Procedimentos de Necropsia

Os corpos a serem submetidos a exame necroscópico deverão ser encaminhados pelo  médico assistente ou pela autoridade policial depois de feito o BO – Boletim de  Ocorrência. 

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Autor: Douglas Henrique de Souza Lima

Dourados – MS

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Os corpos a serem submetidos a exame necroscópico deverão ser encaminhados pelo  médico assistente ou pela autoridade policial depois de feito o BO – Boletim de  Ocorrência. 

Na chegada do corpo será solicitado ao agente funerário a requisição policial de  necropsia. 

O agente funerário ou necropsista assinará o formulário de Trânsito de Cadáveres na  entrada de corpo, onde constará se porta ou não objeto de valor. O técnico preencherá  os dados da ficha (nome, idade, sexo, horário de entrada, data, nome da funerária e o  nome do agente funerário).

 O técnico se paramentrará com: avental plástico descartável, avental de pano, calça,  bota de plástico, gorro, máscara oculos e luva de borracha. Em caso de morte por  doenças infecto contagiosas, deverá seguir procedimento específico de proteção  biológica para cada caso, sendo que poderá até ser necessário o uso de macacão  encapsulado. 

 O corpo colocado em maca será pesado, medido e obtido a temperatura corporal e  ambiente. Se algum objeto de valor for encontrado no corpo, ele deverá ser devolvido  com um recibo que será assinado pela pessoa que retirar o objeto (agente funerário ou  familiar). 

O corpo é transportado para a sala de autópsia e colocado na mesa. Aos pés do corpo  é colocado uma tábua (no lado em que o médico trabalha) para a realização dos cortes  dos órgãos e obtenção das amostras para exames. 

 O material cirúrgico utilizado pelo médico e pelo técnico constam de: pinça, tesoura  cirúrgica, facas, bisturi, agulha para sutura, fios. Cada técnico tem uma caixa com  estes instrumentos. As facas são afiadas, pelo técnico, em pedra de afiar, esmeril. 

 O corpo é molhado para o sangue não secar e grudar e procede-se a abertura das  cavidades toráxico-abdominal e craniana. Os órgãos são retirados e pesados em  balança eletrônica. Todos os pesos são marcados na lousa (encéfalo, coração, pulmão  direito, pulmão esquerdo, fígado, baço, rim direito, rim esquerdo, timo, peso, altura).  Durante todo o tempo da autópsia o corpo é lavado com água corrente nos lugares  onde haja escoamento de sangue 

 Os órgãos são expostos para visualização do médico plantonista para diagnóstico e  realização dos cortes histológicos. Após examinados os órgãos são recolocados no  corpo e feita a sutura do corte com cordonê mercerizado colorido(fio).Em seguida o  corpo é lavado, fechado no saco de cadáver identificado e colocado na maca e levado  para câmara frigorífica. As roupas são colocadas junto ao cadáver. Se não forem  levadas pela funerária, são colocadas em saco plástico branco e colocadas no lixo  hospitalar. 

A mesa todos o instrumental serão lavados conforme recomendação da ANVISA para  os casos de necropsia.

O material cirúrgico será secado e após guardado nas caixas. 

O piso será lavado após o termino de cada autópsia. 

Depois de autópsias são desprezadas em lixo hospitalar (em autópsias de doenças  contagiosas são sempre desprezadas). 

O avental de pano e a calça são colocados em hamper(Objeto para jogar lixo,  geralmente utilizado como lixeira de hospitais.) para serem posteriormente  encaminhados, pelo auxiliar de necropsia para lavagem. 

 A sala de autópsia deverá ser limpa, pelo auxiliar de necropsia e o lixo colocado em  saco plástico e encaminhado ao lixo hospitalar seguindo as normas da vigilância  sanitária. 

Os pesos anotados na lousa, são transferidos para o livro de pesos da sala de  autópsia. 

A funerária é avisada para buscar o corpo

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Arqueação – Draft Survey

A Arqueação sempre é feita no mínimo a duas mãos que representam o Embarcador e o Afretador e/ou Armador,  em algumas vezes é adicionado um representante da Aduana (RFB no Brasil) local ou Perito / Arqueador  Independente representando o comprador da carga, que é habilitado para atuação irrestrita, pois os cálculos usados  para quantificação são os mesmos em todo o mundo e consideram fatores como a estrutura física do Navio,  documentos de sua fabricação e demais.

