de manutenção e operação. O plano  de manutenção consiste, basicamente, em três fases: Manutenção corretiva, preventiva e  monitoramento.

Normalmente, os investidores de parques eólicos compram dos “traficantes  de aerogeradores” um pacote incluído peças e serviços para manutenção. Esse período de garantia se estende por alguns anos. No entanto, apesar dessa tendência, incluindo -se o  Brasil, existem experiências que, gradualmente, ocorrem com mais frequência de investimento  dos proprietários de parques eólicos nos programas internos de manutenção. Entre as  vantagens dessa nova política, pode-se destacar a familiaridade da equipe de manutenção com  o histórico de falhas apresentadas por uma turbina em particular e por todo o  parque.(American, 2011) 

 Com o plano de manutenção, é possível verificar quando as peças, componentes dos  equipamentos, necessitam de substituição. Geralmente, os fabricantes de aerogeradores  oferecem de 2 a 5 anos de garantia para reparos ou substituições de peças. No entanto, alguns  dos investidores optam por 2 anos devido à diminuição da ocorrência de falha após os dois  primeiros anos. Isso acontece por que, após a instalação, os aerogeradores devem se captar  às condições de vento, clima, entre outros fatores tópicos do local onde o parque está  construído, sendo necessários diversos ajustes. Terminada garantia, o proprietário do parque  decide se estabelecer um programa interno de manutenção ou terceiriza o serviço. 

 Deve-se ter muito cuidado com o contrato de garantia, devendo-se incluir o reparo ou  substituição dos componentes defeituosos bem como saber o que ocasiona tal defeito – pode  ser problema na fabricação – e ter a garantia da disponibilidade de peças para 20 anos ou  mais. Um componente com defeito na fabricação pode diminuir o desempenho técnico e  económico do aerogerador ao longo do tempo. 

 Os componentes responsáveis pelas principais falhas nas turbinas são o sensor 5%, gerador 9% ,sistema de controle 19% , Fitch 9%, sistema elétrico 19% , caixa de velocidades 20%  outros 24% , mais dentre elas se destacam-se a caixa de velocidade ( também conhecido por gear-box , caixa multiplicadora ou caixa de engrenagens ). o sistema de controle e o  acionamento do controle de Pitch. Interligado, esses componentes respondem por 48% das  falhas nos aerogeradores.

 Para que um plano de manutenção seja adequado, é necessário que ele esteja em  conformidade com as normas de segurança estabelecidas. Antes de um técnico realizar  qualquer procedimento, ele deve considerar o grau de risco da atividade tendo a certeza de  que todas as medidas de segurança foram tomadas, garantindo o êxito do seu trabalho,  desempenhado corretamente e com segurança. O treinamento é realizado, geralmente, por  escolas profissionalizantes ou pelos próprios fabricantes de aerogeradores. 

 Além disso, no desenvolvimento dos planos da manutenção, é preciso estabelecer um  cronograma na execução da manutenção variada em intervalos de 4 , 6 , 12 , 24 e 48 meses,  assegurando que os aerogeradores estarão sempre funcionando corretamente. Os reparos  podem ser agrupados de acordo com o tipo manutenção, seja ela, elétrica, mecânica ou  estrutural. 

 CUSTO DA MANUTENÇÃO  

 A maioria dos contratos entre fabricantes e proprietários de parques eólicos contém uma  cláusula que proíbe a divulgação de qualquer parte dos contratos, incluindo os custos de  operação e manutenção (O & M). Em outras palavras, a informação valiosa de custos de O &M  existe , mas não pode ser compartilhada. 

 Em geral, estão inseridas nos custos de manutenção, a manutenção preventiva, corretiva, as peças de reposição e os equipamentos de segurança ( EPIS ) para os técnicos. No entanto,  existem divergências sobre o quanto investir nesse orçamento, uma vez que as mudanças dos  requisitos para manutenção e os avanços tecnológicos dificultam essa previsão. 

 Peças de reposição e equipamentos de manutenção. 

