Turbina a vapor

Turbina a vapor é uma máquina térmica rotativa onde a energia térmica proveniente do vapor, medida pela entalpia, é convertida em energia cinética em virtude de sua expansão. A energia é então convertida em energia mecânica de rotação por meio da força que o vapor exerce nas pás rotativas.

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Autor: Caio Ferreira da Silva Ramos

Curso Operador de Usina Termelétrica de Ciclo Combinado

Rio Brilhante – MS

O que é uma turbina a vapor. 

Turbina  a  vapor  é  uma máquina  térmica  rotativa  onde  a  energia  térmica  proveniente  do vapor, medida pela entalpia, é convertida em energia cinética em virtude de sua expansão. A energia é então convertida em energia mecânica de rotação por meio da força que o vapor exerce nas pás rotativas.

Breve história da criação e evolução da Turbina a vapor 

O primeiro motor a vapor foi criado no século I , no Egito romano por Heron de Alexandria , chamada de  Eolípila.  Outro ancestral da turbina a vapor foi criada pelo Italiano Giovanni branca em 1629.

A primeira turbina de aplicação é a associada, primeiramente, aos engenheiros  Carl Gustaf Laval da Suécia e Charles Algernon Parsons da Grã- Bretanha.

Em 1884 Charles Algernon Parsons criou a primeira turbina a vapor que foi usada para gerar energia elétrica, a mesma era acoplada a um dínamo que gerava uma potência elétrica de 7,5 kw de eletricidade. A invenção da turbina Parsons possibilitou a geração de eletricidade barata e abundante, revolucionou o transporte marítimo e a guerra naval. Logo após o estadunidense George Westinghouse obteve uma licença e projetou uma turbina maior similar. Posteriormente, outras variantes de design foram desenvolvidas para tornar a turbina a vapor mais acessível.

Uma inovação importante foi dada pela turbina de Laval, inventada por Gustaf de Laval e baseada em tubeiras que aceleram o vapor (a velocidades supersônicas) antes que ele entre na seção de lâminas. Essa aceleração ocorre com base no princípio de Bernoulli, que afirma que a velocidade de um fluido pode ser aumentada à custa de sua pressão. Isto levou a uma solução de projeto simples e barata que, comparada às turbinas anteriores, permitiu uma maior exploração da energia do vapor, aumentando sua eficiência e potência. Até mesmo a turbina Parsons provou ser fácil de redesenhar em maior escala. Durante a vida de Parsons, a potência de uma unidade foi aumentada em 10 000 vezes.

Ainda que existam vários outros engenheiros e cientistas que tenham seus nomes intimamente ligados  ao  desenvolvimento  das  turbinas  a  vapor,  coube  a  George  Westinghouse,  que comprou os direitos sobre a turbina Parsons em 1895, o mérito de projetar e colocar em prática a primeira turbina  a  vapor  comercial  com  400  kW  de  capacidade,  que  acionava  um  gerador  elétrico.  Outro pesquisador que vale se destacado é Aurel Stodola, da Eslováquia que na prática estipulou os fundamentos teóricos das turbomáquinas e seu controle automático.  a necessidade cada vez maior de economia de escala dos equipamentos e ao mesmo tempo em  que  se  espera  uma  maior  eficiência  energética  fizeram  com  que  os  projetistas aumentassem  a temperatura e a pressão de operação, somado ao aumento da potência das turbinas. Nos dias atuais, a capacidade por unidade média instalada  é de aproximadamente  600 MW, já  na década  de  1920 estas potências não ultrapassavam 30 MW. 

Tipos de turbinas a vapor mais utilizadas em usinas Termoelétrica.

 Turbina de contrapressão de fluxo direto: O termo contrapressão é utilizado para indicar que o vapor que saí da turbina possui uma pressão maior ou igual, a ambiente, esta condição é necessária para suprir a demanda de calor quando se tem temperaturas  superiores  a  100  °C, sendo reutilizado para processos indústrias.

