Radiação Solar e Sistemas Fotovoltaicos

O efeito fotovoltaico ocorre na formação da corrente elétrica Contínua, as células solares feitas de silício absorvem a radiação emitida pela luz solar, na absorção os elétrons ficam excitados decorrente a radiação, formando uma rede cristalina, a iluminação do material cria uma corrente elétrica à medida que os elétrons excitados e os vazios remanescentes são preenchidos por novos elétrons em direções diferentes pelo campo elétrico da região de depleção. A energia solar é produzida por placas fotovoltaicas de silício, que são implantados em áreas abertas e que possuem boa área de radiação solar. Para essa geração de energia são necessários alguns componentes mais importantes como o painel fotovoltaico, que é o elemento mais importante nesse meio de produção, pois é o responsável pela produção da energia elétrica, é composto por alguns elementos. O inversor solar fotovoltaico é o responsável pela conversão da energia produzida no painel fotovoltaico, pois é gerada corrente contínua, que é diferente da corrente utilizada nas residências.

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Autor: Rubens Pereira de Souza 

Guanambi – Bahia

Curso Profissionalizante Energia Solar Fotovoltaica

Somática Educar

A superfície da Terra recebe anualmente uma quantidade de energia solar nas  formas de luz e calor, o suficiente para suprir milhares de vezes às necessidades  mundiais durante o mesmo período. Poucas partes dessa energia solar é aproveitada. A energia do Sol pode ser utilizada para produzir eletricidade pelo  efeito fotovoltaico, onde se produz energia diretamente da conversão da luz solar  em energia elétrica. Esse tipo de sistema é capaz de absorver a radiação solar  por suas células fotovoltaicas e convertê-las em corrente elétrica. A corrente  convertida passa pelos sistemas tecnológicos da placa, onde será processada,  após o processo passará para rede de distribuição onde é coletada e processada  por dispositivos controladores e conversores. 

O efeito fotovoltaico ocorre na formação da corrente elétrica Contínua, as células  solares feitas de silício absorvem a radiação emitida pela luz solar, na absorção  os elétrons ficam excitados decorrente a radiação, formando uma rede cristalina,  a iluminação do material cria uma corrente elétrica à medida que os elétrons  excitados e os vazios remanescentes são preenchidos por novos elétrons em  direções diferentes pelo campo elétrico da região de depleção. A energia solar é  produzida por placas fotovoltaicas de silício, que são implantados em áreas  abertas e que possuem boa área de radiação solar. Para essa geração de  energia são necessários alguns componentes mais importantes como o painel  fotovoltaico, que é o elemento mais importante nesse meio de produção, pois é  o responsável pela produção da energia elétrica, é composto por alguns  elementos. O inversor solar fotovoltaico é o responsável pela conversão da  energia produzida no painel fotovoltaico, pois é gerada corrente contínua, que é  diferente da corrente utilizada nas residências.

A célula fotovoltaica é composta por um elemento químico chamado silício, neles  são empregados dois tipos diferente desse material para se criar o substrato do  semicondutor, negativas e positivas. As cargas positivas são criadas da mistura  silício e fósforo, já as negativas são criadas com silício e boro. O silício influencia  diretamente na porcentagem de rendimento das células fotovoltaicas, pois sua  pureza é quem favorece, por exemplo o painel solar de silício amorfo é a que  apresenta menor rendimento perante as outras, porém menor custo se  comparado, seu rendimento de 6 a 9 %, esse modelo é utilizado em relógios e  calculadoras solares. O painel solar de silício Monocristalino é o de maior  rendimento é aproximadamente de 14 a 22% e possui boa capacidade de  geração com pouca luz, é a mais cara dos modelos de silício e a mais antiga,  suas características são bem predominantes, pois possuem uma cor única, em  variação decorrente da alta pureza do silício na forma de lâminas, o painel solar  policristalino diferencia-se do Monocristalino pela sua formação que é montada  por diversos cristais formando um bloco, são produzidos mais facilmente do que  o modelo Monocristalino e mais baratos, porém sua eficiência de 13 a 18%. 

Conclui-se que o sistema solar fotovoltaico será um dos maiores sistemas  utilizados no mundo, pois sua fonte de calor é renovável e inesgotável, seu  sistema até então de alto custo, porem bem menos do que nos seus primórdios  e graças as novas tecnologias estão cada vez mais inseridas no mercado e com  uma melhor acessibilidade e aceitabilidade. 

GRADELLA VILLALVA, Marcelo energia solar fotovoltaica: conceitos e  aplicações. 2 ed. São Paulo: Érica, 2015. 224p. 

PENA, Rodolfo F. Alves. Vantagens e desvantagens da energia solar. Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/geografia/vantagens desvantagens-energia-solar.html 

SOLAR, Portal. Como funciona o painel solar fotovoltaico- Placas fotovoltaicas.