 A maioria das instalações eólicas está localizada em áreas rurais onde o vento é  abundante. No entanto, devido à localização, a manutenção ou reparo pode sair caro caso  não se tenha um programa de manutenção de manutenção interna. Grande parte do custo  deve se à contratação de terceirizadas, aluguel de equipamentos ou aerogeradores parados. É  necessário um estoque com as peças de reposição recomendadas pelo fabricante, e o tempo  de inatividade de um aerogerador será minimizado se esses materiais/componentes  estiverem estocados nas proximidades do parque eólico 

 Tipos de manutenção aplicadas a aerogeradores  

 A manutenção estrutural inclui toda a manutenção associada à torre, pás, seja na  pintura, limpeza ou monitoramento da estrutura. 

 Embora os atuais sistemas de comunicação de um parque eólico não necessitem da  presença permanente de um operador, a infraestrutura deve ser inspecionado regularmente (  pinho, 2008) ,incluindo portões, vedações, acessos, sinalização, torres metodológicas ,vala de  cabos, subestação, edifício de comando, entre outros. 

 Para reparo em pás danificadas, os maiores obstáculos são o vento e as condições do  tempo. Os ventos fortes impedem que os técnicos façam o reparo devido dificuldade de  acesso. O tempo frio, além de aumentar o risco de acidentes, afeta a capacidade de cura das  pás após reparo. Existem várias formas de acesso às pás e nacele, incluindo escadas,  elevadores, gruas e cordas. No reparo das pás, os técnicos descem desde o topo do  aerogerador por meio de cordas e equipamentos adequados (RAPEL ) . Os trabalhadores usam  cordas espaciais projetadas para levantar equipamentos, ferramentas materiais mais pesados.

 Outra forma de monitoramento estrutural é a utilização de sensores conectados via fibra  ótica e acoplados nas principais partes do aerogerador tais como torres e pás. Registros das  cargas, amplitudes e alterações na frequência também são formadas de verificar se tudo está  funcionando dentro das projeções. Atualmente, a maioria dos fabricantes de aerogeradores e  componentes trabalham com tecnologias de monitoramento que incluem sensores integrados  no sistema de comunicação de dados SCADA (SOARES 2008 ).  

 Na manutenção de subestações , os técnicos devem estar atentos à segurança do  trabalho nesse ambiente. Normalmente, os equipamentos das substituição não necessitam de  muita manutenção, no entanto, as inspeções visuais devem ser feitas, regularmente, não  incluindo a necessidade da manutenção mecânica em alguns casos. Podem -se citar atividades  como configurações de monitoramento, medição de leitura, procedimentos operacionais de  bloqueio/corte, isolamento. 

 A manutenção das subestações é , normalmente terceirizadas , com funcionários  experientes em equipamentos de alta tensão. Os técnicos devem trabalhar sempre em dupla,  no mínimo, devido aos riscos de cada procedimento, além de manter constante contato com a  rota de controle. Muitas empresas acreditam que a formação técnica e a segurança andam de  mãos dadas : o trabalhador mais bem treinado, normalmente , é o mais segurados  trabalhadores. 

 Em termos gerais existem três modelos de manutenção que podem ser adotadas. A  manutenção corretiva utilizada depois que se tem conhecimento da avaria e esta é detectada;  a manutenção preventiva que compreende uma série de inspeções ou ações de manutenção  em intervalos periódicos para evitar o aparecimento de defeitos ; e A manutenção preditiva  utilizada meios de obter informações que permitem predizer quando acontecerá uma avaria  para, assim, poder programar uma ação de manutenção. 

 Veremos a seguir as vantagens e desvantagens de cada manutenção. 

 MANUTENÇÃO CORRETIVA : tem a vantagem de ser simples e não precisa de meios  avançados, tais como softwares, porém o risco de ter um alto tempo de parada no  funcionamento do componente é elevada, o que pode gerar um grande prejuízo. 

 MANUTENÇÃO PREVENTIVA: inicialmente, necessita de um pequeno investimento para  estabelecer o modelo de intervenção; depois, é simples e não requer sequer meios  avançados, entretanto existe o risco de correr intervenções muito frequentes com custo  elevado. Há também, o risco de as intervenções serem tardias, não sendo capaz de evitar um  defeito em algum componente, tornando se semelhante a uma manutenção corretiva. 

