O TAIFEIRO OFFSHORE:A importância desse trabalhador a bordo

O Taifeiro deve ter postura séria e profissional, ter um bom relacionamento com o cliente, demonstrar confiabilidade, flexibilidade e conhecimento das atividades que executa

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Autor: Luan Felipe Vieira Lima

Macaé – RJ

Curso Profissionalizante Taifeiro Offshore – navios e plataformas


Caro leitor, já pensou em como seria as nossas plataformas, navios e embarcações sem o taifeiro?

Se você é taifeiro sabe o quão importante é o seu trabalho, se você não for taifeiro, talvez nunca tenha pensado a respeito.


O taifeiro offshore está em diversas frentes de trabalho, levando higiene e conforto aos demais trabalhadores, para que todos que estão a bordo se sintam confortáveis em realizar suas atividades num ambiente que fique, também, mais harmônico.


Já imaginou um embarque sem roupas limpas, sem camarote limpo, sem cozinha adequada, sem áreas comuns limpas?

Gostaria de trabalhar num ambiente desorganizado, inseguro e sujo?

Se a resposta for não, leia meu artigo e entenda a importância de um taifeiro offshore.


Começamos entendendo o que é o taifeiro offshore. Ele é o profissional responsável pela manutenção de áreas de apoios das plataformas marítimas, incluindo arrumação, organização, limpeza em geral, higienização a fim de garantir o bem-estar dos embarcados. Ele pode atuar na área dos camarotes, áreas sociais, lavanderia, paiol, entre outras (DAVI, [2002]).


O Taifeiro deve ter postura séria e profissional, ter um bom relacionamento com o cliente, demonstrar confiabilidade, flexibilidade e conhecimento das atividades que executa (DAVI, [2002]).


Estão sob responsabilidade do taifeiro algumas atividades e, estas, são importantes para a manutenção da embarcação, navio ou plataforma, algumas delas são:

• Efetuar a arrumação, limpeza e higienização dos enxovais, camarotes e áreas comuns utilizando técnicas e produtos adequados, tomando cuidados necessários com a segurança no trabalho;
• Exercer a hospitalidade com os tripulantes e com seus colegas de trabalho, agindo com ética, cortesia, clareza, objetividade e profissionalismo, a fim de satisfazer suas necessidades, superando suas expectativas;
• Aplicar as normas de Segurança, Meio Ambiente, e Saúde (SMS) rotineiramente, para garantir a sua integridade física, de seus colegas e tripulantes, bem como a segurança da plataforma.


Agora imagine sua vida embarcado sem uma dessas atividades sendo realizadas?

Você trabalharia embarcado se a empresa contratante te informasse que não teria limpeza, hospitalidade, higienização, manutenção e organização na sua embarcação? Se a resposta for não, então você já está entendendo o quão é importante a função do taifeiro.


Além as responsabilidades descritas acima, o taifeiro também exerce funções especificas dependendo de em qual local ele irá atuar. E para cada área de atuação, existem técnicas que o taifeiro deverá aplicar em seu cotidiano. São técnicas de limpeza e higienização que ele deverá utilizar, assim como os demais trabalhadores embarcados. Limpar e higienizar exige técnica, comprometimento, segurança, habilidade, conhecimento.


Assim como os demais trabalhadores embarcados, o taifeiro também deve realizar curso específico para o trabalhado embarcado, onde todas essas técnicas são ensinadas e instruídas, assim como um eletricista, perfurador, comandante, supervisor, e demais cargos e funções que existem a bordo.


Tendo recebido um pouco da informação da importância do taifeiro offshore, acredito, caro leitor, que sua visão em relação a esse trabalhador será diferente de agora em diante.

O taifeiro, assim todos os demais trabalhadores embarcados, são peça importante para a atividade fim de uma embarcação, sem ele nesta posição o trabalho embarcado seria um caos.


Devemos respeitar a todos os nossos colegas, seja do taifeiro ao comandante da embarcação, pois todos desenvolvem papel crucial naquela atividade. Devemos todos estar em prol de um trabalho seguro e de ambiente harmônico. Devemos ser organizados, higiênicos e limpos por nós mesmos, não somente por existir alguém que realize essa atividade a bordo.

A embarcação é a nossa casa e devemos ter a responsabilidade de mantê-la limpa, segura, higienizada e harmônica.


OBRA CONSULTADA:
DAVI, Walberti. Curso de Qualificação: TAIFEIRO OFFSHORE. [S. l.]: Conceito, [2002?]

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Potenciais Conflitos entre implantação de Parques eólicos e premissas de áreas de preservação permanente

As energias renováveis e limpas tem sido assim um dos focos promissores para empreendimentos que buscam estar no mercado deixando sua marca com uma pegada  ecológica positiva, sem deixar de utilizar tecnologias de ponta e ainda auxiliando as  demandas cada vez maiores por energia existentes em qualquer categoria do mercado  atual. Nesse contexto de energia, deve ser ressaltado que o Brasil já possui uma das  matrizes mais renováveis do mundo.

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– Autor: Monica Pereira da Silva 

-Instituição: Somática Educar

 – Nome do Curso: Tecnologia em Geração Eólica e Legislação Ambiental Aplicada à  Implantação de Parques Eólicos

1-Introdução 

A dependência mundial de fontes energéticas provenientes de fontes fósseis e não  renováveis (petróleo, gás natural e carvão mineral) têm gerado preocupações contínuas  com esgotamento de tais fontes. Além da situação de escassez a que essas fontes estão a  cada dia mais propensas, existe o agravante das emissões de gases tóxicos e poluentes que são dispersados na atmosfera, causando danos diversos como é o caso dos gases que  provocam o efeito estufa, gerando aquecimento maior na Terra. Com esta situação, tem  sido colocado em escala de prioridade por diversos países o incentivo para a substituição  de matriz energética, buscando pela produção de energia limpa e renovável, focando  especialmente a premissa de sustentabilidade. 