Portal Solar, SD. Disponível em: https://www.portalsolar.com.br/como-funciona o-painel-solar-fotovoltaico.html 

SOLAR, Portal. O que é energia solar. Portal Solar, SD. Disponível em:  https://www.portalsolar.com.br/o-que-e-energia-solar-.html

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GESTÃO AEROPORTUÁRIA: UM ELEMENTO CHAVE NO DESENVOLVIMENTO SOCIOECONÔMICO

Cabe destacar que nesta época de grande globalização, os aeroportos se tornaram um elemento vital para o crescimento dos negócios e da indústria numa localidade, predominantemente pelo acesso a empresas que utilizam este modal de transporte para atender às demandas de mercado relacionadas a suprimentos, concorrência e expansão.

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Autor: Luis Miguel Terán Petaquero

Jaboatão dos Guararapes – Pernambuco

Curso de logística e Operações Aeroportuárias

A gestão aeroportuária seja na forma privada ou pública é um elemento de alta  influência na ordem social e econômica de uma região e um recurso clave na  evolução através do tempo; mas, quais são os fundamentos para esta  afirmação? 

Para iniciar é preciso explanar a definição e importância de um aeroporto, pelo  que ao consultar à Agência Nacional de Aviação Civil encontrou-se que esta  define Aeroporto como “um aeródromo público dotado de edificações,  instalações e equipamentos para apoio às operações de aeronaves e de  processamento de pessoas e/ou cargas.” 

Cabe destacar que nesta época de grande globalização, os aeroportos se  tornaram um elemento vital para o crescimento dos negócios e da indústria  numa localidade, predominantemente pelo acesso a empresas que utilizam este  modal de transporte para atender às demandas de mercado relacionadas a  suprimentos, concorrência e expansão. 

Novaes (2007) expressa que o modal aéreo além de transportar carga com  velocidades muito superiores as demais modalidades, o transporte aéreo  apresenta níveis de avarias e extravios mais baixos, resultando em maior  segurança e confiabilidade. Por essa razão, não somente produtos de alto valor  agregado, tais como eletrônicos e aparelhos de precisão, são transportados por  avião, como também uma serie de produtos sensíveis a ação do tempo, como  alimentos perecíveis, flores, encomendas, correspondência etc. 

Com estas afirmações é possível então compreender a importância do  aeroporto e deste modal de transporte, mas é necessário também perguntar-se:  que função cumpre o operador de aeródromo neste quesito? 

Para dar resposta a esta pergunta foi consultado o REGULAMENTO BRASILEIRO DA AVIAÇÃO CIVIL RBAC nº 153 o qual define o operador de aeródromo como  “a pessoa jurídica que tenha recebido, por órgão competente, a outorga de  exploração da infraestrutura aeroportuária.”

Ainda no artigo 153.21 deste regulamento são expressadas as responsabilidades  do operador de aeródromo dentro das quais sobressaem os itens seguintes  (citados textualmente): 

(3) prover e manter no aeródromo recursos humanos, financeiros e  tecnológicos suficientes para cumprir os requisitos e parâmetros estabelecidos  neste Regulamento; 

(7) prover treinamento a todo pessoal cuja atividade influencie a segurança  operacional, de modo a adequar suas atividades às características específicas do  aeródromo, conforme estabelecido na seção 153.37; 

(8) monitorar a presença de animais no sítio aeroportuário e os eventos de  colisão entre fauna e aeronaves, com o objetivo de avaliar a aplicabilidade dos  requisitos estabelecidos em norma específica para o gerenciamento do risco da  fauna em aeródromos; 

(9) monitorar a área operacional de modo a identificar perigos que  comprometam a segurança das operações aéreas e aeroportuárias; 

(10) implementar ações mitigadoras que garantam a segurança das operações  aéreas e aeroportuárias; 

(13) garantir a prestação dos serviços aeronáuticos e aeroportuários de acordo  com a infraestrutura e serviços disponíveis; 

(15) adotar medidas mitigadoras visando manter a área operacional livre da  presença de pessoas, equipamentos e veículos não autorizados ou que  constituam perigo às operações aéreas e aeroportuárias; 

(16) adotar medidas mitigadoras visando manter a área operacional livre de  animais que constituam perigo às operações aéreas e aeroportuárias; 

(17) manter a pista de pouso e decolagem livre de obstáculos que  comprometam a segurança das operações de pouso e decolagem; 

(18) coordenar e fiscalizar a movimentação de veículos, equipamentos e  pessoas em solo, no que diz respeito às regras dispostas neste Regulamento e  demais normas vigentes; 

(19) manter a infraestrutura aeroportuária e aeronáutica, sob sua 

responsabilidade, em condições operacionais para a garantia da segurança e  regularidade dos serviços disponíveis; 

(23) garantir a segurança das operações aéreas durante a execução de obra ou  serviço de manutenção na área operacional; 

(25) garantir a coordenação de pessoal próprio, terceirizado e demais  organizações envolvidas na execução das atividades operacionais do  aeródromo. (Incluído pela Resolução nº 503, de 07.02.2019) 

Por outro lado, Seth B. Young e Alexander T. Wells (2014) afirmam que as  autoridades portuárias são órgãos legalmente instituídos com o status de  corporações públicas e que operam uma variedade de instalações de  propriedade pública, como portos, aeroportos, pedágios e pontes. Ao gerirem  as propriedades sob sua jurisdição, as autoridades portuárias contam com uma  ampla independência do Estado e dos governos locais. A sua independência  financeira deriva em grande parte do poder de suprir suas próprias dívidas, na  forma de títulos de receita, e da amplitude de suas próprias receitas, que  podem ser advindas de taxas e encargos em terminais marítimos e em  aeroportos, bem como de proventos (como pedágios em pontes ou túneis) de  outras autoridades portuárias.  