 MANUTENÇÃO PREDITIVA: permite predizer com bastante antecedência quando  ocorrerá um defeito um defeito de maneira que é possível programar uma intervenção com  baixos tempos de parada. Entretanto a complexidade é alta e requer meios avançados e  pessoal qualificado, o que gera um custo alto. 

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FONTE DE PESQUISA : Guia do setor eólico do Rio Grande do Norte

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O SER HUMANO E O USO SUSTENTÁVEL E EFICIENTE DA ENERGIA

Grandes ganhos em melhorias de eficiência energética têm sido alcançados em anos recentes, e muito mais ganhos podem ser obtidos em países industrializados com mudanças de políticas que incentivem o desenvolvimento e a implementação de tecnologias já existentes e futuras.

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Autor: RENATO FERRAZ AKAOUI

e-mail: rakaoui@gmail.com

Curso ENGENHARIA E GESTÃO DE ENERGIAS RENOVÁVEIS

A prosperidade humana sempre esteve intimamente ligada à nossa capacidade de capturar, coletar e aproveitar energia. O controle do fogo e a domesticação de plantas e animais foram dois dos fatores essenciais que permitiram que nossos ancestrais fizessem a transição de uma existência rude e nômade para sociedades estáveis e com raízes que pudessem gerar a riqueza coletiva necessária para formar civilizações.

Durante milênios, a energia em forma de biomassa e biomassa fossilizada foi utilizada para cozinhar e aquecer, além da criação de materiais que iam do tijolo ao bronze. Apesar desses desenvolvimentos, na verdade a riqueza relativa em todas as civilizações foi fundamentalmente definida pelo acesso e controle da energia, conforme medido pelo número de animais e humanos que serviam às ordens de um indivíduo específico.

A Revolução Industrial e tudo o que se seguiu lançaram uma parcela cada vez maior da humanidade para uma era dramaticamente diferente e mágica. Vamos ao mercado local puxados por centenas de cavalos e podemos voar ao redor do mundo com a força de centenas de milhares de cavalos. Nossas casas são aquecidas no inverno, frescas no verão e iluminadas à noite.

O uso amplamente disseminado de energia é a razão fundamental para centenas de milhares de humanos gozarem um alto padrão de vida. O que tornou isso possível foi nossa habilidade de usar a energia com cada vez mais destreza. A ciência e a tecnologia (C&T) nos forneceram os meios para obter e explorar fontes de energia, principalmente combustíveis fósseis, para que o consumo de energia do mundo atual seja equivalente a cerca de mais de dezessete bilhões de cavalos trabalhando para o mundo 24 horas por dia, 7 dias por semana, 365 dias por ano.

Visto por outro ângulo, a quantidade de energia necessária para manter um ser humano vivo e sustentado varia entre 2 000 e 3000 quilocalorias por dia. Em contraste, o consumo médio de energia por pessoa nos Estados Unidos é 16 de aproximadamente 350 x 109 joules por ano, ou 230 000 quilocalorias por dia. O americano médio, portanto, consome uma energia equivalente às necessidades biológicas de 100 pessoas, enquanto o resto dos países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) usa energia equivalente às necessidades de aproximadamente 50 pessoas. Em comparação, a China e a Índia atualmente consomem cerca de 9-30 vezes menos energia por pessoa do que os Estados Unidos. O consumo mundial de energia praticamente dobrou entre 1971 e 2004, e espera-se que cresça mais 50% até 2030, à medida que os países em desenvolvimento migram – num cenário de negócios como de costume – para uma prosperidade econômica profundamente enraizada no uso crescente de energia.

O caminho que o mundo está tomando atualmente não é sustentável: há custos associados ao uso intensivo de energia. O uso atual e a grande dependência de combustíveis fósseis estão levando à degradação dos meios ambientes locais, regionais e globais. Assegurar o acesso a recursos vitais de energia, principalmente de petróleo e gás natural, tornou-se um fator definitivo nos alinhamentos políticos e estratégias. O acesso iníquo à energia, principalmente das pessoas em áreas rurais dos países em desenvolvimento, e a consequente exaustão das fontes baratas de energia terão profundos impactos sobre a segurança internacional e sobre a prosperidade econômica.