As energias renováveis e limpas tem sido assim um dos focos promissores para empreendimentos que buscam estar no mercado deixando sua marca com uma pegada  ecológica positiva, sem deixar de utilizar tecnologias de ponta e ainda auxiliando as  demandas cada vez maiores por energia existentes em qualquer categoria do mercado  atual. Nesse contexto de energia, deve ser ressaltado que o Brasil já possui uma das  matrizes mais renováveis do mundo. Segundo a Empresa de Pesquisa Energética (2018),  o Brasil dispõe de uma matriz elétrica de origem predominantemente renovável (80,4%  da oferta interna), com destaque para a fonte hídrica (65,2% da oferta interna)(Costa ,  2019). 

Dentre as fontes de energia renováveis, temos as que já são amplamente utilizadas e bem  aceitas como as usinas hidrelétricas, mas que já não são mais consideradas boas opções  por conta de alterações climáticas que tem ocasionado baixa pluviosidade e pelos altos  impactos ambientais já conhecidos quando se há a criação de represas para prover este  tipo de geração, provocando implicâncias significativas nas alterações de fauna e floras  locais. Tais instalações também geram preocupação com relação a fiscalização efetiva de  manutenções obrigatórias, afim de que não hajam desastres ecológicos como temos em  histórico aqui mesmo no Brasil os casos das Barragens de Mariana e Brumadinho no  Estado de Minas Gerais. 

Temos ainda fontes pouco exploradas como as fontes de energia maremotriz (gerada pela  força das marés) e ondomotriz (gerada pela força das ondas) e outras já melhores  difundidas, mas ainda com grande potencial de crescimento, como as fontes fotovoltaicas (utiliza energia solar), eólicas (força dos ventos) e biomassa (queima de matérias primas  orgânicas).

Para este estudo, será feita uma análise resumida sobre a utilização da energia eólica e os  conflitos com áreas de preservação permanente, com foco nas limitações geográficas  brasileiras especialmente. 

2- Legislação e Impactos Ambientais 

2.1- Da Legislação de proteção às APPs 

As atividades de produção energética através de parques eólicos, tendem a provocar  menores impactos ambientais do que usinas hidroelétricas, que degradam uma área  significativa e implicam em deslocamentos de grandes contingentes populacionais. Mas  apesar do menor impacto sobre as estruturas locais com menores prejuízos aos  ecossistemas pertencentes a área, os parques eólicos também causam impactos e 

degradações ambientais que podem gerar danos de longo prazo nas áreas escolhidas para  implementação. 

Segundo a resolução CONAMA nº 303, de 20 de março de 2002, que dispõe sobre os  parâmetros, definições e limites de Áreas de Preservação Permanente de reservatórios  artificiais e o regime de uso do entorno, temos que constitui Área de Preservação  Permanente a área situada: 

I – em faixa marginal, medida a partir do nível mais alto, em projeção  horizontal, com largura mínima, de: 

a) trinta metros, para o curso d’água com menos de dez metros de largura; 

b) cinqüenta metros, para o curso d’água com dez a cinqüenta metros de  largura; 

c) cem metros, para o curso d’água com cinqüenta a duzentos metros de  largura; 

d) duzentos metros, para o curso d’água com duzentos a seiscentos metros  de largura; 

e) quinhentos metros, para o curso d’água com mais de seiscentos metros  de largura; 

II – ao redor de nascente ou olho d’água, ainda que intermitente, com raio  mínimo de cinqüenta metros de tal forma que proteja, em cada caso, a  bacia hidrográfica contribuinte; 

III – ao redor de lagos e lagoas naturais, em faixa com metragem mínima  de: 

a) trinta metros, para os que estejam situados em áreas urbanas  consolidadas; 

b) cem metros, para as que estejam em áreas rurais, exceto os corpos d’água  com até vinte hectares de superfície, cuja faixa marginal será de cinqüenta  metros; 

IV – em vereda e em faixa marginal, em projeção horizontal, com largura  mínima de cinqüenta metros, a partir do limite do espaço brejoso e  encharcado; 

V – no topo de morros e montanhas, em áreas delimitadas a partir da curva  de nível correspondente a dois terços da altura mínima da elevação em  relação a base; 

VI – nas linhas de cumeada, em área delimitada a partir da curva de nível  correspondente a dois terços da altura, em relação à base, do pico mais  baixo da cumeada, fixando-se a curva de nível para cada segmento da linha  de cumeada equivalente a mil metros; 

VII – em encosta ou parte desta, com declividade superior a cem por cento  ou quarenta e cinco graus na linha de maior declive; 

VIII – nas escarpas e nas bordas dos tabuleiros e chapadas, a partir da linha  de ruptura em faixa nunca inferior a cem metros em projeção horizontal  no sentido do reverso da escarpa; 

IX – nas restingas: 

a) em faixa mínima de trezentos metros, medidos a partir da linha de  preamar máxima; 

b) em qualquer localização ou extensão, quando recoberta por vegetação  com função fixadora de dunas ou estabilizadora de mangues; 

X – em manguezal, em toda a sua extensão; 

XI – em duna; 

XII – em altitude superior a mil e oitocentos metros, ou, em Estados que  não tenham tais elevações, à critério do órgão ambiental competente; 

XIII – nos locais de refúgio ou reprodução de aves migratórias; 

XIV – nos locais de refúgio ou reprodução de exemplares da fauna  ameaçadas de extinção que constem de lista elaborada pelo Poder Público  Federal, Estadual ou Municipal; 

XV – nas praias, em locais de nidificação e reprodução da fauna silvestre. 

Parágrafo único. Na ocorrência de dois ou mais morros ou montanhas  cujos cumes estejam separados entre si por distâncias inferiores a  quinhentos metros, a Área de Preservação Permanente abrangerá o conjunto de morros ou montanhas, delimitada a partir da curva de nível  correspondente a dois terços da altura em relação à base do morro ou  montanha de menor altura do conjunto, aplicando-se o que segue: 

I – agrupam-se os morros ou montanhas cuja proximidade seja de até  quinhentos metros entre seus topos; 

II – identifica-se o menor morro ou montanha; 

III – traça-se uma linha na curva de nível correspondente a dois terços  deste; e

IV – considera-se de preservação permanente toda a área acima deste nível. 