Seguidamente os autores expressam, outro tipo de organização é a de autoridade aeroportuária com propósito exclusivo. Similares às autoridades portuárias quanto à estrutura e à instituição legislativa, essas autoridades de  propósito exclusivo também têm uma considerável independência com relação  a governos estaduais e locais, os quais muitas vezes retêm a propriedade do  aeroporto ou dos aeroportos operados pela autoridade…elas dependem de  uma base muito mais restrita de receitas para conduzir um empreendimento  autossustentável financeiramente. 

Nesse sentido e de acordo às afirmações anteriores torna-se evidente a importância da administração aeroportuária seja esta sob o domínio público ou  de concessão privada sobre a segurança operacional, acondicionamento da  infraestrutura, cumprimento de regulamentações aeronáuticas e sobretudo a  geração de condições econômicas e estruturais que facilitem o traslado de carga  de passageiros de um local a outro. 

Por conseguinte, uma boa administração aeroportuária garante a eficiência  deste modal de transporte e abre portas para a expansão das atividades com o  inevitável crescimento social e econômico. Desta maneira, é possível 

estabelecer uma correlação entre o aeroporto como área efetiva de  deslocamento de interesses e a gestão aeroportuária como um sistema que  garante a eficiência destes processos.  

Em síntese, a gestão aeroportuária é um elemento clave no desenvolvimento  socioeconômico, expressão que pode ser fundamentada da maneira seguinte: 

* O desenvolvimento de investimentos de infraestrutura aeroportuária,  especialmente dos terminais servem como atrativo para a operação de  companhias aéreas no local de gestão. 

* O cumprimento das normas e procedimentos estabelecidos nos regulamentos  e normas posicionam o aeroporto como referência para a operação segura de  aeronaves. 

* O avanço dos projetos de expansão funcionam como uma fonte de empregos  que por sua vez mobilizam a economia local relativos à aquisição de bens e  serviços, gerando, ao mesmo tempo, receitas fiscais.  

* A execução de boas relações humanas e comerciais incentiva a economia  através do estímulo para o uso de serviços de cargas aéreas e deslocamentos de  materiais próprios do e-commerce.  

* Ao fundamento antes mencionado, soma-se o inevitável desenvolvimento  industrial que veem no aeródromo uma oportunidade para agilizar a entrega de  seus produtos e serviços o que gera atividade de aviação empresarial e tráfego  de fretes aéreos.  

* A necessidade de acesso terrestre ao aeroporto facilita o desenvolvimento de  outros modais de transporte. 

* A operacionalização do aeroporto aumenta as compras regulares de  combustível, suprimentos, equipamentos e outros serviços junto a  distribuidores locais geram uma renda adicional na comunidade.  

* A melhora das condições do aeródromo em complementação com a garantia  do bem-estar de todos os seus usuários num ambiente seguro, saudável e rico  para se trabalhar, viajar e visitar, aumenta a afluência de passageiros e gera  maiores receitas. 

* O aumento dos passageiros derivado da execução de um bom planejamento  financeiro eleva a arrecadação de impostos o que se traduz em mais projetos e serviços para beneficiar os residentes de cada Estado e comunidade.  

* O trabalho em equipe da administração aeroportuária com as organizações  públicas e privadas de turismo, viabilizam o aumento de visitantes o que  representa receitas substanciais para hotéis, restaurantes, lojas de varejo,  eventos esportivos, boates, passeios turísticos, locadoras de carros e transporte  local, entre outros.  

* A prática de políticas de sustentabilidade econômica colaboram com a  preservação do meio ambiente e o crescimento equilibrado, garantindo  melhores condições para as futuras gerações. 

Finalmente o desafio para os gestores aeroportuários é compreender todas as  regras, regulamentações e políticas que governam os interesses de cada parte  envolvida com o aeroporto e proporcionar um ambiente que seja econômica e  socialmente benéfico a todos, pelo que, aeroportos bem-sucedidos na gestão  desses papéis são reconhecidos por suas contribuições positivas e significativas  para suas comunidades.  

FONTES: 

Agência Nacional de Aviação Civil – ANAC. ANAC PEDIA.  

https://www2.anac.gov.br/anacpedia/por_ing/tr1294.htm

Novaes, Antônio Galvão. Logística e Gerenciamento da Cadeia de Distribuição.  Rio de Janeiro: Elsevier, 2007. 

REGULAMENTO BRASILEIRO DA AVIAÇÃO CIVIL RBAC nº 153 

Seth B. Young e Alexander T. Wells. Aeroportos, Planejamento e gestão. New  York: Bookman, 2014

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Impacto Ambiental e Parques Eólicos

Mais uma vez podemos evidenciar a importância da (EIMA/RIMA), pois para construir um parque eólico no Brasil é necessária a realização de um Estudo e Relatório de Impacto Ambiental. Esse estudo vai considerar, entre outras coisas, a poluição sonora que o parque pode gerar, pois as hélices dos aerogeradores produzem muito zumbido e pode trazer danos ao meio ambiente, pois até mesmo a construção de um Parque Eólico onde irá gerara uma energia sustentável, está propicio ao dando.