Turbina de contrapressão com sangria ou extração controlada: As  turbinas com sangria  ou extração  controlada são usadas  quando  se  necessita de  vapor em diferentes faixas de pressão. Este tipo de turbina fornece uma fração do vapor com média pressão e outra fração em baixa  pressão. Geralmente, se faz o uso de turbinas com sangria quando o volume de  vapor de extração (de media  pressão)  é  inferior  ao  volume  de  escape  (de  baixa  pressão).  Já  as  turbinas  com  extrações controladas  são  usadas  em  ocasiões  onde  o  fluxo  de  vapor  de  extração  (de  media  pressão)  é  maior quando se compara com o fluxo de vapor de escape (de baixa pressão) e também quando a demanda de vapor de média pressão é passível de flutuações relevantes.

Turbinas de condensação de fluxo direto: Turbina  de  condensação  de  fluxo  direto  fornece  vapor  para  o  condensador  com  uma  pressão mais baixa do que a pressão atmosférica, com o objetivo de amplificar a eficiência térmica do ciclo por meio de um acréscimo máximo da queda de entalpia. Este tipo de turbina tende a possuir dimensões maiores, assim como uma potência maior do que as  turbinas  de  contrapressão.  No  entanto, o  rendimento  total  é  menor  do  que  o  de  uma  instalação  de contrapressão,  uma  vez  que  uma  fração  da  energia  presente  no  vapor  é  perdida por  meio da  água  de refrigeração que é utilizada no processo de condensação.

  Turbina de condensação com extração: Turbina de condensação com extração são, normalmente, utilizadas quando existe a necessidade de  uma  quantidade  maior  de  energia  elétrica  do  que  se  consegue  autogerar  com  o  calor  gerado  pelo processo. O vapor excedente sofre ama expansão até chegar à condição de vácuo, provocando um salto térmico maior. Mesmo que as turbinas de contrapressão sejam mais eficientes, em diversas situações as turbinas de condensação com extração se mostram mais vantajosas, entre essas situações pode-se citar: compensação das oscilações  de consumo de  energia elétrica e  vapor que são originados no processo; impede-se que o limite de potência contratado seja ultrapassado; possibilita que o condensador absorva o excesso de vapor, quando ocorre a paralisação parcial do processo. Turbinas  a  vapor  com  extração  automática  ou  extrações  reguláveis  são  arquitetadas  para possibilitar a retirada de uma quantidade variável de vapor mantendo uma pressão constante, em um ou mais pontos de extração. Já nas turbinas de extração não regulável não existe o controle da pressão do vapor extraído, sendo assim, o vapor sofre variação em função da carga.

Turbina de condensação com reaquecimento: O fluxo total de vapor é admitido no estágio de alta pressão. Nesse estágio o vapor sofre um processo de expansão e então retorna a caldeira para ser reaquecido. Em seguida o vapor é transferido para o estágio de pressão intermediária a partir de onde se expande entre os últimos estágios até o escape. Algumas turbinas possuem também o reaquecimento duplo.

Referência Bibliográfica

Apostila disponibilizada pelo Curso Operador de central termoelétrica de ciclos combinado 

https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Turbina_a_vapor

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Impostos sobre Operações de Importações

Realmente importar uma mercadoria não é nada fácil. Taxas como PIS, Cofins, IPI, II e ICMS que segundo o governo servem para proteger as mercadorias nacionais apenas dificultam o comércio interno que na grande maioria dos pequenos comerciantes, acabam por comercializar produtos falsificados como os brinquedos, por exemplo, que hoje passam de 20% em impostos.

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Autor: Vinícius Silva Lopes

Curso Agenciamento Marítimo

Porto Alegre – RS

Realmente importar uma mercadoria não é nada fácil. Taxas como PIS, Cofins, IPI, II e  ICMS que segundo o governo servem para proteger as mercadorias nacionais apenas dificultam  o comércio interno que na grande maioria dos pequenos comerciantes, acabam por  comercializar produtos falsificados como os brinquedos, por exemplo, que hoje passam de 20%  em impostos. 