Ainda segundo o artigo 4º da Lei n° 12.651, 25/05/2012, considera-se Área de  Preservação Permanente, em zonas rurais ou urbanas, para os efeitos desta Lei, os  incisos aqui citados servem de base para os parques eólicos em APP: 

II – as áreas no entorno dos lagos e lagoas naturais, em faixa com largura  mínima de: 

a) 100 (cem) metros, em zonas rurais, exceto para o corpo d’água com  até 20 (vinte) 

hectares de superfície, cuja faixa marginal será de 50 (cinquenta) metros; b) 30 (trinta) metros, em zonas urbanas; 

VI – as restingas, como fixadoras de dunas ou estabilizadoras de  

mangues; 

VII – os manguezais, em toda a sua extensão; 

2.2- Análises sobre alguns Impactos negativos nos Parques Eólicos de Beberibe  (PEB) e de Fleixeiras I (PEF) 

Para trabalhar um exemplo de estudo de impactos ambientais, sera realizada aqui a  transcrição de algumas das informações de Relatórios de impactos ambientais em áreas  permanentes de preservação, sendo o foco neste caso as áreas com dunas, As localidades  modelo serão os parques eólicos de Beberibe e de Fleixeiras I. 

O Parque Eólico de Beberibe (PEB), começou a funcionar em setembro de 2008. Foi  construído na Praia das Fontes, na fazenda Uberaba, município de Beberibe. Sua  capacidade instalada é de 26 MW, composto por 25 aerogeradores com 70 metros de  altura e potência de 1,04 MW cada, em um terreno de 61 hectares. O Parque Eólico de  Fleixeiras I (PEF), começou a funcionar em janeiro de 2014. Foi construído na localidade  de Mundaú, município de Trairi. Sua capacidade instalada é de 30 MW, composto por 13  aerogeradores com 80 metros de altura e potência de 2,3 MW cada, em um terreno de 74  hectares começou a funcionar em janeiro de 2014. Foi construído na localidade de  Mundaú, município de Trairi. Sua capacidade instalada é de 30 MW, composto por 13  aerogeradores com 80 metros de altura e potência de 2,3 MW cada, em um terreno de 74  hectares. 

Pelas análises de pesquisas locais realizadas através do preenchimento de formulários,  evidencia-se que tanto as pessoas que moram nas adjacências quanto as que trabalham no  parque de Beberibe não tiveram a percepção da presença deste impacto, seja na  mortalidade ou diminuição da fauna alada e/ou terrestre. Em contrapartida, os moradores do parque de Fleixeiras I percebem a diminuição do número de fauna alada, no caso de  pássaros, e da fauna terrestre, no caso do Calango (Tropidurus hispidus), notaram a  ausência da fauna em sua comunidade e em suas próprias residências.

Sobre a paisagem natural, com a instalação dos aerogeradores, houve uma interferência  na paisagem natural com a introdução de estruturas que se destacam pelo seu grande  porte. No PEB, foram constatados em unanimidade de pesquisa local que os aerogera dores não interferem na beleza cênica e nem na paisagem da região de forma negativa.  No entanto, no PEF existe uma divergência quanto à presença dos aerogeradores  considerado para alguns como algo benéfico, e para outros como um elemento adverso  na paisagem. Em relação ao impacto visual que provoca achatamento das dunas, nos PEB  e PEF, são apenas nos locais onde foram construídas as torres eólicas.  

Pela compactação de dunas e alterações na topografia do relevo local, o ambiente eólico  litorâneo é passivo do processo de evolução natural e a intensa dinâmica das dunas, com  mudança constante de seus aspectos em termos de forma, posição e tamanho. Os  aerogeradores cercados por dunas móveis tornam-se uma espécie de barreira para o  transporte eólico dos sedimentos, que são contidos nas proximidades das bases. No  período de instalação há tentativas de retenção das dunas móveis pela fixação artificial, o  que tende a desencadear impactos ambientais negativos. Outro motivo para a contenção  das dunas é a tentativa de diminuir o avanço dos sedimentos sobre os aerogeradores,  evitando o processo de erosão e degeneração das bases e sobre as estradas de acesso,  impedindo o tráfego de veículos. 

O desmatamento e a terraplanagem tanto para construção das estradas que dão acesso ao  parque e aos aerogeradores dentro das usinas e para a construção das bases das torres gerou, degradação das áreas, como também, pode ocasionar aterramento de lagoas que  surgem entre as dunas, interferência na qualidade da água e destruição de locais  preservados. No PEB, como no PEF, ocorreram a devastação, a compactação e o  achatamento das dunas, para a instalação das torres no período de implantação dos  parques. Atualmente a contenção das dunas se dá através da recuperação da vegetação e  da mata ciliar em todo o parque. Segundo a população dos PEB e PEF houve degradação  nas áreas de construção dos aerogeradores e das estradas, através do desmatamento e do  aplainamento do terreno. Contudo, com a construção dos parques eólicos nos dois  municípios, não gerou nenhum efeito sobre as águas e nem a destruição de sítios  arqueológicos.  

3- Resumo de Benefícios da Implantação dos Parques Eólicos de Beberibe e de  Fleixeiras I 

3.1- Geração de Energia 

A usina eólica de Beberibe no ano de 2016 gerou uma produção anual de energia de  89,49 GWh (equivale a uma potência média de 7.457,5 MW médio), já na usina eólica  de Fleixeiras I a produção anual de energia foi de 125,78 GWh (equivale a uma potência  média de 10.481,7 MW médio).  

3.2 Redução na Emissão de Dióxido de Carbono (CO2)  

Conforme a ABEEólica (2017), no âmbito de Estado do Ceará, a redução de CO2 evitada  para o meio ambiente no ano de 2016 devido à geração de energia proveniente da eólica  foi de 243.410,85 (tonelada/ano). No PEB, a redução de CO2 evitada para o meio  ambiente no ano de 2016 devido à geração de energia proveniente da eólica foi de  4.335,72 (tonelada/ano) e no PEF foi de 6.094,00 (tonelada/ano).

4- Conclusão 

Como pode ser observado, ainda que haja legislação específica para a proteção de APPs,  a partir de informações extraídas do relatório de impacto ambiental das áreas onde foram  implantados os parques eólicos PEB e PEF, pode-se observar que não é possível garantir totalmente a não ocorrência de impactos ambientais negativos em algum nível nas áreas  que são propensas a bons resultados para as instalações dos aerogeradores. No entanto,  se houver a observação do benefício principal que é a geração de energia em tamanha  escala e com a concomitante redução de emissão de CO2 em relação quantidade emitida  por outras formas de geração de energia, poderão ser considerados como admissíveis o  nível de degradação ambiental por tais instalações. 