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Autor: Tiago Conceição de Souza

Macaé – RJ

Curso Tecnologia em Geração Eólica e Legislação Ambiental Aplicada à Implantação de Parques Eólicos

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Segundo a Resolução CONAMA nº 01/1986, considera-se impacto ambiental  qualquer alteração nas propriedades físicas, químicas e biológicas do ambiente  causada por qualquer forma de matéria ou energia resultante das atividades humanas  que, direta ou indiretamente, afetem: a saúde, a segurança e o bem-estar da  população; as atividades sociais e econômicas; a biota; as condições estéticas e  sanitárias do ambiente e a qualidade dos recursos ambientais.  

Com base nessa resolução é possível afirmar que nesse sentido, os impactos  ambientais podem ser positivos, quando resultam em melhorias para o ambiente, ou  negativos, quando essas alterações causam algum risco para o ser humano ou para  os recursos naturais encontrados no espaço, sendo assim, ressalto através de leituras  realizadas, a importância da Resolução CONAMA nº 01/1996, estabeleceu que  atividades que apresentam significativo potencial de degradação ou poluição  dependerão da elaboração de Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e apresentação do  respectivo Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) para que ocorra seu Licenciamento  Ambiental, podendo ou não ser autorizado o licenciamento. 

De acordo com o artigo 225 da Constituição Federal, “todos têm direito ao meio  ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à  sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de  defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações”. 

Referente ao que tange Energia Eólica é sem dúvida uma das mais antigas  tecnologias humanas, A energia eólica é cada vez mais usada no mundo, por se tratar  de uma energia sustentável 

Um parque eólico ou usina eólica é um local, em terra (onshore) ou em mar (offshore),  que se destina à produção de energia elétrica a partir dos ventos.  

Uma usina eólica é constituída por vários aerogeradores, um edifício de comando  (inclui geralmente uma sala de comando, um gabinete, um armazém e instalações  sanitárias) uma subestação, aos quais todos os aerogeradores estão ligados através  de uma rede de cabos enterrados, e caminhos de acesso a cada aerogerador  (MENDES; COSTA; PEDREIRA, 2002). 

As modernas turbinas eólicas são usadas para capturar energia cinética do vento e  gerar eletricidade.

Mais uma vez podemos evidenciar a importância da (EIMA/RIMA), pois para construir  um parque eólico no Brasil é necessária a realização de um Estudo e Relatório de  Impacto Ambiental. Esse estudo vai considerar, entre outras coisas, a poluição sonora  que o parque pode gerar, pois as hélices dos aerogeradores produzem muito zumbido e pode trazer danos ao meio ambiente, pois até mesmo a construção de um Parque  Eólico onde irá gerara uma energia sustentável, está propicio ao dando. 

Fontes: 

www.wonderopolis.org/whatis.techtarget.com/www.wisegeek.org/www.sciencedirect. com/www.azocleantech.com/dictionary.cambridge.org/www.energy.gov/windeurope. org 

https://www.portalsaofrancisco.com.br/meio-ambiente/parque-eolico http://www.abepro.org.br/biblioteca/TN_STP_206_222_27524.pdf

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Escala de Calado

Em todos os navios, a boreste e a bombordo, a vante e a ré, e algumas vezes a meia-nau, são escritas nos costados as escalas numéricas para a leitura dos calados.
Em geral, as escalas não são escritas no navio exatamente no lugar das perpendiculares, mas nos pontos em que a quilha encontra os contornos da roda de proa e do cadaste.

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Autor: Eduardo Carvalho Ribeiro

Corumbá – MS

Curso Capacitação em Arqueação de Navios- Draft Survey

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Em todos os navios, a boreste e a bombordo, a vante e a ré, e algumas vezes a meia-nau, são escritas nos costados as escalas numéricas para a leitura dos calados.

Em geral, as escalas não são escritas no navio exatamente no lugar das perpendiculares, mas nos pontos em que a quilha encontra os contornos da roda de proa e do cadaste.

O zero de todas as escalas é referido à linha do fundo da quilha,ou à linha que passa pelos pontos mais baixos do casco (leme, pé do cadaste, pá do hélice etc.), sendo esta linha prolongada horizontalmente até sua interseção com as partes inferiores de cada perpendicular nas extremidades do navio.

A graduação das escalas pode ser em decímetros, com algarismos da altura de um decímetro (às vezes em navios pequenos, 1/2 decímetro) ou em pés ingleses, com algarismos da altura de um pé (nos navios pequenos, 1/2 p é, isto é, seis polegadas). Com os algarismos de altura de um decímetro ou de um pé, são escritos na escala somente os números pares de decímetros ou de pés, e o intervalo entre os números é igual, respectivamente, a um decímetro ou a um pé. Cada número indica sempre o calado que se tem quando a superfície da água está rasando o seu limbo inferior; por conseqüência, quando o nível da água estiver no limbo superior de um número, deve-se acrescentar uma unidade, e as frações da unidade serão estimadas a olho. Por exemplo, quando a superfície da água estiver rasando o limbo inferior do número 56, o calado será 5,60 metros, e quando estiver na altura do limbo superior do número 58, o calado será 5,90 metros.