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Autor: Francisco de Assis Freitas

Joinvile – SC

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No mundo Globalizado em que vivemos atualmente, cada vez mais competitivo e Internacionalizado, é  cada vez mais utilizado o transporte marítimo como meio de chegar ao destino, grande quantidade de  produtos comercializados de uma única vez. Nesse grande fluxo internacional, é de suma importância,  

determinantes que ajudem a classificar esses produtos internacionalizados. Cada vez mais se usa maneiras  matemáticas e estatísticas, para determinação de seus potenciais qualitativos. 

Além da tradicional In-Voice Internacional, os governos de países, utilizam métodos de checagem de seus  volumes transportados, em embarcações de carga. 

Desde os primórdios, quando se transportava especiarias através dos continentes, utilizam-se forma e  pesos para se saber o volume transportado. 

A Arqueação sempre é feita no mínimo a duas mãos que representam o Embarcador e o Afretador e/ou Armador,  em algumas vezes é adicionado um representante da Aduana (RFB no Brasil) local ou Perito / Arqueador  Independente representando o comprador da carga, que é habilitado para atuação irrestrita, pois os cálculos usados  para quantificação são os mesmos em todo o mundo e consideram fatores como a estrutura física do Navio,  documentos de sua fabricação e demais. As inspeções e certificações relacionadas a estes fatores, ficam a cargo das  Classificadoras que possuem competência estabelecida pelas as normas da legislação vigente para atuarem em nome  da Autoridade Marítima Brasileira na implementação e fiscalização da correta aplicação dos requisitos das  Convenções e Códigos Internacionais. Assim a Arqueação atende de forma generalista e completa todas as normas, leis e exigências internacionais, sendo valida Internacionalmente como medida de Quantificação de Carga. Após a Arqueação, seja inicial ou final, o documento que comprova e atesta o Peso Leve do Navio (Light Ship) e a Carga embarca é o Draft Survey Certificate que é assinado por todos os envolvidos no processo. 

Nos navios de graneis sólidos o peso da carga movimentada, é obtido através de uma operação  denominada “ARQUEAÇÃO da CARGA”, conhecida em inglês como “DRAFT SURVEY”, que significa  “INSPEÇÃO DE CALADO”. 

É o método de medição de cargas por leitura ou medição de calados do navio, vazio e carregado, levando se em consideração as variações de pesos dos líquidos a bordo, utilizando-se de cálculos matemáticos e  tabelas hidrostáticas. A exatidão do processo de medição dependerá muito da experiência do Arqueador  ( Marine Surveyor ) e da precisão e exatidão de suas medições. 

O cálculo desse VOLUME de carga transportada, é baseado no “ Princípio de Arquimedes “, que diz: 

“ Todo Corpo parcialmente ou totalmente submerso em um liquido, sofre uma força vertical de baixo para  cima, denominada de EMPUXO, cuja intensidade é igual ao peso do volume deslocado por aquele corpo “  

Para que possamos falar em deslocamento, peso, empuxo, carga etc, é necessário que falemos em  DENSIDADE. Pois essa relação entre a massa de um material, e o seu volume em uma dada temperatura e  pressão, também influencia nos números finais dos resultados. 

Densidade = Massa / Volume 

Um Iceberg flutua na agua do mar, porque a densidade do gelo é menor que a densidade da agua do mar.

No cálculo da Arqueação, deve-se medir a densidade e temperatura da agua do mar. Essas medidas devem  ser realizadas no mesmo instante e no mesmo local em que são feitas as leituras de calados. Deve-se  coletar a agua do mar, da área da PROA, POPA e a MEIO NAVIO. Obtendo por fim, uma média da densidade  sendo a mais próxima do valor real que é normalmente a agua salgada de 1,025t/m³. Para isso se faz uso  de um Densímetro, uma Proveta e um Termômetro. Obtidos esses valores, partimos em busca do cálculo  efetivo do deslocamento, pois ele será o Peso Real da Carga. É uma operação continuada, isso significa que  deve ser realizada de uma só vez, seguidamente. 

1. Leitura dos calados nas marcas do costado 

2. Determinação da densidade da agua que o navio flutua 

3. Determinação da constante do navio ( valor conhecido dos imediatos do navio) 4. Determinação dos consumíveis ( óleos / lastro) 

5. Calculo do Calado correspondente 

6. Determinação do deslocamento real do navio 

7. Determinação do peso da carga 

Quando necessário, deve-se ainda fazer as correções do TRIM ( 1ª e 2ª correção, observar as  considerações para os devidos cálculos. 

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