5- Obras consultadas bem como os links consultados 

LEGISLAÇÃO AMBIENTAL APLICADA À IMPLANTAÇÃO DE PARQUES  EÓLICOS- 2016. CTGAS-ER 

http://www.siam.mg.gov.br/sla/download.pdf?idNorma=274 Acesso em 15 Janeiro de  2022 

SCIELO BRASIL Impactos Socioeconômicos, Ambientais e Tecnológicos Causados  pela Instalação dos Parques Eólicos no Ceará Disponível em: 

https://www.scielo.br/j/rbmet/a/ZJdVgpy7gGQtq8p6YDvTWQf/?lang=pt# Acesso em  15 Janeiro de 2022 

https://doi.org/10.1590/0102-7786343049

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Leitura de Curvas Hidrostáticas

Arqueação ou Draft Survey é a medida do volume interno de uma embarcação. Compreende a arqueação bruta e a arqueação líquida e é feita, principalmente,  através da inspeção dos calados do navio, verificação da densidade da água no  local e execução de cálculos baseados em dados e tabelas do navio, a fim de emitir um laudo informando a carga embarcada ou desembarcada, baseando se no Princípio de Arquimedes

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Curso: Arqueação de Navios – Draft Survey 

Instituição: Somática Educar 

Autora: Cristian Paula Bertotti da Silva 

Curitiba – PR

Arqueação ou Draft Survey é a medida do volume interno de uma embarcação. Compreende a arqueação bruta e a arqueação líquida e é feita, principalmente,  através da inspeção dos calados do navio, verificação da densidade da água no  local e execução de cálculos baseados em dados e tabelas do navio, a fim de emitir um laudo informando a carga embarcada ou desembarcada, baseando se no Princípio de Arquimedes, que diz: “todo corpo que se encontra imerso  em um fluido recebe a ação de uma força vertical para cima, cuja  intensidade é igual ao peso do corpo que está dentro do fluido”. Assim,  para a execução dos cálculos que resultarão nos valores em de  carga embarcada ou desembarcada, é preciso conhecer conceitos básicos de  estabilidade do navio, para que as leituras dos fatores utilizados nestes cálculos  sejam executadas e interpretadas de forma precisa. 

A seguir, alguns conceitos básicos para melhor entendimento deste artigo: 

Calado – é a distância vertical compreendida entre a linha de base (fundo da  embarcação) e a superfície da água. As leituras dos calados de uma  embarcação, são cruciais para um bom resultado do laudo de arqueação. Devem ser verificadas nos dois lados da embarcação, observando as marcas na vante  (proa), meia nau (meio) e na ré (popa). 

Trim ou compasso – é a diferença entre os calados a ré (AR) e a vante (AV). Quando o calado a vante é igual ao calado a ré, diz-se que a embarcação está  em águas parelhas, sem compasso ou trimada. Quando o calado a ré é maior  do que o calado a vante, diz-se que a embarcação está derrabada. Quando o  calado a vante é maior do que o calado a ré, diz-se que a embarcação está  abicada. O Trim é expresso em metros ou em pés ingleses, dependendo da  medida empregada no calado do navio. 

Banda ou adernamento – é a inclinação para um dos bordos; o navio pode estar  adernado, ou ter banda para Boreste (BE) ou para bombordo (BB); a banda é  medida em graus. 

Compassar – fazer o compasso de um navio é tirar o trim, isto é, trazê-lo à  posição de flutuação direita quando estiver inclinado no sentido longitudinal.  Quando um navio não tem trim, diz-se que está compassado, ou que está em  quilha paralela, ou em águas parelhas. Aprumar, ou trazer a prumo um navio é  tirar a banda, isto é, trazê-lo à posição de flutuação direita quando estiver  inclinado no sentido transversal. Quando um navio não tem banda, diz-se que  está aprumado. Quando um navio não tem banda nem trim, diz-se que está em  flutuação direita. Quando um navio tem trim, é preferível que esteja apopado; um navio abicado é mais propenso a embarcar água pela proa, dispara os  propulsores, é mais difícil de governar. 

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O avanço tecnológico e o comprometimento dos agentes de aeroportos

O agente de aeroporto é a porta de entrada para o cliente iniciar o
contato direto com a empresa aérea, é o espelho da empresa, pelo qual o cliente já terá uma noção de como avaliar a companhia aérea caso o mesmo envie um feedback à empresa.

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Autor: Alexandre Cardoso Freitas

Aracaju – SE

Curso Agente AeroPortuário

Somática Educar

1. INTRODUÇÃO 

A tecnologia vem facilitando cada vez mais na compra de passagens e check-ins nos aeroportos, isso nos faz pensar que os agentes aeroportuários poderiam ficar com seus cargos ameaçados devido à tecnologia, porém o que ocorre é justamente o contrário, pois tudo isso requer um comprometimento evidente destes profissionais tripulantes de solo dos aeroportos, pois o agente de aeroporto é o cartão de visita das empresas aéreas, é o espelho, o primeiro contato da companhia aérea com o cliente. Mesmo com o avanço tecnológico que faz com que os passageiros realizem praticamente todos os procedimentos on-line, os agentes de aeroportos continuam tendo uma grande importância nos aeroportos e também para as companhias aéreas. O objetivo deste artigo é mostrar a importância da atuação dos agentes de aeroportos perante o avanço da tecnologia. 

2. DESENVOLVIMENTO 

Na aviação civil, não existe somente o piloto, os aviões e os comissários de bordo. Para que a aviação possa funcionar de fato, é preciso uma série de procedimentos, o que inclui a logística, a segurança e o trabalho complexo por parte dos tripulantes. A aviação é muito complexa, logo, exige-se um trabalho em todos os setores do ramo. Além dos pilotos e comissários, que são tripulantes de bordo das aeronaves, também existem os tripulantes de solo, que são os agentes aeroportuários, os que atuam com a logística e atendimento em cada setor do aeroporto. Os agentes aeroportuários são aqueles que atuam com a logística no lado ar dos aeroportos, ou seja, no aeródromo. Eles são responsáveis por manusear equipamentos para transportar bagagens, encomendas, suprimentos para o serviço de bordo etc. Geralmente são contratados por empresas privadas prestadoras de serviços terceirizados em aeroportos. Já os agentes de aeroportos são contratados pelas companhias aéreas, e têm a devida função de prestar o atendimento ao público da melhor forma possível, pois este funcionário é o cartão de visitas da empresa, já que é através dele que o cliente terá o primeiro contato com a mesma. 