Se os algarismos tiverem a altura de meio decímetro (cinco centímetros) ou meio pé (seis polegadas), escrever-se-ão todos os números inteiros de decímetros ou de pés. Neste caso, se o nível da água estiver rasando o limbo superior de um número, será necessário acrescentar apenas meio decímetro ou meio pé para ler o calado.

Em todos os países, de modo geral, as escalas são escritas em algarismos arábicos; entretanto, muitos navios adotam a escala em decímetros escrita em algarismos arábicos em um dos bordos (BE), e a escala em pés escrita em algarismos romanos no outro bordo.

A altura dos algarismos, a que nos referimos acima, é a de sua projeção num plano vertical, a qual nem sempre coincide com a altura do algarismo inscrito no costado, por ser este muitas vezes côncavo nas extremidades do casco. Os algarismos são entalhados na superfície das chapas ou fundidos em metal, sendo neste caso presos ao costado por meio de parafusos; eles são pintados de cor branca ou preta conforme a pintura do casco seja escura ou clara, para melhor visibilidade.

Nos navios que adotam o sistema inglês de medidas, algumas vezes são

marcados nas escalas somente os algarismos que indicam a unidade de pés; assim, os calados de seis pés, 16 pés e 26 pés serão sempre representados pelo algarismo 6; para o pessoal de bordo será muito fácil determinar qual o algarismo das dezenas pela simples inspeção do navio.

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CONHECER A IMPORTÂNCIA DA ATIVIDADE EXPORTADORA

O comércio exterior de um país significa o fluxo de mercadorias vendidas (exportadas) ou compradas (importadas), bem como dos serviços executados por empresas nacionais no exterior ou feitas por empresas estrangeiras no próprio país. Em outras palavras, o comércio exterior engloba a gestão do processo de compras e vendas internacionais de produtos e serviços.

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Autor : Eduardo Carvalho Ribeiro

Corumbá – MS

Curso Arqueação de Embarcações e Plataformas flutuantes com ênfase na quantificação de mercadorias a granel,sólido, líquido e gasoso

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O  comércio  exterior  de  um  país  significa  o  fluxo  de  mercadorias  vendidas (exportadas)  ou  compradas  (importadas),  bem  como  dos  serviços  executados por  empresas  nacionais  no  exterior  ou  feitas  por  empresas  estrangeiras  no próprio  país.  Em  outras  palavras,  o  comércio  exterior  engloba  a  gestão  do processo de compras e vendas internacionais de produtos e serviços. 

Desse  modo,  quando  nos referirmos  à  exportação,  estaremos  trabalhando  com  o  conceito  de  um processo  que  ocorre  quando  um  determinado  bem  cruza  a  fronteira  de  um país,  ou  seja,  basicamente,  quando  uma  mercadoria  originária  dos  Estados Unidos sai de lá  e chega até ao  Uruguai, estamos diante de uma exportação. A importação,  por  sua  vez,  seria  a  entrada  desse  bem  no  espaço  geográfico  do país  que  o  está  adquirindo.  No  mesmo  exemplo,  os  Estados  Unidos  seriam  o país exportador e o Uruguai, o importador. 

Todos  os  impostos  e  contribuições  diretamente  relacionados  com  a exportação  e  a  importação  formam  as  barreiras  tarifárias.  Já  as  barreiras  não tarifárias  são  restrições  à  entrada  de  mercadorias  importadas,  para  criar distorções  nas  trocas  comerciais,  a  exemplo  dos  regimes  de  licenças  de                       importação. Por  meio  de  cotas,  restringe- se  a  quantidade  de  produto importado,  limitada  a  um  número  preestabelecido  alocado  sob  a  base  global ou específica. 

Para  que  seja  feito  o  intercâmbio  de  produtos  ou  serviços,  duas  empresas situadas  em  países  diferentes  firmam  um  contrato  de  compra  e  venda internacional,  ou  seja,  um  acordo  onde  são  ditadas  as  condições  de  entrega do  produto  ou  da  prestação  do  serviço,  a  forma  de  pagamento,  etc., formalizando,  assim,  a  relação  da  empresa  exportador a  com  seus  clientes  no exterior.  É  o  que  Sousa  (2009,  p.149)  chama  de  “ponto  de  partida  das operações  comerciais  internacionais”.  Depois,  o  exportador  deverá  enviar  a mercadoria,  cumprindo  os  trâmites  administrativos,  e  o  comprador  precisará pagá-la,  recepcioná-la  e  cumprir  as  formalidades  administrativas  resultantes da admissão de mercadorias importadas. 

Mas  não  são  apenas  importadores  e  exportadores  os   envolvidos  nesta operação.  Outras  empresas  e  organismos  participam  do  processo .  A  parte  da logística, por exemplo , trata do fluxo físico das  mercadorias,  pela  atuação  de         empresas  de  transporte  e  armazenagem, operadores portuários, etc.  Os pagamentos e seguros  são de responsabilidade das  entidades  financeiras,  com  controle  do  Banco  Central.  As empresas  de inspeção,  por  sua  vez,  comandam  a  parte  do  controle  das  mercadorias,  sendo tudo  monitorado  pela  Receita  Federal.  As   alfândegas  e  despachantes aduaneiros  se  encarregam  dos  processos  administrativos.  