Estudo de 2009 (International Trade: Free, fair and open ) aponta que a liberação das  barreiras de importação nos países desenvolvidos resultaria em um ganho de quase US$ 123  bilhões para a economia mundial; sendo que a eliminação completa de tarifas traria um impacto  positivo de 1,37% sobre o PIB dos países em desenvolvimento. Enquanto isso o Brasil tem um  dos brinquedos mais caros do mundo, face à alíquota de 35%, limite máximo admitido pela  OMC. Já o México cobra 9,1% enquanto Chile e Peru cobram 6%. 

Caso não seja reduzida a alíquota do imposto de importação sobre os brinquedos,  estarão prejudicados os importadores, comerciantes e consumidores e continuarão sendo  favorecidos contrabandistas, falsários, entre outros. Isso que citamos como exemplo somente  brinquedo!

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O que é calado do navio?

A medição de calados de navios é um processo que vem há mais de quarenta anos sendo realizada
de forma manual e extremamente dependente da habilidade humana, tanto na medição quanto na aproximação do navio.

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AUTOR: Yuran Herberto

Moçambique – Sofala

CURSO: Arqueação de Navios – Draft Survey

Introdução


Neste presente Trabalho Final de Curso sera abordado sobre o calado de um navio com o intuito de ensinar, visto que o mesmo será publicado. Sabemos que o transporte marítimo é o principal modal utilizado no comércio exterior. Dessa forma, o aumento do comércio mundial acaba por demandar navios cada vez maiores no intuito de incrementar sua capacidade. E quanto maior a capacidade de um navio, maior o seu calado.


A medição de calados de navios é um processo que vem há mais de quarenta anos sendo realizada
de forma manual e extremamente dependente da habilidade humana, tanto na medição quanto na aproximação do navio.


O que é o calado do navio?


Calado é a distância vertical entre a parte inferior da quilha e a linha de flutuação de uma embarcação. É a medida da parte submersa do navio.

Tecnicamente, é a distância da linha d’água até a quilha do navio.
O conhecimento do calado do navio em cada condição de carga e de densidade da água (em função da salinidade e temperatura) é fundamental para determinar a sua navegabilidade sobre zonas pouco profundas, em especial nos portos e em canais. Toda embarcação pode flutuar entre um calado máximo quando ela está a plena carga e um calado mínimo quando ela está descarregada inteiramente.


Geralmente vemos ou lemos que o porto tal possui um calado de x metros, mas isso está errado, somente os navio tem calado. Portos possuem profundidade.
Como calcular o calado de uma embarcação?
O calado de uma embarcação mede-se verticalmente a partir de um ponto na superfície da parte inferior da quilha e a superfície da água. É importante notar que o calado terá variações, num mesmo navio, conforme a carga do navio ou a densidade da água


Tipos de calados de navios


Em função do ponto da embarcação e da forma de medição existem diversas formas de expressar o calado.


Calado a meia-nau: distância vertical entre a superfície da água e a parte mais baixa do navio medida na seção a meia-nau, isto é, a meio comprimento entre as perpendiculares dos pontos extremos da proa (parte dianteira) e popa (parte traseira).

Calado máximo: distância vertical entre a superfície da água e a parte mais baixa da quilha do navio medida quando este estiver na condição de deslocamento em plena carga (ou deslocamento máximo).


Calado médio: média aritmética dos calados medidos nas partes dianteira e traseira do navio.

Calado mínimo: distância vertical entre a superfície da água e a parte mais baixa da quilha do navio medida quando este estiver na condição de deslocamento mínimo.


Calado moldado: distância vertical entre a superfície da água e a linha da base moldada do casco. É utilizado no cálculo dos deslocamentos e para a determinação das curvas hidrostáticas da embarcação.

Calado normal: distância vertical entre a superfície da água e a parte mais baixa da quilha de uma embarcação, quando esta está com o seu deslocamento normal.
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Referência
https://www.fazcomex.com.br/blog/calado-do-navio-o-que-e/

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Condicionamento e Comissionamento de Plantas Industriais

O recebimento dos equipamentos marca o início do processo de condicionamento, onde uma inspeção de recebimento verifica se o equipamento recebido está em conformidade com as especificações contratadas na compra, além de verificar o seu estado. Nada mais é do que um “check-list”, em que se compara o que foi comprado com o que foi recebido. Caso haja eventuais desvios nas especificações de compra, as equipes de projeto e montagem devem tomar providências em tempo hábil para evitar atrasos no cronograma principal.