A área de atuação deste profissional abrange vários setores das atividades aeroportuárias, como em lojas (seja dentro ou fora do aeroporto), check-in, embarque e desembarque de passageiros, serviços de atendimento especial, reservas, buscas de bagagens extraviadas, informações e vendas de passagens aéreas, orientação aos passageiros em conexão, atendimento ao cliente, etc. O agente de aeroporto é essencial para a aviação civil, pois é através dele que se inicia o processo de viagem dos passageiros. 

Assim como no universo digital a tecnologia vem se evoluindo a cada dia, na aviação não é diferente, pois atualmente a tecnologia tem favorecido aos passageiros e clientes das companhias aéreas ao realizar os procedimentos de viagem, desde a compra de uma passagem pela internet até o momento do check-in que também é feito pela internet. Hoje existem meios diversos para os clientes passageiros terem mais comodidade ao realizar o embarque, e todas as companhias aéreas brasileiras dispõem deste meio tecnológico, mas aí é que vem um empecilho que muitos questionam e que até faz sentido, mas que não afetará negativamente a aviação civil, e sim positivamente, que é o avanço tecnológico dos procedimentos disponibilizados para os clientes passageiros da aviação civil, e a função do agente de aeroporto. Mesmo com toda essa tecnologia, o agente de aeroporto continua sendo essencial para as companhias aéreas e também para o próprio aeroporto em si, pois ele tem múltiplas funções, é um profissional com alta versatilidade e está disposto sempre a trazer o melhor que a companhia aérea pode oferecer em termos de qualidade de atendimento. Os agentes de aeroporto têm uma responsabilidade muito grande no tocante às bagagens dos passageiros na hora do despacho e também na condução daqueles que necessitam de serviços especiais. Outro fator importante do agente de aeroporto além é claro dos agentes aeroportuários que atuam com exclusividade nos aeródromos, é a segurança, pois na aviação a segurança é primordial para que tudo saia conforme o planejado e não aconteça incidentes. 

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PERIGOS E OPERABILIADE, MELHORES PRÁTICAS PARA INDÚSTRIAS

Estudos de perigo e operabilidade (Hazop ) foram desenvolvido pelo ICI no final dos anos  1960, após alguns problemas importantes com novas e grandes fábricas de processamento

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Autor : Izidro Inácio Nhaphule

Moçambique – Angola

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RESUMO: Estudos de perigo e operabilidade (Hazop ) foram desenvolvido pelo ICI no final dos anos  1960, após alguns problemas importantes com novas e grandes fábricas de processamento. O estudo  foi uma evolução do estudo do método e foi usado durante a fase de concepção de um projeto para  identificar e corrigir falhas de projecto que podem levar a problemas de perigo ou operabilidade. Nas  últimas décadas, a necessidade de altos padrões de segurança e meio ambiente é totalmente  reconhecido pelo regulador, pela indústria e pelo público. Hazop é agora a ferramenta de primeira  escolha para a identificação de pontos fracos no projecto de processo e é usado em todo o mundo na  indústria de processo. 

Palavras-chave: HAZOP; MELHORES PRÁTICAS, INDÚSTRIAS

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Água de Lastro

A água de lastro tem por objetivo aumentar ou diminuir o calado do navio durante a  navegação para garantir sua estabilidade quando em condições de lastro. Além disso, durante a  viagem o navio consome combustível e água. Assim, ocorre uma diminuição do seu peso bruto  que consiste redução do seu calado carregado, permitindo que o leme e parte da hélice fique  fora d’água prejudicando a manobrabilidade e governo do navio quando em lastro.

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Autor: Marcio Augusto Zanicoski de Araujo.

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Curso Draft Survey

Por que os navios utilizam água de lastro? 

A água de lastro tem por objetivo aumentar ou diminuir o calado do navio durante a  navegação para garantir sua estabilidade quando em condições de lastro. Além disso, durante a  viagem o navio consome combustível e água. Assim, ocorre uma diminuição do seu peso bruto  que consiste redução do seu calado carregado, permitindo que o leme e parte da hélice fique  fora d’água prejudicando a manobrabilidade e governo do navio quando em lastro. Além disso,  a água de lastro tem por objetivo garantir a estabilidade do navio enquanto navegando e  durante o processo de carga e descarga, ou seja, ajuda o navio a se sustentar. 

Esta água é geralmente salgada e as vezes pode ser “ doce “ quando o navio é lastrado em rios  e lagos de água doce. 

Esta água é acondicionada em tanques simétricos e assimétricos com dimensões conhecida para  que seja possível sua mensuração. 

É necessário se saber a quantidade em metros cúbicos e depois em toneladas. Pra isso apenas se multiplica o volume encontrado em metros cúbicos pela densidade do mar ou se analisando com um dencímetro com uma amostra retirada do interior do tanque, ex: 1000  metros cúbicos multiplicado por 1,025 que representa 1.025,00 toneladas. 

Tanques: 

Compartimento estanque reservado para transporte de consumíveis líquidos, carga  líquida ou gasosa. Pode ser constituído por uma subdivisão da estrutura do casco, como os  tanques do fundo duplo, tanques laterais, tanques profundos, tanques de lastro etc., ou ser  independente da estrutura e instalado em suportes especiais. A parte superior dos tanques  principais de um navio-tanque pode não se estender de um bordo a outro, constituindo um  túnel de expansão, isto é, um prolongamento do tanque no qual o líquido pode se expandir ao  aumentar a temperatura. Desse modo, evita-se o movimento de uma grande superficie líquida  livre na parte superior do tanque, o que ocasionaria esforços adicionais de natureza dinâmica  nas anteparas e no convés, e perda de estabilidade do navio. 