Embora  o  Brasil  esteja  em  posição  privilegiada  no  ranking  que  mede  os maiores  exportadores  do  planeta,  ocupando  o  vigésimo  primeiro  lugar  (MRE, 2012),  nosso  país  não  produz  tudo  o  que  sua  população  necessita.  E,  ainda que  tenha  dimensões  continentais,  o  país,  como  qualquer  um  dos  outros  190 existentes no mundo, não  possui condições  de satisfazer  a todas as  demandas internas.  Você  saberia  explicar  o  motivo  dessa  aparente  situação desfavorável? 

Imagine  que  não  é  cabível  que  uma  nação  seja  autossuficiente.  A  falha  ou baixa  produtividade  de  um  determinando  produto  ou  matéria  prima  em  um país  pode  muito  bem  ser  coberta  por  um  vizinho.  Por  isso,  tanto  comprar  de um  estrangeiro  quanto  vender  a  outro  país  são  práticas  corriqueiras  e necessárias,  ou  seja,  tanto  exportar  quanto  importar  fazem  parte  das  regras do jogo! 

Nenhum  país  do  mundo  consegue  gerar  todos  os  bens  e serviços  de  que  sua  população  necessita.  Como alternativa,  os  países  têm  procurado  especializar-se  em certas  atividades,  objetivando  produzir  mais eficazmente  determinados  tipos  d e  produtos;  os excedentes  dessas  produções  são  então  trocados  por outros  produtos  necessários  às  suas  populações.  Dessa forma,  as  empresas  tornam-se  mercados  mais competitivos,  surgindo  novos  produtos  para  atender novas demandas (SOUSA, 2009, p. 6). 

A  Argentina,  por  exemplo,  é  o  segundo  maior  fornecedor  de  mercadorias  e insumos de que o  Brasil  precisa. O  Brasil, por sua  vez, exporta  bastante da sua pauta  de  vendas  internacionais  para  a  China,  segundo  dados  relativos  a  2013, Assim,  fica  mais  fácil  compreender  porque,  ao  mesmo  tempo  em  que  vende para  a  Argentina,  tão  próxima,  e  para  a  China,  do  outro  lado  do  mundo,  o Brasil  ainda  usa  boa  parte  de  sua  produção  para  consumo  interno.  Escoar toda sua produção lá para fora ou comercializar tudo no próprio país não teria muito  sentido,  não  é  verdade,  vis to  que  não  produzimos  por  aqui  tudo  que necessitamos em termos de insumos, matérias primas, máquinas, etc. 

Como  nenhum  país  é  uma  “ilha”,  é  natural  que  ocorra  o  fluxo  internacional, motivado  pela  globalização.  Como  você  bem  sabe,  a  globalização  pode  ser encarada  como  um  fenômeno,  em  escala  global,  capaz  de  produzir  uma integração  de  cunho  econômico,  social,  cultural  e  político  entre  diferentes países. 

Ainda  que  a   globalização  possa  ser  criticada  por  vários  aspectos,  pelos contrários  ao  sistema  capitalista.

Se  imaginarmos ,  hipoteticamente,  o  transporte  marítimo  como  uma ferramenta  da  globalização,  poderemos  refletir  que  sua  elevada  capacidade de  carga,  atrelada  ao  fato  de  ele  servir  fortemente  nas  transações  de importação  e  exportação,  fazem  deste  modal  um  elo  da  “mundialização”  de mercadorias. Por isso, um mesmo produto pode ser encontrado em diferentes partes  do  mundo,  de  forma  tão  acessível!  É  cada  vez   mais  comum,  por exemplo,  que,  ao  lermos  o  rótulo  de  um  alimento  ou  produto  de  higiene industrializado  vejamos  que  os  mesmos  foram  feitos  em  fábricas  em  algum país da América do Sul, por exemplo.

Elaborados  pelo  Ministério  do  Desenvolvimento,  Indústria  e  Comércio 

Exterior Ludovico  (2009)  faz  uma  comparação  bem  interessante  ao  abordar  essa questão. Veja se  o  pensamento desse autor não  tem relação  direta com  o  que começamos  a  estudar  a  partir  de  agora:  para  ele,  analisar  o  comércio internacional  é  poder  ter  a  visão  de  que,  realmente,  o  mundo  se  tornou  um “grande  condomínio  de  países”.  Nesse  grande  condomínio,  os  “inquilinos” seriam empresas de todos os tipos e tamanhos . 