Apesar de o cenário atual de energia parecer sombrio, acreditamos que há soluções sustentáveis para o problema energético. Uma combinação de políticas fiscais e regulatórias locais, nacionais e internacionais pode acelerar consideravelmente a disseminação das eficiências energéticas existentes, que permanecem como a parte mais prontamente implementável da solução.

Grandes ganhos em melhorias de eficiência energética têm sido alcançados em anos recentes, e muito mais ganhos podem ser obtidos em países industrializados com mudanças de políticas que incentivem o desenvolvimento e a implementação de tecnologias já existentes e futuras.

A transição oportuna para o uso sustentável de energia também exigirá políticas para gerar ações que otimizem as consequências macroeconômicas do uso da energia de curto e de longo prazo. A descarga de efluentes brutos em um rio sempre será mais barata, em nível microeconômico, do que o tratamento dos resíduos, especialmente para os poluidores à montante.

As consequências previstas da mudança climática incluem uma redução maciça na água fornecida mundialmente pela eliminação paulatina das geleiras; pela devastação cada vez maior das enchentes, secas, incêndios, tufões e furacões; deslocamento permanente de dezenas a centenas de milhares de pessoas devido à elevação do nível do mar; alterações na distribuição espacial de alguns vetores de doenças infecciosas, especialmente onde esses vetores ou patógenos dependem da temperatura e da umidade; e perda significativa da biodiversidade.

De forma semelhante, a poluição atmosférica relativa à energia impõe impactos adversos consideráveis à saúde de um grande número de pessoas em todo o mundo – criando riscos e custos que normalmente não são capturados nas escolhas do mercado de energia nem nas decisões de políticas. Assim, torna-se crítico considerar os custos adicionais que serão necessários para mitigar as potenciais consequências sociais e ambientais adversas ao tentar avaliar a verdadeira opção de baixo custo em qualquer análise macroeconômica de longo prazo sobre o uso e a produção de energia.

Avanços significativos na conversão de energia solar em eletricidade são necessários, enquanto o desenvolvimento de tecnologias econômicas e de grande escala de armazenagem de energia e de transmissão de longa distância permitiriam que recursos transitórios como eólico, fotovoltaico solar e geração térmica se tornassem parte da base de geração de energia. Também, métodos eficientes de conversão de biomassa celulósica em combustível de transporte moderno podem ser desenvolvidos e reduzir consideravelmente o rastro de carbono desse combustível cada vez mais precioso. Este relatório do Inter Academy Council (IAC) é o resultado de uma série de oficinas e estudos comissionados do IAC e patrocinados pela academia, que foram usados para complementar os muitos estudos anteriores sobre questões energéticas.

Dois exemplos de conjuntos de políticas relativamente modestas, mas de grande efeito que provocaram mudanças importantes nos sistemas econômicos, são o exemplo da Califórnia da estabilização do consumo de eletricidade per capita nos últimos 30 anos, e o exemplo do Brasil com o nascimento da indústria dos biocombustíveis, que saltou bem adiante de países economicamente mais desenvolvidos.

O apoio agressivo da ciência e tecnologia de energia, associado a incentivos que aceleram o desenvolvimento e implementação simultâneos de soluções inovadoras podem transformar todo o cenário de demanda e oferta de energia. Acredito que isso é possível, tanto técnica quanto economicamente, para elevar as condições de vida de quase toda a humanidade para o nível agora desfrutado por uma grande classe média nos países industrializados — ao mesmo tempo em que reduz substancialmente os riscos de segurança ambiental e de energia associados aos padrões atuais de produção e de uso de energia.

Atender às necessidades de energia básica das pessoas mais pobres deste planeta é um imperativo moral e social que pode e deve ser buscado juntamente com objetivos de sustentabilidade.

Deve-se fazer esforços conjuntos para aumentar a eficiência energética e reduzir a intensidade energética da economia mundial.