Tanques fundos ou profundos (deep tanks): 

Tanques que se estendem do fundo do casco ou do teto do fundo duplo, até o convés  mais baixo, ou um pouco acima deste. São colocados em qualquer das extremidades do  compartimento de máquinas e caldeiras, ou em ambas, conforme o tipo do navio, e podem se  estender, em geral, de um bordo a outro. O objetivo é permitir um lastro líquido adicional sem  abaixar muito o centro de gravidade do navio, em alguns cargueiros cuja forma não permite 

acondicionar nos fundos duplos a quantidade necessária de água de lastro. No topo, há uma  escotilha especial de modo que, eventualmente, o tanque possa receber carga seca. 

Compartimento ou tanque de colisão de vante e de ré (fore aft peak tank) 

Compartimentos extremos a vante e a ré, limitados pelas anteparas de colisão AV, e AR,  respectivamente; esses compartimentos são estanques e devem permanecer vazios, ou se  necessário usados para ajustar o trim do navio.

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A Importância da Engenharia Naval no Comércio Internacional

Com o uso de novas tecnologias e utilização de vasto conhecimento técnico pelos engenheiros navais, o processo de evolução das embarcações nesse último século foi enorme gerando ganhos de escalas jamais visto na história da civilização.

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Autor : Rodrigo Barbosa Cabral

Curso Draft Survey

Somática Educar

A matemática e a engenharia naval foram de fundamental importância para o desenvolvimento das embarcações através dos tempos. O aperfeiçoamento das antigas embarcações de madeira da antiguidade para os modernos transatlânticos atuais, que utilizam tecnologia moderna, só foi possível graças ao trabalho exaustivo de técnicos e engenheiros navais. A matemática surgiu nos primórdios da civilização pois o homem primitivo necessitava medir a distância entre fontes de água ou para saber se seria capaz de capturar um animal.

Posteriormente, a partir do momento em que se tornou sedentário, precisou saber a quantidade de alimentos que necessitaria para comer e entender como e quando ocorriam as estações do ano, pois isso significava saber em que época deveriam plantar e colher. Um exemplo disso é o osso de Lebombos, que é um artefato arqueológico datado de 35.000 anos a.c., que serviu como um bastão calendário.

No mundo ocidental, a matemática tem sua origem no Antigo Egito e no Império Babilônico, por volta de 3.500 a.c. Ambos os impérios desenvolveram um sistema de contagem e medição a fim de poder cobrar impostos dos seus súditos, organizar o plantio e a colheita e construir edificações. Outros povos americanos, como os incas e astecas, também criaram um sistema de contagem sofisticado com os mesmos objetivos.

Os egípcios empregaram a matemática para observar os astros e criar o calendário que usamos no mundo ocidental. A partir do movimento do Sol e da Terra, eles distribuíram os dias em doze meses ou 365 dias. Igualmente, estabeleceram que um dia tem duração aproximada de vinte e quatro horas. A formação da matemática na Babilônia está ligada à necessidade de controlar os impostos arrecadados. Criaram o sistema chamado sexagenal que dá origem da divisão das horas e dos minutos em 60 partes. Até hoje, dividimos um minuto por 60 segundos e uma hora, por 60 minutos.

Os gregos usaram a matemática tanto para fins práticos como para fins filosóficos. Aliás, um dos requisitos do estudo da filosofia era o conhecimento da matemática, especialmente da geometria. Desta maneira, os gregos conseguiram fazer da matemática uma ciência com teoria e princípios. A Grécia antiga nos deixou um enorme legado matemático com nomes como Euclides, Anaxágoras, Arquimedes e Pitágoras. Esse último é considerado um dos maiores matemáticos da história, tendo contribuído com o Teorema de Pitágoras, o mais conhecido e aplicado na matemática, que diz que a soma do quadrado dos catetos é igual ao quadrado da hipotenusa.

Arquimedes é considerado um dos grandes estudiosos de todos os tempos e recebeu o título de maior matemático da história, face às suas grandes experiências que contribuíram e contribuem para a constante evolução da civilização. Entre as grandes invenções de Arquimedes, temos a bomba de parafuso, utilizada para elevar água e que servia como um guia transportador para mercadoria e era utilizado na época para eliminar água das embarcações. Arquimedes contribuiu com armas que protegeram sua cidade da constante tentativa de invasões dos romanos como os famosos jogos de espelhos que utilizavam o reflexo da luz do sol para incendiar as embarcações inimigas. Os romanos aplicaram todas as descobertas dos gregos em suas construções, como os aquedutos, na enorme rede de estradas ou no sistema de cobrança de impostos. Os números romanos eram simbolizados por letras e seu método de multiplicação facilitou o cálculo de cabeça. Atualmente, os números romanos estão presentes nos capítulos de livros e para indicar os séculos.

Durante o período conhecido como Alta Idade Média, a matemática foi confundida com superstição e não era um campo do saber valorizado pelos estudiosos. No entanto, neste período os seres humanos continuaram a produzir conhecimento. No início do século 13, um matemático italiano chamado Fibonacci, que estudou cálculo com um mestre árabe no Norte da África, considerou o sistema de numerais e decimais muito mais prático do que o sistema romano, e logo os popularizou na Europa, onde os números passaram a ser conhecidos como algarismos. Acredita-se que os comerciantes árabes os apresentaram aos europeus através de suas transações comerciais.

Na Idade Moderna, a matemática acompanhou as mudanças que as ciências passaram no período conhecido como Revolução Científica. Um dos grandes inventos foi a calculadora, realizada pelo francês Pascal. Além disso, ele escreveu sobre geometria e sobre fenômenos físicos teorizados no Princípio de Pascal, sobre a lei das pressões num líquido. O inglês Isaac Newton descreveu a lei da gravidade através dos números e da geometria. Com a Revolução Industrial, a matemática se desenvolveu de forma extraordinária. As indústrias e as universidades se tornaram um vasto campo para o estudo de novos teoremas e invenções de todo tipo. O embasamento teórico proveniente desses grandes estudiosos da antiguidade foi fundamental para o desenvolvimento da engenharia naval.

A Hidrostática é o segmento da Física que embasa os estudos de materiais líquidos no estado de equilíbrio dinâmico ou estático, ou seja, a Hidrostática nada mais é do que a ciência que estuda os materiais líquidos que se encontram em movimento retilíneo e uniforme ou em estado de inércia. A ciência classifica como fluído toda e qualquer substância que, sob ação de uma variante externa, adquire a forma do seu recipiente, apresentando características físicas como densidade, pressão e força de empuxo.