Também  podemos  construir  nossa  própria  analogia  nesse  sentido!  Pensemos o  mundo  como  um  grande  “shopping  center”  e  os  países  funcionando  como “lojas”.  As  mercadorias  dessas  lojas  estão  disponíveis  à  venda  para  todos  e, dependendo  da  situação,  uma  determinada  loja  pode  comprar  de  outra,  sem sair  de  lá.   Se  uma  lanchonete  desse  shopping  ficar  sem  guardanapo,  por exemplo,  pode  muito  bem  ir  a  uma  loja  de  departamentos  próxima  comprar esse  item,  sem  grandes  problemas.  Isso  quer  dizer  que  a  lanchonete,  cuja especialidade  é  fazer  e  vender  lanches,  não  precisa  ter  uma  loja  ou  fábrica própria de guardanapo para levar seu  negócio adiante, não é mesmo, pois  seu 

vizinho  tem  condições  de  ampará-lo  nesta  necessidade  emergencial. 

De  fato,  a  questão  da  globalização  é  algo  que  provocou  e  ainda  gera mudanças  na forma de atuação das empresas em nível  internacional. As novas maneiras  de  fazer  negócios,  numa  amplitude  que  não  se  prende  mais  às fronteiras  e  às  proximidades  geográficas,  são  constatações  que  empurram  os países e suas empresas à aventura do comércio exterior. 

Mas  agora pare  e  pense um  pouco  a  fundo:  se  o  mundo é  cada  vez  “menor”  e se  todos  os  países  e  suas  empresas  pensarem  em  vender  para  o  “mundo”,  ao mesmo  tempo,  haverá  mercado  consumidor  suficiente  para  todos?  Há  tanta demanda  assim?  A  resposta,  claramente,  é  não!  Afinal  de  contas,  sempre haverá  mais  interessados  em  vender  do  que  comprar.

Obras Consultadas

LUDOVICO, Nelson, Como preparar uma empresa para o comércio exterior. São Paulo: Saraiva, 2009.

LUDOVICO, Nelson. Preparando sua empresa para o mercado global. São Paulo: Thomson, 2002.

SOUSA, J. M. (2009) Fundamentos do comércio internacional. São Paulo: Saraiva.

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A HISTÓRIA DO SANEAMENTO BÁSICO NO BRASIL E SEU TRATAMENTO

Ter saneamento básico é um fator essencial e de suma importância para um país poder ser chamado de país desenvolvido. Os serviços de água tratada, coleta e tratamento dos esgotos levam à melhoria da qualidade de vidas das pessoas, sobretudo na saúde infantil com redução da mortalidade, melhorias na educação, na expansão do turismo, na valorização dos imóveis, na renda do trabalhador, na despoluição dos rios e preservação dos recursos hídricos e efluentes, etc.

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Autor: David Machado Maas

Timbó – SC

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Sabemos que o saneamento básico é de extrema importância. Tanto para saúde e bem-estar da humanidade quanto para um país ser considerado desenvolvido.

Entretanto, infelizmente bilhões de pessoas no mundo não têm acesso ao mais básico de tudo: abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto. Em termos nacionais, são quase 35 milhões de brasileiros sem acesso ao atendimento de água, 46,9% da população não têm acesso à coleta de esgoto, o que representa quase 100 milhões de pessoas. Já no que diz respeito ao tratamento, apenas 46,3% de todo o volume de esgoto é tratado. Além do mais, diariamente são cerca de 5.715 piscinas olímpicas de esgoto jogadas diariamente na natureza.

Mesmo apresentando ainda inúmeros problemas no setor, não significa que os serviços de saneamento básico sejam algo recente, muito pelo contrário, há registros de abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto há milhares anos.

Tudo começou na Antiguidade….

Na grande Roma, as ruas que apresentavam encanamentos serviam de fonte pública e, com o objetivo de prevenir doenças, separava a água para consumo da população. Na Grécia antiga, havia-se o costume de enterrar as fezes ou deslocarem para um local bem distante de suas casas. O Egito iniciou o controle do fluxo de água do rio Nilo e utilizava tubos de cobre para o palácio do faraó Keóps.

A Idade Média, por sua vez, foi um período de 10 séculos sem avanços no saneamento básico. Com a queda de Roma, o conhecimento ficou arquivado em mosteiros religiosos. Só foi revelado algo sobre saneamento em 1425. Assim, os ensinamentos sobre hidráulica, saneamento e a gestão ficaram escondidos durante toda a Idade Média. Nesse período, o gerenciamento de água deixou de ser do governo e passou a ser dos cidadãos. Lixo de todo tipo se acumulava nas ruas, facilitando o aumento de ratos e criando sérios problemas de saúde. Um dos mais graves foi a epidemia da peste bubônica, que só na Europa, causou a morte de cerca de 25 milhões de pessoas.

A primeira rede de distribuição de água e captação de esgoto foi construída há aproximadamente 4.000 anos, na Índia. Grandes tubos feitos de argila levavam as águas residuais e os detritos para canais cobertos que corriam pelas ruas e desembocavam nos campos, adubando e regando as colheitas.

Em Paris, no final do século XV, a distribuição de água era controlada por canalizações. Em 1664, a distribuição de água canalizada foi incrementada com a fabricação de tubos de ferro fundidos e moldados, por Johan Jordan, na França, sendo instalada no palácio de Versailles. Pouco depois, Johan inventou a bomba centrífuga e em 1775, Joseph Bramah inventou o vaso sanitário na Inglaterra, como vimos no texto anterior do blog sobre a origem dos banheiros.