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Autor: Sidnei Cavassani

São Caetano do Sul – SP.

Curso: Gestão e Supervisão de Condicionamento e Comissionamento de Equipamentos.

Somática Educar

INTRODUÇÃO:

Fora do ambiente Petrobras, ou seja, no exterior, muitas companhias chamam o Condicionamento de Pre-Commissioning.

O porquê do Condicionamento?

Uma companhia de petróleo, por exemplo, que produza em média 200 mil barris/dia a US$ 60,00 o barril, terá um prejuízo de 12 milhões de dólares para cada dia de atraso. Portanto, qualquer atraso na entrada em operação de uma unidade de processo custa muito dinheiro. Por isso que todos os equipamentos e itens de processos têm de estar em perfeitas condições de funcionamento, isto é, bem condicionados.

O condicionamento é dividido em quatro atividades:

Recebimento (de caráter qualitativo), Preservação, Inspeção Mecânica e Inspeção Funcional.

Recebimento:

O recebimento dos equipamentos marca o início do processo de condicionamento, onde uma inspeção de recebimento verifica se o equipamento recebido está em conformidade com as especificações contratadas na compra, além de verificar o seu estado. Nada mais é do que um “check-list”, em que se compara o que foi comprado com o que foi recebido. Caso haja eventuais desvios nas especificações de compra, as equipes de projeto e montagem devem tomar providências em tempo hábil para evitar atrasos no cronograma principal.

Preservação:

É o conjunto das atividades que visam garantir a integridade e funcionalidade dos equipamentos da planta de processo. Consiste no armazenamento adequado dos equipamentos, protegendo-os contra danos mecânicos, oxidação, além de mantê-los devidamente engraxados e lubrificados. A preservação é importante porque nem sempre um equipamento é montado imediatamente após a compra; entre o seu recebimento e efetiva montagem pode ocorrer um lapso de tempo significativo, de semanas, meses ou até anos, dependendo do porte do empreendimento. As características de armazenagem variam conforme o tipo de equipamento, e a integridade dos equipamentos pode depender do tempo e condições em que ficam armazenados. Dentre os fatores que afetam a integridade dos equipamentos podemos citar: Umidade do ar – quando em excesso provoca a corrosão precoce de qualquer material ferroso. Quando insuficiente destrói embalagens de proteção feitas de papelão; Variações de temperatura – provoca “stress” mecânico, além de alterações na umidade do ar; Pragas naturais – formigas, cupins e ratos.

Em razão de tudo isso, acompanhar as condições de armazenagem, inspecionando a integridade dos equipamentos no depósito, e supervisionar os trabalhos de manutenção são tarefas básicas de preservação e precisam ser controladas e registradas.

Inspeção Mecânica:

Também chamada de Complementação Mecânica, é o conjunto de atividades de inspeção e certificações que visam garantir que a obra foi construída de acordo com o projeto. A inspeção mecânica consiste em conferir detalhes de montagem, suportação, ligação de cabos, aterramento, alinhamento etc.

Após a inspeção mecânica, dá-se início aos testes a frio dos equipamentos.

Como em geral a montagem de equipamentos obedece a padrões de especificações de fabricantes ou mesmo normas internacionais, como a norma ASME, sobre vasos de pressão, é normal que a inspeção mecânica exija especialização da equipe de condicionamento, de modo a realizar os trabalhos com excelência.

Durante essa fase do condicionamento são realizados relatórios de pendências.

Inspeção Funcional:

Subsequente à atividade de inspeção mecânica, a inspeção funcional é o conjunto de atividades que visam garantir a funcionalidade dos equipamentos da planta de processo, a fim de deixar os equipamentos de um sistema ou subsistema prontos para a partida inicial da planta (Startup).

Consiste em aferir e calibrar instrumentos, testar equipamentos elétricos e mecânicos, teste de malhas etc.; a fim de deixar os equipamentos prontos para a entrada em operação.

Para Ler o Artigo Completo Clicar Abaixo

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