A densidade é uma variante muito importante para o estudo da Física, uma vez que permite medir a quantidade de matéria de um fluído em um determinado recipiente. A força que um fluído em estado de inércia exerce sobre uma superfície qualquer é calculada através da pressão hidrostática. A relação entre um corpo sólido imerso em um fluído é diretamente proporcional, ou seja, quanto mais um corpo sólido estiver mergulhado em um corpo líquido, mais será a pressão aplicada sobre o objeto sólido.

A força exercida pelo fluído sobre os corpos nele imerso é denominada de empuxo. Denominamos de pressão hidrostática toda e qualquer pressão exercida por uma coluna de fluído em estado de repouso. A diferença de pressão entre dois pontos de um fluído é determinada pelo produto entre sua densidade, o módulo da gravidade local e a diferença de altura entre esses pontos. O Teorema de Pascal dispõe que todo o aumento de pressão sobre um fluído ideal é transmitido homogeneamente ao longo de seu volume. Podemos observar a aplicação desse teorema no funcionamento das prensas e pistões hidráulicos.

Toda substância líquida apresenta como principal propriedade a densidade. Através da densidade, podemos calcular a quantidade de matéria que uma substância líquida apresenta em um determinado volume. De acordo com a lei de Newton, dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço ao mesmo tempo. Dessa forma, quando inserimos um objeto sólido em um recipiente líquido, ele ocupará uma porção da área ocupada pela substância líquida. Assim, o líquido exerce sobre o objeto uma força de direção contrária, de intensidade similar ao peso do líquido que foi deslocado em função da imersão do objeto em seu meio.

O empuxo exercido por uma matéria líquida não está diretamente relacionado ao peso do corpo ou à sua densidade, mas diretamente relacionado com a densidade do meio líquido, da gravidade local e do volume de líquido deslocado, que, por sua vez, é exatamente igual ao volume da porção do corpo imersa na matéria líquida. Sempre que mergulhamos um determinado objeto sólido em um recipiente líquido temos a impressão de que o peso diminui. Também nos questionamos o porquê de uma rolha ou um cubo de gelo boiar quando entra em contato com uma superfície líquida. Isso foi demonstrado pelo Teorema de Arquimedes que diz que todo objeto totalmente ou parcialmente imerso em um fluído qualquer recebe a ação de uma força vertical de baixo para cima, similar ao peso da parte do líquido que foi deslocada pelo objeto. Essa força damos o nome de empuxo.

A Engenharia Naval utiliza esses conceitos como base de estudos para a construção de navios e de todo e qualquer tipo de embarcação, seja ela de pequeno ou grande porte. A figura do engenheiro naval permitiu que os processos que começaram nos primórdios da civilização passassem a ser mais bem elaborados, padronizados e embasados tecnicamente. Ele ficou como responsável técnico assumindo todo e qualquer problema que porventura possa acontecer em virtude de falha de projeto, independentemente do tamanho da embarcação, seja ela um simples veleiro, um navio de grande porte ou uma plataforma marítima voltada para exploração de petróleo em grandes profundidades. Os estaleiros ao redor do mundo empregam o engenheiro naval onde é o principal gestor responsável pela constante evolução na construção de navios, trazendo e desenvolvendo novas tecnologias a fim de garantir embarcações que superem as intempéries dos oceanos e mares navegando em segurança, menos poluentes e levando frequentemente um volume maior de carga em um espaço de tempo cada vez menor.

O desenvolvimento de novas tecnologias para as embarcações está evoluindo constantemente, visto que estas estão intimamente ligadas às necessidades geradas pela competitividade do mercado. Assim, navios maiores, com maior capacidade de carga, com necessidade de menor calado e mais econômicos estão sendo criados. A evolução da legislação sobre o meio ambiente e a segurança do trabalhador também está influenciando o desenvolvimento de novas tecnologias. O aumento de desempenho das embarcações, uma maior segurança para os tripulantes, a diminuição dos riscos ambientais e da emissão de gases poluentes são alguns exemplos das metas que essas novas tecnologias pretendem atingir.

Devido às maiores demandas para lidar com as novas tecnologias, o treinamento e o investimento dispensado aos tripulantes são tidos como uma consequência natural desta evolução, assim como a revisão das operações executadas pelas embarcações de apoio marítimo. Com o uso de novas tecnologias e utilização de vasto conhecimento técnico pelos engenheiros navais, o processo de evolução das embarcações nesse último século foi enorme gerando ganhos de escalas jamais visto na história da civilização.

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Tanatopraxia

Essa técnica  consiste em uma forma avançada de preservação do corpo post mortem para que ele tenha uma maior  durabilidade durante as cerimonias de despedida, , e quando falamos em durabilidade também  incluímos a parte estética do cadáver

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Autora: Camille Albuquerque Lessa

Ceará – Mucuripe

Curso Auxiliar de Necropsia Forense

Essa técnica  consiste em uma forma avançada de preservação do corpo post mortem para que ele tenha uma maior  durabilidade durante as cerimonias de despedida, , e quando falamos em durabilidade também  incluímos a parte estética do cadáver, que exerce uma função psicológica e de conscientização do  processo de luto que é muito importante para os parentes e pessoas próximas daquele indivíduo. 

Antes da tanatopraxia uma modalidade muito utilizada era o embalsamento, que é um método  muito antigo e comumente usado em festejos religiosos, e apenas após as celebrações o corpo passava  por um processo de mumificação. Entretanto, essa técnica tinha alguns percalços pois, além de não  promover uma adequada preservação do cadáver, também era bastante onerosa, sendo acessível  apenas para os nobres daquela época. 

Assim, o tema chama bastante atenção não só pelo conjunto de métodos utilizados para o  embalsamento, higienização do(a) falecido(a) e por questões de saúde pública levando em  consideração que um corpo em decomposição pode acarretar doenças infecciosas aos que se  aproximam, principalmente nos momentos de velórios e outras formas de despedidas religiosas.  Assim preceitua a ANANEC (Associação Nacional de Necropsia e Auxilio a Pessoa): 

“A fim de evitar a decomposição do corpo, é utilizada uma técnica que consiste na aplicação de  injeções, por via do sistema arterial, de produtos bactericidas, com o objetivo de destruir as bactérias  existentes, bem como de estabelecer de um ambiente assético capaz de resistir a uma invasão  microbiana.” 