No final do século XVIII, com a Revolução Industrial, a população das cidades aumentou muito causando um maior acúmulo de lixo e excrementos nas ruas. Por consequência disso, tornou-se necessária a criação de um sistema de esgoto e água que desse conta da demanda da população.

A primeira Estação de Tratamento de Água (ETA) foi construída em Londres em 1829 e tinha a função de coar a água do rio Tâmisa em filtros de areia. A ideia de tratar o esgoto antes de lançá-lo ao meio ambiente, porém, só foi testada pela primeira vez em 1874 na cidade de Windsor, Inglaterra. Porém com a descoberta de que doenças letais da época (como a cólera e a febre tifoide eram transmitidas pela água, técnicas de filtração e cloração foram mais amplamente estudadas e empregadas, chegando próximas ao que vemos hoje.

Surgimento do saneamento no Brasil

O primeiro registro de saneamento no Brasil ocorreu em 1561, quando o fundador Estácio de Sá mandou escavar o primeiro poço para abastecer o Rio de Janeiro. Em 1620, iniciou-se as obras do aqueduto do Rio Carioca para abastecimento do estado. A obra foi iniciativa de Aires Saldanha e tinha 270 metros de comprimento e 18 metros de altura. Entretanto, ela foi concluída mais de cem anos depois. Em 1723 ela foi entregue à população sendo o primeiro sistema de abastecimento de água no país. No período colonial, ações de saneamento eram feitas de forma individual, resumindo-se à drenagem de terrenos e instalação de chafarizes. Na capital, o primeiro chafariz foi construído em 1744. 

Durante a história do saneamento no Brasil existiram fatores que dificultaram o progresso ao longo dos anos. Podemos citar alguns obstáculos que impediram (e ainda impedem) que o desenvolvimento dessa área não tenha atingido crescimento expressivo durante esse período, são eles:

  • A falta de planejamento adequado;
  • O volume insuficiente de investimentos;
  • Deficiência na gestão das companhias de saneamento;
  • A baixa qualidade técnica dos projetos e a dificuldade para obter financiamentos e licenças para as obras.

A partir dos anos 1940, se iniciou a comercialização dos serviços de saneamento. Surgem então as autarquias e mecanismos de financiamento para o abastecimento de água, com influência do Serviço Especial de Saúde Pública (SESP), hoje denominada Fundação Nacional de Saúde (FUNASA).

No Brasil, 83,3 % da população são atendidos com fornecimento de água tratada e 35 milhões de brasileiros ainda não possuem acesso a este serviço. De acordo com dados fornecidos pelo SNIS 2015 e o Instituto Trata Brasil, para cada 100 litros de água tratada, 37% não são consumidas. Com relação a coletas e tratamentos de esgoto os números diminuem com relação a população atendida por esse serviço básico e aumentam quanto a população que não tem acesso nenhum. Segundo o levantamento de dados do SNIS 2015 e um estudo de saneamento em áreas irregulares feito pelo Instituto Trata Brasil em 2016, cerca de 50,3% da população do Brasil tem acesso à coleta de esgoto, enquanto mais de 100 milhões de brasileiros ainda não possuem acesso a este tipo de serviço.

Definição de Saneamento Básico:

Saneamento é o conjunto de medidas que visa preservar ou modificar as condições do meio ambiente com a finalidade de prevenir doenças e promover a saúde, melhorar a qualidade de vida da população e à produtividade do indivíduo e facilitar a atividade econômica. No Brasil, o saneamento básico é um direito assegurado pela Constituição e definido pela Lei nº 11.445/2007 como o conjunto dos serviços, infraestrutura e Instalações operacionais de abastecimento de água, esgotamento sanitário, limpeza urbana, drenagem urbana, manejos de resíduos sólidos e de águas pluviais. 

Embora atualmente se use no Brasil o conceito de Saneamento Ambiental como sendo os 4 serviços citados acima, o mais comum é o saneamento seja visto como sendo os serviços de acesso à água potável, à coleta e ao tratamento dos esgotos.

Conclusão:

Ter saneamento básico é um fator essencial e de suma importância para um país poder ser chamado de país desenvolvido. Os serviços de água tratada, coleta e tratamento dos esgotos levam à melhoria da qualidade de vidas das pessoas, sobretudo na saúde infantil com redução da mortalidade, melhorias na educação, na expansão do turismo, na valorização dos imóveis, na renda do trabalhador, na despoluição dos rios e preservação dos recursos hídricos e efluentes, etc.

Em 2017, segundo o Ministério da Saúde (DATASUS), foram notificadas mais de 258 mil internações por doenças de veiculações hídricas no país.

Em vinte anos (2016 a 2036), considerando o avanço gradativo do saneamento, o valor presente da economia com saúde, seja pelos afastamentos do trabalho, seja pelas despesas com internação no SUS, deve alcançar R$ 5,9 bilhões no país.

Por isso, deve ser tratado como prioridade à especialização e capacitação dos profissionais da área, além claro de incentivo e ajuda do governo para que possamos adequar e impulsionar o país todo com tratamento de água e efluentes de qualidade.

Fontes Consultadas: 

www.eosconsultores.com.br

www.cartacapital.com.br

https/etes-sustentaveis.org

www.tratabrasil.org.br

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