Tecnologias para captura e sequestro de carbono de combustíveis fósseis, particularmente do carvão mineral, podem desempenhar um papel importante no gerenciamento custo-efetivo das emissões globais de dióxido de carbono.

A competição pelas reservas de petróleo e gás natural pode potencialmente se tornar uma fonte de crescente tensão geopolítica e vulnerabilidade econômica para muitas nações nas próximas décadas.

Como um recurso de baixo conteúdo de carbono, a energia nuclear pode continuar a oferecer uma contribuição significativa ao portfólio mundial de energia no futuro, mas apenas se questões importantes relativas a custo de capital, segurança e proliferação de armas forem tratadas.

A energia renovável, em suas muitas formas, oferece imensas oportunidades para progresso tecnológico e inovação Durante os próximos 30 a 60 anos, deve-se dirigir esforços sustentados para que essas oportunidades se tornem realidade, como parte de uma estratégia abrangente para apoiar uma diversidade de opções de recursos durante o próximo século.

Os biocombustíveis representam uma grande promessa para enfrentar, simultaneamente, as questões de mudanças climáticas e de segurança energética.

O desenvolvimento de tecnologias custo-efetivas de armazenagem de energia, novos vetores energéticos e infraestrutura de transmissão avançada podem substancialmente reduzir os custos e expandir a contribuição de uma variedade de opções de fornecimento de energia.

A comunidade de C&T – juntamente com o público em geral – tem um papel fundamental a desempenhar promovendo soluções de energia sustentável e deve se engajar efetivamente.

FONTE : Um futuro com energia sustentável: iluminando o caminho – FAPE

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PARQUE EÓLICO, COMISSIONAMENTO DE AEROGERADORES, E SUBESTAÇÃO DE UM PARQUE EÓLICO

O Comissionamento de aerogeradores é um o processo de assegurar que os sistemas e componentes de uma edificação ou unidade industrial estejam projetados, instalados, testados, operados e mantidos de acordo com as necessidades e requisitos operacionais do proprietário.

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Autor:  Cosme Damião Ribas dos Santos

e-mail: cosmeribas@gmail.com

Curso Operador de Parque Eólico

RESUMO 

A energia eólica pode ser considerada como uma das formas em que se manifesta a energia proveniente do Sol, isto porque os ventos são causados pelo aquecimento diferenciado da atmosfera. Essa não uniformidade no aquecimento da atmosfera deve ser creditada, entre outros fatores, à orientação dos raios solares e aos movimentos da Terra. As regiões tropicais, que recebem os raios solares quase que perpendicularmente, são mais aquecidas do que as regiões polares. Consequentemente, o ar quente que se encontra nas baixas altitudes das regiões tropicais tende a subir, sendo substituído por uma massa de ar mais frio que se desloca das regiões polares. O deslocamento de massas de ar determina a formação dos ventos.

A indústria eólica tem investido no desenvolvimento tecnológico da adaptação das turbinas eólicas convencionais para uso na terra ou no mar.

Além do desenvolvimento tecnológico, os projetos onshore, e offshore necessitam de estratégias especiais quanto ao tipo de transporte das máquinas, sua instalação e operação. 

Todo o projeto deve ser coordenado de forma a utilizarem os períodos onde as condições terrestres, e marítimas propiciem um deslocamento e uma instalação com segurança do equipamento ao seu destinatário. O Comissionamento de aerogeradores é um o processo de assegurar que os sistemas e componentes de uma edificação ou unidade industrial estejam projetados, instalados, testados, operados e mantidos de acordo com as necessidades e requisitos operacionais do proprietário. A subestação de um parque eólico também tem a sua importância de seguir manuais de Instalação elétrica de alta potencia, as quais contêm equipamentos para transmissão, distribuição, proteção, controle, supervisão e medição de energia elétrica de médias e altas tensões que requer atenções redobradas antes, durante, e depois da sua montagem.

 Palavras-chave: Energia eólica, comissionamento de aerogeradores, e Subestação de um Parque Eólico.

Para ter acesso ao Artigo Completo Clique Abaixo

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Novidades Somática Educar

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