Porém, se engana quem pensa que esse conjunto de técnicas possui apenas objetivos sanitários,  pelo contrário, um de seus principais objetivos é promover aos familiares e conhecidos do falecido  uma despedida menos dolorosa e impactante. A perda de alguém é um acontecimento  verdadeiramente doloroso na vida dos indivíduos, ter um método que exista para além de questões de  saúde pública, onde a preocupação também é a preservação estética do corpo e que o momento 

religioso do velório seja menos sofrido é realmente muito importante e apto a reduzir os impactos  psicológicos daquela morte. 

Quando buscamos memórias daquele ente que se foi, com certeza não esperamos lembrar de  um corpo mal preservado no post mortem, ou de aparências e odores característicos, isso além de  causar uma imensurável dor, pode agravar ou até mesmo gerar traumas irreversíveis. Além disso, ao  contrário do embalsamento, a tanatopraxia é mais comum e acessível, não sendo na prática uma opção  disponível apenas para as classes sociais mais altas, demonstrando assim não só um grande avanço  em termos de medicina, técnicas e saúde, mas também um avanço social. 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: (links) 

https://pt.wikipedia.org/wiki/Tanatopraxia).

https://distanciacursos.com.br/mod/page/view.php?id=1339

https://planofunerariofamiliar.com.br/artigos/o-que-e-tanatopraxia-veja-como-funciona

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A IMPORTÂNCIA DO TRATAMENTO DE EFLUENTES INDUSTRIAIS PARA O MEIO AMBIENTE

A  preocupação com os impactos ao meio ambiente e a sua preservação vem crescendo dia após  dia, fazendo com que empresas , governos e as pessoas tenham pensamentos mais verde,  repensando as suas altitudes, algumas tais inclusive, vêm surgindo com o objetivo de proteger  a natureza e garantir os limites adequados a atividade industrial. Este é o caso de tratamento  dos efluentes industriais, questões recentes que ganha espaços nos debates sobre  sustentabilidade

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Autor: Janderson Teixeira Penha

Somática Educar

Manaus – AM

CURSO: CAPACITAÇÃO OPERADOR DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE EFLUENTES

 A importância dos tratamentos de efluentes industriais está relacionada a  escassez de água potável , o que pode ser evitado com o esforço conjunto na economia do consumo diário,  nos investimento sem medidas como captação, no reaproveitamento de água de chuva e no tratamento de  efluentes. 

 As industrias são responsável pelo consumo de 22% de água, enquanto a agricultura utiliza  70% e o uso doméstico fica 8%, um levantamento feito pela organização das nações unidas  (ONU) prevê que em 2030 o planeta vai precisar de 40% a mais de água  

 Para a indústria, que em muitos casos não necessita de água potável, uma das  alternativas mais aplicáveis é a reciclagem do recurso. Isso é possível por meio de tratamento  de efluentes industriais. A água descartada pela indústria não tem os parâmetros necessários  para o consumo humano, mais pode ser multiplicadas para outros fins. Por exemplo , a indústria  aplica em lavagem de reatores e tanques móveis, torres de resfriamento, caldeiras, lavagem de  maquinários e de pátio entre outros.  

 Com o tratamento de efluentes a água contaminada deixa de ser encaminhada inatura  para os rios. Isso faz com que o efluentes tratado seja destinado adequadamente, e a poluição  nos cursos d’água diminua, a que melhore as condições das águas das cidades. É gerada uma  economia com a utilização da água. O recurso potável é muito caro para o uso industrial e a água  de menor qualidade, faz com que as companhias gastem menos, tratamento reduz a captação 

Se a indústria utilizar água, vai captar menos, pois já tem o suficiente para o consumo produtivo.  Dessa forma, a indústria colabora para a manutenção das reservas naturais. 

 Sendo assim aumenta a parcela do recurso para o consumo humano, com uma parte  menor destinada a indústria. Cresce a porcentagem que é reservada para o meio ambiente. A  preocupação com os impactos ao meio ambiente e a sua preservação vem crescendo dia após  dia, fazendo com que empresas , governos e as pessoas tenham pensamentos mais verde,  repensando as suas altitudes, algumas tais inclusive, vêm surgindo com o objetivo de proteger  a natureza e garantir os limites adequados a atividade industrial. Este é o caso de tratamento  dos efluentes industriais, questões recentes que ganha espaços nos debates sobre  sustentabilidade. 

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Ciclo de Brayton

O Ciclo de Brayton é ciclo termodinâmico no qual a adição de calor ocorre a pressão constante, utilizado no estudo das turbinas a gás. Ele é um ciclo ideal, uma aproximação dos processos térmicos que ocorrem nas turbinas a gás, descrevendo variações de estado (pressão e temperatura) dos gases. O conceito é utilizado como base didática e para análise dos ciclos

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Autor: Ronaldo Francisco Prates
Curso Operador de Usina Termelétrica de Ciclo Combinado

Ciclo de Brayton é ciclo termodinâmico no qual a adição de calor ocorre a pressão constante, utilizado no estudo das turbinas a gás. Ele é um ciclo ideal, uma aproximação dos processos térmicos que ocorrem nas turbinas a gás, descrevendo variações de estado (pressão e temperatura) dos gases. O conceito é utilizado como base didática e para análise dos ciclos

reais, que se desviam do modelo ideal, devido às limitações tecnológicas e fenômenos de irreversibilidade, como o atrito.

O ciclo se constitui de quatro etapas, como demonstrado em Esquema básico de Brayton.

O ciclo do motor é nomeado após George Brayton (1830-1892), coordenador americano que o desenvolveu originalmente para o uso nos motores de pistão, embora fosse proposto e patenteado originalmente por John Barber, inglês em 1791. Também é conhecido como o ciclo de Joule. O ciclo de Ericsson é semelhante ao ciclo de Brayton, mas usa calor externo e incorpora o uso de um regenerador. Há dois tipos de ciclos de Brayton, abertos à atmosfera e usando a câmara de combustão interna ou fechado e usando trocador de calor.

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